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SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA: União reconhece seca em 147 municípios do RN; em Acari, Gargalheiras está totalmente vazio

                             Açude Gargalheiras, em Acari – Foto: Anderson Barbosa

O Ministério da Integração Nacional, por meio de Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reconheceu, em decorrência da seca, a situação de emergência em 147 municípios do Rio Grande do Norte – o que representa 88% dos municípios potiguares. No estado, faz 7 anos que as chuvas estão abaixo da média histórica.

O reconhecimento foi formalizado por meio de portaria publicada na edição desta quarta-feira (17) do Diário Oficial da União.

Dos 47 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), 13 encontram-se atualmente abaixo de 5% de suas capacidades de armazenamento.

Entre os reservatórios completamente secos está a Barragem Marechal Dutra, em Acari, na região Seridó, um dos maiores do estado. Mais conhecido como Gargalheiras, ele tem capacidade para mais de 44 milhões de metros cúbicos de água. Contudo, de acordo com monitoramento feito nesta terça (16), o nível atual é 0% do volume total.

O Gargalheiras foi inaugurado em 1959. E, segundo o Igarn, esta é a primeira vez, às vésperas de completar 60 anos, que a barragem seca completamente.

Em setembro, o governo do Rio Grande do Norte renovou, por mais 180 dias, o decreto de situação de emergência por causa da seca em 152 dos 167 municípios do estado.

O decreto leva em consideração análises técnicas que monitoram a questão da segurança hídrica no estado. O objetivo é facilitar o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços para minimizar os prejuízos causados pela estiagem.

Segundo os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), a escassez hídrica vem causando perdas de receitas de mais de R$ 4,3 bilhões por ano aos cofres públicos, o que representa uma redução superior a 50% na contribuição do setor rural para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Abastecimento » Seca

SECA: Prefeitura de Currais Novos publica Decreto de situação de emergência

A Prefeitura Municipal de Currais Novos publicou nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial dos Municípios o Decreto nº 4713, de 15 de janeiro de 2018, que declara situação de emergência em todo o território do município devido o desastre natural do tipo “estiagem severa – SECA”. O longo período de estiagem severa que vem se arrastando desde 2012, secou os principais mananciais de abastecimento do município, além de ocasionar a interrupção da distribuição de água pela CAERN.

De acordo com o decreto, com base no inciso IV do artigo 24 da Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993, ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários de desastre, assim como, fica estabelecido como prioritário o abastecimento humano e dessendentação animal.

Nordeste » Seca

SITUAÇÃO CRÍTICA: Nordeste enfrenta sua maior seca dos últimos 100 anos, aponta estudo

Seca na cidade de Equador, interior do RN.

Valdecir João da Silva, de 53 anos, conta os cadáveres do seu pequeno rebanho que não resistiu à fome, à falta de água e às doenças causadas pela desnutrição. Em uma área afastada da pequena casa onde vive com a família, ele juntou 12 animais mortos ao longo dos últimos meses. De alguns, restam os ossos. De outros, mais recentes, os corpos inchados. “Morreram de fome”, resume ele, que prefere deixá-los aos urubus a enterrá-los. Ele tenta salvar os 20 animais que restam com mandacaru, a planta símbolo do Nordeste. “Ração não dá para comprar, pois está muito cara. O saco de milho que custava R$ 18 há dois anos hoje sai por R$ 65.”

No sertão de Petrolina, quinta maior cidade de Pernambuco, não choveu por 11 meses. Em meados de dezembro, caiu uma chuva forte, mas logo parou. O receio dos sertanejos do semiárido é de que se repita o ocorrido em janeiro passado, quando a chuva veio forte, “sangrou” açudes, mas durou só duas semanas.

“Plantei 60 quilos de milho e de feijão, mas não choveu mais e perdi tudo. Não deu nem palha”, diz Josilane Rodrigues, de 25 anos, enquanto expõe 11 ovelhas em uma feira em Dormentes, a 130 km de Petrolina. Quer vendê-las, mesmo a preço baixo, por não ter como alimentá-las.

“Vou vender a qualquer preço porque não quero voltar com eles”, afirma Francisco Agostinho Rodrigues, de 64 anos, que levou à feira 23 de seus 60 animais. “A gente vende algumas para dar de comer às outras”. A feira semanal de Dormentes reúne, em média, 3,6 mil animais e atrai compradores da região e de outros Estados. Em tempos bons, tudo é vendido. Agora, em razão da crise e da seca, o número de animais expostos caiu à metade e muitos voltam para casa por falta de interessados, diz João Batista Coelho, da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária.

Após cinco anos seguidos de volume de chuvas abaixo da média histórica, a seca do semiárido já é considerada a maior do século. A região inclui Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e o norte de Minas Gerais e conta com cerca de 23 milhões de habitantes.

Água. Grandes reservatórios do Nordeste – com potencial de armazenar mais de 10 bilhões de litros de água – operam, em média, com 16, 3% da capacidade, porcentual que era de 46,3% há cinco anos. Dos 533 reservatórios da região monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA), 142 estão secos.

Segundo Raul Fritz, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), “não se via seca tão severa para um período consecutivo desde 1910”, quando dados sobre as chuvas passaram a ser coletados. O Ceará é o Estado em pior situação. Seus reservatórios têm apenas 7% da capacidade armazenada. Nos últimos cinco anos, choveu em média 516 milímetros no território, enquanto a média mínima é de 600 milímetros. “E o Ceará é o retrato do que ocorre nos demais Estados”, diz Fritz.

Vários rios e açudes também secaram. Muitos moradores, inclusive em grandes cidades, só têm acesso à água fornecida por caminhões-pipa bancados pelos governos federal e estaduais.

De 2012 a 2015, o Nordeste registrou prejuízos de R$ 104 bilhões com a seca. O valor equivale a quase 70% das perdas em razão desse fenômeno em todo o Brasil, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Os valores de 2016 ainda não foram contabilizados.

Em Pernambuco, onde boa parte dos 185 municípios está em situação de emergência, a perda chega a R$ 1,5 bilhão só na pecuária. O rebanho bovino, formado por 2,5 milhões de cabeças em 2011, diminuiu em 554 mil cabeças no ano passado.

Ainda que caprinos e ovinos tenham sofrido com a estiagem, como os do criador Silva, o rebanho cresceu por ter substituído o gado, que é menos resistente à seca. O número de cabras, bodes e cabritos passou de 1,9 milhão para 2,4 milhões em quatro anos. O de ovinos saltou de 1,8 milhão para 2,4 milhões.

Agência Estado
Rio Grande do Norte » Seca

Governo Federal reconhece situação de emergência em 153 cidades do RN

Secretaria de Defesa Civil reconheceu emergência por causa da seca. Em setembro, Governo do RN renovou decreto pela 7ª vez consecutiva.

Secretaria de Defesa Civil reconheceu emergência por causa da seca. Em setembro, Governo do RN renovou decreto pela 7ª vez consecutiva.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência por causa da seca em 153 – dos 167 – municípios do Rio Grande do Norte. A portaria que reconhece a emergência foi publicada na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU)

Em 23 de setembro, o Governo do Rio Grande do Norte decretou estado de emergência nas mesmas cidades. De acordo com o decreto assinado pelo governador Robinson Faria, o estado fica livre para contratar, sem licitação, as obras e os serviços necessários para reduzir os efeitos para as consequências provocadas pela estiagem. O decreto vale por 180 dias a partir da publicação.

Segundo um relatório do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), dos 47 reservatórios de água com mais de 5 milhões de metros cúbicos de água no RN, 21 estão em volume morto e oito estão secos. Ainda de acordo com o Igarn, a tendência é que outros cinco entrem em volume morto até o fim do ano.

G1 RN
Notícias » Seca

Seca histórica faz governo do RN renovar emergência em 153 cidades

Açude em Pau dos Ferros, na região Oeste do estado, é um dos que está totalmente seco (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Açude em Pau dos Ferros, na região Oeste do estado, é um dos que está totalmente seco (Foto: Anderson Barbosa/G1)

O governo do Rio Grande do Norte renovou, por mais 180 dias, a situação de emergência no qual se encontram 153 dos 167 municípios do estado – o equivalente a 91,6% das cidades potiguares. O motivo? A seca histórica, a pior dos últimos 100 anos, que assola o sertão potiguar desde 2011. A prorrogação do decreto foi publicada na edição desta terça-feira (22) do Diário Oficial do Estado. Este é o terceiro decreto, sendo o segundo de renovação.

O decreto também cita alguns dos prejuízos causados pela longa estiagem. De 2012 a 2015, por exemplo, o estado perdeu mais de 135 mil cabeças de gado. Já no período entre 2012 e 2014, ainda segundo o documento, houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).

Os municípios em situação de emergência são: Acari, Assu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto dos Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúnas, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Brejinho, Boa Saúde, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçanã, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lagoa D’anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte das Gameleiras, Monte Alegre, Mossoró, Macau, Nova Cruz, Olho D’água do Borges, Ouro Branco, Passagem, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pedro Velho, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Serra Caiada, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Mipibu, São José do Campestre, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz,  Tibau, Timbaúba dos Batistas, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

Dispensa de licitação

Durante o período em que persistir a situação de emergência, poderá o estado contratar com dispensa de licitação obras e serviços que se mostrarem aptos a aliviar as consequências provocadas pela estiagem.

Em muitos municípios, moradores precisam enfrentar filas para conseguir água (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Em muitos municípios, moradores precisam enfrentar filas para conseguir água (Foto: Anderson Barbosa/G1)

 

G1 RN
Notícias » Rio Grande do Norte » Seca

RN está empenhado em combater a seca e evitar migrações, diz Gabinete Civil

Tatiana Mendes coordena ações do plano emergencial de segurança hídrica.

Tatiana Mendes coordena ações do plano emergencial de segurança hídrica.

A secretária-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Tatiana Mendes Cunha, comentou nesta quinta-feira (3) ao portalnoar.com que o Governo está empenhado em garantir os recursos para o plano emergencial contra seca e não permitir que migrações em massa ocorram do interior para a região litorânea e capital.

Nessa quarta-feira, reportagem do portalnoar.com revelou em primeira mão que o plano elaborado pelo governo para combater a seca destaca que o mais grave efeito da estiagem pode ser a migração em massa de pessoas. O documento estima que as consequências da estiagem podem levar ao exôdo de mais de um milhão de pessoas.

“Essa é a nossa principal preocupação. Se a situação ficar insustentável nas cidades do interior, a tendência é de migração para o litoral. Isso iria desestruturar todas as cadeias produtivas. Estamos atualmente com 17 cidades em colapso, mas se a situação permanecer como está ou piorar, teremos muitas outras”, prevê Tatiana Mendes Cunha.

Estimado em R$ 336 milhões, as ações estão divididas em cinco eixos, que incluem desde a distribuição de água em carro-pipa à escavação de poços e construção de adutoras. Os recursos, informou Tatiana, deverão ser federais.

“São recursos que foram assegurados pela presidente Dilma na última reunião que ela teve com os governadores do Nordeste. A gente conseguiu montar um plano engajando as secretárias, ao invés de termos ações superpostas como antes. Pretendemos apresentar os detalhes do projeto no Ministério da Integração Nacional na próxima segunda-feira”, informou ainda a secretária do Gabinete Civil.

Investimentos

O maior investimento previsto no pacote de medidas é na implantação de adutoras. A previsão é de R$ 228.482.100,00, para beneficiar 36 municípios e uma população de 583.993 pessoas.

A implantação de sistema de abastecimento com dessanilização é o segundo investimento que demandaria mais recursos. São estimados R$ 55.476.006,00 para essa etapa do projeto. 118 mil pessoas seriam beneficiadas com essa proposta, em 91 municípios.

A perfuração poços profundos para explorar os aquíferos e a partir de onde sairia a água para escoar pelas adutoras custaria R$ 21.870.000, em 79 municípios, beneficiando 733 mil pessoas.

Já a distribuição de água por outras vias, como caminhões-pipa, é o quarto investimento contemplado, ao custo de R$ 15,367.672,80 para uma população de 231 mil pessoas em 34 cidades.

Por fim, o governo pretende, na quase totalidade dos municípios (153 dos 167) distribuir forragem e ração animal, ao custo de R$ 14.995.500,00.

Portal no Ar
Notícias » Seca

Deputados comemoram acordo internacional para combate à seca

O Rio Grande do Norte terá uma parceria internacional para o desenvolvimento econômico e científico, com aporte financeiro de aproximadamente R$ 1,25 bilhão em investimentos a partir de 2016. Na tarde desta quarta-feira (18), os deputados estaduais da Frente Parlamentar das Energias Renováveis e da Frente Parlamentar do Cooperativismo participaram, no auditório da Governadoria, da assinatura de Acordo de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica com a Câmara de Fomento Social, Cultural e Econômico da Rússia com o Rio Grande do Norte.

O governador em exercício e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, Ezequiel Ferreira (PMDB), assinou o documento junto ao secretário Estadual de Agricultura, Haroldo Abuan; ao presidente da Agência Internacional de Promoção e Defesa da Economia Social, Roberto Coelho da Silva; e o presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis para o desenvolvimento do RN, deputado George Soares (PR). O parlamentar, inclusive, comemorou a viabilização do acordo e enalteceu o empenho dos parlamentares para beneficiar o estado.

“É um resultado para se comemorar, que foi fruto das interlocuções que a Assembleia Legislativa está fazendo no âmbito estadual e internacional”, disse George Soares, que fez viagem recente à Alemanha com os deputados Galeno Torquato (PSD) e Gustavo Fernandes (PMDB) em busca de estreitar relações e trocar experiências no âmbito das energias renováveis.

 

Seca

Característica de aquíferos do RN não facilita instalação de poços

Não bastasse a seca que assola o Rio Grande do Norte há quase cinco anos, a perfuração de poços artesianos não tem mitigado a falta d’água nas regiões mais afetadas pela escassez hídrica. Com aproximadamente 60% do território encravado em superfícies cobertas por rochas cristalinas, o lençol freático potiguar não consegue recompor suas perdas com as chuvas pois tais superfícies não absorvem água facilmente. O resultado, é a dificuldade que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) tem em perfurar poços capazes de verter água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo humano. Cerca de 30% dos poços – dos 320 perfurados pela Semarh ao longo deste ano – não verteram uma gota d’água.

O custo para a perfuração e operacionalização dos poços não é baixo. A Semarh já investiu cerca de R$ 1,5 milhão em perfurações e mais R$ 1,2 milhão na instalação. “Nem todos estão vertendo água. Instalamos 60% dos poços, mas perdemos 40% do que investimos. Infelizmente, não tem como prever”, lamentou o titular da Semarh, Mairton França. Ele destacou, ainda, que não existem estudos recentes sobre a capacidade de armazenamento dos aquíferos potiguares. O mais atual é de 2003 e, em parceria com o Instituto de Gestão das Águas (Igarn), a formatação de um novo estudo está em curso pela Semarh.

 

 

Tribuna do Norte
Rio Grande do Norte » Seca

RN pela Transposição: Presidente da Assembleia diz que evento discutirá soluções para a seca

O evento RN pela Transposição, promovido nesta segunda-feira (28) pela Assembleia Legislativa e Senado para debater as obras da Transposição no Rio São Francisco foi tema de entrevistas em veículos de televisão do Estado no início da manhã. O presidente do Legislativo, Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB) concedeu entrevista ao vivo à Intertv e TV Ponta Negra e disse que o evento irá discutir alternativas de combate a seca.

“Iremos debater não apenas as obras de transposição, mas também soluções para o enfrentamento da crise hídrica no Estado que afeta principalmente o setor produtivo”, declarou ele.

O evento está previsto para começar às 9h e irá reunir autoridades e lideranças do Rio Grande do Norte, além da presença do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

Seca

Vivaldo Costa volta a fazer alerta sobre a gravidade da seca no Seridó

Parlamentar sugeriu que água da barragem de Assu fosse melhor aproveitada.(Foto: Eduardo Maia)

Parlamentar sugeriu que água da barragem de Assu fosse melhor aproveitada.(Foto: Eduardo Maia)

O deputado Vivaldo Costa (PROS) fez pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa esta manhã (13) externando mais uma vez sua preocupação com a seca e com a situação de diversos municípios do Seridó. O parlamentar sugeriu que os estudos sobre a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, fossem aprofundados, a fim de beneficiar as cidades em situação mais crítica.

“A Armando Ribeiro Gonçalves tem água que dá para encher dez açudes. Não podemos desperdiçar essa água, temos que garantir em primeiro lugar para o consumo humano, essa é a opinião dos engenheiros”, disse Vivaldo. O parlamentar citou um estudo técnico feito por engenheiros segundo o qual deverá haver um aumento de vazão para Florânia e de lá para a adutora de engate rápido.

Vivaldo reforçou sua ideia argumentando que cidades como Carnaúba dos Dantas estão em situação crítica. “A quantidade de dinheiro que o Governo Federal dispõe para a transposição mostra que a obra deve demorar e é preciso agilizar obras aqui para as adutoras de engate rápido para Currais Novos e Acari”, disse.

Barragem

Em aparte o deputado George Soares (PR) disse que os olhos do Rio Grande do Norte vão se voltar para a barragem de Assu e também para a de Oiticica, que está em construção. “Temos que encontrar a preservação da barragem, que também já abastece o Seridó. As adutoras de engate rápido tem a água retirada da Armando Ribeiro Gonçalves e precisamos entender que aquela água hoje é a água do Rio Grande do Norte”, disse. Fernando Mineiro (PT) e Getúlio Rêgo (DEM) também endossaram a necessidade de obras hídricas para o RN.

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