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Policial

Mulher cai em golpe do falso sequestro e perde quase R$ 30 mil em Campina Grande

Uma  mulher caiu no golpe do falso sequestro na noite desta terça-feira(11), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, e teve um prejuízo de aproximadamente R$ 30 mil. De acordo com a Polícia Civil, a vítima recebeu uma ligação de um homem dizendo que havia sequestrado o seu filho. Desesperada, ela marcou de se encontrar com os bandidos em um hotel no Centro da cidade.

Ao chegar no local, a mulher encontrou três suspeitos. Eles pediram que ela realizasse três depósitos em contas diferentes. Além do dinheiro, os homens ainda levaram a vítima para um shopping e compraram vários celulares no cartão de crédito dela. A ação dos golpistas durou cerca de 15 horas. Após cumprir as exigências, a mulher foi libertada. Porém, ao ligar para o celular do seu filho, ela descobriu que tudo não passava de um golpe.

O delegado Jerônimo Barreto, da delegacia de Defraudações e Falsificações, dá dicas de como não cair em golpes. “A gente orienta sempre ter calma, tranquilidade e serenidade. É importante tentar logo o contato com os familiares e caso não seja possível por telefone ou redes sociais, acione a polícia, mesmo que a orientação seja para não entrar em contato com os policiais”, disse o delegado.

Fonte: OP9

Policial

Ex-braço-direito de Fernandinho Beira-Mar solto de cadeia de Formosa por erro não pretende se entregar, diz defesa

O ex-presidiário Leomar Oliveira Barbosa, de 55 anos, solto após um erro no Presídio de Formosa, no Entrono do Distrito Federal, não pretende se entregar à Justiça, segundo defesa informou à TV Anhanguera. Apesar de ter sido solto em cumprimento de Alvará de Soltura, ele é considerado foragido pela Justiça por ter condenações por outros processos. Ele é apontado como ex-braço-direito do traficante Fernandinho Beira-Mar e conhecido como “Playboy”.

A defesa de Leomar disse ainda que ele saiu do presídio de forma lícita e nega participação dele com facção criminosa de Fernandinho.

A Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou, por meio de nota, que o preso foi liberado no último dia 4 de julho em cumprimento de um Alvará de Soltura. No entanto, de acordo com o comunicado, “o preso foi liberado indevidamente em função de haver contra ele outras duas execuções penais […] não observado por servidores do cartório da unidade”.

A nota informa ainda que a DGAP “determinou o imediato afastamento do responsável pelo cartório e dos servidores encarregados de fazer as consultas de praxe”. Além disso, o órgão abriu uma sindicância para apurar os fatos.

Presidente do Sindicato dos Agentes Prisionais em Goiás, Maxsuel Miranda das Neves, afirmou que os agentes prisionais não são responsáveis por verificar se o preso tem ou não outras condenações antes de liberá-lo. Segundo ele, muitas cadeias sequer têm estrutura para isso.

“Essa atribuição não é ligada ao nosso cargo. Recomenda-se que as varas criminais façam essa conferência. A maioria das unidades do sistema prisional goiano não tem nem computadores”, afirmou.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) informou à TV Anhanguera que a responsabilidade de verificar as condenações do preso é dos agentes penitenciários. Ainda sobre a alegação do presidente do Sindicato, a DGAP disse que os presídios têm estrutura para que os agentes façam essas consultas.

O promotor Marcelo Celestino informou que a responsabilidade é dos servidores da DGAP. Ainda segundo ele, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) deve acompanhar o processo disciplinar já instaurado pela Diretoria-Geral.

Fonte: G1

Penitenciária Estadual de Alcaçuz » Policial

Policial militar cai de guarita na Penitenciária de Alcaçuz

Um policial militar caiu de uma guarita na Penitenciária de Alcaçuz no final da manhã deste domingo (8). Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é a maior unidade prisional do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Militar, o policial fazia a guarda da penitenciária e caiu de uma altura de aproximadamente 7 metros por volta das 11h30. O PM, que não teve a identidade revelada, estava com muitas dores na lombar e nos tornozelos.

A PM informou, através da assessoria de comunicação, que ainda vai averiguar as causas do acidente. O policial foi socorrido por uma equipe do Samu e levado para o Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, no início da tarde deste domingo.

Fonte: G1 RN

Policial

Ministro do Trabalho é afastado pelo STF em nova fase de investigação sobre fraudes em registros sindicais

O Ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi suspenso do cargo em uma nova fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (5). A suspensão, pedida pela PF, foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, Yomura foi impedido de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com demais investigados ou servidores da pasta.

Na manhã desta quinta-feira, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP). Assim como Yomura, ele foi proibido de frequentar o ministério e de manter contato com outros investigados e servidores da pasta, exceto quando for imprescindível ao exercício do mandato de deputado.

A Operação Registro Espúrio investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho.

Marquezelli, que estava em seu gabinete quando os policiais federais chegaram, deu entrevista para a imprensa sobre a operação. Ele disse que não tem “nada a temer” e que. “Vamos esperar a investigação. A gente sabe perfeitamente que esse é um trabalho que deve ser feito e esclarecido para a população. Nada a temer”, afirmou.

O parlamentar também disse que foi informado por uma policial de que todos os deputados do PTB serão investigados. “O PTB hoje administra o Ministéiro do Trabalho. Houve denúncias, várias denúncias e a policial me informa que todos os deputados do PTB serão investigados, seus gabinetes, para ver se tem alguma ligação com concessões de registros de sindicatos”, afirmou Marquezelli.

Fonte: G1

Ministério Público » Policial

Operação do MPRN contra facção criminosa cumpre mandados em quatro estados

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou na manhã desta quinta-feira (5) uma operação para combater a atuação de uma facção criminosa dentro e fora de unidades prisionais. Um advogado suspeito de ter sido “batizado” pela facção foi preso em Natal. Além disso, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação também é realizada em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A operação foi batizada como Mamulengo, um tipo de fantoche do Nordeste brasileiro, em uma referência à subserviência dos integrantes da facção no Rio Grande do Norte às chefias em São Paulo.

A ação tem o apoio da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal, do Núcleo Especial de Investigação Criminal (Neic) da Polícia Civil e do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc). O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP e do MPMS, e a Polícia Civil do Paraná também dão apoio à operação.

Fonte: G1 RN

Lava Jato » Policial

PF cumpre mandados na Philips em SP e prende CEO da GE na América Latina em nova fase da Lava Jato

A Polícia Federal (PF) cumpriu sete mandados de prisão em São Paulo na manhã desta quarta-feira (4) durante a Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, que mira esquemas de corrupção envolvendo gigantes multinacionais na Secretaria Estadual de Saúde do Rio. Delatores dão conta de que havia um “clube do pregão internacional”, e que as fraudes prosperaram entre 1996 e 2007.

Agentes da PF estavam em endereços na Vila Ipojuca, Zona Oeste de São Paulo, e na sede da Philips, em Barueri, na Grande São Paulo. Dois executivos da empresa foram alvos da ação.

Entre os presos está o ex-executivo da Philips e atual CEO da General Electric (GE) na América Latina, Daurio Speranzini Jr. A prisão ocorreu por causa da atuação dele na Philips. Todos os detidos seriam transferidos para o Rio.

A ação também teve prisões em outros estados. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, expediu 22 mandados de prisão no Rio e em SP, além em quatro estados e no Distrito Federal.

Em nota, a Philips informa que “ainda não teve acesso ao processo, no entanto, está cooperando com as autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos quanto às alegações apresentadas, que datam de muitos anos atrás”.

“Os atuais líderes executivos da Philips não são parte da ação da Polícia Federal; um colaborador da equipe de vendas da Philips foi conduzido para prestar esclarecimentos. A política da Philips é realizar negócios de acordo com todas as leis, regras e regulamentos aplicáveis. Quaisquer investigações sobre possíveis violações dessas leis são tratadas muito seriamente pela empresa”, conclui o comunicado.

Em nota, a GE ressaltou que a prisão de Daurio Speranzini Jr. ocorreu em meio a alegações que se referem a um “período em que o executivo trabalhou para uma companhia sem relação com a GE”. “A empresa reforça que está profundamente comprometida com integridade, conformidade e o estado de direito em todos os países em que opera, assim acredita que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação”, diz a nota da companhia.

De acordo com a PF, apenas um mandado não foi cumprido porque, segundo os agentes, o alvo está fora do país.
Fonte: G1
Policial » Rio Grande do Norte

PM registra dois arrombamentos a agências dos Correios no interior do RN

Duas agências dos Correios sofreram tentativas de arrombamentos no interior do Rio Grande do Norte. A primeira foi em Pilões, Oeste potiguar, a 383 quilômetros de Natal. A outra foi na cidade de Várzea, no agreste, distante 84 quilômetros da capital potiguar. As informações foram confirmadas pela Polícia Militar, que chegou a promover diligências nas regiões das ocorrências para prender os assaltantes, porém, não obteve êxito.

De acordo com o tenente-coronel Davi Cavalcante, a cidade de Pilões foi invadida por bandidos “fortemente armados” por volta das 1h30 desta quarta-feira (04), em um carro preto, uma caminhonete de cabine  dupla vermelha além de duas motos. Enquanto uns efetuavam disparos no destacamento da Polícia Militar da região, o restante do grupo cuidava do arrombamento na agência.

Após o roubo, os bandidos, cerca de 12, fugiram e espalharam grampos pela estrada, com o objetivo de impedir às perseguições policiais. O tenente-coronel Cavalcanti não sabia a quantia levada pelos bandidos, porém, informou que a agência havia sido abastecida na última terça-feira (03).

A outra ocorrência foi registrada em Várzea, por volta das 3h. De acordo com o tenente-coronel Genilton Tavares, foi uma tentativa de arrombamento por parte dos bandidos, que não chegaram a levar o dinheiro. Nesse caso, não se sabe a quantidade de integrantes do grupo. A PM ainda chegou a fazer um cerco policial na busca pelos bandidos, que também jogaram grampos na estrada. Ao longo da perseguição, um carro tipo Palio cinza foi encontrado abandonado, e o restante do grupo fugiu numa caminhonete branca.

Fonte: Tribuna do Norte

Policial

Caso Vitória: em áudio, suspeito preso diz a policial que menina pediu ‘ajuda’ e estava ‘desesperada’

Em conversa com um policial civil, o servente de pedreiro Júlio César Lima Ergesse, de 24 anos, disse que a menina Vitória Gabrielly estava “desesperada” e “em choque” ao ser capturada em Araçariguama (SP), em 8 de junho. A menina foi encontrada morta oito dias depois em uma área de mata, no bairro Caxambu.

No áudio obtido com exclusividade pelo Fantástico é possível saberdetalhes de uma das versões apresentadas pelo suspeito.

“Ela pegou, falou ‘o que que tá acontecendo? Me ajuda’. Ela estava em choque, senhor, desesperada, entendeu?”, disse Ergesse.

Júlio César, morador de Mairinque, está preso desde 15 de junho e foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil.

Ao policial, ele disse que estava andando na rua em Mairinque, onde mora, quando se encontrou com o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges de Abrantes, que estavam em um carro preto e foram para Araçariguama. O casal foi preso temporariamente por 30 dias e também indiciado por homicídio doloso.

Júlio contou à polícia que, logo depois de chegarem na cidade, Mayara obrigou a menina a entrar no carro, e que Vitória chorava muito. O servente de pedreiro contou que Mayara tentou acalmar a menina: “Fica tranquila, não vai acontecer nada com você”, teria dito a mulher.

Para os investigadores, o envolvimento dele no crime pode ser ainda maior, como revelou um laudo de DNA divulgado na sexta-feira passada. O servente ainda não tem advogado e nem defensor público.

A polícia ainda investiga o motivo do crime. Uma das suspeitas é de que a menina foi morta por engano. Segundo essa hipótese, uma garota – parecida com Vitória e com o mesmo nome dela – seria irmã de uma pessoa que tinha dívida de drogas.

Cães farejadores da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itupeva apontaram que Bruno esteve no local onde o corpo da menina foi encontrado.

Jairo Coneglian, advogado do casal, afirma que Bruno e Mayara são inocentes, que eles não estiveram em Araçariguama e que os cães farejadores não produziram uma prova confiável. O advogado diz ainda que Júlio Ergesse está mentindo para proteger os verdadeiros assassinos.

Fonte: G1

Policial » Rio Grande do Norte

Áudios e vídeos comprovam fraudes em hodômetros de veículos

Operação Vitruvius, deflagrada na terça-feira (26), teve apoio da Polícia Militar e cumpriu 50 mandados de busca e apreensão

Seis mandados de prisão preventiva e outros 50 de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e ainda em João Pessoa, capital da Paraíba. A operação Vitruvius apura crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e estelionato. Foram presos preventivamente os supostos adulteradores Tiago Conceição Cachina, Gileno Cachina, Antônio Eric Carvalho de Souza, João Otávio Macedo da Silva, Alcivan Eufrásio da Silva e Lucas Oliveira de Farias.

O promotor de justiça Leonardo Cartaxo explicou que interceptações telefônicas foram feitas durante 45 dias. Nesse período, o promotor explicou que os investigadores encontraram um conteúdo de “muita gravidade”. “São absurdas as ligações que esses adulteradores tinham com esse pessoal de lojas de carros usados e particulares. Foi revoltante a situação que a gente pôde constatar nos áudios”, disse o promotor. A investigação teve início em agosto de 2017, logo após  duas denúncias ao MPRN, de pessoas que tiveram os hodômetros dos carros adulterados.

O esquema funcionava com dois adulteradores autônomos e uma loja que trabalha com eletrônicos, mas segundo o MPRN, era popularmente conhecida por fazer adulterações.

Pelo o que foi apurado pelo Ministério Público, Tiago Cachina pode ser considerado o maior adulterador de hodômetros do ramo de automóveis usados em Natal, além de possuir “clientes” em outras cidades do Rio Grande do Norte, sendo habitualmente contratado para adulterações por diversas revendas de veículos usados de Natal. De acordo com Leonardo Cartaxo, foi pedido o sequestro de um apartamento de Tiago Cachina, avaliado em R$ 210 mil. Comprado à vista, a suspeita do MPRN é de que o imóvel tenha sido adquirido com dinheiro de ações criminosas praticadas pelo homem.

Leonardo Cartaxo disse que as interceptações telefônicas revelaram a ‘gravidade do esquema’

Os áudios interceptados demonstram que ele realiza a atividade criminosa diariamente, durante o dia todo, tendo sido possível detectar ao menos 153 carros que teriam sido adulterados por ele em um período de 45 dias. Além dos áudios captados com autorização judicial, vídeos produzidos por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPRN, mostram Tiago Cachina transitando inúmeras vezes nas lojas investigadas carregando o scanner automotivo que usa para realização das fraudes em veículos. Por cada “serviço”, ele cobra entre R$ 50 e R$ 250.

Além das adulterações em hodômetros, também foram constatadas outras manipulações nos veículos, como a eliminação de alertas de segurança e de panes em sistemas diversos, como problemas nos airbags e freios. Para o MPRN, essas adulterações colocam em risco a saúde e a segurança dos motoristas. “Uma das formas era causar um curto circuito e queimar a lâmpada do painel. O consumidor jamais sabia que um veículo estava com problema”, frisou Leonardo Cartaxo.

Os envolvidos na operação, se julgados, vão responder por crimes de consumo e associação criminosa. Se condenados, podem pegar de 2 a 5 anos. Os crimes são julgados separadamente, ou seja, eles podem responder criminalmente por cada adulteração praticada. Nesse caso, as penas podem ser multiplicadas. As investigações vão continuar a partir dos materiais apreendidos nas buscas e apreensões.

O  promotor de justiça Leonardo Cartaxo orienta as pessoas, que desconfiarem que foram vítimas de adulterações, a procurar as concessionárias dos veículos para que o carro seja submetido a um scanner. A população pode fazer denúncias de crimes em geral com ligação gratuita para o número 127 do MPRN. A identidade do informante será preservada.

As adulterações
As adulterações nos hodômetros ocorre com o acesso ao sistema digital por meio de um computador. No entanto, a fraude pode ser revelada em revisões realizadas nos veículos a partir da diferença dada pela central de gerenciamento eletrônico do motor, que registra a quilometragem real. Antigamente – antes da digitalização dos painéis- o crime era realizado com o desmonte do dispositivo, que tornava possível retroceder manualmente os algarismos do equipamento.

As interceptações

w 11 de outubro de 2017
Uma interceptação telefônica captada flagra a negociação entre Tiago Conceição Cachina e um homem até este momento não identificado.

Veja a transcrição do áudio:

HNI: Tiago!
TIAGO CACHINA: Oi!
HNI: Deixa o Honda City com 78, 77…
TIAGO CACHINA: 78, 77, né?
HNI: É.
TIAGO CACHINA: Valeu!
HNI: 78! Aí quanto é que eu lhe devo os dois carros?
TIAGO CACHINA: O Honda eu tinha feito 80, né? Essa daí… a outra normal eu faço R$ 100 pra você.
HNI: 180, no caso, os dois?!
TIAGO CACHINA: Oi?
HNI: No caso, os dois sai 180?
TIAGO CACHINA: Não, essa daí… a outra eu faço R$ 100, “macho”, pra tu, a outra.
HNI: Então, 100 com 80, 180 né?
TIAGO CACHINA: A outra Hilux eu fiz pra você R$ 100. Essa aí é diferente, pô, o programa. É mais nova.
HNI: E é?
TIAGO CACHINA: É, pô, é diferente.
HNI: Mas “homi”, me ajude. Aí fica quanto essa?
TIAGO CACHINA: Eu vou fazer essa daí pra tu 150, pô, mas eu cobro mais caro aí “dos cara”, eu cobro na faixa de 200 “conto” pra fazer.
HNI: E é?
TIAGO CACHINA: É, as outras eu faço R$ 100, “pô” (…)
HNI: Então fica 230, né?
TIAGO CACHINA: É.
HNI: Aí, faça lá o City, eu vou almoçar e depois do almoço eu pago os dois a você!
TIAGO CACHINA: Tá bom!
HNI: Valeu!

9 de abril de 2017
Um vídeo feito por agentes do Gaeco mostra Tiago Cachina retirando o painel de um Suzuki Gran Vitara ao lado de uma revendedora de veículos no bairro de Neópolis, zona Sul de Natal. Ele entra no veículo, retira o painel, vai até o carro dele e, 15 minutos depois, volta com o equipamento com o hodômetro para reinstalá-lo. Toda a ação é acompanhada pelo proprietário do Vitara.

28 de novembro de 2017
Em outro áudio captado com autorização judicial, Tiago Cachina confirma que, além de adulterar hodômetros, elimina alertas de segurança de veículos, como problemas nos airbags e freios. A conversa interceptada foi entre Tiago e o proprietário de uma revendedora de veículos usados

Veja a transcrição do áudio:

TIAGO CACHINA: Mas diga lá… é o que?
EMPRESÁRIO: Era pra… do Honda City, tá em 127, pra deixar 82.
TIAGO CACHINA: Que ano é esse carro?
EMPRESÁRIO: 2011.
TIAGO CACHINA: City, né?. 2011… tem que tirar fora aí.
EMPRESÁRIO: É?
TIAGO CACHINA: É. Faz no lugar não. Tem que tirar essa parte onde fica o meio, essa parte do som tem que tirar também.
EMPRESÁRIO: E é rapaz?
TIAGO CACHINA: É. Tem que puxar. Ele vem todinho pra frente e tira o painel fora.
EMPRESÁRIO: Sei.
TIAGO CACHINA: Demora um pouquinho.
EMPRESÁRIO: Tiago, quanto é que sai a luz do…?
TIAGO CACHINA: R$ 90. Tem que desmontar ele aí, todo o trabalho que dá.
EMPRESÁRIO: Certo, mas aí tá a luz do… parece que do airbag. Ou é do airbag e do ABS acesa, sabe?
TIAGO CACHINA: Airbag e ABS aceso?
EMPRESÁRIO: É.
TIAGO CACHINA: Aí é outro detalhe…
EMPRESÁRIO: Hum rum. Tem como apagar não?
TIAGO CACHINA: Pra apagar eu posso tentar apagar definitivo, né?
EMPRESÁRIO: É, certo, certo!

Outro vídeo feito pelo Gaeco mostra que além de Tiago Cachina, outras pessoas também fraudam hodômetros em Natal. O vídeo, feito na GC Velocímetros, mostra o adulterador João Otávio Macedo da Silva negociando a fraude.

Riscos a motoristas
Para o MPRN, essas adulterações impõem maiores riscos à saúde e segurança dos consumidores, além da própria vida, uma vez que panes que deveriam ser sanadas pela substituição de peças e manutenções preventivas e corretivas são apenas “maquiadas”.

Serviço
Como evitar fraudes de hodômetro de veículos

1 – Fique de olho no desgaste do veículo
Se o veículo estiver mais detonado aparentemente do que deveria em relação a quilometragem que ele marca, é um indicativo. Fique de olho nos pedais de aceleração, de freio e de embreagem, nos batentes de portas, nas borrachas e nos tapetes de chão.

2 – Consulte o Detran para ter mais informações
O site do Departamento de Trânsito fornece informações sobre o veículo. Por lá, dá para consultar as multas desse veículo, quantos donos ele já teve e outras informações.

3 – Observe o estado do painel
Danos específicos próximos ou no painel são sinais de possível adulteração. Fique de olho em parafusos soltos ou em falta nessa região e arranhões na área do hodômetro.

4 – Atente-se aos registros de manutenção
A cada 10 ou 5 mil quilômetros percorridos, algumas peças precisam ser substituídas. Se o veículo apresentado estiver com a quilometragem muito baixa, confira essas peças para ver se elas estão novas ou intactas. Entre elas, verifique a bateria, as pastilhas de freio e as mangueiras.

5 – Faça um test drive no veículo
Ative o velocímetro do seu GPS e comparar com o do carro. Discrepâncias em excesso entre as duas velocidades podem indicar modificações no painel, principalmente no hodômetro.

6 – Inspecione o veículo junto com o seu mecânico
Se você tiver um mecânico de confiança, esse profissional, em quem você pode confiar, vai te ajudar a olhar o veículo usado ou seminovo que você deseja comprar. Ele buscará sinais de adulteração e pode até mesmo usar um scanner profissional para encontrar inconsistências entre o hodômetro e os dados armazenados pelo veículo.

7 – Observe a quilometragem do manual
O veículo a ser comprado deve ter passado por todas as revisões juntamente à sua fabricante, pois assim você tem a garantia de comprar um automóvel em bom estado. Peça para ver o manual e confira as revisões, pois lá as quilometragens estão anotadas.

Fonte: Tribuna do Norte

Michel Temer » Polícia Federal » Policial » Política

PF apura nova suspeita de propina milionária a coronel amigo de Temer

A Polícia Federal (PF) investiga novos indícios de pagamentos de propina ao coronel João Baptista Lima Sobrinhoamigo do presidente Michel Temer, referente a contratos do Porto de Santos. No cofre da Argeplan, empresa do coronel, foi encontrada pela PF uma planilha que indicaria o repasse, para Lima, de 17% de um contrato de R$ 50 milhões firmado entre uma empresa de coleta e incineração de resíduos e a Codesp, administradora do terminal santista.

O contrato foi firmado com um consórcio formado pela Transportadora Júlio Simões e a Coletora Pioneira, em 1998, e vigorou por 15 anos. Segundo a PF, a planilha trazia a inscrição 17% ao lado do nome da J.P. Tecnolimp, empresa pertencente ao grupo Julio Simões e que herdou o contrato assinado com a Codesp. Ainda em 1998, segundo as investigações, o consórcio fez um acordo de acionistas com a Eliland, braço de uma offshore no Uruguai.

O contrato foi firmado com um consórcio formado pela Transportadora Júlio Simões e a Coletora Pioneira, em 1998, e vigorou por 15 anos. Segundo a PF, a planilha trazia a inscrição 17% ao lado do nome da J.P. Tecnolimp, empresa pertencente ao grupo Julio Simões e que herdou o contrato assinado com a Codesp. Ainda em 1998, segundo as investigações, o consórcio fez um acordo de acionistas com a Eliland, braço de uma offshore no Uruguai.

Segundo a PF, a Eliland ficaria com cerca de R$ 8,5 milhões a título de dividendos, valor que corresponde justamente aos 17% informados na planilha. Ainda de acordo com a PF, as movimentações financeiras da Eliland eram feitas por Almir Martins Ferreira, contador da Argeplan. Ferreira também foi responsável por contas de campanhas do presidente Michel Temer na década de 1990.

O contador Almir Ferreira e o coronel Lima foram alvos da Operação Skala, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em março passado para investigar supostos benefícios do presidente Michel Temer a operadoras portuárias. Ferreira aparece como gerente da Eliland, que tem sede no Brasil em endereço fictício. Em depoimento à Policia Federal, em maio passado, Ferreira disse apenas que se lembrava de um contrato da Eliland com a Rodrimar, mas que não se recordava de valores.

“LARANJA PERFEITO”

Na última sexta-feira, outro sócio da Eliland, o advogado Paulo Siqueira, prestou depoimento à PF em São Paulo. Aos agentes, disse que se considerava um “laranja perfeito” porque cedeu seu nome para ser usado pela offshore, mas que não acompanhou os negócios.

Não é a primeira vez que a Rodrimar é citada no esquema envolvendo o Porto de Santos. A operadora portuária é investigada por suposto favorecimento no decreto dos Portos, assinado por Temer em maio de 2017. A PF investiga a atuação do ex-deputado e assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, como interlocutor do governo junto ao setor portuário. O ex-assessor do emedebista foi preso, após ser flagrado, em operação controlada da Polícia Federal, recebendo uma mala com R$ 500 mil de um executivo da J&F.

Amigo de Temer desde os anos 1980, quando o presidente foi secretário de Segurança de São Paulo, o coronel Lima também apareceu na delação do Grupo J&F. O executivo Ricardo Saud disse ter mandado entregar no escritório dele R$ 1 milhão em espécie, a pedido de Temer. A Argeplan, empresa de Lima, foi ainda contratada pela Eletronuclear, por R$ 160 milhões, para obras na usina de Angra 3.

Além disso, em delação premiada, José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, disse que “a Argeplan só conseguiu o contrato (com a Eletronuclear) por ser ligada a Michel Temer” e subcontratou a Engevix “porque não tinha capacidade para o serviço”. Segundo Sobrinho, Lima teria recebido R$ 1 milhão pelo negócio.

Lima se tornou sócio da Argeplan em 2011, mas a PF desconfia que ele estava ligado aos negócios da empresa bem antes disso. O GLOBO apurou, em documentos arquivados da Junta Comercial de São Paulo, que, em 1988, Lima assinou um documento na condição de procurador de um antigo sócio da Argeplan.

A mulher do coronel Lima, Maria Rita Fratezi, pagou em dinheiro reformas na casa de Maristela Temer, filha do presidente. Em depoimento à PF, Antonio Carlos Pinto Junior, dono da empresa Qualifac, um dos fornecedores da obra, disse que Maria Rita “insistiu” que queria pagar uma primeira parte em dinheiro vivo, no total de R$ 56,5 mil, mas que recusou e o valor foi depositado em conta corrente.

Em nota, o Grupo Júlio Simões nega qualquer pagamento de vantagens indevidas a qualquer pessoa ou empresa em função do contrato de prestação de serviços no Porto de Santos. “Tal contrato foi vencido pelo menor preço em licitação e tinha validade de 15 anos (1998 a 2013); foi cumprido à risca, sem aditivos sobre prorrogação de vigência ou modificação de preço. Jamais houve sociedade ou acordo de acionista com uma empresa chamada Eliland, a qual desconhecemos”, afirma a nota.

A Codesp informou que está à disposição da Justiça e, “se provocada por quaisquer órgãos (inclusive de investigação) e com pleno conhecimento dos fatos”, adotará as providências necessárias, inclusive instauração de sindicância e processos administrativos.

O advogado do coronel Lima não retornou o contato feito pelo GLOBO, assim como a empresa Pioneira, que integrou o consórcio com a Transportadora Júlio Simões.

Fonte: Blog do BG/O Globo

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