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Penitenciária Estadual de Alcaçuz » Rio Grande do Norte

Relatório aponta que há 71 presos desaparecidos e número de mortos em Alcaçuz pode se aproximar de 100

ITEP/RN

Um relatório elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) – órgão da União independente, mas que funciona em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos – aponta que o número de mortos no massacre de Alcaçuz pode chegar a 90.

Dados coletados pelos peritos que elaboraram o documento revelam que 71 detentos da unidade estão ‘desaparecidos’. Oficialmente, segundo o governo do estado, 26 presos foram mortos durante as rebeliões de janeiro e 56 considerados fugitivos.

G1/RN
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SEM LIMITES: Dois detentos foram mortos durante confronto entre facções em Alcaçuz; Tropa de Choque e Força Nacional permanece à noite

Penitenciária registrou novos confrontos nesta quinta-feira.

A luta pelo domínio da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, superou nesta quinta-feira, 19, 120 horas, com cenas de batalha campal, duas mortes e tentativa de assassinato até do diretor da cadeia. À noite, a Tropa de Choque entrou na prisão para tentar criar uma “parede” que separasse os detentos ligados ao Sindicato do Crime (SDC) dos filiados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao longo do dia, o ponto em disputa era o pavilhão 3 da unidade, antes ocupado por detentos considerados neutros e também por aqueles ligados ao SDC. Perto dali, integrantes do PCC, que ganharam força desde o massacre do sábado, quando mataram 26, queriam avançar ainda mais no território e conquistar mais um pavilhão – além do 5, o 4 já havia passado para a organização de origem paulista. Essa disputa, travada com armas artesanais, entre lanças e escudos, e com os pés na areia, representou o confronto mais intenso entre as partes na cadeia desde o início da semana.

O sexto dia de rebelião em Alcaçuz começou cedo. Nas primeiras horas da manhã, detentos de lado a lado voltaram a ocupar os telhados dos pavilhões e traçar objetivos para ameaçar e confrontar a parte rival. A polícia, que havia entrado no local na noite de quarta para transferir detentos do SDC, só ocupava as guaritas.

 

Estadão
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“Bope, Choque e GOE se preparam para entrar em Alcaçuz”, diz Robinson Faria

O governador Robinson Faria (PSD) afirmou, em entrevista ao GloboNews, na tarde desta quinta-feira (19), que o Bope, Choque e o Grupo de Operações Especiais (GOE) se preparam para entrar na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

“Vamos tentar apaziguar a situação e evitar a vingança do Sindicato do Crime contra o PCC”, disse Robinson Faria.

Ação acontece após mais um confronto entre detentos de facções rivais. Hoje, os presos se rebelaram mais uma vez. O enfrentamento entre os presos se deu com pedras, barras de ferro e vigas de madeira arremessadas de um lado a outro.

Robinson Faria disse ainda que não houve negociação com nenhuma facção, “prova disso são os ataques que estão acontecendo na Cidade”.

“Recebi ameaças que se caso eu deslocasse os líderes da facção para outro lugar, tocariam fogo em Natal. Eu transferi os líderes e o Estado não cedeu. Não há negociação com facção, não faremos nada fora da lei, mas vamos enfrentar”, disse Robinson.

Questionado sobre a possível demora em a polícia entrar no presídio, o governador disse que a polícia estava montando as estratégias em busca da ordem.

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Diretor de Alcaçuz é atingido com tiro de raspão

Ivo Freire foi atingido com um tiro de raspão.

O diretor da penitenciária estadual de Alcaçuz, Ivo Freire, foi atingido com um tiro de raspão na tarde desta quinta-feira (19). Disparo aconteceu durante mais um confronto entre detentos de facções rivais .

Ele estava usando um capacete balístico do Grupo de Operações Especiais e por isso não se feriu. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança do Estado.

O enfrentamento entre os presos se deu com pedras, barras de ferro e vigas de madeira arremessadas de um lado a outro. A polícia permanece na área externa do presídio, onde parentes dos presos buscam informações.

Nominuto
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SEM CONTROLE: “Os presos estão armados e se matando”, afirma major da PM em Alcaçuz

Presos se enfrentam em Alcaçuz.

A situação dentro da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, continua fora de controle. Através da assessoria de imprensa da Polícia Militar, o Major Eduardo Franco declarou ao G1 que neste momento “os presos estão armados e se matando”.

Membros das facções do PCC e do Sindicato do Crime se enfrentam dentro das imediações de Alcaçuz utilizando, por enquanto, apenas pedaços de paus, barras de ferro, pedras e até colchões para se atacarem. Como eles não estão usando armas de fogo, os guariteiros da Polícia Militar permanecem fazendo uso de armas não letais para tentar amenizar o conflito.

Ainda de acordo com o Major Franco, o fato dos bandidos não estarem usando armas de fogo é o único motivo dos guariteiros não estarem revidando. “A sorte é que eles não estão atirando contra as guaritas, senão teríamos que revidar”, disse.

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Detentos divulgam vídeo com feridos em Alcaçuz e pedem socorro

Com o rosto coberto por uma camisa, um dos apenados pede ajuda para socorrer os feridos.

Em uma enfermaria improvisada na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Flores, os presos divulgaram um vídeo com pelo menos quatro feridos após o confronto entre as facções criminosas na disputa pelo domínio da unidade prisional.

Com o rosto coberto por uma camisa, um dos apenados pede ajuda para socorrer os feridos e acusa os guariteiros de utilizar munição letal na tentativa de controlar o motim. Apontado para um dos colegas no chão, o bandido diz “atirou aqui no irmão nosso de fuzil”.

“Não estão mandando reforço para nós [sic]. Não estão mandando ambulância, não estão mandando nada. Eles querem tirar não, querem deixar os irmão [sic] morrer tudo aqui dentro de Alcaçuz”, reclama o detento.

Confira o vídeo:

 

Nominuto
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Presos entram em confronto na Penitenciária Estadual de Alcaçuz

Agentes penitenciários e policiais militares nas guaritas da unidade realizam disparos para tentar controlar o motim.

Na pior crise da segurança pública na história do Rio Grande do Norte, os presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, voltaram a se rebelar e tentar invadir o Pavilhão dominado pela facção rival.

Agentes penitenciários e policiais militares localizados nas guaritas da unidade realizam disparos para tentar controlar o motim. O helicóptero da Polícia Militar, o Potiguar 01, sobrevoa o local e arremessa bombas de efeito moral.

Além da tentativa de invasão dos detentos ligados ao Sindicato do Crime do RN (SDC), alguns apenados arremessam objetos contra as guaritas e contra os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que se concentram no Pavilhão 5.

Do lado de fora da Penitenciária, viaturas da Polícia Militar e da Força Nacional realizam o patrulhamento para evitar fugas. Familiares dos detentos reclama da falta de informações.

Em uma duna próxima à unidade, é possível perceber que alguns presos estão feridos e carregados por outros internos em carrinhos, que normalmente são utilizados para transportar alimentos. Alguns detentos também atearam fogo em parte de um dos pavilhões.

Desde o último final de semana, unidades prisionais do Estado são palco de confrontos e ameaças entre presos membros de facções criminosas rivais. De sábado para domingo, pelo menos 26 presos que cumpriam pena em Alcaçuz foram assassinados por outros detentos durante uma rebelião de mais de 14 horas de duração. Desde então, presos circulam livremente pelo pátio da unidade, levando facas, barras de ferro e paus.

As autoridades estaduais de segurança pública desconfiam que o número de mortos no confronto entre presos pode ser maior e que corpos podem ter sido jogados em fossas de esgoto na área interna do presídio.

O governo do Rio Grande do Norte pediu ao governo federal o envio de equipes das Forças Armadas para auxiliar as forças locais a inspecionarem o interior dos presídios estaduais em busca de armas, aparelhos celulares, drogas e outros produtos e substâncias proibidas. Tropas da Força Nacional de Segurança Pública também já atuam no estado desde setembro do ano passado, auxiliando a Polícia Militar no policiamento ostensivo.

Ontem (18), 220 detentos do presídio de Alcaçuz foram transferidos para outras unidades prisionais do estado.

Nominuto
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Governo do RN prorroga permanência do diretor de Alcaçuz no cargo

FOTO: FRANKIE MARCONE

O diretor da Penitenciária de Alcaçuz, Ivo Freire, foi mantido no cargo pelo governador Robinson Faria, em resolução publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (18). O ato ocorreu quatro dias depois do desencadeamento da maior rebelião da história do presídio, que resultou na morte de pelo menos 26 presos.

Duas facções inimigas se degladiam dentro da unidade desde sábado (14). A Secretaria de Segurança faz uma operação de transferência de presos hoje.

A resolução assinada na terça-feira (17) prorroga a sessão de Ivo, que é agente da Polícia Civil, ligado à Secretaria de Segurança Púlbica do Estado, “para continuar exercendo o cargo de Diretor da Penitenciária de Alcaçuz”, sob responsabilidade da Secretaria de Justiça e Cidadania.

Caio Bezerra, secretário de Segurança, também subscreve a cessão.

Governo do Estado » Notícias » Penitenciária Estadual de Alcaçuz

MEDIDA: Governo construirá “paredão provisório” para separar facções em Alcaçuz

Governador do RN, Robinson Faria (PSD).

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), afirmou ao Jornal da CBN que o presídio de Alcaçuz, onde os presos estão rebelados desde sábado, foi construído em cima de dunas e que isso facilita a fuga de criminosos. Segundo ele, ‘é mais fácil cavar túneis’ e os criminosos ‘enterram armas e até granada na areia’. Desafio do estado é ‘evitar fuga em massa’, afirmou.

Para isso, a penitenciária está cercada pelas forças de segurança. Até o momento, seis líderes de uma facção criminosa foram transferidos da unidade para presídios federais e outros serão levados ainda hoje. A extração dos criminosos do interior de Alcaçuz deve ser feito por policiais militares do Bope e do Choque e policiais civis do GOE, o Grupamento de Operações Especiais.

Até o momento, 26 detentos foram mortos na rebelião. Para evitar que o número cresça, o governo deve construir um ‘paredão provisório para fazer divisão das facções enquanto realocamos os presos’. Ontem, ao longo do dia, a divisão era feita por policiais, que disparavam tiros em uma linha imaginária para evitar o trânsito de criminosos.

O governador do RN, Robinson Faria, disse ainda que é preciso ‘não recuar, não negociar e acabar com essa farra de presídio ser escritório de trabalho’ de criminosos e que, atualmente, é o ‘crime contra o Estado’. Essa é a segunda vez que a unidade de Alcaçuz é destruída pelos presos e ela deve ser ‘reconstruída de novo’ após o fim do motim.

Ontem, o governo federal autorizou o envio das Forças Armadas para fazer vistorias em presídios do país para procurar armas, celulares e outros pertences proibidos para presos. O governo do Rio Grande do Norte já sinalizou interesse.

Por CBN
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OPERAÇÃO: Batalhão de Choque adentra Alcaçuz para realizar transferência de presos do Sindicato

Veículo blindado do Batalhão já está dentro de Alcaçuz.

O Batalhão de Choque adentrou as imediações da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no começo da tarde desta quarta-feira (18). A entrada foi negociada com os presos com o intuito de realizar a contenção dos detentos membros do PCC para que os integrantes do Sindicato do Crime possam ser levados e transferidos pelos agentes para outras penitenciárias do estado. Está confirmado que parte destes presidiários será transferida para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), onde se encontram detidos mais membros do Sindicato.

No momento, viaturas do Grupo de Operações Especiais cercam a penitenciária em apoio ao Batalhão de Choque, enquanto o helicóptero Potiguar I sobrevoa a área também em suporte à operação. Alguns presos, que estavam nos telhados dos pavilhões se recolheram diante da ação policial. Ao todo, quatro ônibus estão à espera do desfecho da operação para que possam levar os detentos.

A medida é um plano do governo do Rio Grande do Norte para que se possa construir um muro provisório para separar os pavilhões rivais. Anteriormente, o governador Robinson Faria (PSD) havia dito que não mandaria forças policiais para dentro do presídio receando que pudesse culminar em um massacre semelhante ao ocorrido em Carandiru, em 1992.

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