Policial

Atirador deixou cartas para explicar atentado no MP, em Natal

Antes de atirar e ferir dois integrantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte, o servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva deixou cartas que revelam que os alvos do atentado eram o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, o procurador-geral adjunto Jovino Pereira e o coordenador geral jurídico Wendell Beethovem. Jovino foi atingido na barriga, e Beethovem, nas costas. Os dois passaram por cirurgia e continuam internados em hospital. O atirador segue foragido.

Em coletiva de imprensa no fim da tarde desta sexta-feira, Rinaldo Reis detalhou a situação e disse que as cartas foram entregues para serem analisados pela polícia. Além de apontar os alvos do atentado, o atirador ainda reclamou de medidas administrativas que atingiram servidores.

Segundo Rinaldo Reis, ainda não se sabe a motivação do crime.

— Ele entrou na sala e falou que seria uma recompensa por tudo o que tinha sido feito para ele — relatou.

No entanto, segundo o procurador-geral, não há registros de nenhum processo administrativo contra Guilherme, nem relatos de problemas funcionais com o atirador.

— Nunca houve qualquer constrangimento, por parte da administração, em relação a ele — disse.

O procuradorpgeral afirmou também que não há registros de pedidos de licenças por causa de algum problema psiquiátrico.

Para o procurador, a forma com que o servidor agiu, perseguindo os três alvos, confirma a intenção de atingir ele e as outras duas vítimas.

— Tinham outras pessoas na sala, se ele quisesse atirar à revelia, tinha feito. Porém ele atingiu Wendell e seguiu perseguindo a mim e Jovino — contou.

O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia Civil que começou a ouvir testemunhas e familiares do suspeito.

— Nós estamos apurando várias linhas de investigação que nos esclareçam a motivação. Porém, o mais importante agora é prender Guilherme Wanderley. Para isto, nossas equipes estão fazendo um trabalho apurado para identificar as rotas de fuga e as principais pistas que nos mostrem a localização do suspeito — informou o delegado-geral da Polícia Civil, Claiton Pinho.

De acordo com investigações preliminares, a arma usado nos disparos foi um revólver. Guilherme Wanderley entrou em uma sala onde havia uma reunião e simulou que entregaria um documento. Porém, ao entrar na sala, ele já começou a disparar a arma.

— Nós temos certeza que este crime foi premeditado. Estamos em campo para efetuar esta prisão o mais breve possível e, para tal, medidas cautelares já foram solicitadas para garantir a prisão de Guilherme Wanderley — afirmou o delegado.

O Globo

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