Policial

Homem que estava ‘brechando’ mulher casada em banheiro é esfaqueado pelo marido dela no RN

Um homem de 34 anos foi preso por após praticar um crime de tentativa de homicídio com uso de uma arma branca, no caso, uma faca, na cidade de Assú, no interior do Rio Grande do Norte.

As primeiras informações revelam que o ato criminoso aconteceu após o homem identificar que a esposa dele estava sendo “brechada” por um indivíduo.

Segundo a Polícia Militar, a mulher estava em um banheiro público.

Ao observar a cena, o homem esfaqueou o indivíduo, que foi socorrido para o hospital do município.

Após ser preso por policias militares, o acusado foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Assú, onde foi autuado pelo delegado Paulo Pereira Junior, por infração ao artigo 121, caput, c/c artigo 14, inciso II do Código Penal Brasileiro.

O indivíduo pernoitou na delegacia, antes de ser encaminhado para a Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Sousa, onde se encontra preso à disposição da Justiça.

Agora RN

Economia

Guedes fala em ‘licença’ para furar teto de gastos por auxílio de R$ 400: ‘Queremos ser um governo reformista e popular’

Foto: Washington Costa / Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quarta-feira que o Auxílio Brasil de R$ 400 deverá ser pago em parte fora do teto de gastos, regra que impede o crescimento das despesas da União acima da inflação.

O programa, segundo Guedes, é temporário e necessário para atender às famílias mais vulneráveis afetadas pela inflação. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o programa será feito sem ‘furar o teto’.

Guedes disse que o governo deve pedir o que chamou de “waiver” (suspensão da regra) para gastar mais de maneira temporária.

O ministro também confirmou que esse “waiver” seria de “pouco mais” de R$ 30 bilhões fora do teto, como insiste a equipe econômica.

— Como nós queremos essa camada de proteção para os mais frágeis, nós pediríamos que isso viesse como um waiver, para atenuar o impacto socioeconômico da pandemia. Estamos ainda finalizando, vendo se conseguimos compatibilizar isso — disse o ministro, em evento da construção civil que ele participou virtualmente.

No fim do evento, ele informou:

— (O weiver) Com um número limitado, de pouco mais de R$ 30 bilhões.

O Globo

Mega-Sena

Mega-Sena pode pagar R$ 21 milhões nesta quinta-feira

Foto: Marcelo Brandt/G1

O concurso 2.421 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 21 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (21) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet até 19h.

Energia » Energia Eólica

Parque eólico Cumaru inicia operação no RN e ajudará a aliviar crise energética

Foto: Divulgação Enel

A subsidiária brasileira de energia renovável do Grupo Enel, Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), iniciou a operação comercial do parque eólico Cumaru, localizado no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Com capacidade de 206 megawatts (MW), a planta vai gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 470 mil habitantes. A produção de energia do parque será integralmente fornecida ao mercado livre para venda a clientes comerciais, alavancando a presença integrada da Enel no País.

O empreendimento, que custou R$ 948 milhões, o equivalente a cerca de 184 milhões de dólares, é o primeiro de cinco projetos em construção pela Enel no País. Até o início do próximo ano, a companhia colocará em operação cerca de 1,3 mil MW de energia renovável no setor, resultado de um investimento de R$ 5,6 bilhões. Além de Cumaru, a Enel Green Power está concluindo três parques eólicos e um solar, todos no Nordeste, que somam 1,3 GW de nova capacidade.

No Piauí, está sendo construído o parque eólico Lagoa dos Ventos III (396 MW) e o parque solar São Gonçalo III (256 MW). Outros dois projetos eólicos – Morro do Chapéu Sul II (353 MW), na Bahia, e Fontes dos Ventos II (99 MW), em Pernambuco, também estão em andamento.

O parque inaugurado nesta quarta-feira (20) tem 49 aerogeradores instalados em uma área de 300 hectares, e em pleno funcionamento será capaz de gerar mais de 966 GWh, evitando a emissão de mais de 543 mil de toneladas de CO2 na atmosfera. Todos os equipamentos, segundo a empresa, foram fabricados no Brasil. O projeto demorou 13 meses para ser concluído, empregou 1.100 pessoas (80% da região) e foi antecipado em 15 dias – o que representa um alívio diante da crise elétrica por causa da baixa no nível dos reservatórios.

A atual crise hídrica, segundo a executiva responsável da Enel Green Power no Brasil, Roberta Bonomi, reforça a importância da diversificação da matriz energética no Brasil e as vantagens das fontes eólica e solar. “Iniciamos a construção do projeto Cumaru no segundo semestre do ano passado. A entrada em operação comercial do parque num curto espaço de tempo é uma demonstração da nossa capacidade de entregar projetos relevantes para ampliar sistematicamente a geração verde no país e contribuir para um sistema cada vez mais seguro, em que a complementariedade das fontes beneficia toda a sociedade”, diz.

A executiva da Enel destaca que as duas tecnologias (eólica e solar) hoje são bastante competitivas. “Isso demonstra um jeito mais rápido de dar uma solução estrutural a questão que estamos vivendo hoje no País”, afirma. Ela ressalta que a empresa tem no Piauí a maior planta solar da América Latina, com capacidade de geração de 864 MW. No Brasil, o Grupo Enel, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, tem uma capacidade total instalada renovável de mais de 3,7 mil MW, dos quais 1,5 mil MW de fonte eólica, 979 MW de solar e 1,3 MW de hídrica.

A energia eólica tem dado grande contribuição ao País durante a atual crise elétrica. As usinas, a grande maioria instalada no Nordeste, foram responsáveis por até 21% da geração total. Isso ajudou a preservar água dos reservatórios e a garantir o abastecimento energético.

O evento que marcou o início das operações do complexo eólico teve da governadora do Estado, Fátima Bezerra, e de representantes da Enel, entre eles o Country Manager da Enel no Brasil, Nicola Cotugno; e a Responsável pela Enel Green Power no Brasil, Roberta Bonomi. “O investimento em geração verde é imprescindível neste momento de debates sobre as mudanças climáticas, com essa crise energética batendo na nossa porta. O novo parque eólico é uma conquista importante para o Rio Grande do Norte, para o país e para o mundo”, destacou a governadora.

No primeiro semestre deste ano, foram captados mais de R$ 6,5 bilhões para projetos de energia renovável. A previsão é de que sejam captados algo em torno de R$13 bilhões até o final do ano. O RN tem, hoje, 5,8 GW de potência instalada na geração eólica.

Tribuna do Norte

Covid-19 » Vacinação

Metade da população brasileira está com ciclo vacinal anticovid completo

Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil tem 107.407.959 pessoas, ou 50,4% da população, com o ciclo vacinal contra a covid-19 completo. A contagem é do Consórcio de Imprensa do qual o Estadão faz parte.

São 102.891.553 pessoas (48,4%) que receberam a segunda dose do imunizante no Brasil e 4.516.406 (2,1%) que receberam a vacina da Janssen, de dose única.

No caso da primeira dose, 152.450.710 pessoas receberam a primeira dose, 71,5% do total da população.

No País, foram aplicadas 5.317.781 doses de reforço, sendo 368.774 nas últimas 24 horas.

Desde o início de setembro, segundo mostrou o Estadão, o País vive um novo momento da campanha de vacinação contra a covid-19, com predomínio da aplicação de segundas doses. Com isso, o índice saltou de 30% para 40% e, posteriormente, de 40% para 50% em intervalos de menos de um mês.

Ao mesmo tempo, o Brasil atingiu no último dia 8 a marca de 600 mil mortes pela covid – mais gente do que as populações de sete capitais do País, como Florianópolis e Vitória. Com o avanço da vacinação e a queda de infectados, cresce nos hospitais e nas ruas a sensação de que o pior foi superado. Especialistas, porém destacam que a crise sanitária pode ter reviravoltas e seus efeitos são duradouros.

Estadão Conteúdo

Covid-19 » Rio Grande do Norte

64% dos internados por Covid no RN têm menos de 60 anos e não se vacinaram, diz Sesap

 Foto: Sandro Menezes

Um monitoramento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) indicou que 64% das pessoas que foram internadas por Covid no mês de outubro em hospitais no Rio Grande do Norte não estavam vacinadas contra a doença e não eram idosos.

De acordo com a pasta, que divulgou os dados nesta quarta-feira (20), dos 164 pacientes internados que foram analisados neste período, 108 eram não vacinados. Esses casos já foram finalizados – seja por alta médica ou óbito.

Ela explica ainda que a chegada a da variante delta no Rio Grande do Norte a partir de agosto de 2021 reforça ainda mais a necessidade de imunizar a população com o esquema vacinal completo.

“Já temos a variante delta sendo predominante no estado e, apesar da transmissibilidade desta variante, nós temos a clareza de que a vacinação vai sim nos proteger. Por isso, é fundamental reforçarmos a importância de se completar o esquema vacinal, além da procura pela dose de reforço pelas pessoas dos grupos prioritários”, disse Kelly.

O estado soma atualmente 173 amostras positivas para variante delta, que estão distribuídas em 30 municípios. O sequenciamento genômico é feito pela Fiocruz, o que atrasa o resultado da variante identificada.

De acordo com a Sesap, já é possível dizer que a delta é a variante predominante no estado, deslocando a gama, que até então tinha essa prevalência.

Diante disso a Secretaria mantém seu trabalho de vigilância das síndromes respiratórias, sendo o diagnóstico laboratorial e o conhecimento da circulação dos vírus respiratórios fundamentais para o desenvolvimento destas atividades.

Além disso, reforça a necessidade de manutenção das medidas sanitárias, principalmente o uso de máscara e álcool gel, além da vacinação em seu esquema completo.

g1 RN

Economia » Rio Grande do Norte

RN pode perder R$ 500 milhões com projeto do ICMS dos combustíveis, estima governo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Rio Grande do Norte pode ter uma queda de cerca de meio bilhão de reais na arrecadação anual caso seja aprovado e sancionado o Projeto de Lei Complementar n° 11/2020, que propõe alteração na lei que regulamenta o ICMS, principal tributo estadual. A estimativa foi calculada pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Em todo o país, a redução de receitas para estados e municípios poderá chegar a R$ 32 bilhões. Aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 13, a matéria segue ao Senado para apreciação e votação dos parlamentares.

O texto do PLP impõe uma mudança no modelo de cobrança do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) sobre os combustíveis, que é de competência dos estados e Distrito Federal. Os secretários de fazenda e tributação são contra e alegam que a sistemática não resolve o problema das constantes altas nos preços dos produtos, só gerando uma perda bilionária para as finanças estaduais e municipais, e, por isso, rejeitam o projeto.

Para eles, a redação do PLP obriga os estados e o Distrito Federal a fixarem uma alíquota desse tributo para cada produto, tomando como base de cálculo do imposto devido uma unidade de medida – como litro, quilo ou volume -, e não mais o valor da mercadoria cobrado do consumidor final como referência para aplicação da alíquota, como ocorre atualmente. Além disso, para chegar a essa taxa única, os estados teriam de fazer uma média ponderada dos preços ao consumidor dos últimos dois anos, o que não corresponderia ao custo real dos produtos desembolsado pelos consumidores e apenas diminuiria os valores repassados pela Petrobras aos estados.

No modelo vigente de recolhimento do ICMS dos combustíveis no país, chamado de substituição tributária, a cobrança é feita na base da cadeia produtiva. Ou seja, o imposto é recolhido na refinaria após a venda, e não nos postos de combustíveis, a ponta da cadeia. Cada estado tem regulação própria para esse tributo, que, no caso do Rio Grande do Norte, não sofre aumento de alíquota há pelo menos seis anos.

As estimativas de perdas, que apontam a supressão de cerca de R$ 500 milhões para os cofres do Rio Grande do Norte, foram baseadas em um estudo de impacto elaborado pela Federação Brasileira das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite). “Além de acarretar um prejuízo gigantesco para as receitas dos estados, assim como dos municípios, que ficam com 25% do montante recolhido com o ICMS, esse modelo não dá garantias que os preços cobrados aos consumidores se manterão em baixa”, argumentou o secretário Estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

Ele presume que a perda desse volume traria um impacto negativo direto em serviços públicos essenciais, ameaçaria o cumprimento de gastos obrigatórios e poderia comprometer o avanço do equilíbrio fiscal do estado.

Reforma tributária

Na visão do titular da SET-RN, assim como do comitê, a discussão da tributação dos combustíveis deve ser realizada no âmbito da Reforma Tributária, e não isoladamente. Os secretários estaduais já haviam se manifestado a favor da proposta de uma reforma ampla, disposta na PEC 110/2019, de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA). O relatório da proposta foi entregue no dia 5 de outubro ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com a presença do presidente do Comsefaz, Rafael Fonteles, e do secretário de Fazenda de Pernamabuco, Décio Padilha.

Os secretários contestam o argumento de que os reajustes dos preços dos combustíveis têm gerado aumento real na arrecadação total de ICMS. Por conta do processo inflacionário: o valor dos combustíveis é repassado aos demais produtos do mercado, que se elevam de preço. Como a renda do trabalhador permanece a mesma, há redução do consumo, o que se reflete nas receitas do ICMS em variados setores do comércio.

Caso a matéria seja aprovada na casa legislativa, o Comsefaz assegura que entrará com uma ação expondo a inconstitucionalidade Congresso Nacional ao legislar sobre alíquotas de tributos estaduais, que são competência das Assembleias Legislativas e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Portal da Tropical

Currais Novos

“Dia histórico para Currais Novos e o Seridó”, comemora Francisco do PT na solenidade de criação do 13° Batalhão de Polícia Militar do RN

Em intensa agenda pelo Seridó acompanhando a governadora Fátima Bezerra, o deputado estadual Francisco do PT esteve na tarde desta terça-feira (19), em Currais Novos, onde visitou obras e participou da solenidade de criação do 13° Batalhão de Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

“Eu ainda era vereador de Parelhas quando essa luta pelo Batalhão de Polícia era reivindicada. Assim que entrei na Assembleia Legislativa me somei a essa luta. E foi graças a sensibilidade da governadora que o pleito foi concretizado”, comemorou o parlamentar.

Na ocasião, Francisco do PT fez questão de desejar sucesso ao Tenente Coronel Moacir, seu conterrâneo, que irá comandar o Batalhão.

Logo após, a comitiva seguiu para o Teatro Municipal Ubirajara Galvão, onde o prefeito Odon Júnior apresentou um pacote de ações e investimentos na cidade, que conta também com recursos provenientes de emendas do deputado.

Currais Novos

Dia histórico para segurança pública de Currais Novos

Dia 19/10, dia do Ato de Criação do 13° Batalhão de Polícia Militar em Currais Novos junto com o Comando da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Coronel Araújo (Secretário de Segurança Pública do Estado), Coronel Alarico (Comandante da Polícia Militar), Governadora Fátima, Vice-Governador Antenor Roberto, Deputado Estadual Francisco do PT, Deputada Federal Natália Bonavides, Tenente Coronel Moacir e o Presidente da Câmara Municipal de Currais Novos, Edmilson Souza.

O prefeito de Currais Novos, Odon Jr, destacou a parceria com o Governo do Estado e gratidão a Governadora Fátima pela vontade política de realizar a criação do Batalhão.

Foi reforçado também o pedido para que seja criado no futuro a Delegacia Regional de Polícia Civil com plantões ao final de semana, Delegacia da Mulher e um Núcleo do Corpo de Bombeiros e a Governadora afirmou que está reestruturando a configuração das forças de segurança com a realização de concursos e terá as condições de atender esses pleitos de Currais Novos mais a frente.

Foi um dia histórico que mais uma vez prova o crescimento de Currais Novos, sendo uma cidade que vem recebendo a consideração das autoridades estaduais e recebendo novos investimentos e reconhecimento, disse o prefeito.

Economia » Política

Senado aprova auxílio gás para famílias carentes

Foto: Adriano Abreu

O Senado aprovou hoje (19) a criação do Programa Gás para os Brasileiros, o chamado auxílio gás. O programa vai auxiliar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha. O projeto de lei (PL) prevê que cada família receba bimestralmente o equivalente a 40% do preço do botijão de gás. O projeto retorna à Câmara.

De acordo com o PL aprovado, serão beneficiadas famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, ou que morem na mesma casa de beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

Entre as justificativas do autor do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), está o aumento do preço do gás de cozinha nos últimos meses o que tem feito com que famílias optem pelo o uso de lenha, carvão e, até mesmo, etanol para o preparo dos alimentos o que provocou o aumento de doenças pulmonares e acidentes com queimaduras.

Para ele, o projeto traz “justiça social”, devolvendo à população parte do lucro da Petrobras obtido no mercado. “Estamos fazendo uma justiça social quando estabelecemos fontes de financiamento que não são fiscais. A fonte de financiamento diz respeito aos dividendos que a União recebe pelas suas ações da Petrobras, pelo lucro que a União obtém. Estamos pegando o lucro das ações da Petrobras e devolvendo pro povo humilde.”

Na avaliação do relator do projeto no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), a mais recente política de preços da Petrobras, adotada na gestão do presidente Michel Temer, com a estatal sob comando de Pedro Parente, pavimentou a crise dos combustíveis vivida hoje.

“A primeira providência que ele [Parente] tomou foi eliminar os subsídios, deixar de controlar os preços da Petrobras e atrelou os preços dos combustíveis ao mercado internacional, ao preço em dólar do barril de petróleo. Então, eliminando o subsídio dos combustíveis, evidentemente, eliminou o subsídio do GLP, do gás de cozinha”, disse o senador.

“Com a política que foi feita, nós sabemos das consequências, da greve dos caminhoneiros. Mas o fato é que, à medida em que o petróleo aumenta de preço, imediatamente, de 15 em 15 dias, aumenta de preço aqui no Brasil. Se o dólar se valoriza e o nosso real se desvaloriza, aumenta de preço também. E isso levou ao que nós estamos vivendo hoje: uma gasolina de R$ 7 o litro e o GLP de R$ 100, R$ 120, R$ 130”, acrescentou.

O PL retorna para nova apreciação dos deputados porque Castro alterou a forma de financiamento do programa. O texto que saiu da Câmara previa o uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto sobre a importação e a comercialização de gasolina. Mas o relator entendeu que o aumento de tributos provocaria “um indesejável impacto inflacionário”.

Agência Brasil

Economia

Distribuidoras terão de importar combustíveis

FOTO: ALEX RÉGIS/ TRIBUNA DO NORTE

A Petrobras confirmou que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, que teriam vindo acima de sua capacidade de produção. Com o barril do petróleo a mais de US$ 80 (cerca de R$ 447), a Petrobras deixou para as distribuidoras a incumbência de complementar com importação o volume adicional à produção nacional necessário para suprir a demanda interna de combustíveis.

O custo excedente com importação será repassado para o consumidor que, no fim das contas, deve pagar mais caro pelos combustíveis nas bombas, ainda que a Petrobras não reajuste seus preços nas refinarias. A alta foi estimada em 17% pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom).

Os executivos das distribuidoras garantem que não há risco de desabastecimento. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também diz que não. O complemento à Petrobras será garantido por outros países. Na prática, o que está acontecendo é que a Petrobras está deixando para as distribuidoras o compromisso de importação, antes assumido por ela. Uma parcela da demanda interna sempre foi coberta com produtos trazidos de outros países. Com o petróleo e os seus derivados em alta, esse custo estava sendo absorvido pela estatal. Ao deixar a importação para as distribuidoras, a Petrobras se desfaz desse custo.

Em comunicado, a Petrobras afirmou que recebeu uma “demanda atípica” de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los, e que não está descumprindo contratos.

Segundo a estatal, os pedidos extras solicitados para novembro vieram 20% acima da sua capacidade de suprimento no caso do diesel e 10% acima em relação à gasolina, uma demanda “atípica” tanto em termos de volume como no prazo para fornecimento. “Além disso, não houve, do ponto de vista do mercado, qualquer fato que justificasse esse acréscimo de demanda”, afirmou a empresa.

“Atualmente, há dezenas de empresas cadastradas na ANP aptas para importação de combustíveis. Portanto, essa demanda adicional pode ser absorvida pelos demais agentes do mercado brasileiro”, disse a Petrobras, em nota. Essa mudança de postura da empresa foi comemorada pelos importadores, que veem nela uma oportunidade para ganhar espaço no mercado interno de combustíveis. “Ao reduzir a importação, a Petrobras institucionaliza o mercado livre de combustíveis no Brasil”, afirmou Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Em geral, a entidade critica a estatal. A luta da Abicom, em geral, é para que a Petrobras suba os seus preços, em linha com o mercado internacional, e, com isso, permita que concorrentes disputem participação de mercado. Dessa vez, no entanto, a associação aplaudiu a petrolífera.

A medida não agrada, no entanto, um grupo de distribuidoras. Seis delas recorreram à ANP reclamando de cortes nos pedidos de fornecimento de derivados de petróleo. No dia 11 de outubro, segundo a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – a petroleira teria avisado diversas associadas sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel” para novembro. Para a associação, “as reduções promovidas pela Petrobras chegariam, em alguns casos, a mais de 50% do volume solicitado para compra”.

A ANP também afastou risco de desabastecimento. “Não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento. A ANP segue realizando o monitoramento da cadeia de abastecimento e adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos”, afirmou o órgão regulador.

A Petrobras e o governo federal vêm sofrendo pressões de diversos segmentos da sociedade devido a um avanço expressivo dos preços dos combustíveis no país neste ano, que têm refletido cotações internacionais. Nesse contexto, a petroleira tem reajustado os preços em intervalos maiores nos últimos meses, evitando repassar volatilidades externas.

O Brasil não produz o volume de combustíveis necessário para abastecer o País e depende de importações. A Petrobras, nos últimos anos, vem buscando praticar preços de mercado, para garantir que as compras externas não tragam prejuízos.

Parque de refino
A petroleira destacou, em comunicado na segunda-feira, que está operando seu parque de refino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, contra 79% no primeiro semestre do ano. Em 2020, o fator de utilização das refinarias também ficou em cerca de 79%, superior ao registrado em 2019 (77%) e 2018 (76%), mesmo considerando paradas programadas nas refinarias Reduc, RPBC, Regap, Rlam, Repar e Revap, que foram postergadas de 2020 para 2021 em função da pandemia.

“Nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto por sua produção, quanto por importações realizadas por distribuidoras, terceiros e pela companhia, que garantiram o atendimento integral da demanda doméstica”, disse a Petrobras.

Em uma semana, gasolina sobe 2,67% no RN
Em uma semana, o preço médio da gasolina C Comum, no Rio Grande do Norte subiu 2,67%, um aumento de R$ 0,18. O valor passou de R$ 6,675, na semana de 03 a 10 de outubro para R$ R$ 6,853, de 10 a 16/10, segundo a mais recente pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com isso, o Estado subiu um posto no ranking das gasolinas mais caras do Brasil, e somente o Piauí tem preço médio mais alto para a gasolina comum (R$ 6,936).

Natal também aparece com a segunda gasolina mais cara entre as capitais e encher um tanque de 40 litros sai mais de R$ 30 mais caro em solo potiguar do que em Pernambuco e Paraíba. Na comparação mensal, o preço médio da gasolina comum no RN subiu 3,52 em quatro semanas e 25,47% em seis meses.

Em comparação à Paraíba e Pernambuco, os estados vizinhos seguem com preços melhores do que o RN, mas também registraram alta. Enquanto na semana de 03 a 10/10, a gasolina comum era vendida, em média, a R$ 5,963 na Paraíba e R$ 5,996 em Pernambuco, os preços agora saltaram para R$ 6,163 e R$ 6,186, respectivamente. O levantamento foi o primeiro a captar totalmente o efeito do reajuste recente da gasolina nas refinarias pela Petrobras, já que os novos preços passaram a valer em 9 de outubro.

Entre as capitais, somente Teresina tem um preço médio mais alto do que Natal. A capital piauiense vende a gasolina comum a R$ 6,934, enquanto Natal tem litro custando R$ 6,884. Macapá é a capital com a gasolina mais “barata”, custando R$ 5,514. Na comparação com as capitais vizinhas a Natal, Recife vende o combustível a R$ 6,079, enquanto João Pessoa tem preço médio de R$ 6,153. Para comparar, encher um tanque de 40 litros em Natal custa R$ 275,36, enquanto a mesma quantidade de gasolina sai por R$ 243,16 em Recife, R$ 246,12 em João Pessoa e R$ 220,56 em Macapá.

No País, a gasolina também avançou, com o preço médio do litro pulando de R$ 6,117 para R$ 6,321 de uma semana para outra, alta de 3,33%. Já o preço do diesel se manteve praticamente estável na semana passada, com o preço médio subindo 0,3% em relação ao da semana anterior, para R$ 4,976 o litro. No RN, a alta foi de 0,76%, com o preço médio indo a R$ 5,401.

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 18 Estados e no Distrito Federal na semana entre 10 e 16 de outubro. Em outros oito Estados, os preços recuaram. Nos postos pesquisados pela ANP, o preço médio do etanol subiu 0,92% na semana ante à anterior, de R$ 4,775 para R$ 4,819 o litro. No RN, o aumento foi de 0,37%, com o preço médio saindo de R$ 5,724 para R$ 5,745.

Tribuna do Norte

Covid-19 » Rio Grande do Norte

Rio Grande do Norte registra piora de indicadores da pandemia em 18% dos municípios

Foto: Ney Douglas

O acompanhamento semanal da pandemia da Covid-19, feito pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), registrou essa semana a piora nos indicadores em 18,6% das cidades do Rio Grande do Norte.

De acordo com o estudo de indicador composto finalizado nesta segunda-feira (18), que reúne diversos fatores como ocupação de leitos, casos ativos e óbitos, 31 municípios tiveram queda no escore, que vai de 1 a 5. Destes, 22 saíram do escore 1, que é a situação mais confortável, para o escore 2.

Outros oito municípios passaram da pontuação 2 para a 3, já dentro do sinal amarelo, e apenas um saiu do 3 para o 4, sendo o único com esse escore em todo o estado.

A situação alerta para a manutenção dos cuidados por parte da população neste momento de retomada das atividades. “A situação da pandemia ainda é estável em um patamar baixo, mas os indicadores mostram que não é possível relaxar. Temos que manter os cuidados, permanecer usando máscara e as medidas de distanciamento. Não é hora de relaxar”, afirmou o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.

O gestor ainda reforça a necessidade de se tomar a vacina dentro dos prazos, pois a ampliação da imunização é a única saída da pandemia, como mostram os dados recentes. “Temos um contingente grande de pessoas com a segunda dose em atraso. Deixamos aqui um apelo para que procurem os postos de vacinação e tomem a vacina, para garantir a imunidade e alcançarmos os índices ideais de proteção”, completou o secretário.

Agora RN

Brasil » Portugal » Rio Grande do Norte

Cresce 400% número de potiguares em busca da nacionalidade portuguesa através da Lei dos Sefarditas

rio gra Foto: Alícia Uchôa/G1

Cresceu 419% o número de potiguares que deram entrada nos processos de certificação para obterem a nacionalidade portuguesa através da Lei dos Sefarditas, de 2015.

A lei permite que descendentes de judeus sefardistas (entenda mais abaixo) consigam obter vistos permanentes do governo português caso comprovem o parentesco através da árvore genealógica.

Em 2021, 180 potiguares buscaram a certificação de janeiro a setembro. O número é 419% maior do que os 43 requerentes de 2020. Em 2019, o número foi ainda menor: 5 pessoas buscaram a certificação. O aumento em três anos é de 3.500%.

De acordo com o genealogista Alexandre Santos, integrante da Ancestralis, assessoria que acompanha processos de cidadania em Portugal, em 2021 ao todo 85 processos foram aprovados até o mês de setembro. Em 2020, esse número tinha sido de 7 e em 2019 nenhum certificado foi aceito.

Segundo a Ancestralis, no RN há um número considerável de descendentes de judeus sefarditas, concentrados especialmente nas famílias Dantas, Azevedo, Araújo, Medeiros, Lucena, Cirne, Gurgel, Santos, dentre outras.

A região do Seridó potiguar é também um grande “celeiro” de antigas comunidades sefarditas, sendo os patriarcas de Caicó, Jardim do Seridó, Carnaúba dos Dantas e Timbaúba dos Batistas, por exemplo, delas diretamente descendentes.

g1 RN

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