Casos de dengue aumentam 43,9% no RN

Foto: Magnus Nascimento

A previsão do aumento de casos de dengue para este ano, feita pelas autoridades da saúde, está se cumprindo. No Rio Grande do Norte, até a quinta semana epidemiológica de 2024, encerrada em 5 de fevereiro, o número de casos prováveis passou de 526 para 757, o que representa um acréscimo de 43,91% em relação ao mesmo período de 2023. Neste mesmo período do ano passado já tinham sido verificadas 73 confirmações, enquanto que atualmente são 78. Os municípios de Jandaíra, Baía Formosa e Ceará-Mirim, apresentam as maiores incidências. Em Natal, o aumento foi de 47%.

O estado terminou 2023 com 26 municípios em situação de risco e 91 em alerta. Foram identificados os tipos DENV 1 e DENV2 da doença circulando no RN. Os dados estão no novo Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado nesta terça-feira (6) pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN). O documento aponta 795 notificações com 78 casos confirmados, sendo 2 por dengue grave e 5 com sinais de alarme. Em 2023, no mesmo recorte, foi registrado 1 caso grave e 4 com sinais de alarme. Desses 795 notificados, 38 foram descartados, restando, 757 prováveis, incluindo as confirmações.

A incidência (quantidade de casos divididos pela quantidade de habitantes e multiplicada por 100 mil) da dengue no Rio Grande do Norte , está em 21,26%. Há um ano, era 16,77%. A incidência chega a ser 13 vezes acima da estadual em municípios como Jandaíra (275,08%) e Baía Formosa (277,39%).

No primeiro, há 19 casos prováveis de dengue. No mesmo período de 2023 foram 2 casos, ou seja, um aumento de 850%. Já em Baía Formosa são 26 casos, contra 4 em 2023, um aumento de 550%.

Também chama a atenção o município de Ceará-Mirim, na Grande Natal, que teve 15 casos no mesmo período de 2023 e agora está com 127 casos, subindo 746%. A incidência é de 171% na sua população. Lá, já são 5 confirmações neste ano.

A capital também aumentou o número de casos prováveis da doença em relação a 2023, quando registrou-se 183 com 37 confirmações e uma incidência de 20,41%. O novo boletim da Sesap aponta para 270 casos em Natal, com 48 confirmados e uma incidência de 30,11%. O aumento de casos prováveis é de 47,5%.

A coordenadora de vigilância em saúde da Sesap/RN, Diana Rego, diz que a pasta trabalha junto com os municípios entendendo quais são os principais focos e as dificuldades para “traçar as estratégias de combate que podem ser desenvolvidas ainda nesse período de janeiro e fevereiro, porque ainda é tempo da gente combater o vetor que é o mosquito, o Aedes Aegypti, que transmite o vírus da dengue”.

Segundo ela, as regiões com maior aglomerado de pessoas, como as cidades populosas, costumam apresentar mais casos. “Entretanto, a gente tem regiões do nosso estado, no interior, que também são regiões prioritárias, preocupantes, justamente pela forma de armazenamento da água”, explica.

A participação da população no combate é essencial, evitando água parada onde o mosquito costuma proliferar. Além disso, receber os agentes de endemias é importante para identificar os focos do transmissor. “Tanto os agentes de endemias, como os agentes comunitários, que as pessoas recebam esses profissionais em casa. A gente tem focos tanto na região Metropolitana, como no interior, em especial na terceira região de saúde, que aquela região próxima ao município de João Câmara, e também na sexta região de saúde, que é mais próxima ao município de Pau dos Ferros”, aponta a coordenadora.

O boletim da Sesap também mostra os dados de outras arboviroses. Para a Chikungunya houve queda em relação a 2023, quando no mesmo período havia 293 casos prováveis. Atualmente, são 177 casos notificados, com 15 descartados, restando 162 prováveis e, entre esses, 14 confirmados. A incidência da Chikungunya no estado é de 4,55%. Quanto à Zika, há 46 notificações, mas apenas um caso confirmado. É de uma gestante na cidade de Ceará-Mirim.

Vacina
A expectativa de que as doses da vacina contra a dengue sejam distribuídas essa semana para os estados iniciarem a vacinação não deve se confirmar.

O Ministério da Saúde informou que as 757 mil doses entregues pelo laboratório fabricante ainda passam pelo processo de liberação, como ocorre com todos os medicamentos e imunizantes importados que chegam ao Brasil.

“O Ministério da Saúde solicitou aos órgãos envolvidos toda a celeridade possível para a liberação das vacinas. O cronograma de distribuição, assim como o quantitativo de doses para cada região, será divulgado em breve pela pasta”, informou o Ministério.

Tribuna do Norte


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