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UFRN » Vacina

UFRN disponibiliza ultrafreezers para armazenar vacinas contra covid-19

A UFRN realizou um levantamento sobre a disponibilidade dos equipamentos que são utilizados nos laboratórios da instituição para a realização de pesquisas científica

Como parte das ações de enfrentamento à pandemia da covid-19, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) colocou ultrafreezers à disposição da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte (Sesap). Dessa forma, os equipamentos da instituição de ensino poderão ser utilizados para auxiliar a logística do Plano de Vacinação Contra a Covid-19.

A UFRN realizou um levantamento sobre a disponibilidade dos equipamentos que são utilizados nos laboratórios da instituição para a realização de pesquisas científicas – conservação de material genético armazenados a baixíssimas temperaturas, por exemplo. Nessa perspectiva, como parte das ações que vêm sendo desenvolvidas pela UFRN no enfrentamento à pandemia, a Universidade disponibilizará o uso de sete ultrafreezers localizados nos campi de Natal e Caicó.

Ainda conforme foi informado à Sesap, a UFRN se coloca à disposição para planejar o compartilhamento dos equipamentos, que estão na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Centro de Biociências (CB) e no Centro de Tecnologia (CT).

Ações de enfrentamento à covid-19

A UFRN ressaltou, ainda, que vem desenvolvendo ações no enfrentamento à pandemia da covid-19, como a doação de álcool 70% e de equipamentos de proteção individual (EPIs); realização de testes da covid-19 e de teleatendimento para esclarecer dúvidas sobre a doença; assistência a pacientes com covid-19 nos hospitais universitários; produção de materiais informativos sobre o tema, como cursos, cartilhas, notas técnicas, vídeos, aplicativos ou guias; pesquisas científicas relacionadas ao novo coronavírus sobre medicamentos, modelos de disseminação, monitoramento dos casos, impacto na economia, desafios pedagógicos, entre outros temas; além de diversas parcerias para apoiar órgãos públicos e privados

Blog do Ismael Medeiros
Rio Grande do Norte » Vacina

RN já tem 900 mil seringas em estoque para iniciar vacinação contra a Covid-19

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), confirmou ao Agora RN que há 900 mil seringas em estoque, armazenadas na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal. A quantidade de insumos é suficiente para garantir a primeira dose às 730 mil pessoas que compõem os grupos prioritários das três primeiras fases de vacinação contra a Covid-19 no RN. O número é superior, inclusive, à população de Natal: 884.122 habitantes.

A vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a mais cotada para iniciar o processo de imunização no Estado potiguar. O Instituto Butantan, produtor do imunizante no Brasil, reforçou ao Agora RN que o governo estadual assinou o memorando de interesse na compra da vacina.

Contudo, a instituição destaca que não é possível informar prazo nem quantidade de doses que serão enviadas para o RN, pois o desdobramento do trâmite depende da aprovação da CoronaVac por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesse sentido, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou na segunda-feira 4 que o pedido para uso da CoronaVac deverá ser feito nas próximas 48 horas, “entre hoje e amanhã”. O Estado paulista iniciou a articulação de aquisição do imunizante após impasse do Ministério da Saúde sobre o Programa Nacional de Imunização (PNI) contra o novo coronavírus.

Além de SP e RN, outros nove estados brasileiros firmaram contrato para compra, em dezembro de 2020. Gorinchteyn também disse que os dados sobre a eficácia do imunizante serão divulgados ainda nesta semana, possivelmente até quinta-feira 7.

“Vai existir a solicitação tanto de uso emergencial como de uso definitivo. E dessa forma, existem questões burocráticas, de documentos que estão sendo juntados para serem enviados nos próximos dias para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesta semana serão enviados. Possivelmente hoje ou amanhã. Isso vai depender do próprio Instituto Butantan ter toda documentação já estabelecida”, afirmou, em entrevista à Rádio Bandnews.

O pedido será feito pelo Instituto Butantan. Gorinchteyn explicou novamente que o laboratório SinoVac impediu, por enquanto, a divulgação dos dados de eficácia da vacina, mas disse que esse índice é maior que 50%, o mínimo necessário para aprovação da vacina, prometendo divulgá-lo até quinta-feira.

“Os materiais foram enviados para China, a pedido da SinoVac, para reavaliar detalhes. Possivelmente teremos os dados de eficácia no dia 7 de janeiro. Digo ‘possivelmente’, porque podemos ter algum delay (atraso) de horas, mas acredito que até o dia 7 já tenhamos os dados”, afirmou Jean.

A expectativa da Sesap, divulgada em dezembro, é iniciar o plano de imunização estadual em 21 de janeiro. Para que isso ocorra dentro das estimativas, o Ministério da Saúde precisa ter iniciado a distribuição das doses do Plano Nacional de Imunização (PNI) ainda na primeira quinzena de janeiro – o que deve não se concretizar, considerando o atual cenário.

Somando ao estoque de seringa existente, a Sesap revelou que dois milhões de seringas, com agulhas de 25×6, destinadas especificamente à vacinação contra Covid-19, estão em fase de aquisição. Além disso, outras 150 mil seringas (com agulha 20×5,5) também serão adquiridas para a imunização contra o novo coronavírus. A pasta não informou o valor que será gasto com a compra dos insumos. Também não detalhou como será o processo de compra nem se será feito com dispensa de licitação.

Agora RN
Vacina

Potiguar é vacinado contra Covid-19 nos Estados Unidos: “Me sinto privilegiado”

Emídio Germano recebeu a primeira dose da vacina no último dia 29 de dezembro – Foto: Arquivo pessoal/Cedida

Natural de Caicó e morando nos Estados Unidos há três anos, o médico potiguar Emídio Germano entrou para o seleto grupo de brasileiros que já foram vacinados contra a Covid-19 no mundo. Ele recebeu o imunizante da fabricante Moderna, administrado em duas doses, com intervalo de um mês: a primeira foi aplicada na última semana de 2020 e a segunda está prevista para o fim de janeiro de 2021.

O médico de 28 anos relata emoção e torce para que toda a população também seja contemplada em breve. “Me sinto privilegiado por ter tido a oportunidade de me vacinar. Como profissional da saúde, estou diariamente exposto a pacientes infectados e o fato de estar vacinado me dá uma sensação maior de tranquilidade. Apesar disso, sei que muitas pessoas, inclusive profissionais da saúde, vivem numa situação semelhante e não tiveram a oportunidade ainda, torço para que todos a recebam em breve”, conta.

Germano vive em Cleveland, cidade localizada no estado de Ohio que acumula 690 mil casos confirmados e 8,8 mil mortes causadas pela doença, segundo dados do Worldometer que monitora o comportamento da pandemia no mundo inteiro. Os EUA autorizaram o uso da vacina da farmacêutica Moderna em caráter emergencial no dia 20 de dezembro. Este é o segundo imunizante liberado para distribuição no país — o da Pfizer/BioNTech já havia sido aprovado no início de dezembro do ano passado.

A campanha de vacinação americana prioriza profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades. O caicoense conta que preencheu um formulário detalhando seu perfil clínico antes de receber a dose e afirma não ter sentido nenhum tipo de reação adversa. Segundo o potiguar, apesar da vacina, a orientação é manter o distanciamento social e o uso de máscara.

“Preenchi um questionário médico bem extenso, perguntando todas as medicações que eu tomava, todas as doenças que eu tinha e depois da administração da vacina eu fiquei em observação por 15 minutos sob a vigilância de profissionais da saúde para ver se eu tinha algum tipo de reação. A minha experiência com a vacina foi bem semelhante a outras vacinas que já tomei, como a da influenza. Não tive nenhum sintoma”, relata.

Em relação a segurança, o profissional da saúde explica que a busca acelerada não compromete a eficácia dos imunizantes contra a Covid-19 e critica movimentos de grupos radicais que tentam colocar em dúvida a segurança das vacinas com a disseminação de informações falsas.

“Embora a vacina tenha sido descoberta de forma muito rápida, ela tem se mostrado bastante eficaz e segura em diversos artigos científicos respeitados. Os grupos das principais empresas, como a Pfizer, Moderna e Johnson&Johnson também são de bastante respeito. A rapidez se explica pela própria pressão que estamos tendo porque ela é a melhor arma para conter o avanço da pandemia e também pelo apoio financeiro de diversos países do mundo para financiar pesquisas e os testes. Infelizmente a vacina virou uma arma política, mas a orientação, não só minha, é de que se você tiver acesso à vacina: tome”, esclarece.

De longe, Germano acrescenta que segue acompanhando o desenrolar da pandemia no Brasil e no Rio Grande do Norte. Ele lamenta ainda que a pauta da vacinação tenha sido atrelada ao que ele chama de ideologias políticas. “Eu me preocupo com o fato da Covid ter se tornado um assunto tão atrelado a ideologias políticas, sobretudo no Brasil. A Covid é um inimigo comum que o mundo inteiro está batalhando contra. Eu fico decepcionado em ver figuras públicas difundindo ideologias equivocadas e sem fundamentos científicos sobre a doença, inclusive sobre a vacinação”, diz.

Agora RN / Bruno Vital
Coronavírus » Vacina

Primeiras doses da vacina de Oxford estarão disponíveis em fevereiro

País abriu pregão para compra de 330 milhões de seringas

As primeiras doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, finalizadas no Brasil, estarão disponíveis na semana do dia 8 de fevereiro. Em audiência pública na Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19, da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (22), a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse que pelo calendário programado, na semana de 8 a 12 de fevereiro e na semana de 15 a 19 de fevereiro serão entregues 1 milhão de doses e a partir da terceira semana, de 22 a 26 de fevereiro, serão 700 mil doses diárias da vacina, totalizando 3,5 milhões de doses por semana.

A programação, no entanto, dependerá do registro dos imunizantes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além da vacina produzida pela Fiocruz, na mesma audiência o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que as negociações do Brasil com a Pfizer, que em parceria com o laboratório alemão BioNtech produziu a primeira vacina aprovada internacionalmente contra a covid-19, estão avançadas e o contrato já em processo de finalização. “A expectativa é de 8 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 e de outras 62 milhões de doses no segundo semestre do ano que vem, totalizando 70 milhões de doses da vacina da Pfizer em 2021.

Outro contrato também adiantado, segundo o Ministério da Saúde, é com o Instituto Butantan para 46 milhões de doses da CoronaVac. A partir de janeiro, depois de aprovado por agência regulatória, serão adquiridas 9 milhões de doses em janeiro, 15 milhões em fevereiro e 22 milhões em março, de acordo com cronograma de entrega proposto pelo Butantan. “Ontem tivemos reunião [com o Butantan] para expandir essa compra para 100 milhões no primeiro semestre”, disse o secretário.

Ainda sobre a aquisição de vacinas, Medeiros também adiantou aos deputados que o consórcio Covax Facility, iniciativa global capitaneada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “muito em breve” disponibilizará doses da vacina para o Brasil. O que não se sabe ainda é qual das vacinas via consórcio o Brasil terá acesso primeiro.

Emergência

A presidente da Fiocruz destacou que o Brasil também está em esforço grande para conseguir doses prontas para uso em caráter emergencial. Nesse caso, desde que haja registro por algum órgão internacional equivalente à Anvisa, a agência brasileira poderá liberar a vacinação emergencial em até 10 dias.

“Estamos em um esforço junto com o ministro da Saúde [Eduardo Pazuello] para uma vez a vacina tendo registro, e está previsto o registro possivelmente no Reino Unido e na Comunidade Europeia, nas a agências de vigilância que têm equivalência com a Anvisa, para, se possível, termos vacinas prontas enquanto estamos processando essa produção. Esse é um esforço adicional, mas é difícil porque em todo mundo foram feitas várias contratualizações da vacina. Estamos tentando os dois caminhos”, ressaltou Nísia Trindade.

Segundo Nísia, na semana que vem está prevista uma reunião de técnicos brasileiros com a direção da AstraZeneca para tratar do assunto.

Seringas

A aquisição de seringas para a imunização também foi questionada pelos deputados. Segundo Arnaldo Medeiros, o pregão está aberto para a compra de 330 milhões de seringas. “A expectativa é de que o fechamento do contrato seja 10 de janeiro, está tudo encaminhado”, garantiu. Paralelamente, ele disse que está sendo montado um curso para preparar os profissionais que vão atuar na vacinação.

Agência Brasil
Vacina

1,1 milhão de pessoas já foram vacinadas contra a covid-19 no mundo

Dados compilados pela Bloomberg

Mais de 1,1 milhão de pessoas já receberam uma vacina contra a covid-19 em todo o mundo. Até o momento, quatro países estão em processo de aplicação de um imunizante ainda em fase emergencial: China, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Os dados foram compilados pela Bloomberg.

Relatório produzido pelo economista de EXAME Research, Arthur Mota, mostra que sete vacinas estão autorizadas a serem aplicadas nestes quatro países, sendo a China com o maior número de imunizantes disponíveis, com quatro.

O país asiático, epicentro da pandemia do coronavírus, é o que mais vacinou, com 650 mil pessoas imunizadas. Na Rússia são 320 mil. Os Estados Unidos começaram a imunização na segunda-feira, 14, e já são quase 50 mil pessoas vacinadas. No Reino Unido, o primeiro país ocidental a começar a aplicação, imunizou 138 mil.

Exame
Vacina

Governo Federal destina R$ 20 bi para vacinação da população contra covid-19

Também outros R$ 62 milhões foram investidos para aquisição de mais 300 milhões de seringas e agulhas

O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem (17) uma Medida Provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 20 bilhões, em favor do Ministério da Saúde, para a vacinação da população contra a covid-19. O ato ocorreu durante a cerimônia de posse do novo ministro do Turismo, Gilson Machado, no Palácio do Planalto. A MP deve ser publicada ainda nesta quinta-feira em edição extra do Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência explicou que o valor cobrirá as despesas com a compra das doses de vacina, seringas, agulhas, logística, comunicação e todas as despesas que sejam necessárias para vacinar a população. O montante, ainda segundo a pasta, não é destinado a nenhuma vacina específica e poderá ser utilizado conforme o planejamento e as necessidades do Ministério da Saúde.

De acordo com o governo federal, o valor será financiado com o uso de superávit financeiro de exercícios anteriores e, como se trata de um crédito extraordinário, ele não depende da aprovação da Lei Orçamentária de 2021. De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, apresentado esta semana pelo Ministério da Saúde, o governo federal já disponibilizou R$ 1,9 bilhão de encomenda tecnológica associada à aquisição de 100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para adesão ao Consórcio Covax Facitity, associado à aquisição de 42 milhões de doses de vacinas.

Além disso, há outros R$ 177,6 milhões para custeio e investimento na Rede de Frio, na modernização dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), no fortalecimento e ampliação da vigilância de síndromes respiratórias. Também outros R$ 62 milhões foram investidos para aquisição de mais 300 milhões de seringas e agulhas.

Blog do Ismael Medeiros
Vacina

Ministério da Saúde vai comprar vacina do Butantan ainda nesta semana

Foto: Reprodução/Reuters

Segundo a CNN BRASIL, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cederá à nova pressão de governadores e firmará um contrato de compra de 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac Biotech.

A informação foi confirmada por três governadores que participaram da reunião: Helder Barbalho (MDB), do Pará, Wellington Dias (PT), do Piauí, e Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte. Os três relataram que o contrato foi apresentado já pronto por Pazuello e que o ministro informou que a assinatura acontecerá ainda nesta semana.

O acordo inclui todas as doses que o Governo de São Paulo havia negociado com a Sinovac e prevê exclusividade. Ou seja, o Ministério da Saúde comprará as vacinas do Butantan, mas o instituto não poderá mais negociar diretamente com outros estados, sendo todas as doses inseridas no Plano Nacional de Imunização.

As primeiras 9 milhões de doses já chegarão em janeiro e serão utilizadas em conjunto com a vacina de Oxford e da AstraZeneca, contratada pelo governo federal há alguns meses.

Butantan oferecerá vacina

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que, “em resposta ao Ministério da Saúde”, enviou uma proposta para fornecimento de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de janeiro de 2021. “O fornecimento das doses pelo Butantan, caso a pasta federal concorde em adquiri-las, ocorrerá tão logo seja definida a situação de registro da vacina pela Anvisa”, informou o instituto.

O instituto afirmou também que o Plano Estadual de Imunização de São Paulo está pronto para começar no dia 25 de janeiro de 2021, mas que, “em caso de definição do PNI, São Paulo seguirá as orientações para as estratégias de vacinação, com definição de grupos prioritários e faseamento”.

Jair Sampaio
Coronavírus » Vacina

No Brasil, campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a afirmar quarta-feira (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios farmacêuticos cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, declarou Pazuello a jornalistas após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pazuello lembrou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial, o que, se aprovado, lhes permitirá atender a um reduzido grupo de pessoas, conforme autorizado.

Agência Brasil
Coronavírus » Mundo » Vacina

EUA querem vacinar 100 milhões de pessoas contra a covid-19 até março

A vacina foi autorizada na última sexta-feira (11)

Até o fim de março os Estados Unidos esperam imunizar 100 milhões de pessoas contra a covid-19, de acordo com o chefe do programa estadunidense de vacinação para a doença. A informação é da Agência Reuters.

A distribuição da primeira vacina autorizada para o uso emergencial pelos reguladores dos EUA começou neste domingo (13). A vacina foi autorizada na sexta-feira (11).

Ele disse que os Estados Unidos pretendem ter cerca de 40 milhões de doses da vacina distribuídas até o fim de dezembro de 2020, o que incluiria a vacina recém-autorizada da Pfizer Inc e uma da Moderna Inc, cuja expectativa é obter a autorização para uso de emergência ainda nesta semana.

Blog do Ismael Medeiros
Vacina

RN prepara estrutura para receber vacinas contra o novo coronavírus

Com o início da vacinação contra covid-19 pelo mundo, o Rio Grande do Norte acelerou os preparativos para garantir o plano de vacinação. A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) garantiu recursos para aquisição de cinco câmaras frias capazes de armazenar as doses para todo o território potiguar.

A estrutura será capaz, inclusive, de manter a vacina Pfizer — a vacina que começou a ser aplicada esta semana na Inglaterra. As doses do inoculante necessitam ser estocadas a temperaturas de 70°C negativos.
Na última segunda-feira 7, o Ministério da Saúde liberou recursos para a rede de frios potiguar. O montante destinado foi de R$ 1,195 milhão. Os recursos devem ser utilizados na compra de câmaras refrigeradas, freezers e outros dispositivos necessários para a campanha de vacinação.

“O dinheiro está praticamente na conta dos estados. Ele chega para que a gente possa investir dentro da rede de frios, no transporte, para preparar toda a infraestrutura do programa de vacinação. Quando chegar a vacina do ministério, a gente vai estar estruturado para distribuir as doses”, disse a subsecretária de Gestão e Planejamento da Secretaria Estadual de Saúde, Liane Ramalho.

As unidades serão distribuídas em cinco das seis regionais de saúde do Estado. Além das câmaras, a Sesap vai distribuir todo o material utilizado para a aplicação das doses (seringas, agulhas, algodão, entre outros). “Toda a rede está sendo reforçada para que os equipamentos sejam feitos com esse reforço”, explicou.

O Rio Grande do Norte aguarda doses da vacina do laboratório britânico AstraZeneca e da Universidade de Oxford. A instituição britânica acertou cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina para covid-19.

O acordo prevê a compra de lotes da vacina e a transferência de tecnologia. Serão mais de 100 milhões de doses à disposição da população brasileira. Em terras brasileiras, a tecnologia será desenvolvida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fundação do Ministério da Saúde.

Prontas, as vacinas poderão ser armazenadas a uma temperatura de 2 a 8 graus celsius, o que é compatível com a atual rede de frios para guarda as imunizações distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O que difere do armazenamento das vacinas da Pfizer e da companhia Moderna. As duas precisam de temperaturas abaixo dos 70 graus celsius para manter a capacidade imunizante.

Agora RN

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