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RN perde turistas e setor encolhe 9%

Recessão na economia nacional, crise na segurança pública estadual e problemas na pista de pousos e decolagens do Aeroporto Int. Gov. Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. Essas são os três fatores que, segundo especialistas, contribuíram para a redução da atividade turística no Rio Grande do Norte em 2017. Dados do Anuário Estatístico de Turismo 2018 – Ano Base 2017 do Ministério do Turismo publicado semana passada mostram redução de 9,39% na movimentação de turistas no estado em comparação com o ano anterior.

Ao longo de 2017 foram registradas 26.598 entradas de visitantes nacionais e estrangeiros no estado, segundo o Anuário. Esse número é 30,03% menor que o registrado em 2014, quando Natal sediou quatro jogos da Copa do Mundo. Ele é, inclusive, inferior ao período pré-Mundial, em 2013, em 25,88%. Naquele ano, o estado recebeu 35.888 turistas oriundos de todas as partes do Brasil e do mundo.

“Em 2017, o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves deixou de funcionar à noite entre setembro e outubro. A TAP Linhas Aéreas, por exemplo, deixou de operar os voos internacionais ligando o Rio Grande do Norte à Europa e isso gerou grandes prejuízos para o nosso turismo”, declara o secretário de Estado do Turismo, Manoel Gaspar. Ele destaca, porém, que o ano de 2018 tende a encerrar com saldo positivo para a movimentação turística no estado em decorrência da ampliação da promoção do destino em feiras nacionais e internacionais.

De acordo com avaliação do diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur/RN), Rogério Pessoa Diniz, “a crise é um fator que pode ter influenciado” a redução da entrada de turistas no estado ao longo de 2017. Ele afirma, porém, que a partir do aumento da participação do Estado em eventos no Brasil, na América Latina e Europa para a divulgação do potencial turístico, a tendência é que o quantitativo de turistas volte a crescer. “Em 2018, temos um dólar mais alto. Isso propicia a vinda de mais turistas internacionais, pois o real está desvalorizado. Além disso, o turismo precisa de atrativos. Não adianta fazer promoção turística e manter a crise nacional na segurança pública”, detalha.

Apesar dos esforços dos gestores públicos e empresários do seto turístico, a Copa do Mundo em Natal não consolidou, até hoje, a atividade na capital, principalmente. Dados do Anuário Estatístico de Turismo 2018 comprovam uma acentuada redução da participação europeia e norte-americana no turismo potiguar.

Em 2014, dos 38.014 turistas nacionais e internacionais que visitaram o Rio Grande do Norte, 35.660 eram oriundos da Europa. A maioria deles eram italianos (7.449). Em 2017, o número de europeus no estado caiu para 17.261 (-51,59%). A Itália deixou de ser o principal emissor na Europa, passando o posto para Portugal, que enviou 3.755 pessoas no período. Houve também queda no número de norte-americanos. Dos 950 em 2014, o total de visitantes vindos dos Estados Unidos reduziu para 234 em 2017.

Com o advento do voo ligando o Rio Grande do Norte à Argentina, a expansão do volume de visitantes argentinos no estado de 2014 para 2017 foi expressiva, saindo de 43 no ano da Copa do Mundo no Brasil para 8.962 ano passado. “Em 2014, foi ano da Copa do Mundo em Natal e, naturalmente, tivemos mais turistas. Este ano, estamos com um número positivo de turistas argentinos. A Argentina se tornou um país emissor muito importante após a entrada em operação do voo direto da GOL Linhas Aéreas”, aponta Manoel Gaspar.

Fonte: Tribuna do Norte


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