Suspeito de envolvimento em chacina de mulheres no RN é preso

Prostíbulo é localizado no município de Itajá (Foto: Francisco Coelho/Focoelho.com).

Prostíbulo é localizado no município de Itajá (Foto: Francisco Coelho/Focoelho.com).

A Polícia Civil prendeu na noite desta quinta-feira (16) um homem suspeito de ter envolvimento com a chacina que vitimou cinco mulheres dentro de um prostíbulo na cidade de Itajá, distante 200 quilômetros de Natal. O crime aconteceu na madrugada da quarta-feira (15).

Segundo o delegado Normando Feitosa, que faz parte de uma comissão de quatro delegados designados para investigar o caso, ainda não é possível dar detalhes da participação do suspeito nem da motivação do crime.

O mandado de prisão foi expedido pela juíza da comarca de Ipanguaçu, Suzana Paula de Araújo.

A chacina

A chacina aconteceu na madrugada da quarta-feira (15) no município de Itajá. Quatro homens armados e encapuzados entraram no local onde funcionava um prostíbulo e efetuaram os disparos. As cinco mulheres que estavam na casa foram mortas com tiros na cabeça. Dois corpos foram encontrados em uma sala, outros dois na cozinha e a quinta vítima foi morta no banheiro de uma suíte. Não havia clientes no prostíbulo no momento do crime.

Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)

Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)

Foram mortas Patrícia Regina Nunes, de 37 anos, natural de Natal (dona do prostíbulo), Antônia Francisca Bezerra Vicente, de 32 anos, natural de Upanema, e Maria da Conceição Pedrosa, de 21 anos, Maria Daiane Batista, de 20 anos e Cássia Rayane Santiago Silva, de 17 anos, naturais de Assu. As vítimas foram reconhecidas por familiares no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep).

Investigação

Para o delegado Ernani Leite, que também faz parte da comissão e que iniciou as investigações, apenas uma das mulheres, a dona do prostíbulo, seria o verdadeiro alvo dos criminosos. “A princípio, as outras foram executadas como queima de arquivo, para que não restassem testemunhas”, ressaltou. “Uma das mulheres, que foi morta com um tiro de espingarda calibre 12 no rosto, provavelmente era o alvo”, acrescentou o delegado, se referindo a Patrícia Nunes.

Ainda segundo Ernani, a polícia trabalha com duas linhas de investigação. “Mas não vamos revelar detalhes para os suspeitos não se evadirem”, complementou.

G1/RN

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