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Rio Grande do Norte » Saúde

Aumento dos casos de raiva no RN deixa produtores rurais em alerta no interior

Preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018

Produtores rurais estão em alerta sobre os cuidados que devem ter para evitar a transmissão do vírus da raiva para os seus rebanhos no interior do Rio Grande do Norte. A preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) no início desse mês.

De acordo com o relatório da Secretaria, de janeiro a agosto foram notificados 21 casos de raiva no RN, sendo 17 somente em morcegos. A Sesap também identificou o vírus em três raposas e um carneiro nas cidades de São Bento do Trairi, Caicó e Governador Dix-sept Rosado.

Segundo o veterinário Pollastry Diógenes, que atua em Apodi há quase 10 anos, os números mostram uma situação que precisa de atenção, uma vez que o morcego é um grande agente transmissor e possui facilidade para infectar outros animais.

“A raiva pode ser transmitida por vários animais, basta ele estar infectado e morder alguém ou outro animal. Mas a questão do morcego é porque não tem como o produtor impedir que ele morda os animais de uma fazenda, por isso é preciso estar atento e, principalmente, com o rebanho protegido”, destaca Pollastry.

A vacina anual antirrábica é o principal método de prevenção da raiva. Cães e gatos recebem a imunização gratuitamente todos os anos através de campanhas públicas, mas os animais de fazenda como bovinos, caprinos e ovinos acabam ficando desprotegidos se o proprietário não comprar a vacina e mandar aplicar.

“Esses animais de fazenda também devem ser vacinados, mas dificilmente os produtores fazem isso. Agora, com esse aumento no número de casos, muitos estão com medo de perder algum animal para esta doença”, explicou o veterinário.

Nos últimos 13 anos, foram confirmados mais de 350 casos de raiva no RN, inclusive em seres humanos. A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, que mata em 99,9% dos casos quando não se busca assistência médica no tempo correto. Ela é causada por um vírus e somente os mamíferos a transmitem.

AgoraRN
Brasil » Currais Novos » Saúde

SAÚDE: “Dia D” da Campanha de Vacinação Contra Poliomielite e Sarampo é neste sábado, 18

Acontece neste sábado (18) em todo o Brasil o “Dia D” da Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo para crianças entre 1 e 5 anos, e em Currais Novos a vacinação acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) das 8h às 17h e é necessário que os pais levem a caderneta de vacinação e cartão SUS dos filhos.

A Campanha tem como objetivo combater os surtos das doenças que tem ocorrido em alguns estados e assim aumentar a cobertura vacinal e impedir a disseminação do sarampo e pólio no país.

Saúde

Aumento no desemprego enfraquece plano de saúde em todo país

O número de beneficiários de planos de saúde continua caindo em razão da crise econômica, da diminuição da renda e do encarecimento das mensalidades dos convênios. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em um período de 12 meses, de junho de 2017 a junho de 2018, 66.502 mil contratos de assistência médica foram cancelados no país. Atualmente, o número de beneficiários desses planos, no Brasil, é de 47,2 milhões.

Segundo dados da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do IESS, o número de beneficiários caiu em todos os meses do primeiro semestre de 2018. Em junho, último mês analisado, também houve queda em comparação ao mesmo período no ano passado.

Inicialmente, a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) previa uma ligeira alta, de 0,1%, no setor, na primeira metade do ano. No entanto, acabou por rever a estimativa para recuo de 0,1% no número de beneficiários dos convênios médicos.

 

Saúde » Vacina

Vacinação contra poliomielite e sarampo segue até 31 de agosto

Teve início nesta segunda-feira (6) a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite no Brasil. Sob a ameaça de retorno de doenças que já eram consideradas “erradicadas” há anos, e com as quedas consideráveis no número de recém-nascidos vacinados, as autoridades têm, na campanha deste ano, a esperança de tentar reverter o quadro no país. Na capital potiguar, o primeiro dia  foi considerado de baixa adesão por alguns postos de saúde. A expectativa, no entanto, é de que os números aumentem gradativamente até o dia 31 de agosto, quando se encerra a campanha.

Na Unidade Básica de Saúde São João, por exemplo, no bairro de Tirol, ao longo da manhã apenas oito crianças foram vacinadas, de acordo com a enfermeira Tânia Rosália, que há 18 anos trabalha na Unidade. “Para um primeiro dia, a adesão está sendo baixa. Mas acredito que a tendência é só melhorar daqui pra frente. Muitos vem sem sequer saber da campanha, para dar outras vacinas às crianças, e acabam descobrindo que estamos fornecendo essa também”, afirma a enfermeira.

O objetivo da campanha, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é imunizar 43.475 crianças no município. Os pais ou responsáveis podem buscar atendimento em qualquer unidade de saúde da capital. O público-alvo são crianças de doze meses à menores de cinco anos de idade, incluindo aqueles que já receberam as vacinas anteriormente. No Rio Grande do Norte, a campanha deve vacinar 188,8 mil crianças.

Cristiane Cabral, de 56 anos, levou a neta Angelina, para se vacinar. “É importante que as pessoas se atentem às campanhas, porque estamos sob risco de retorno dessas doenças. A gente se preocupa, porque não adianta uma só se vacinar, tem que ser todas”, comenta a avó. Um relatório recente do Ministério da Saúde, divulgado em junho deste ano, aponta que 21 cidades do Rio Grande do Norte estão com alto risco de poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil. A doença, que é altamente contagiosa e pode causar sequelas graves para toda a vida, havia sido erradicada do Brasil em 1994, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua prevenção é simples: a imunização.

Ao longo dos últimos três anos, no entanto, os níveis de cobertura vacinal têm caído consideravelmente em todo país. No RN, os níveis de 2018 foram os mais baixos desde o início do programa nacional de imunização, tendo caído pela metade o número de crianças vacinadas. A meta mínima estipulada pelo Ministério é de que 95% das crianças do país sejam vacinadas. Os índices de cobertura da poliomielite, por exemplo, atingiu apenas 63,9% dos recém-nascidos em 2017. Já a tríplice viral, que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, caiu para 51,7% este ano. A Tetraviral, que também imuniza contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a varicela atingiu apenas 38,6% da população.

De acordo com a SMS, apenas aquelas crianças que já foram vacinadas nos últimos 30 dias não precisam de uma nova dose. O “Dia D” da campanha acontece no dia 18 de agosto, com todos os postos de saúde da cidade abertos para vacinação ao longo do dia inteiro. Para atender a todo o país, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de vacina, e todos os estados já estão abastecidos. Para o RN, foram distribuídas 476,8 mil doses das três vacinas: a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), a Vacina Oral Poliomielite (VOP) e a Tríplice Viral. Além dessas, outras sete são consideradas obrigatórias pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Tribuna do Norte

Saúde » Vacina

Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa amanhã (6) em todo o país. A meta é imunizar mais de 11 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, público mais suscetível a complicações de ambas as doenças. O Dia D de Mobilização Nacional foi agendado para 18 de agosto, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, ou seja, todas as crianças dentro da faixa etária estabelecida serão imunizadas – mesmo as que já estão com o esquema vacinal completo. Neste caso, a criança vai receber um outro reforço. A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

Fonte:OP9

Saúde

Brasil tem 677 casos de sarampo confirmados, diz Ministério da Saúde

Balanço divulgado na tarde de hoje (18) pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Segundo a pasta, atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até terça-feira (17), foram confirmados 444 casos de sarampo no Amazonas, e 2.529 permanecem em investigação. Roraima confirmou 216 casos da doença e 160 continuam em investigação.

O ministério informou que, desde fevereiro, quando começaram a surgir os casos de sarampo, foram registradas três mortes: duas em Roraima e uma no Amazonas. Em Roraima, um caso suspeito de morte pela doença ainda está em investigação.

De acordo com o balanço, os surtos estão relacionados à importação. “Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela”, diz a nota.

Ainda segundo a pasta, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (um), Rio Grande do Sul (oito); e Rondônia (um). Até o momento, o Rio de Janeiro informou ao Ministério da Saúde, oficialmente, sete casos confirmados.

“Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz o ministério.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Segundo o ministério, o Brasil está empreendendo esforços para interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada. “Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses”, diz a pasta.

Fonte: Blog do BG

Rio Grande do Norte » Saúde

Em 30 dias, quatro crianças morrem de encefalite no RN

De acordo com Juliana Araújo, resultados dos exames sobre encefalite viral levarão de três a seis meses. Foto: Alex Costa/TV Ponta Negra

O Rio Grande do Norte já registrou este ano 16 casos de encefalite viral, dos quais 4 resultaram em morte de crianças. Esse quadro é atualmente alvo de uma investigação promovida pela Secretaria de Saúde de Natal. Em Natal já foram registrados 11 casos.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da SMS, Juliana Araújo, do total de mortes, duas foram em Natal e outras duas no interior. O que chamou a atenção para a encefalite viral este ano foi a rapidez dos casos de morte: todos os quatro aconteceram em menos de 30 dias.

Segundo Juliana Araújo, ainda não há resultado para qual vírus teria causado as encefalites e, consequentemente, as mortes. Os 16 casos foram registrados em seis meses. Mas, no último mês, a situação chamou a atenção porque foram registrados três ocorrências da doença.

A diretora do Departamento de Vigilância esclareceu que os casos de encefalite em Natal têm ocorrido todos os anos. Em 2016, por exemplo, foram 26 casos e três mortes. Já em 2017, foram 15 casos com duas mortes. O detalhe para este ano é que os casos de morte, ainda no meio do ano, já se igualaram ao ano anterior.

Ela explicou ainda que quando um caso de morte ocorre nessas circunstâncias, os pais precisam autorizar a retirada de amostra do corpo da criança para que seja enviado à Fundação Oswaldo Cruz. O resultado do exame que indica qual foi o vírus causador da doença leva de três a seis meses.

Fonte: OP9

Saúde

Com zika e crise no país, mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos. No RN caiu


Pela primeira vez desde 1990, houve aumento na taxa de mortalidade infantil do Brasil em 2016, e a tendência é que o índice de 2017 também se mantenha acima do registrado em 2015.

A epidemia do vírus da zika e a crise econômica são apontadas pelo Ministério da Saúde como causas do crescimento. A primeira, pela queda de nascimentos (o que traz impacto no cálculo da taxa de mortalidade) e de mortes de bebês por malformações graves.

Já a crise estaria associada às mortes infantis evitáveis, causadas por diarreias e pneumonias, que são influenciadas pela perda de renda das famílias, estagnação de programas sociais e cortes na saúde pública.

Dados inéditos do Ministério da Saúde analisados pela Folha mostram que desde o começo da década de 1990 (dados de anos anteriores têm critérios diferentes) o país apresentava redução anual média de 4,9% da taxa de mortalidade. Esse valor estava acima da média global de redução, estimada em 3,2% em relatório do Unicef (fundo das Nações Unidas) em 2017.

No Brasil, a taxa de mortalidade de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento próximo de 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2014 e 2013.

Segundo o relatório do Unicef, entre 2015 e 2016 na América Latina a taxa ficou estacionada em 18 óbitos infantis por mil nascimentos. No mundo a tendência de redução se manteve —de 42 para 41.

Para 2017, a previsão no Brasil é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015), mas os números oficiais ainda não estão fechados.

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. Monitora-se ainda a taxa chamada de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até cinco anos mortas a cada mil nascidos vivos. Em 2016, morreram 36.350 crianças nessa faixa etária —19.025 nos primeiros sete dias.

“A tendência é piorar. Ainda não entraram todos os óbitos de 2017, que estão sendo investigados”, diz Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do ministério.

Segundo ela, 2016 foi atípico porque teve queda de 5,3% na taxa de nascimentos, atribuída à epidemia de zika. “Houve uma mistura de prevenção com interrupção de gravidez.”

Os dados também mostram alta de mortes infantis evitáveis não relacionadas ao zika.

Entre bebês de um mês a um ano de idade, houve crescimento de 2% das mortes. De um a quatro anos, no total, houve aumento de 11%.

Entre as causas, chama atenção o aumento de 12% entre 2015 e 2016 nas mortes de menores de cinco anos por diarreia (de 532 para 597). Centro Oeste, Norte e Nordeste foram as regiões com maiores altas (48%, 25% e 8%, respectivamente). Responderam juntas por 74% das mortes.

“São causas muito ligadas aos determinantes sociais. Com a crise econômica, houve redução de emprego e da renda em geral. As políticas sociais deixaram de ser expandidas”, afirma Fátima.

A Fundação Abrinq relaciona a piora dos indicadores infantis ao corte de verbas e contingenciamento de orçamentos de programas como o Bolsa Família e a Rede Cegonha, de apoio às mães na gestação e puerpério.

Em 2017, por exemplo, a taxa de desnutrição crônica de crianças até cinco anos ficou em 13,1% — contra 12,6% registrada em 2016 e 12,5% em 2015. O índice retorna ao mesmo patamar de 2013.

“Políticas de proteção social não podem sofrer cortes nem ajuste orçamentário para o equilíbrio das contas públicas. Isso impacta muito na sobrevivência das famílias pobres e extremamente pobres”, diz Denise Cesario, gerente executiva da Fundação Abrinq.

Segundo ela, o reajuste do Bolsa Família não tem levado em conta a inflação do período. Entre 2015 e 2016 teria sido de R$ 3 bilhões, mas ficou em R$ 1 bilhão. Neste ano, a dotação era de R$ 28,7 bilhões, mas, após contingenciamento, ficou em R$ 26,5 bilhões.

“Se eu tenho uma criança que ficou mais desnutrida porque os pais perderam o emprego, a política social busca compensar. Mas quando não tenho expansão, é possível que os efeitos apareçam na mortalidade”, afirma Fátima Marinho, do ministério.

Os dados mostram que 20 estados tiveram alta na mortalidade infantil em 2016.

Juntos, Amapá, Amazonas, Bahia, Pará, Piauí e Roraima tiveram taxa de mortalidade média de 19,6 e aumento de 14,6% ante 2015 —equivalente a três vezes a alta nacional. Os únicos estados com redução de taxas em 2016 foram Rondônia, Acre, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

Já São Paulo teve em 2016 a quinta menor taxa de mortalidade infantil do país (11,09). Porém também figura entre os que interromperam a tendência de queda: alta de 2,7%, contra a redução média anual de 4,1% entre 1991 e 2015.

Para Vitor Manuel Jesus Mateus, vice-presidente do Conass (conselho dos secretários estaduais de saúde), a crise econômica prejudicou o acesso dos usuários aos serviços de saúde, o que pode explicar em parte não só o aumento da mortalidade infantil como a piora de outros indicadores, como o da taxa de vacinação.

Um a cada quatro municípios do país tem cobertura abaixo do ideal em todas as vacinas obrigatórias para bebês e crianças, elevando a ameaça de retorno de velhas doenças.

“Muita gente está sem dinheiro até para o transporte até o posto”, afirma.

Para a pediatra Maria Albertina Santiago Rego, do departamento de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o aumento de mortes infantis pode estar ligado à falta de organização na saúde.
“A mãe tem que fazer um pré-natal bem feito, de acordo com o risco, e ir à maternidade que responda à condição clínica dela e do neném.”

Segundo ela, o pré-natal, especialmente os de gestantes de risco e de alto risco, precisa ter uma equipe bem estruturada para ser efetivo.

“Ao longo dos últimos anos, tiraram obstetra e pediatra da coordenação dos cuidados. Hoje é uma equipe do PSF [Programa de Saúde da Família] que atende. O médico de família está preparado? O Brasil tem educação médica continuada? Eu acho que não.”

As principais causas de mortes infantis são prematuridade, malformações, asfixia e infecções. Mais da metade, na primeira semana de vida.

Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Comunidade, diz que há evidência suficiente de que o modelo do PSF na atenção primária reduziu a mortalidade infantil nas últimas décadas em comparação com o modelo tradicional, com pediatras e ginecologistas.

“Funciona bem mesmo sem as condições ideais, como mais médicos com residência na especialidade e uma maior cobertura do programa [hoje, em 65%]”, afirma.

Uma situação observada pelos médicos de família, diz ele, é o desabastecimento de remédios nos postos e a falta de condições financeiras das famílias em bancá-los. “Às vezes têm que optar entre comer ou comprar um medicamento que não encontra no posto.”

Segundo Fátima Marinho, do ministério, foi criado um grupo de trabalho com acadêmicos para avaliar as causas desse repique na taxa de mortalidade e estudar formas de ação mais urgentes. Vitor Mateus, do Conass, diz que o assunto entrará na pauta da próxima reunião do conselho.

Fonte: Blog do BG

Saúde

Doença sexualmente transmissível pouco conhecida se alastra e alarma médicos por resistência a antibióticos

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública.

O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

Fonte: G1

Saúde

RN: 21 cidades têm alto risco de pólio

A poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, doença altamente contagiosa e de fácil prevenção erradicada no Brasil em 1994, conforme informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), pode reaparecer devido a baixa cobertura vacinal e a falta de interesse da população em imunizar crianças entre 0 e 4 anos. Um relatório do Ministério da Saúde (MS), divulgado no último dia 30 de junho, apontou que 312 municípios do País estão abaixo da meta mínima de imunização contra a paralisia infantil estipulada pelo MS – a lista traz 21 cidades do Rio Grande do Norte. Para evitar a doença o caminho é simples: vacinação.

A coordenadora do programa de imunização da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Maria de Lima, e a chefe do setor de Vigilância Epidemiológica de Natal, Aline Bezerra, garantem que os estoques de vacinas estão abastecidos, as remessas recebidas do Governo Federal também estão em dia, e há disponibilidade nas redes básicas municipais. Porém, mesmo com todas as campanhas, os índices de cobertura vacinal vem caindo sistematicamente no Estado para todos os tipos de doenças – algumas bem graves, e fáceis de prevenir, que se contraídas podem levar à morte.  Ontem, devido ao ponto facultativo os postos estavam fechados e não foi possível constatar a informação.

Cidades como Natal, São Gonçalo do Amarante e Canguaretama figuram na lista elaborada pelo Ministério da Saúde. Na capital potiguar, por exemplo, das mais de 52 mil crianças, com idade entre 0 e 4 anos, cerca de 30 mil (ou 57,34%) não receberam nenhuma das cinco doses previstas da vacina Pólio. De acordo com dados do MS divulgados no último dia 30 de junho, o baixo índice de cobertura vacinal registrado em 2018 contra a poliomielite é o menor dos últimos 16 anos.

Aline Bezerra assegurou que há vacina disponível (oral e injetável) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede pública municipal. “A Pólio é uma vacina disponível no dia a dia das UBS, e está inserida no calendário básico de vacinação nacional com campanhas periódicas, o que está faltando é informação dos pais sobre a importância da vacina e os riscos de reintrodução da poliomielite na sociedade”, avaliou a gestora.

A queda na cobertura vacinal contra a poliomielite é emblemática, mas a baixa imunização também se estende a outras doenças como tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite, sarampo, rubéola, caxumba e catapora.

O critério para o alerta, de acordo com o Ministério da Saúde, são aqueles municípios que não conseguiram cumprir sequer 50% da cobertura vacinal para a doença. A meta mínima estipulada pelo MS para doenças como polio é de 95%. Entre os municípios que correm risco de ter reincidência da doença no RN estão Natal, que cumpriu 42,6% da cobertura vacinal. A cidade com menor índice de imunização foi Monte das Gameleiras, com apenas 18,1% das crianças com até um ano de idade vacinadas. No RN, nenhuma das 10 vacinas obrigatórias conseguiu atingir a meta mínima de 95% de cobertura estipulada.

O médico infectologista Luis Alberto Marinho, destacou que ao primeiro resultado insatisfatório, o Ministério da Saúde “deveria ter tomado como prioridade máxima a elaboração de campanhas de incentivo à vacinação”. O especialista acrescenta que “como a vacina contra a poliomielite é dada junto com a de rubéola e caxumba, a queda desses números é alarmante pois representa a possibilidade do retorno não de uma, mas de várias doenças”.

Motivos
Para Maria de Lima, da Sesap, fatores como falta de informações, baixa percepção dos riscos, e a disseminação de notícias falsas através das redes sociais estão entre os motivos que geram esse resultado negativo. “A grande preocupação é o retorno dessas doenças, algumas já eliminadas como a poliomielite, e outras em processo de erradicação como sarampo. O baixo índice de vacinação pode trazer grandes problemas de saúde à população do RN, e somadas à crianças dos outras estados, temos o Brasil inteiro em risco”, assegura.

Outro motivo apontado pela coordenadora diz respeito ao horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos municípios. Maria de Lima explicou que “os muitos pais acabam deixando de procurar as vacinas” devido a dificuldade de conciliar a rotina de trabalho com o horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde: “Em algumas cidades as UBS só funcionam pela manhã, em outras só no período da tarde, e às vezes não funcionam na sexta. Precisamos, Estado e Municípios, traçar uma estratégia para fazer uma busca ativa de crianças que não estão com a carteira de vacinação em dia”, adiantou.

Desde 2015, o Brasil vivencia uma queda considerável na cobertura vacinal de crianças com até um ano, o que aumenta o risco do retorno de doenças que já estão erradicadas no País ou em processo de “eliminação”.

Quadro da Saúde

Evolução da cobertura
As 10 vacinas obrigatórias no RN disponíveis pelo SUS na rede pública:

1. BCG
A vacina deve ser tomada (dose única) ao nascer, e previne formas grave de tuberculose.
Cobertura vacinal:
2015 – 105,9% (ou 5,9% acima da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde)
2016     89,2%
2017     62,1%
2018     69,5%

2. Hepatite B
A vacinação é feita em três doses, sendo a primeira nas primeiras 12 horas de vida. Cerca de 90% dos pacientes infectados passam a ser portadores crônicos, e 25% desenvolvem câncer hepático ou cirrose.
Cobertura vacinal:
2015     91%
2016     83,4%
2017     66,3%
2018     43%

3. Penta
A vacina pentavalente é uma associação com a Hepatite B, e imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, meningites e outras infecções.
Cobertura vacinal:
2015     90,5%
2016     76,3%
2017     64,6%
2018     42,5%

4. Pólio (Vip e Vop)
A vacina previne contra a poliomielite (paralisia infantil), doença altamente contagiosa causada por vírus. Em 1994 o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação da Poliomielite.
Cobertura vacinal:
2015     97,6%
2016     70,2%
2017     63,9%

5. Pneumo 10
Previne contra infecções como a pneumonia, meningite, otite média aguda, sinusite e bacteremia.
Cobertura vacinal:
2015     89%
2016     84,4%
2017     72%
2018     53,7%

6. Rotavírus
Previne contra a gastroenterite, infecção que agride o estômago e causa formas graves de diarreia, vômitos e febre. Em 2006, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a incluir a vacina na lista das obrigatórias.
Cobertura vacinal:
2015     89,8%
2016     76,7%
2017     64,8%
2018     51,7%

7. Meningo C
Previne contra a bactéria que causa meningite, doença com altos índices de mortalidade.
Cobertura vacinal:
2015     95,2%
2016     79,5%
2017     66,9%
2018     53,7%

8. Tríplice Viral
Previne contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua primeira dose deve ser aos 12 meses, e a segunda, aos 15 meses.
Cobertura vacinal:
2015     94,9%
2016     96%
2017     78,9%
2018     51,7%

9. Varicela (Tetraviral)
A vacina protege as crianças contra quatro sarampo, rubéola, caxumba e a varicela, conhecida popularmente como catapora.
Cobertura vacinal:
2015     79,9%
2016     54,2%
2017    56,5%
2018    38,6%

10. Influenza
Protege contra gripes causadas pelos vírus H1N1, H3N2 e Influenza B. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda duas doses da vacina no primeiro ano de vida.
Cobertura vacinal:
2015     82,9%
2016     80,8%
2017      76,3%
2018      73,04%

Fonte: Tribuna do Norte

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