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Religião

Data de canonização de irmã brasileira é anunciada

O Papa Francisco presidiu, hoje (1), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo; Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Agência Brasil
Religião

Papa torna obrigatório que religiosos denunciem abusos sexuais

O papa Francisco assinou norma, nessa quinta-feira (9), que torna obrigatório aos membros do clero denunciar suspeitas de abusos sexuais, de poder ou de acobertamento de casos ocorridos dentro da Igreja Católica. O documento estabelece, assim, um novo procedimento a ser seguido nas dioceses, além de exigir rapidez nas investigações preliminares.

O pontífice determinou que todas as dioceses do mundo devem criar, antes de junho de 2020, sistemas acessíveis a quem quiser fazer denúncias, além de garantir proteção e assistência aos denunciantes. As novas regras são ditadas no Motu Proprio (documento de iniciativa do próprio papa) Vos estis lux mundi (Vós sois a luz do mundo).

“Para que tais fenômenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”, afirmou o papa.

As novas regras fazem parte da promessa feita por ele de erradicar os abusos sexuais dentro da Igreja, após a inédita cúpula no Vaticano com representantes de todas as conferências episcopais para tratar da questão. As regras se aplicam a todos os casos em que “se obrigue alguém, com violência ou ameaça ou por meio do abuso de autoridade, a realizar ou sofrer atos sexuais; realizar atos sexuais com menor ou pessoa vulnerável; produzir, exibir, possuir ou distribuir material pornográfico infantil”, segundo o Artigo 1º do documento.

O texto inclui medidas voltadas aos casos de violência contra as mulheres do clero, assim como o assédio a seminaristas ou noviços e os crimes de acobertamento, além de “ações ou omissões voltadas para interferir ou evitar investigações civis ou canônicas, administrativas ou penais”.

A maior novidade apresentada no documento é que os religiosos têm a “obrigação de informar a um bispo ou superior religioso, o que não interfere nem modifica nenhuma outra obrigação de informar às autoridades civis competentes”.

No texto, o papa Francisco afirma que, embora muito já tenha sido feito, é preciso continuar “a aprender com as lições amargas do passado, a fim de olhar com esperança para o futuro”. Para ele, essa responsabilidade recai primeiramente sobre os que estão no governo pastoral.

“Por isso, é bom que se adotem, em nível universal, procedimentos que tendem a prevenir e contrastar esses crimes que traem a confiança dos fiéis”, alertou o pontífice na apresentação inicial das novas regras.

EBC
Religião

Por que 19 sacerdotes e teólogos acusam o Papa Francisco de heresia

Um grupo de sacerdotes e teólogos escreveram uma carta aberta ao Colégio dos Bispos da Igreja Católica acusando o Papa Francisco de “heresia” – uma das mais graves acusações que podem ser feitas a um clérigo.

Na carta, publicada na terça-feira (30) no site católico conservador LifeSiteNews, que comumente tece críticas ao papa, os 19 signatários alegam que o conjunto dos bispos católicos deve investigar Francisco pelo “delito canônico da heresia” e pregam que outros sacerdotes critiquem Francisco publicamente.

Trata-se de mais um sinal do crescente enfrentamento entre os tradicionalistas (ou ultraconservadores) católicos – insatisfeitos com declarações do papa em questões como sexualidade – e os apoiadores do atual papado.

Os motivos da “heresia”, dizem os signatários, é que o papa teria suavizado posições que, na opinião deles, vão contra os mandamentos da igreja em diferentes assuntos: os acusadores afirmam que Francisco não tem se oposto veementemente o bastante ao aborto, tem dado sinais de abertura do Vaticano a homossexuais e divorciados, e tem se aproximado de protestantes e muçulmanos.

Em 2015, por exemplo, o papa organizou uma conferência no Vaticano na qual tentou relaxar as regras que impedem divorciados e pessoas em um segundo casamento de receber a Comunhão – uma vez que a igreja considera o casamento indissolúvel e o novo casamento, um adultério.

Eles também citam casos em que o papa teria protegido ou sido conivente com cardeais e bispos que, segundo a carta, estariam protegendo abusadores sexuais ou até cometido abusos.

Uma parte significativa da carta se concentra em críticas a um documento papal do ano seguinte, o Amoris Laetitia (A Alegria do Amor, em tradução livre), em que Francisco fala em tornar a igreja mais inclusiva e menos disposta a julgamento de seus 1,3 bilhão de fiéis.

No documento, o papa pede uma igreja menos rígida e mais cheia de compaixão diante qualquer membro “imperfeito”, como os divorciados e os em segundos casamentos civis.

Debates morais

Após a publicação do Amoris Laetitia, grupos conservadores acusaram o papa de criar confusão em torno de questões morais importantes, diz a agência Reuters.

Nas 20 páginas da carta desta terça-feira, os signatários dizem que tomaram “esta medida (carta aberta) como um último recurso para responder ao acúmulo de danos causado pelas palavras e atos do papa Francisco ao longo de diversos anos, dando abertura para uma das maiores crises na história da Igreja Católica”.

O documento também critica o papa por ter dito que as intenções de Martinho Lutero (pai da Reforma Protestante, momento de ruptura do cristianismo) “não eram equivocadas” e por Francisco ter assinado um comunicado conjunto com luteranos no qual mencionava os “presentes teológicos” da Reforma.

Também foi criticado o comunicado conjunto que o papa assinou em fevereiro com um líder muçulmano em Abu Dhabi, dizendo que o pluralismo e a diversidade de religiões era um “desejo de Deus”, o que irritou conservadores católicos.

O signatário mais conhecido entre os 19 que divulgaram a carta é o padre britânico Aidan Nichols, 70, da ordem dominicana, autor de diversos livros e teólogo proeminente.

Consultado pela agência Reuters, o Vaticano não se pronunciou sobre a carta até a publicação desta reportagem.

Poconet
Religião

Papa Francisco diz que desemprego é tragédia mundial

O papa Francisco definiu nesta quarta-feira, 1º, o desemprego como uma tragédia mundial e pediu a intercessão de São José por aqueles que perderam o emprego ou não conseguem encontrá-lo.

Ao final da Audiência Geral na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, o pontífice fez votos de que a figura de São José, “o humilde trabalhador de Nazaré, nos oriente em direção a Cristo, sustente o sacrifício daqueles que praticam o bem neste mundo e interceda por aqueles que perderam o próprio emprego ou não conseguem encontrá-lo, uma tragédia mundial nesses tempos”.

EBC
Religião

Papa Francisco lava pés de brasileiro e outros 11 detentos

Em missa realizada nesta Quinta-Feira Santa (18), na prisão de Velletri, subúrbio a cerca de 40 quilômetros ao sul de Roma, o papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 presos, entre eles um brasileiro. Em sete anos de pontificado, esta é a quinta vez que o papa reproduz o gesto, símbolo de “humildade” e “fraternidade”, com presos. “Em nossos corações deve haver sempre esse amor para servir ao próximo”, disse.

Na Quinta-Feira Santa, é lembrada justamente a Última Ceia, ocasião em que Jesus realizou o Lava-Pés com seus discípulos. Logo ao chegar, Francisco foi bastante aplaudido por cerca de 200 pessoas, presentes na cerimônia.

Depois de uma homilia rápida e improvisada, em que lembrou a importância do rito, o papa argentino, de 82 anos, recebeu ajuda de dois assistentes para se ajoelhar. Com uma toalha seca e uma bacia de prata, ele lavou e beijou os pés de 12 detentos – nove italianos, um brasileiro, um da Costa do Marfim e outro de Marrocos. Eles eram todos homens e não tiveram nome e nem religião divulgados.

Francisco lembrou que o gesto era destinado aos escravos, que limpavam os pés de pessoas que iam visitar a casa de seus senhores, e aconselhou os presos a ajudarem uns aos outros. “O mais velho tem que servir ao menor”, afirmou. “Sejam irmãos no serviço e não na ambição daquele que domina ou maltrata o outro. Esta é a irmandade. A irmandade é sempre humilde.”

Tradicionalmente, a Igreja realiza o rito lavando os pés de 12 sacerdotes. Francisco, no entanto, levou a celebração para fora do Vaticano e a realizou em prisões, centro de imigrantes ou casas de idosos. Também já foi alvo de críticas por, em ocasiões anteriores, lavar os pés de mulheres e muçulmanos.

Com 400 vagas, a prisão de Velletri sofre de superlotação e abriga cerca de 570 presos, entre eles estrangeiros e detentos que colaboraram com a Justiça para obter proteção especial. Também há no local 200 carcereiros.

Ao fim da cerimônia, a diretora da prisão, Maria Donata Iannantuono, agradeceu ao papa e falou das dificuldades da unidade. Segundo ela, não haveria como garantir “direitos fundamentais para os presos”.

Francisco saiu da unidade sob aplausos, após cumprimentar as pessoas e receber alguns presentes. Na sexta, 19, o papa deve liderar a tradicional “Via-crúcis” em volta do Coliseu, em Roma (Com agências internacionais)

Portal no Ar
Religião

Papa Francisco disse em sua homilia no Domingo de Ramos que a Igreja precisa ser humilde

Dezenas de milhares de pessoas agitaram ramos de palmeiras e oliveiras na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos, enquanto o papa Francisco levava os católicos do mundo para as comemorações da Semana Santa, antes da Páscoa, pedindo que a Igreja fosse humilde.

O Domingo de Ramos marca o dia, para os cristãos, em que a Bíblia diz que Jesus entrou em Jerusalém e foi saudado pela multidão como Messias, apenas para ser crucificado dias depois.

Após uma longa procissão pela praça acompanhado por dezenas de bispos e cardeais, e seguindo leituras do evangelho, Francisco disse em sua homilia que era importante resistir às tentações do triunfalismo e permanecer humilde.

“Aclamações alegres na entrada de Jesus em Jerusalém, seguido por sua humilhação. Gritos festivos, seguidos de tortura brutal. Esse duplo mistério acompanha nossa entrada na Semana Santa a cada ano”, disse ele.

A própria Igreja teve que resistir ao triunfalismo e mundanidade espiritual, acrescentou, chamando-os de “a tentação mais traiçoeira que ameaça a Igreja”.

No final do serviço de duas horas, Francisco pediu à multidão que orasse pela paz, particularmente na Terra Santa e em todo o Oriente Médio.

O Domingo de Ramos marca o início de uma semana de atividades que levam ao domingo de Páscoa, o dia mais importante do calendário litúrgico cristão.

Na Quinta-Feira Santa, Francisco viajará para a cidade de Velletri, ao sul de Roma, para lavar e beijar os pés de 12 detentos em uma prisão para comemorar o gesto de humildade de Jesus com seus apóstolos na noite anterior à sua morte.

Na Sexta-Feira Santa, Francisco, marcando sua sétima temporada de Páscoa desde sua eleição em 2013, deve conduzir uma procissão da Via Crucis em torno do antigo Coliseu de Roma.

O líder de 82 anos dos 1,3 bilhões de católicos romanos do mundo lidera um culto de vigília na noite de sábado, e no Domingo de Páscoa ele lê a tradicional mensagem “Urbi et Orbi” (para a cidade e o mundo).

Agência Reuters
Religião

Papa aborda em documento, abusos sexuais e critica fake news

Ao abordar uma série de escândalos, o papa Francisco disse na terça-feira, 2, em que a Igreja tem de admitir seu histórico de dominação masculina e de abuso sexual de mulheres e crianças – e restaurar a reputação com os jovens.

Francisco fez o comentário em uma exortação apostólica de 50 páginas, que traz suas reflexões sobre os trabalhos de uma reunião de bispos.

No mesmo documento, o pontífice fez um alerta aos jovens sobre os perigos do mundo digital e criticou a proliferação das chamadas fake news.

Portal no Ar
Religião

Papa diz que Igreja ‘não pode concordar com tudo o que grupos feministas propõem’

Em um documento divulgado nesta terça-feira, dia 2, o Papa Francisco disse que a Igreja Católica Romana tem que reconhecer, para o seu próprio bem, sua história de “autoritarismo patriarcal” e abuso sexual de mulheres. O Pontífice se refere aos escândalos de assédio e abuso sexual que vêm sendo descobertos dentro do clero.

Francisco fez, no entanto, uma ponderação. Ele disse que a Igreja “não poderia concordar com tudo o que alguns grupos feministas propõem”, o que pode ser considerado uma referência ao celibato exigido aos membros do clero e à proibição do sacerdócio feminino. A Cúria só permite que homens sejam padres e cardeais.

O Papa está enfrentando críticas sobre a resposta do Vaticano a uma crise de abuso sexual de décadas que prejudicou gravemente a posição do catolicismo em todo o mundo.

O líder da Igreja Católica deu essas declarações em um documento de 50 páginas chamado de “Exortação Apostólica”. Ele contém reflexões de Francisco sobre o funcionamento de uma reunião de bispos que durou um mês, em outubro passado, e discutiu o papel dos jovens na Igreja, que tem cerca de 1,3 bilhão de membros.

No documento, cintitulado “Cristo está vivo”, o Papa também instou os jovens a não se desiludirem com os escândalos de abuso sexual do clero, mas a trabalhar com a esmagadora maioria dos padres e outros membros da Igreja que são fiéis à sua vocação.

Em fevereiro, o Papa realizou uma cúpula reunindo 190 clérigos com o objetivo de debater formas de prevenir casos de pedofilia dentro do clero. Francisco apresentou um guia com 21 orientações para que crimes assim não ocorram.

No entanto, para alguns analistas, a fala do Papa ao término do encontro sobre pedofilia foi uma “decepção colossal”.

Há quatro dias, o Pontífice publicou uma legislação sobre o tema, que valera na Cidade do Vaticano e em toda a Cúria Romana a partir de 1º de junho. De acordo com as novas normas, torna-se obrigatório notificar qualquer caso de abuso — com exceção dos casos descobertos por meio de confissão eclesiástica —, os condenados deverão ser automaticamente demitidos de seus cargos e o tempo de prescriçao para esses crimes passa a ser de 20 anos. Se a vitima for menor de idade no momento do abuso, o prazo começa a contar a partir dos 18 anos dela.

O Globo
Polêmica » Religião

Papa diz que se equivocou após dizer que dizer que feminismo é machismo de saia

O papa Francisco reconheceu ter se equivocado ao dizer que “todo feminismo termina sendo um machismo de saia” e que a “frase certa” que deveria ter dito é “todo feminismo pode correr o risco de se transformar em um machismo de saia”.

Em entrevista ao programa “Salvados”, exibido na noite de domingo, 31, no canal da TV espanhola “La Sexta, o pontíficie justificou o ato. “Foi uma frase em um momento de muita intensidade, quando estava ouvindo o testemunho de uma mulher que estava na linha que eu queria e falei do feminismo com um pouco mais crítica”, disse.

No dia 22 de fevereiro a especialista em Direito Canônico, Linda Ghisoni, subsecretária do Dicastério para Leigos, Família e Vida, falou na cúpula sobre pedofilia. Ela foi a primeira mulher a discursar nesta reunião de autoridades da Igreja realizada no Vaticano. Na ocasião, ele disse que convidar uma mulher para falar “não é entrar no modo de um feminismo eclesiástico. Porque, no final, todo feminismo acaba sendo um machismo de saia”.

Perguntado sobre o assunto pelo jornalista Jordi Évole, o pontífice reconheceu que a mulher não está bem representada na Igreja, mas destacou que não basta só dar funções para promover a sua figura.

“O que não alcançamos ainda é percebermos que a figura da mulher vai além da funcionalidade: a Igreja não pode ser Igreja sem a mulher porque a Igreja é mulher, é feminina, é ‘a Igreja’, não ‘o Igreja’”, enfatizou.

No entanto, “como você explica isso? É preciso se colocar e começar a se movimentar e isso custa mais”, lamentou.

Para o papa, as pessoas estão “a serviço”, “mas parece que as mulheres, além do serviço, estão destinadas à servidão, e isso não é bom, é triste”.

Perguntado sobre a prostituição, Francisco respondeu que ele respeita “todas as pessoas” porque “cada um é o senhor das suas decisões”.

Já sobre o aborto ele disse que, embora “entenda” o “desespero” de uma pessoa que ficou grávida em um estupro, considera que “não é lícito eliminar uma vida humana para resolver um problema” nem “contratar alguém” para fazer isso.

Jovem Pan, com EFE
Religião

Papa diz ter iniciado a cura da pedofilia na Igreja

O papa Francisco afirmou, em uma entrevista transmitida neste domingo, 31, compreender quem o critica por não agir com maior contundência contra a pedofilia na Igreja, mas defendeu ter iniciado um “processo de cura” que levará “seu tempo”.

Um mês depois da histórica cúpula organizada no Vaticano para abordar a delicada questão dos abusos a menores na Igreja, o pontífice foi perguntado na rede espanhola La Sexta sobre os resultados de tal encontro, decepcionantes para muitas das vítimas.

“Entendo eles, porque às vezes você busca resultados que sejam fatos concretos, no momento”, afirmou Francisco.”Se eu tivesse enforcado cem padres na praça de São Pedro, diriam: ‘Que bom, há um fato concreto!’. Teria ocupado espaço, mas meu interesse não é ocupar espaço, mas iniciar processos de cura”, continuou.

“As coisas concretas na cúpula foram iniciar processos, e isso leva seu tempo”, insistiu o pontífice. Francisco reconheceu que durante muito tempo a tendência na Igreja foi esconder estes casos, o que facilitou sua propagação.

“Até o dia em que explodiu escandalosamente o assunto de Boston, a hermenêutica era […] cobrir, tapar, evitar males futuros como se faz nas famílias”, admitiu. Mas “desde a época de Boston diminuíram as coisas na igreja, o que quer dizer que se tomou uma consciência distinta, um proceder distinto”, afirmou.

Na mesma entrevista, Francisco lamentou a atitude da Europa em relação aos migrantes e criticou que tenham se esquecido de quando seus cidadãos migraram para a América fugindo da Segunda Guerra Mundial. “A mãe Europa se tornou avó demais, envelheceu de repente”, lamentou o pontífice argentino.

“Para mim, o maior problema da Europa é que se esqueceu de quando, depois da guerra, seus filhos iam bater nas portas da América”, continuou o Papa.

Francisco, que durante seu mandato se pronunciou frequentemente em favor dos refugiados e dos migrantes, disse sentir “muita dor” ante os milhares de migrantes mortos no Mediterrâneo e não compreender “a injustiça de quem fecha a porta para eles”.

Também lançou uma advertência aos que, como o presidente americano Donald Trump, propõem construir muros para deter o fluxo de migrantes.”Quem levanta um muro termina prisioneiro do muro que levantou, isso é lei universal, se dá na ordem social e na ordem pessoal (…) As alternativas são as pontes, construir pontes”, afirmou.

Estadão Conteúdo

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