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Política » Saúde

Rosalba confirma que pegou coronavírus: “Assintomática, e não tive contato com ninguém”

Prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini

A ex-governadora do Rio Grande do Norte e prefeita de Mossoró, no Oeste potiguar, Rosalba Ciarlini, confirmou que teve coronavírus. A informação foi dada em entrevista à Intertv Cabugi e confirmada pela assessoria de Rosalba.
Diante das críticas pela demora para revelar que foi infectada e por ter presenciado eventos após ter recebido o resultado exame, a assessoria afirmou que Rosalba foi um caso “assintomático e não teve contato com ninguém”. Assim como já informado pela ex-governadora em sua entrevista à emissora de TV.

Ainda de acordo com a assessoria de comunicação, a prefeita trabalhou de forma remota e retomou às atividades normais apenas nesta semana, já liberada por estar curada da Covid-19.

Agora RN
Saúde

Cidades do interior já respondem por quase 60% dos casos de Covid no país

Atualmente, 19 estados já têm maior proporção de casos no interior do que nas capitais

Inicialmente concentrada nas capitais, a pandemia da Covid-19 tem avançado com maior força nas últimas semanas para o interior, que já concentra 59% dos casos registrados no país. Para comparação, até o início da segunda quinzena, 65% dos casos eram em capitais, e apenas 35% em cidades do interior.

Pouco mais de um mês depois, no fim de maio, esse percentual se equiparou, e o avanço segue desde então. Atualmente, 19 estados já têm maior proporção de casos no interior do que nas capitais. Quando observado o total de mortes, esse parâmetro também se aproxima: 48% dos registros estão no interior e 52% nas principais cidades de cada estado.

Os dados são do mais recente boletim epidemiológico semanal do Ministério da Saúde, o qual voltou a ser publicado na quinta-feira (18), após duas semanas sem ser divulgado. A retomada das publicações ocorre em meio a críticas de especialistas e entidades de saúde sobre mudanças na divulgação de dados da epidemia da Covid-19 no país.

Nas últimas semanas, o ministério atrasou publicações e chegou a retirar de suas plataformas o total de casos e mortes pela doença. Após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), recuou e voltou a divulgar os dados —análises detalhadas em documento, porém, não eram divulgadas desde o final de maio.

No balanço, além de apontar a evolução da interiorização, o ministério faz uma análise da distribuição dos casos conforme o porte populacional dos municípios. Até o fim da última semana, quando os dados foram contabilizados, 4.590 cidades —o equivalente a oito em cada dez municípios do país— já tinham ao menos um caso registrado da Covid-19.

Dos 980 municípios sem nenhum registro de caso, 969 eram cidades com até 25 mil habitantes. Das cidades entre 25 mil e 49 mil habitantes, só dez não tinham registros até o fim da última semana. Eram elas: Ipixuna (AM), Iraquara (BA), Santana (BA), Capelinha (MG), Itamarandiba (MG), Jaíba (MG), São João da Ponte (MG), Astorga (PR), Jaguarão (RS) e Três Coroas (RS).

Acima de 50 mil, só uma: Prudentópolis (PR). A situação, porém, mudou nos primeiros dias da última semana. Na segunda-feira (15), a prefeitura divulgou o primeiro caso confirmado. Quatro dias depois, o total já chegava a seis confirmações. Também havia ao menos 23 à espera de resultado de exames.

Para o Ministério da Saúde, ao mesmo tempo em que os casos crescem no interior, o país já dá os primeiros sinais de uma estabilização na curva geral de casos —ou seja, quando o aumento ocorre em ritmo mais lento ou semelhante a semanas anteriores. A pasta, porém, frisa que ainda é preciso confirmar essa análise nas próximas semanas.

“Faz-se necessário acompanhar durante a semana se a tendência de estabilização no número de casos se mantém, ou se é um reflexo de uma possível redução no número de testes causados pelo feriado prolongado em algumas cidades brasileiras”, aponta documento da pasta.

A possível estabilização também ocorre em um momento em que o país registra números altos de novos casos e mortes, e o total de óbitos ainda em investigação ainda supera cerca de 3.500 casos a cada dia. O Brasil já superou a marca de 1 milhão de casos da Covid-19, com mais de 50 mil mortes, segundo dados compilados por meio de consórcio de veículos de imprensa, do qual a Folha faz parte.

Análise em boletim epidemiológico aponta ainda uma possível tendência de desaceleração da curva nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Já as regiões Sul e Centro-Oeste ainda estariam em uma fase anterior da epidemia, “porém já mostrando incrementos importantes nas últimas semanas”. Entre os estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará são ainda aqueles com maior número de novos casos.

A maioria dos estados, porém, “apresenta tendência de redução ou estabilização, embora seja muito prematuro afirmar que essa tendência permanecerá ao longo das próximas semanas”, diz a pasta no documento, citando ainda duas exceções nesse cenário: Paraíba e Espírito Santo, estados que apresentam tendência de aumento em casos e mortes.

O documento da pasta mostra ainda que, no Nordeste, a região litorânea ainda têm alta concentração de casos, embora seja possível ver um processo de interiorização. No Sudeste, o maior volume ocorre nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No sul, dados apontam maior impacto da epidemia em municípios da Serra Gaúcha, oeste catarinense e norte do Paraná.

A pasta aponta ainda o que chama de “cenário particularmente preocupante” no Centro-Oeste, com “padrão de espraiamento” pelo território em mais cidades —enquanto inicialmente havia uma concentração mais expressiva em Brasília.

Folha de S. Paulo
Rio Grande do Norte » Saúde

Governo do RN já abriu 385 leitos para Covid-19 e prevê mais vagas

Leito na Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer tem parceria com o governo

O Governo do Rio Grande do Norte abriu até agora 385 leitos para atendimento de casos de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, foram 192 unidades de tratamento intensivo (UTIs) e 193 leitos clínicos em todo o Estado.
Apesar do esforço, a taxa de ocupação dos leitos com pacientes com coronavírus segue alta. Na semana passada, a Grande Natal registrou por vários dias 100% dos leitos ocupados.

Nos próximos dias, o Hospital João Machado deve ser o maior hospital para Covid-19 de Natal. Na última quinta-feira (18), foram abertos no hospital 5 leitos de cuidados intensivos. Além disso, estão previstos para esta semana mais 10 leitos de UTIs, por meio de empresa contratada pelo Governo do Estado. Além desses, a unidade já conta com 11 leitos (10 clínicos e 1 de estabilização).

“O momento continua sendo de ampliar parcerias, entre Governo, municípios, instituições privadas, setor produtivo e a população, para reforçar o isolamento social e o ‘Pacto pela Vida’”, afirma o secretário adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli.

Ele reforçou que, conforme a Secretaria de Saúde alerta desde o início da pandemia, o quadro atual de internações, casos e óbitos reflete o comportamento da população de duas semanas atrás.

“O quadro da pandemia hoje tem relação direta com o comportamento social dos últimos 14 ou 15 dias. E o comportamento de hoje refletirá nos próximos 15 dias”, frisou.

Agora RN
Saúde

Brasil testa corticoide contra Covid-19 e deve ter resultados até agosto

Corticoide dexametasona foi capaz de reduzir em 1/3 as mortes de pacientes internados em estado grave

O medicamento dexametasona, que apresentou resultados positivos na redução de mortalidade de casos graves de covid-19 em teste no Reino Unido, é objeto de um estudo clínico também no Brasil. A Coalizão Brasil Covid, esforço coordenado pelos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa (BP) para testar diversas drogas candidatas, está recrutando voluntários no País para testar a droga em um estudo randomizado e com grupo controle também com pacientes com quadro severo da infecção pelo novo coronavírus.

De acordo com o médico intensivista Luciano Azevedo, do Sírio, que é o principal investigador do estudo, ainda estão sendo recrutados pacientes e o plano é chegar a 350. Como o estudo ainda estão em andamento, ele não quis apresentar nenhum resultado preliminar.

O recrutamento deve continuar até o fim do mês e, assim como no estudo britânico, haverá acompanhamento dos pacientes por 28 dias. Assim, a expectativa é que os resultados sejam divulgados no começo de agosto.

Azevedo explica que a droga foi escolhida para a investigação por já ter demonstrado bom resultados em outros tipos de síndrome respiratória aguda grave causadas por outros vírus e bactérias. “Em pacientes sem covid, a dexametasona já tinha mostrado benefícios na diminuição do tempo em que os pacientes passam no ventilador e na chance de morrer. Mas não era Covid.”

Os medicamentos usados no estudo foram doados pela Aché Laboratórios, que produz o produto de referência da dexametasona no Brasil, o Decadron, o mecanismo de ação do corticoide é de de anti-inflamatório. “Apesar de o coronavírus ter como alvo o pulmão e a vias aéreas superiores, está cada vez mais claro que é uma doença sistêmica, que acaba sendo gatilho para uma resposta inflamatória importante”, diz Stevin Zung, diretor-médico da Aché

Desse modo, a proposta não é usar o medicamento na fase inicial da doença, quando ainda há replicação viral forte, mas nas etapas posteriores, quando o processo inflamatório é mais pronunciado.

Zung lembra que no início da pandemia havia o temor que corticoides poderiam acelerar a replicação viral se aplicados na fase inicial da doença, mas estudos não foram conclusivos. Mas por isso a proposta é de uso quando o quadro já é grave.

Ele alerta também sobre os riscos de uso indevido do medicamento. “O uso indiscriminado, de maneira crônica e não adequada de corticoides, pode causar hipertensão, hiperglicemia, pode gerar descontrole da diabetes. Além de trazer alterações no sistema endócrino, osteoporose e trombose venosa.”

Azevedo também frisa esse risco e alerta que o estudo Recovery, do Reino Unido, não é indicativo para uma corrido às farmácias. Ele teme que médicos que não sejam pesquisadores prescrevam para pacientes que não tenham as as condições demonstradas com benefício no estudo. Houve redução de 33% do risco de morte para pacientes graves, submetidos à ventilação, e de 20% para pacientes que precisavam de oxigênio. Não houve benefício para casos leves.

“Quando o estudo for publicado, se o benefício ficar claro, será para usar o medicamento em hospital. Não é para todos, nem para prevenção”, diz Azevedo.

O que é a dexametasona

É um corticoide usado contra doenças reumatológicas, como artrites, e alérgicas, como asma. Ele atua como um potente anti-inflamatório. No Brasil, o produto de referência é o Decadron, mas também há versões genéricas.

Efeitos colaterais

O uso indiscriminado do medicamento, de forma crônica, pode causar vários problemas como retenção de líquidos, levando à hipertensão; hiperglicemia e descompensação de diabete. O remédio também é um imunossupressor, diminuindo as defesas próprias do organismo.

Limitações do estudo

O ensaio clínico no Reino Unido mostrou que a dexametasona só reduziu a taxa de mortalidade de pacientes graves de Covid-19, que dependam de ventilação ou estejam com oxigenação baixa. A aplicação recomendada é hospitalar. Não há indicação para casos leves nem para prevenção.

Estadão Conteúdo
Saúde

Pesquisadores iniciam testes com plasma sanguíneo para tratamento de Covid-19 no RN

Plasma de paciente curado tem sido utilizado em tratamentos — Foto: Mauricio Bazilio / SES

Pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN vão iniciar nesta semana testes com o uso de plasma sanguíneo (a parte líquida do sangue) no tratamento de casos graves do novo coronavírus no Rio Grande do Norte. A experiência do IMT – que já acontece de forma semelhante em outros estados do Brasil – teve aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) no domingo (7).

Essa pesquisa se baseia na transfusão de sangue de uma pessoa que já foi infectada e está curada do coronavírus para um paciente que está em tratamento da Covid-19. “O princípio é que se uma pessoa é infectada por um determinado microorganismo, principalmente um vírus, ela monta uma resposta de defesa que pode ser de dois tipos: alguns tipos de célula de defesa e também por anticorpos”, explicou a médica Selma Jerônimo, diretora do Instituto de Medicina Tropical.

Para realizar esses testes, portanto, é necessário que haja um doador de sangue que tenha sido infectado pelo coronavírus e esteja recuperado há pelo menos 30 dias. “Nesse plasma específico tem o anticorpo contra o vírus. E pode ser que tenha o anticorpo neutralizante, que auxilia a bloquear alguns demarcadores inflamatórios, que também são importantes para aumentar a doença. Então, a ideia é diminuir a quantidade de vírus, mas também diminuir algumas das substâncias que causam a inflamação”, explicou a médica.

A pesquisa no IMT acontece em parceria com o Hemonorte, que será responsável pela coleta de sangue. Os hospitais que também vão participar dos testes são o Hospital Universitário Onofre Lopes, Hospital do Coração, Hospital Rio Grande e Giselda Trigueiro. O procedimento só acontecerá, no entanto, em pacientes que se dispuserem a ser voluntários.

A médica explica que há esse subtipo de anticorpo chamado de neutralizante “tem uma característica extremamente importante, porque ele se liga ao microorganismo e facilita a limpeza desse organismo e o tecido do sangue”.

“Em algumas doenças, às vezes o microorganismo é importante, mas também a resposta inflamatória do hospedeiro, porque ele auxilia a resposta inflamatória e isso permite com que haja a melhora clínica”, falou.

G1
Coronavírus » Saúde

Curraisnovense morre no Hospital Regional com sintomas suspeitos de Covid-19

Paciente estava internada no Regional em Caicó

Um homem natural da cidade de Currais Novos, morreu na madrugada desta quinta-feira (14), depois de dar entrada no Hospital Regional do Seridó, em Caicó com sintomas suspeitos de Covid-19.

A informação que o Blog apurou dá conta que o paciente chegou e foi colocado em área aguardando regulação para ser internado em leito da Unidade de Terapia Intensiva, mas, não deu tempo, ele morreu.

Blog do Sidney Silva
Currais Novos » Saúde

Atualização do boletim epidemiológico da Prefeitura de Currais Novos

Destaque para a confirmação de quatro novos casos no município, mediante o aumento do uso de testes rápidos pelo município e por laboratórios particulares, mostrando que o número de confirmações de casos pode vir a crescer nos próximos dias.

Os quatro novos casos são os seguintes:

Paciente do sexo feminino, na faixa etária de 40 a 50 anos, confirmada por meio de teste rapido, encontra-se em isolamento domiciliar e assintomática, teve contato de caso positivo;

Paciente do sexo masculino, na faixa etária de 40 a 50 anos, confirmado por teste rápido, encontra-se em isolamento domiciliar e assintomático, sem histórico de viagem;

Paciente do sexo feminino, na faixa etária de 30 a 40 anos, confirmada por meio de teste rapido, encontra-se em isolamento domiciliar;

Paciente do sexo feminino, na faixa etária de 70 a 80 anos, confirmada por meio de teste rapido, encontra-se em isolamento domiciliar, teve contato de caso positivo.

A equipe da Vigilância em Saúde reforça o apelo para mantermos o isolamento social. Evitando saídas desnecessárias e uso da máscara, caso precise sair.

ASSECOM Currais Novos
Saúde

Covid-19 faz casos de estresse e ansiedade mais que dobrarem no Brasil

Pesquisa revela que as mulheres são mais propensas a sofrer com ansiedade e depressão durante a epidemia

Os problemas de saúde mental estão aumentando durante a pandemia de Covid-19 e o isolamento social forçado, segundo estudo da Universidade do Estado do Rio (Uerj). Publicado online pela The Lancet, embora ainda sem revisão, o levantamento revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%.

A pesquisa revela que as mulheres são mais propensas a sofrer com ansiedade e depressão durante a epidemia, em especial as que continuam trabalhando, porque se sentem ainda mais sobrecarregadas acumulando tarefas domésticas e cuidados com os filhos em casa. Outros fatores de risco são a alimentação desregrada, doenças preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar.

“Fatores sociais também aumentam os níveis de adoecimento mental”, explica Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do trabalho. “Trabalhadores que precisam sair de casa durante a quarentena, entregadores, pessoas que trabalham no transporte público ou em supermercados, profissionais de saúde, todos apresentam indicadores mais elevados quando comparados aos que estão em casa. Eles se veem mais vulneráveis à contaminação e, por isso, mais ansiosos e estressados.”

No caso da depressão, as principais causas são a idade avançada, o baixo nível de escolaridade e a o medo de passar a infecção para pessoas mais vulneráveis. “A presença de um idoso em casa, que são as pessoas mais vulneráveis e que têm maior porcentual de letalidade, gera um nível de estresse aumentado, pelo temor de passar o vírus”, exemplificou.

Entre os dias 20 de março e 20 de abril, 1.460 pessoas de 23 Estados responderam a um questionário online com mais de duzentas perguntas. O trabalho é coordenado por Filgueiras com Matthew Stults-Kolehmainen, do Hospital Yale New Haven, nos EUA. Segundo Filgueiras, os resultados sugerem um agravamento preocupante da situação desde o início da epidemia.

O porcentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo na primeira etapa da coleta de dados (entre 20 e 25 de março) foi de 6,9% para 9,7% na segunda rodada (de 15 a 20 de abril). Entre os casos de depressão, o salto foi de 4,2% para 8%. A crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os porcentuais médios esperados desses problemas na população são: estresse, 8,5%; ansiedade, 7,9%; depressão, 3,9%;

De acordo com a pesquisa, quem recorreu à terapia online e praticou exercícios físicos apresentou índices menores de estresse e ansiedade. Da mesma forma, aqueles que puderam continuar praticando exercícios aeróbicos tiveram melhor desempenho do que os sedentários ou do que os que praticaram exercícios de força.

Mas Filgueiras faz um alerta porque a pressão social para se exercitar, por exemplo, pode acabar impondo ainda mais estresse às pessoas. “Respeite seu estilo de vida e limites”.

Curiosamente, um fator que se revelou protetor é a presença de crianças. “Isso foi surpreendente, porque de certa forma esperávamos que fosse um fator estressor ter as crianças confinadas”, disse. “Por outro lado, como pai de um menino de quatro anos que está tocando o terror em casa, digo que estaria mais estressado se ele estivesse na escola e eu não soubesse em que condições.”

Fique atento aos sintomas de ansiedade e procure ajuda profissional:

Fisiológicos

Insônia
Taquicardia
Falta de energia para executar tarefas (lentidão psicomotora)
Alteração de apetite
Sudorese excessiva

Cognitivos

Irritabilidade
Solidão
Melancolia
Insegurança
Pensamentos negativos
Desesperança

Estadão Conteúdo
Saúde

Álcool em gel pode ser perigoso para crianças

Lavar as mãos com água e sabão até a altura dos punhos ou fazer a higienização com álcool em gel 70% é uma das principais recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde)

Uma menina de sete anos ficou internada após sofrer uma suposta intoxicação por álcool em gel no Distrito Federal, em Brasília. De acordo com o pai, ela teve tontura e chegou a perder a consciência após higienizar as mãos com o produto. Segundo a médica que atendeu a criança, isso aconteceu porque ela inalou acidentalmente a substância.

Lavar as mãos com água e sabão até a altura dos punhos ou fazer a higienização com álcool em gel 70% é uma das principais recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para prevenir o contágio pelo novo coronavírus. Entretanto, os pais devem ficar atentos e ajudar seus filhos a fazer isso da maneira correta.

Caso raro

O pediatra e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirma que casos como o da menina de Brasília são muito raros.

Segundo Wong, para acontecer uma intoxicação nesse nível, a criança precisa ter inalado uma quantidade muito grande de álcool em gel ou ingerido o produto,

“Quando você inala álcool, ele é absorvido pela mucosa nasal e pelo pulmão. Assim, ele entra no sangue e, em grandes quantidades, provoca embriaguez”, esclarece.

“Mas, no caso dessa criança, deve ter acontecido algo a mais do que simplesmente inalar. Ela pode até ter tomado”, opina o pediatra.

Wong explica que o álcool em gel 70% contém em sua composição ágar – uma substância que o deixa mais consistente e também é encontrada em alimentos como gelatina, geleia e sorvetes – e álcool etílico numa concentração duas vezes maior que a presente na cachaça: 37%.

É essa caracteristíca que pode causar o efeito de embriaguez. Ele diz que tomar meia xícara de café já seria suficiente para deixar uma criança nesse estado, por exemplo. “Mas varia conforme o tamanho da pessoa”, observa.

Cuidado com a exposição ao calor

O especialista aconselha que o álcool em gel fique longe do alcance de crianças. Ele também alerta para o fato de que muitas pessoas estão carregando o produto dentro do carro. “Se a temperatura dentro do veículo estiver em torno dos 60 graus, o álcool pode evaporar e explodir”

O médico explica que isso acontece porque o álcool é rico em hidrogênio, que ao se misturar com o oxigênio do ar provoca a reação de combustão. Mas a evaporação é mais difícil se ele está na forma de gel.

Blog do Ismael Medeiros
Saúde

Ministério da Cidadania libera R$ 1 bilhão para acolhimento de moradores de rua

Foto: Willian Moreira/Estadão Conteúdo

O Ministério da Cidadania anunciou na quinta-feira (30) a liberação de recursos para ampliação de vagas para moradores de rua e pessoas desabrigadas em casas de acolhimento e abrigos públicos. Os recursos serão repassados aos municípios via Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

De acordo com o governo, o objetivo é permitir a esse público condições adequadas para prevenção dos riscos de infecção ou disseminação do novo coronavírus. Ao todo, serão repassados pouco mais de R$ 1 bilhão para estados e municípios que poderão atender até 290 mil pessoas, cerca da metade da população de rua estimada no país.

Também foram anunciadas mais duas ações no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas): um para a compra de 192,4 mil kits de equipamentos de proteção individual (EPI) para agentes de assistência social e aquisição de alimentos para instituições de acolhimento de idosos e de pessoas com deficiência.

“Nós vamos transferir, para os municípios, recursos para o atendimento das nossas instituições de longa permanência de idosos, as Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), as instituições Pestalozzi, os nossos orfanatos, ou seja, toda a estrutura institucional, que protege vulneráveis, em qualquer município brasileiro, vai estar disponibilizado o recurso”, informou o ministro Onyx Lorenzoni.

Para serem elegíveis a receber os equipamentos de proteção, os estados, os municípios e o Distrito Federal precisam ter em sua estrutura unidades do Suas, como centros de Referência de Assistência Social (CRAS), centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro-Dia, Centro-Pop, Centros de Convivência e Unidades de Acolhimento.

Os critérios e detalhamento das ações para repasse dos recursos estão descritos na Portaria nº 369, publicada na edição da quinta-feira (30) do Diário Oficial da União. Os recursos foram garantidos na Medida Provisória nº 953, publicada no dia 16 de abril, que abriu crédito extraordinário de R$ 2,5 bilhões para o Suas.

Jovem Pan com informações da Agência Brasil

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