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Saúde

SAÚDE: Hepatites virais crescem 20% no país em 10 anos

Dados do boletim epidemiológico que o Ministério da Saúde divulga hoje mostram que o número total de casos de hepatites virais no país aumentou 20% nos últimos dez anos. As notificações pularam de 35.370, em 2008, para 42.383, em 2018.

A alta nas taxas, dizem especialistas, se deve ao aumento nos diagnósticos, sobretudo de hepatite C, tipo da doença que, por não apresentar sintomas, é de difícil detecção. Desde 2011, no entanto, o Ministério da Saúde distribui para os estados e municípios testes rápidos de hepatite B e C .

O próprio governo estima que 500 mil brasileiros estejam infectados atualmente pelo vírus do tipo C sem saber. Há dois anos, o país assumiu com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o compromisso de eliminar a hepatite C até 2030 .

Segundo Lia Lewis, chefe do Ambulatório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz, quanto maior o número de diagnósticos, maiores as chances de eliminar o vírus.

— Antes, os testes eram feitos apenas por indicação para determinados grupos de risco. Agora, já é pedido em exames de rotina. Mas as nossas notificações ainda são baixas, precisamos procurar mais — diz a médica e pesquisadora.

Ainda segundo informações do boletim, 70.671 brasileiros morreram de 2000 a 2017 de causas associadas à hepatite, sendo 76% dos óbitos relacionados ao tipo C, o mais letal e para o qual não existe vacinação.

— O tempo entre a infecção e o surgimento de um sintoma, como uma cirrose, por exemplo, é, em média, de 20 a 25 anos. É por isso que a principal causa de transplantes de fígado agora é em decorrência da hepatite C — explica Celso Granato, infectologista do Grupo Fleury.

Tratamento via SUS

Junto com o raio-X da doença pelo país, o ministério anunciou ainda ter como meta ampliar o tratamento da hepatite C via SUS para 50 mil pessoas em 2019 — no ano passado, 24 mil receberam os remédios.

Atualmente, o tratamento contra hepatite C é feito a partir da combinação de remédios, que são tomados uma vez ao dia durante um período que pode variar de três a seis meses, dependendo do paciente.

Segundo o governo, o tratamento, que já custou ao SUS cerca de US$ 10 mil por paciente, agora sairá por US$ 1.232,81 cada ciclo.

Ao menos dois medicamentos utilizados na terapia contra a hepatite C são alvos de disputas por quebra de patentes para a produção de genéricos, com o objetivo de baratear os preços: o sofosbuvir e o daclatasvir, fabricados, respectivamente, pela Gilead e pela Bristol-Myers Squibb (BMS).

Para Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual, a estratégia anunciada pelo governo peca por não insistir na quebra dessas patentes.

— Para nós, atingir o acesso universal ao tratamento passa necessariamente pela quebra de patentes dos antivirais de ação direta e consolidação de um mercado em que exista concorrência — afirmou.

Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu aos pedidos da reportagem.

O Globo
Saúde

Governo suspende contratos e poderá faltar remédio gratuito para pacientes com câncer e diabetes

MINISTÉRIO DA SAÚDE. FOTO: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

O Ministério da Saúde suspendeu, nas últimas 3 semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo apontam suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete e transplantados. Os laboratórios que fabricam por PDPs fornecem a preços 30% menores do que os de mercado. E já estudam ações na Justiça.

Associações que representam os laboratórios públicos falam em perda anual de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento – mais de 30 milhões de pacientes dependem dos 19 remédios. A lista inclui alguns dos principais laboratórios: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp

Além disso, devem ser encerrados contratos com oito laboratórios internacionais detentores de tecnologia, além de laboratórios particulares nacionais. Isso porque cada laboratório público, para desenvolver um produto, conta com dois ou três parceiros. Depois, esses laboratórios públicos têm o compromisso de transferir a tecnologia de produção do medicamento ao governo brasileiro. Essa lista inclui referências da indústria como a GlaxoSmithKline Brasil Ltda. (GSK) e a Libbs, além de Oxygen, Nortec, Biomm, Cristália, ITF, Axis e Microbiológica Química e Farmacêutica Ltda.

Transitório

Procurado, o Ministério da Saúde informou que as PDPs continuam vigentes. Segundo a pasta, foi encaminhado aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”. O órgão federal ainda informou que “o chamado ‘ato de suspensão” é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

O jornal, porém, teve acesso a um dos ofícios em que o ministério é categórico ao informar o encerramento da parceria. O documento, do dia 26 de junho, é assinado por Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. a Bahiafarma é informada que, com base em um parecer da Advogacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União, “comunicamos a suspensão da referida PDP do produto Insulina Humana Recombinante Regular e NPH, celebrada com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos e solicitamos manifestação formal da instituição pública quanto à referida decisão, no prazo improrrogável de dez dias úteis”.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, disse que os laboratórios já estão tratando as parcerias como suspensas. “Os ofícios dizem que temos direito de resposta, mas que a parceria acabou. Nunca os laboratórios foram pegos de surpresa dessa forma unilateral. Não há precedentes”, afirmou.

Consequências

O entendimento da associação de laboratórios é que a entrega de remédios já programada continua garantida. Isso significa que não deve haver interrupção imediata no fornecimento.

Segundo ele, a maior parte pretende fazer um questionamento jurídico. “A primeira medida que a gente pretende tomar é no âmbito judicial. Nossa linha deve ser alegar a arbitrariedade da forma que isso se deu.”

Já o representante de um laboratório de São Paulo, que falou com o Estado sob a condição de não ter o nome divulgado, disse que a suspensão das parcerias vai criar um problema de saúde e afetar uma cadeia econômica “imensa”, expondo o Brasil à insegurança jurídica.

Ele cita como exemplo uma planta industrial no valor de R$ 500 milhões, construída em uma parceria de um laboratório privado com o Instituto Butantã e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa planta toda fica obsoleta. Toda cadeia econômica está severamente afetada”, disse.

‘Desmonte‘

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, vê retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes. O laboratório é um dos que tiveram seus contratos suspensos. “É um verdadeiro desmonte de milhões de reais de investimentos que foram feitos pelos laboratórios ao longo dos anos, além de uma insegurança jurídica nos Estados e entes federativos. Os laboratórios não têm mais como investir a partir de agora. A insegurança que isso traz é o maior golpe da história dos laboratórios públicos.”

O representante do setor destaca que as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) também funcionam como um regulador de preço no mercado. Ele explica que a Bahiafarma, por exemplo, vende insulina a um preço três vezes menor que laboratórios estrangeiros. Dias ressalta que um processo de compra de medicamento no Ministério da Saúde costuma demorar até 11 meses para ser concluído. Por isso, haveria até risco de desabastecimento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Saúde

Pesquisa encontra causador da doença de Chagas em 40% dos cães no interior do RN

Reprodução / Internet

Uma pesquisa encontrou o agente causador da doença de Chagas em 40% dos cães que tiveram amostras de sangue analisadas no Rio Grande do Norte entre os anos de 2013 e 2016. Os dados colhidos em três cidades do interior do estado foram divulgados em um artigo publicado na revista internacional Acta Tropica – que recebe estudos sobre a saúde humana e animal nos trópicos e subtrópicos.

O principal autor do artigo é o dr. Vicente Toscano de Araújo Neto, que é médico-veterinário, conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio Grande do Norte (CRMV-RN) e presidente da Comissão Regional de Agronegócio.

As amostras foram colhidas de animais domésticos em áreas rurais dos municípios de Acari, Caraúbas e Marcelino Vieira. De acordo com os pesquisadores, 40% dos cães foram soropositivos para o protozoário Trypanosoma cruzi – que é o agente etiológico da doença de Chagas.

“Em conjunto, nossos resultados confirmam que os cães são reservatórios domésticos de T. cruzi no nordeste do Brasil e T. brasiliensis é a principal espécie de triatomíneos correlacionada com a transmissão do parasito em ambientes domiciliares. Existe uma necessidade contínua de controlar populações peridomiciliares de triatomíneos e de implementar estratégias de vigilância para reservatórios com a ajuda da comunidade”, aponta.

A pesquisa “Trypanosoma cruzi circulating among dogs and triatomines in the endemic countryside of the State of Rio Grande do Norte, Brazil” foi desenvolvida por pesquisadores da UFRN.

Além do dr. Vicente Toscano, participaram como co-autores: Nathan Ravi Medeiros Honorato, Raniery de Oliveira Santana, Andressa Noronha Barbosa Silva, Paulo Marcos da Matta Guedes, Egler Chiari, Lúcia Maria da Cunha Galvão e Antonia Claudia Jácome da Câmara.

Agora RN
Rio Grande do Norte » Saúde

Fátima se reúne com bancada federal e cobra repasse de R$ 220 milhões para a Saúde no RN

FOTOS: ELISA ELSIE/GOVERNO DO RN

A governadora Fátima Bezerra reuniu representantes das bancadas parlamentares federal e estadual do RN, na manhã desta segunda-feira, 08, para tratar do repasse de recursos federais para a saúde no Rio Grande do Norte. O Governo do Estado cobra a contrapartida federal aos serviços já prestados na saúde pública em 2019.

“Há três semanas tentamos marcar audiência com o ministro da Saúde e não conseguimos. Vimos tratando com o ministério desde fevereiro. Atendemos todas as solicitações do Governo Federal, apresentamos relatórios e documentos e o ministro prometeu que iria fazer os repasses. Mas isto não aconteceu. Não quero acreditar que está havendo retaliação política ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou Fátima Bezerra. A governadora quer do Governo Federal o mesmo tratamento dados aos estados de Minas Gerais e Goiás, que já receberam recursos do Governo Federal este ano.

Para o deputado federal João Maia “o governo federal está devendo ao Rio Grande do Norte”. Ele participou das reuniões da governadora com autoridades do Ministério da Saúde e ouviu o compromisso de fazer os repasses que não aconteceram.

A senadora Zenaide Maia ressaltou que grande parte da despesa do Governo do Estado com a saúde se dá por determinação judicial, “inclusive no caso das UTI’s e da alta complexidade, que são os serviços mais onerosos”, afirmou.

Secretário de Saúde do RN, Cipriano Vasconcelos disse que o Estado não está recebendo as contrapartidas do Governo Federal para os serviços já prestados em 2019 na saúde. “Por isso ocorrem os problemas de atraso no pagamento a fornecedores e alguns prestadores de serviço”, informou Cipriano, acrescentando que o déficit previsto para este ano, hoje, é de R$ 154 milhões.

Benes Leocádio, deputado federal, disse que “é urgente a liberação dos recursos federais para o RN pagar serviços essenciais à população. Estamos juntos ao governo do estado na luta pela liberação dos recursos. A população do RN não pode mais esperar, é preciso o compromisso, a ação imediata do Governo Federal”.

A reunião também teve a participação dos deputados estaduais Bernardo Amorim (da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa), George Soares, líder do Governo na AL e Isolda Dantas.

HISTÓRICO

As solicitações do Governo ao Ministério da Saúde integram o Plano de custeio da Saúde Pública apresentado no mês de março último ao secretário executivo do ministério, João Gobbardo dos Reis.

O plano é voltado para soluções de médio e curto prazo para diminuir a superlotação das unidades, conter as paralisações na prestação de serviços e evitar o colapso na área, com um investimento total de R$ 220,6 milhões.

O pedido foi reforçado em maio, em reunião com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que assegurou o atendimento ao pleito, mas até agora não deu retorno.

O plano define como prioridades a liberação de R$ 50 milhões para cirurgias (oncológicas, cardíacas, neurocirurgias e de alta complexidade), abastecimento de insumos e medicamentos. O sistema estadual de regulação de cirurgias tem mais de 8 mil pessoas na fila de espera para procedimentos de urgência e eletivos, além de mais de 20 mil requisições de ultrassonografia e 8 mil para tomografia.

O plano ainda trata da integração do Hospital da Polícia Militar ao SUS, financiamento para a criação de consórcios regionais interfederativos (policlínicas), ampliação do teto em áreas de média e alta complexidade (MAC), custeio solidário dos leitos de UTI, aumento de recursos para contratos com os hospitais universitários e liberação de emendas parlamentares para hospitais estaduais.

O teto do MAC teve decréscimo nos últimos anos. A produção de serviços nas unidades estaduais ultrapassou o teto em mais de 40%, com uma diferença negativa de cerca de R$ 50 milhões.

O plano do Governo do Estado também inclui o ressarcimento pelos processos de judicialização, que também já foi tratado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O Governo do Estado, em 2018, teve mais de R$ 60 milhões seqüestrados pela Justiça para atender a decisões judiciais, além de manter 30 leitos de UTI na rede privada, ao custo de R$ 50 milhões/ano, também por decisão judicial.

SOLICITAÇÕES DO PLANO ENTREGUE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

– Hospital da PM: R$ 7,8 milhões/ano

– Custeio da produção da Sesap: R$ 50,4 milhões/ano

– Complementação dos serviços sem financiamento federal: R$ 33 milhões/ano

– Cirurgias oncológicas: R$ 17 milhões/ano

– Cirurgias ortopédicas: R$ 2 milhões/ano

– Cirurgias urológicas: R$ 2,2 milhões/ano

– Déficit nas tomografias, ressonâncias e cintilografias: R$ 26 milhões/ano

– Leitos de UTI judicializados: R$ 45,9 milhões

– Leitos de UTI próprios: R$ 20,8 milhões

– Cirurgias eletivas: R$ 7,6 milhões

Portal no Ar
Saúde

Médicos retomam atendimentos pelo SUS em hospitais do RN após acordo

Sesap também firmou o compromisso de realizar os pagamentos atrasados de forma escalonada e quitar a dívida referente a fevereiro até o final deste mês

Cooperativas médicas decidiram retomar os atendimentos à população nos procedimentos de alta e média complexidade realizados em hospitais privados e filantrópicos do estado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), após firmarem um acordo de pagamento. A maior queixa feita pelos profissionais é com relação aos atrasos de pagamentos do Governo do Rio Grande do Norte acumulados desde o início deste ano.

Em reunião nesta última sexta-feira, 5, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) transferiu uma parte da dívida, no valor de R$ 1,2 milhão para a conta da Secretaria Municipal de Saúde de Natal, responsável por repassar o valor às cooperativas. A Sesap também firmou o compromisso de realizar os pagamentos atrasados de forma escalonada e quitar a dívida referente a fevereiro até o final deste mês.

Além da discussão a respeito da retomada das atividades nos hospitais, durante a reunião, os gestores da pasta e diretores da CoopMed e Coopanest definiram um grupo de trabalho que atuará na ampliação do convênio.

Agora RN
Rio Grande do Norte » Saúde

Fátima cumpre promessa de campanha e apresenta “RN + Saudável”

Fátima Bezerra (PT) apresentou projeto para melhorar diversos setores públicos

A governadora Fátima Bezerra (PT) participou da apresentação do projeto “RN + Saudável”, que visa a promover ações para melhorar desde o saneamento básico potiguar à segurança alimentar. O projeto era uma promessa de campanha da petista.

De acordo com Fátima, “o objetivo é promover a segurança alimentar, a agricultura familiar, a prática de atividades físicas, inclusão social e cultura popular, além de ações de saneamento básico e sustentabilidade, pensando na redução de comportamentos perigosos que vão desde o uso de agrotóxico até condutas violentas”.

O RN + Saudável vai atuar de forma integrada entre os órgãos: Detran, Seec, Fundação José Augusto, Sethas, Sesed, Semjidh, Sedraf, Sape, Igarn, Idiarn, Emater, Emparn e Idema, articulados pelo Gabinete Civil e Secretaria para Gestão de Projetos e Metas de Governo e Relações Institucionais.

Agora RN
Saúde

Casos de chikungunya crescem 121% no RN

FOTO: HEILYSMAR LIMA/PORTAL NO AR

Os casos confirmados de chikungunya no Rio Grande do Norte aumentaram em 121% quando comparados ao mesmo período de 2018. É o que apresenta o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), com dados coletados até o dia 22 de junho, o que corresponde à semana epidemiológica 25. Neste ano, no período, foram 4.094 casos suspeitos e 1.064 confirmados. Já no ano passado, foram 1.682 suspeitos e 480 confirmados.

A Sesap destaca que o aumento dos casos já era esperado para o ano de 2019 devido ao comportamento natural e sazonal do mosquito Aedes Aegypti combinado as chuvas que vêm ocorrendo e o descarte inadequado de lixo.

Já o número de notificações e confirmações de Dengue e Zika até a semana epidemiológica 25 diminuíram. Enquanto em 2018 foram notificados 18.649 e confirmados 8.459 casos de Dengue, este ano foram 17.850 notificações e 3.132 confirmações, o que representa uma redução de 63%. Para a Zika, se no mesmo período do ano passado ocorreram 313 casos prováveis, até o dia 22 de junho deste ano foram 150.

Ao longo do ano, a cada novo dado, a secretaria vem intensificando seu papel de orientar e coordenar as ações que devem ser executadas pelas prefeituras e secretarias municipais de saúde. Mas é importante ressaltar que o vetor não deve ser combatido sozinho. “Precisamos da participação dos municípios e da população e essa luta deve ser diária”, ressaltou a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da pasta, Alessandra Lucchesi.

Ela ainda destacou a importância das notificações realizadas pelos municípios para a confirmação dos dados e planejamento das ações e medidas que estão sendo tomadas para conter o avanço do mosquito aedes aegypti. “O aumento das notificações nos mostra que os serviços estão mais sensíveis às pessoas que apresentam as sintomatologias para Dengue, Zika e Chikungunya”, disse Lucchesi reforçando ainda que é a partir da qualidade da informação que políticas públicas são construídas. “Isso nos possibilita construir planejamento”, complementou.

Para consultar o boletim, basta clicar AQUI.

Portal no Ar
Rio Grande do Norte » Saúde

RN: Ministério da Saúde libera R$ 4,5 milhões para hospitais universitários

Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal — Foto: Cícero Oliveira

O Ministério da Saúde liberou nesta segunda-feira (1º) mais de R$ 4,56 milhões para custeio de três hospitais universitários no Rio Grande do Norte. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), os valores vão ser pagos mediante comprovação da liquidação dos empenhos emitidos.

Os recursos liberados fazem parte da primeira parcela anual do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF). No total, foram liberados mais de R$ 79 milhões em todo o país.

No estado, o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, vai receber o maior valor – um total de R$ 1.769.641. Em seguida vem a Maternidade Escola Januário Cicco, também na capital, que terá liberados R$ 1.622.308. Por fim, o Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, receberá R$ 1.174.649,00. Todos as três unidades são ligadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A verba do Ministério da Saúde será utilizada para custear o funcionamento dos serviços de ensino (consultas, internações e cirurgias), compra de materiais médico-hospitalares como anestésicos, seringas e medicamentos, além de possibilitar a execução de obras de reforma e ampliação da infraestrutura hospitalar, para melhorar e qualificar o atendimento prestado à população.

A portaria com a liberação leva em consideração as necessidades levantadas pelos gestores dos SUS nas esferas estaduais e municipais, em articulação com o MEC que define os projetos a serem executados.

Os recursos são pagos pelo Ministério da Saúde para as instituições que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas ao porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do SUS. Os pagamentos são efetuados pelo Fundo Nacional de Saúde.

G1 RN
Saúde

Mutirões da cidadania atendem mais de mil mulheres e crianças no RN

Moradora do sítio Baixa do Tubarão, a agricultora familiar Maria das Graças Carvalho Amorim, 28 anos, mãe de três filhos pequenos, viajou 24 km, da zona rural ao centro, para fazer uma nova via da identidade. Ela adquiriu o documento gratuitamente graças ao mutirão do Programa Estadual de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural, realizado quinta-feira (27) e sexta-feira (28), na sede do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR), na cidade de Apodi, distante 340 km da Capital “Estou achando muito bom poder resolver isso aqui hoje, com facilidade e na nossa própria cidade, porque a situação financeira está muito difícil e toda economia faz a diferença”, disse Gracinha, como é mais conhecida.

O sorriso no rosto da agricultora e artesã Francisca Ediones de Freitas Lima, 54, demonstra o quanto os mutirões estão sendo bem recebidos pelo seu público alvo. Ela ouviu falar da ação no noticiário do rádio, na manhã de sexta, e imediatamente se arrumou para aproveitar a oportunidade. “É de graça, recebe na hora e é aqui mesmo, perto de casa. Fui muito bem recebida e só tenho a agradecer à equipe do governo. Todos têm olhado para nós, agricultores e artesãos”, declarou.

Coordenado pela Sedraf (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar), o Programa Estadual de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural, lançado no Dia Internacional da Mulher (8 de março), pela governadora Fátima Bezerra, garante de forma gratuita o acesso das mulheres trabalhadoras rurais aos documentos civis e trabalhistas. Os atendimentos estão sendo realizados por meio de mutirões nas proximidades de moradia, no sentido de fortalecer a cidadania e contribuir para a autonomia dessas mulheres, possibilitando o acesso às políticas públicas e contribuir para igualdade entre homens e mulheres no Rio Grande do Norte.

O secretário Alexandre Lima disse que a meta do programa é realizar três mil atendimentos até o final do ano. “Nós buscamos atingir uma parcela da população que geralmente não são beneficiadas pelas políticas públicas. Essas ações têm aproximado essas mulheres a um direito tão básico que é a documentação. Isso facilita o acesso delas tanto às redes de promoção social quanto aos programas de inclusão produtivas. E isso só se faz com identidade”, explicou.

Ele informou que já existe um cronograma estabelecido até dezembro e todos os territórios do Estado serão percorridos. Até o momento, foram realizados mutirões em Currais Novos, Caicó, Paraú e Apodi, totalizando mais de mil emissões de documentos, muitos deles sendo primeira via, principalmente para mulheres jovens e também crianças. O público prioritário de atendimento do programa são as mulheres da agricultura familiar, acampadas, assentadas da reforma agrária, pescadoras artesanais, extrativistas, quilombolas, indígenas e mulheres trabalhadoras rurais de uma forma geral. Os mutirões têm a parceria com o ITEP-RN, prefeituras municipais e Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR).

Blog Jair Sampaio
Saúde

RN: Falta de remédio interrompe tratamento de pacientes com HIV

Falta de remédio interrompe tratamento de pacientes com HIV no Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Por causa da falta de medicamentos, 48 pacientes com HIV estão com o tratamento suspenso no Rio Grande do Norte. Segundo a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), os remédios estão em falta desde o final do mês passado e só devem chegar no dia 12 de julho.

O medicamento é o Raltegravir de 400mg. De acordo com o que explica o diretor técnico da Unicat, Thiago Vieira, a medicação tem uso específico para pessoas com HIV e que contraíram tuberculose, e também para mulheres grávidas portadoras do vírus. Os 48 pacientes que tiveram o tratamento interrompido estão nesse perfil.

Thiago Vieira explica que há disponível na Unicat o Raltegravir de 100 mg, que tem uso direcionado a crianças com Aids. “No entanto, teríamos que dar uma dosagem maior a esses pacientes que tomam o de 400 miligramas. Eles precisariam tomar mais comprimidos e não temos a garantia de que surtiria efeito”, esclarece.

O diretor técnico da Unidade Central confirmou também a falta de outras duas medicações: Zidovudina em forma xarope e injetável, e o Efavirenz em xarope.

Entretanto, ainda segundo Thiago Vieira, para estes há a alternativa de ministrar em forma comprimidos, que estão disponíveis, e a falta dos remédios não está causando interrupções em tratamentos. Vieira afirma que a previsão é de receber esses remédios do Ministério da Saúde até a sexta-feira (28).

G1 RN

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