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Notícias » Rio Grande do Norte » Segurança

No RN, governo promete efetivo extra para forças de segurança durante a Semana Santa

Os elevados números de criminalidade, principalmente o crescimento no número de casos de homicídios no estado, seguem preocupando o governo do Rio Grande do norte. Ontem quarta-feira (12), a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) divulgou um plano de operações especial exclusivo para a Semana Santa, que contará com um efetivo extra das forças de segurança. As ações começam já a partir desta quinta (13).

Ainda segundo a Sesed, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da PM terá 63 policiais trabalhando por diárias operacionais (DOs). Já o efetivo do Comando de Policiamento do Interior (CPI), contará com um reforço de 145 PMs por dia. As equipes estarão divididas nos pontos de maior movimentação de pessoas, como as praias e cidades com forte turismo religioso, como Santa Cruz. Na capital potiguar, a PM ainda terá o apoio da Força Nacional, que segue atuando no Plano Nacional de Segurança Pública.

Já o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), também montou uma operação especial. Serão 149 PMs atuando em parceria com o CPI e CPM nas estradas estaduais. Além do controle do fluxo de veículos, os policiais farão abordagem para a checagem de documentação, situação do automóvel e combate ao motorista que estiver dirigindo alcoolizado.

Polícia Civil

A Polícia Civil terá equipes completas nas Delegacias de Plantão das zonas Sul e Norte, Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor). No interior, as 10 regionais também estarão em pleno funcionamento.

Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar atuará na fiscalização de eventos para checar a situação da estrutura montada em cada local, além do emprego de salva-vidas no litoral potiguar. Militares também estarão de plantão para o atendimento das demais ocorrências.

Itep

Já o Instituto Técnico-Científico de Perícia, terá duas equipes de medicina legal e perícia criminal em Natal e uma equipe de cada em Mossoró.

Agente Penitenciário » Notícias » Segurança

SEGURANÇA: Deputados aprovam concurso para 530 agentes penitenciários

Em seu pronunciamento na sessão desta quarta-feira (5) no Plenário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Jacó Jácome (PSD) ressaltou a aprovação, pela Casa, da criação de 530 vagas de agentes penitenciários no Estado. Jacó lembrou a sua participação na recém-criada Comissão Especial do Sistema Prisional, que visa, de acordo com o parlamentar, trabalhar em parceria com o Executivo, na intenção de solucionar o problema da violência que atinge o Rio Grande do Norte e pediu pressa para realização de concurso público.

“Não é hora de procurar culpados para a crise, para a violência”, afirmou Jacó Jácome, comentando o aumento nos índices de homicídios, de tráfico e de assaltos, que estão fazendo sofrer as pessoas de bem. “O que cabe a esta Casa? Fiscalizar, cobrar, pedir ao Governo para cumprir os prazos para realização do concurso”, disse o deputado.

Jacó Jácome se comprometeu a cobrar informações ao Governo sobre o concurso público, para acelerar o processo, já que o prazo para atuação dos agentes federais no Estado está prestes se encerrar. “Mesmo como aliado vou cobrar ao governador e ao secretário Wallber Virgolino (Justiça e Cidadania) a realização do concurso para a contratação, de forma efetiva, dos agentes penitenciários”, afirmou o parlamentar, adiantando que o governador, mesmo diante das dificuldades, vem conseguindo dar respostas à população.

Portal no Ar
Policial » Segurança

REFORÇO: Força Nacional envia aeronave para apoiar operações em Natal

A Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) enviou para Natal, no último dia (14), um helicóptero para apoiar as operações realizadas na capital potiguar e que fazem parte do Plano Nacional de Segurança Pública.

A será utilizada de acordo com a necessidade das forças de segurança estaduais, que estão atuando em parceria com os 120 integrantes da FNSP que estão na cidade desde o dia 15 de fevereiro – parte do efetivo chegou nos últimos dias. Para as ações com o helicóptero, o Ministério da Justiça enviou uma equipe do Grupamento Aéreo da Força Nacional.

A FNSP tem atuado na ostensividade nas ruas e operações com barreiras itinerantes, apoiando também a Polícia Militar local. As ações ainda contemplam patrulhamento nas áreas bancárias e no combate a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

O apoio às investigações de CVLIs, inclusive, também já começou, com o levantamento de dados e planejamento estratégico para investigação de homicídios, realizado em apoio à polícia civil potiguar. Essas equipes da Força Nacional – são 23 da polícia judiciária e 6 peritos – já estão, respectivamente, estudando inquéritos e confeccionando laudos.

BG
Segurança

Segurança Pública é tema de debate na AMSO entre Prefeitos e Desembargador Cláudio Santos

Os prefeitos seridoenses se reuniram na tarde desta quinta-feira (16) na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Seridó Oriental – AMSO, em Currais Novos, para debaterem sobre a segurança púbica na região.

O encontro contou com a presença do Desembargador do Tribunal de Justiça do RN, Cláudio Santos. O prefeito de Currais Novos, Odon Jr, participou da reunião e destacou a importância do encontro para o debate sobre ações articuladas entre os municípios para a melhoria na segurança pública na região.

Entre os temas abordados na reunião, o Desembargador Cláudio Santos falou sobre a Lei de Execução Penal e construção de presídios no Estado, e o Capitão Moacir falou sobre a proposta de transformação da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Currais Novos em Batalhão de Polícia.

Rio Grande do Norte » Segurança » Seridó

SANTANA DO SERIDÓ: População protesta contra construção de presídios no munnicípio

Uma multidão saiu as ruas para protestar contra a construção de presídios no município

Com faixas, cartazes e bandeira do município, a população de Santana do Seridó saiu às ruas no fim da tarde e início de noite deste sábado (11) para dizer não a construção de dois presídios de segurança máxima, anunciados pelo Governo do Estado. O movimento ganhou até adesão de moradores de outras cidades, como Parelhas e Equador.

Desde que o Governo do Rio Grande do Norte anunciou os investimentos, ainda na noite da última sexta-feira (10), a revolta tomou conta dos moradores das cidades que serão atingidas diretamente com os presídios. O assunto vem predominando as redes sociais na região Seridó.

Governo do Estado » Natal » Rio Grande do Norte » Segurança

SEGURANÇA: Permanência das Forças Armadas em Natal é prorrogada por cinco dias

Forças Armadas atuando no RN

 

A atuação das Forças Armadas no Rio Grande do Norte foi prorrogada por mais cinco dias. A Operação Potiguar II, conforme decreto presidencial, tinha previsão para terminar nesta segunda-feira (30), mas com a renovação as tropas devem permanecer na capital potiguar e região metropolitana até dia 4 de fevereiro.

O Governo do RN enviou, na sexta-feira (27), documento ao Governo Federal solicitando prorrogação por mais dez dias. No entanto, a permanência foi renovada por apenas mais cinco dias.

No documento, o governador Robinson Faria elencou cinco motivos para fundamentar a necessidade da continuidade da Operação Potiguar II. Em um dos tópicos, o Governo do Rio Grande do Norte diz que há possibilidade de que os ataques às agências bancárias tenham relação com facções criminosas que roubam “para se capitalizarem de forma a possibilitar ações contra o estado”.

A Operação Potiguar II teve início no dia 20 de janeiro, contando com militares do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. No total, 1.800 militares foram designados para patrulhamento nas ruas de Natal e região metropolitana, com objetivo de combater ataques de facções criminosas.

G1RN

Rio Grande do Norte » Segurança

FALTA DE TRANSPARÊNCIA: Polícia entra em Alcaçuz, faz contagem de presos e não divulga dados

Policiais do Bope, Tropa de Choque e o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Secretaria de Justiça (Sejuc) entraram na Penitenciária Estadual de Alcaçuz nesta terça-feira (24) com o objetivo de fazer a identificação e contagem de presos, a finalização da montagem dos contêineres e a retirada de entulhos de dentro da unidade. Até a publicação desta matéria o governo não havia se posicionado sobre o número de presos e a quantidade de armas encontradas no local.

Poucos minutos após o Grupo de Operações Especiais (GOE) do Sistema Penitenciário sair de dentro do Pavilhão 5 de Alcaçuz presos subiram ao telhado da unidade segurando armas brancas e celulares. A equipe do G1 registrou a ação dos detentos às 15h35.

Os secretários estaduais de Segurança Pública e de Justiça e Cidadania e o comandante da PM se reuniram a portas fechadas após a operação. Todos saíram sem falar com a imprensa, apesar de terem sido questionados sobre o resultado da operação.

Em nota, o governo informou que a instalação dos contêineres para a divisão dos pavilhões 1, 2 e 3 dos pavilhões 4 e 5 foi finalizada, inclusive com a colocação de concertinas nos perímetros. Os contendores são provisórios, uma vez que um muro de concreto de 90 metros de extensão será erguido no pátio do presídio. A construção do muro de concreto levará 15 dias, com a colocação de blocos de seis metros de altura que deixarão a estrutura no mesmo nível que o muro da penitenciária.

Além disso, 17 detentos que se feriram durante as brigas entre as facções dentro da unidade prisional foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) e encaminhados para o hospital.

G1
Notícias » Penitenciária Estadual de Alcaçuz » Segurança

SEM LIMITES: Dois detentos foram mortos durante confronto entre facções em Alcaçuz; Tropa de Choque e Força Nacional permanece à noite

Penitenciária registrou novos confrontos nesta quinta-feira.

A luta pelo domínio da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, superou nesta quinta-feira, 19, 120 horas, com cenas de batalha campal, duas mortes e tentativa de assassinato até do diretor da cadeia. À noite, a Tropa de Choque entrou na prisão para tentar criar uma “parede” que separasse os detentos ligados ao Sindicato do Crime (SDC) dos filiados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao longo do dia, o ponto em disputa era o pavilhão 3 da unidade, antes ocupado por detentos considerados neutros e também por aqueles ligados ao SDC. Perto dali, integrantes do PCC, que ganharam força desde o massacre do sábado, quando mataram 26, queriam avançar ainda mais no território e conquistar mais um pavilhão – além do 5, o 4 já havia passado para a organização de origem paulista. Essa disputa, travada com armas artesanais, entre lanças e escudos, e com os pés na areia, representou o confronto mais intenso entre as partes na cadeia desde o início da semana.

O sexto dia de rebelião em Alcaçuz começou cedo. Nas primeiras horas da manhã, detentos de lado a lado voltaram a ocupar os telhados dos pavilhões e traçar objetivos para ameaçar e confrontar a parte rival. A polícia, que havia entrado no local na noite de quarta para transferir detentos do SDC, só ocupava as guaritas.

 

Estadão
Rio Grande do Norte » Segurança

STYVENSON RETORNA ÀS RUAS: “Vou trabalhar para proteger Natal dessa praga chamada bandido”

Anúncio da nova função foi publicada no Boletim Interno. Governador Robinson em conversa com Styvenson.

Felicíssimo! Pelo menos é assim que afirma estar o capitão PM Styvenson Valentim, após ser anunciado nesta terça-feira, no Boletim Interno da corporação, como o novo comandante da 1ª Companhia do 9°BPM, na zona Oeste de Natal. Na nova função, ele promete  jogar mais duro do que nunca contra a criminalidade nas ruas. O oficial ficou conhecido como o ‘Xerife da Lei Seca’, por ser implacável e incorruptível no cumprimento do dever.

Para ele, a oportunidade de comandar novamente uma equipe está sendo encarada como grande desafio que trará resultados positivos à sociedade. “A Companhia é composta por um efetivo tático-operacional muito bom. Juntos, iremos desempenhar um trabalho permanente de saturação no enfrentamento ao tráfico de drogas, desmanche de veículos, assaltos, arrombamentos e vários outros crimes. Sem dúvida, levaremos mais paz e segurança aos moradores e comerciantes da Cidade da Esperança, Planalto, Felipe Camarão, Guarapes, entre outras localidades da região”, observou.

Diante da crise no sistema prisional do Estado, Styvenson lamentou o atual cenário de guerra e destruição causado pelas facções rivais que atuam dentro e fora dos presídios. Ele garante trabalhar, incansavelmente, no policiamento ostensivo, de forma a inibir e coibir a bandidagem nas ruas. “Fui treinado mesmo na operacionalidade. O que mais sei fazer na polícia é combater o crime e preservar a ordem pública. É a melhor forma que vejo em ajudar cidadãos de bem. Agiremos dentro da legalidade, respeitando sempre os direitos do cidadão. Vou, portanto, fazer o que sei e gosto na PM”.

Desde o final de maio passado, o capitão foi afastado das fiscalizações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), após críticas dirigidas a policiais civis. Tal ‘animosidade’ causou-lhe uma espécie de ‘punição’: sair das ruas e trabalhar no Quartel do Comando Geral da PM, onde ficou exercendo durante todos esses meses, o cargo de chefe do Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar.  “Esse tempo que passei no administrativo foi essencial para refletir os erros e acertos. Hoje, creio estar mais ponderado nas minhas colocações e vou honrar o compromisso de comandar essa Companhia”.

Por Wagner Guerra
Notícias » Segurança » Sistema Prisional

“Estado deve entrar de imediato em Alcaçuz”, declara ex-secretário nacional de Segurança

Ricardo Balestreri, ex-secretário nacional de Segurança.

No cenário de tensão na penitenciária Estadual de Alcaçuz com a rebelião que já dura quatro dias, Ricardo Balestreri, ex-secretário nacional de Segurança e atual professor de Gestão de Segurança Privada na Estácio Natal, afirma que o Estado não pode ficar inerte à situação como espectador e precisa agir de imediato no espaço interno do presídio. “O Estado precisa ‘invadir’ o presídio de Alcaçuz com uso das tecnologias corretas. Não se pode assistir ao motim sem fazer nada”, alerta.

Para ele, o Governo não pode temer a ocorrência de um “segundo Carandiru”, e usar como motivo para a não atuação. “Só vão repetir a chacina no Carandiru se não fizerem da maneira correta. Uma coisa é invadir e controlar, outra é entrar para fuzilar”, coloca o professor. Na opinião dele, para esta invasão, como solução em curto prazo para o controle da penitenciária, devem ser utilizadas “armas não letais com a utilização progressiva e funcional da força”.

Após a entrada e controle da situação, conforme Balestreri, é necessário realizar um esvaziamento do presídio, em uma força tarefa com a atuação do Ministério Público, Tribunal da Justiça do RN, Defensoria Pública. “É preciso estabelecer um método rápido, retirando de imediato os presos provisórios e os de menor periculosidade”, afirma.

Em longo prazo, mas como prioridade, é necessário o Estado formar “grupos táticos de intervenção imediata para presídios”. “É preciso criar esses grupos especializados no controle de manifestações, e não precisar chamar a Policia Militar – que não possui essa especialidade. Invadir uma casa, não é mesmo que invadir uma penitenciária”, considera Balestreri. Outra solução, já em ação futura, de acordo com o especialista, é fazer uso do método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) para gestão das penitenciárias, contando com a parceria da sociedade organizada. “O Governo não pode achar que vai resolver tudo sozinho, sem o apoio da sociedade”, alerta.

Chacina em Alcaçuz

“São mortes anunciadas aqui no Rio Grande do Norte, e no Brasil inteiro”, afirma Ricardo Balestreri, sobre o massacre que ocorreu neste último sábado (14), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior do Estado. Vinte e seis homens foram assassinados na ocasião e há o risco de uma chacina maior, já que a rebelião continua, acumulando quatro dias de tensão no presídio.

O motim foi motivado pela disputa de mercado entre facções rivais que atuam no Estado: o Sindicato do Crime (SDC), facção aliada ao Comando Vermelho que foi alvo do ataque de sábado (14) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), autor dos homicídios. “Além do problema da superpopulação, temos uma luta entre facções por domínio de mercado. A luta por este domínio se trava nas ruas, e também se trava dentro dos presídios que são os grandes escritórios do crime no País”, coloca Balestreri.

De acordo com Ricardo Balestreri, é um erro comemorar a guerra e morte entre os presos, como se estivesse diminuindo o número de criminosos. “O leigo pode não saber, pode achar que é interessante que os bandidos se matem. Mas essas mortes fortalecem e tornam maiores as facções. Elas criam monopólios”, afirma o professor.

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