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Jornalismo

Com reforma de estatal de comunicação governo prevê cortar R$ 130 milhões

 O ministro Carlos Santos Cruz (Secretaria de governo), que coordena a reestruturação na EBC

A reestruturação planejada pelo presidente Jair Bolsonaro na EBC (Empresa Brasil de Comunicação), conglomerado estatal de comunicação, prevê uma redução de gastos de cerca de R$ 130 milhões, pouco mais de um quarto do orçamento atual.

Para chegar à economia estimada, o novo governo pretende cortar custos operacionais e enxugar a folha de pagamento. A receita deste ano para a empresa governamental é de R$ 614 milhões, e o quadro de servidores totaliza 1.991 pessoas.

O plano de mudança, que tem sido estruturado pela Secretaria de Governo, deve incluir a fusão dos dois canais de televisão, a TV NBR e a TV Brasil. A pasta estuda a viabilidade de unificar também emissoras de rádio, que hoje totalizam sete. O cenário para início de implementação das mudanças é de seis meses.

“A gente pretende fazer uma fusão das duas televisões, mas respeitando a legislação de cada uma”, disse à Folha o ministro Carlos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, que coordena a reestruturação. “Fazer uma estrutura que transmita o interesse de estado e de governo ao mesmo tempo.”

O novo canal ainda não tem um nome definido, mas a tendência é de que mantenha a palavra Brasil no título.

A proposta é que a grade de programação dê destaque a conteúdos culturais e educativos, mas mantenha um perfil mais próximo ao da TV NBR, uma emissora de característica governamental.

“A ideia é fazer uma comunicação de qualidade, que seja honesta, transparente e sem nenhum conteúdo ideológico”, disse o ministro. “A nossa filosofia, mesmo sendo uma televisão com características governamentais, é de que ela não faça propaganda”, afirmou.

O novo governo ainda não definiu o porcentual de redução da folha de pagamento. A intenção é fazer um reajuste de funções, reaproveitando funcionários concursados no preenchimento dos cargos que serão mantidos na estrutura da empresa.

O plano é que a nova televisão estatal não tenha mais como objetivo concorrer com as emissoras comerciais. Ela, por exemplo, não veiculará mais desfiles de escolas de samba. No ano passado, a TV Brasil exibiu o das campeãs do Rio.

“Nós não vamos neste ano cobrir o Carnaval, porque já há uma variedade de canais veiculando. Nós vamos fazer uma outra programação que, às vezes, as pessoas que não estão engajadas no Carnaval, podem assistir”, disse o ministro.

Para melhorar as finanças da empresa, é estudada ainda a possibilidade de alugar parte da estrutura da emissora estatal que não esteja sendo utilizada. Hoje, ela dispõe de um patrimônio em equipamentos avaliado em cerca de R$ 70 milhões e, só em Brasília, tem cinco estúdios.

“O potencial de equipamentos e instalações é muito grande. A gente tem de ver a otimização disso”, disse.
No final da semana passada, o Palácio do Planalto anunciou a troca no comando do conglomerado de comunicação. O então presidente Luiz Antônio Ferreira, nomeado na gestão do ex-presidente Michel Temer, foi substituído pelo então diretor de operações, Alexandre Graziani.

Para Santos Cruz, é natural haver uma alteração com a mudança de governo. “Não houve mal-entendido. O Luiz Antônio sempre se comportou de maneira absolutamente digna. Não houve desavença e ele nunca discordou de nenhuma proposição”, ponderou.

As mudanças na estrutura da EBC foram iniciadas no governo passado. A gestão Temer reduziu a folha de pagamento e fez alterações na grade de programação. Além de promover um programa de demissão voluntária, encerrou contratos com jornalistas experientes como Leda Nagle, Luis Nassif e Tereza Cruvinel.

Na campanha eleitoral, o entorno de Bolsonaro chegou a discutir uma eventual privatização de estruturas da empresa estatal. O plano, contudo, foi abandonado quando ele assumiu o comando do Palácio do Planalto.

Folhapress
Esporte » Jornalismo

Em Fernando de Noronha surfista é mordido na cabeça por tubarão

Carlos Vinícius Cavalcanti foi mordido quando surfava na praia Cacimba do Padre Foto: Reprodução/Instagram

Um surfista foi mordido por um tubarão nesta quinta-feira na praia Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha, Pernambuco. Carlos Vinícius Cavalcanti, de 31 anos, sofreu o acidente por volta de 17h30 e foi levado para o Hospital São Lucas com ferimentos na face, orelha e no pescoço.

Após procedimento de sutura que durou cerca de 5h, o estado de saúde dele é estável, mas ele segue em observação. Segundo o surfista, ele foi mordido após mergulhar em uma onda e dar de cara com o animal, identificado posteriormente como um tubarão-limão.

Carlos Vinícus é vendedor de açaí na Cacimba. Após o acidente, ele escreveu um depoimento sobre a situação que enfrentou em seu perfil no Instagram. Ele diz que não foi atacado pelo tubarão, mas sofreu as consequências de um ato de defesa do animal. O surfista relata que antes de receber a mordida do animal ele já havia percebido que havia tubarões na água, mas ainda assim não saiu do local.

“O que aconteceu foi um incidente, apenas isso! Aprendi bem a lição, não surfo mais no final de tarde, com os bichos ali, se alimentando. Mas, enquanto tiver saúde vou pegar onda, eu preciso do mar!”, escreveu.

Entre os dias 19 e 25 de fevereiro a praia Cacimba do Padre vai sediar uma etapa do Campeonato Mundial de Surfe Hang Loose Pro Contest. O evento deve ter a presença de mais de 100 competidores. Após o acidente, a Administração de Noronha informou que convocou para esta tarde uma reunião com os organizadores do evento, representantes do Corpo de Bombeiros, entre outras instituições, para garantir a segurança dos surfistas e a realização do campeonato.

O GLOBO
Brumadinho » Jornalismo

Em documento, Vale projetou mortes, custos e até causas possíveis de colapso

Um documento interno da Vale estimou em outubro de 2018 quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais as possíveis causas de um eventual colapso da barragem de Brumadinho (MG), que acabou se rompendo no dia 25 de janeiro, deixando ao menos 165 mortos.

O relatório é usado pelo Ministério Público de Minas Gerais em ação civil pública em que pede a adoção de medidas imediatas para evitar novos desastres, já que dez barragens, incluindo a de Brumadinho, estariam em situação de risco, segundo o documento da própria mineradora.

A Vale questiona a Promotoria e diz que o estudo indica estruturas que receberam recomendações de manutenção, as quais já estariam em curso. A empresa defende ainda que a barragem de Brumadinho não corria risco iminente.

O estudo projeta que um eventual colapso provocaria mais de cem mortes —até o momento, as autoridades contabilizam 165 mortos e 155 desaparecidos. O número considera um cenário de rompimento durante o dia e com funcionamento dos alertas sonoros instalados para evitar emergências.

A maior parte das vítimas estava no refeitório e na sede administrativa da mina do Córrego do Feijão, onde está a barragem que se rompeu. No começo do mês, a Folha mostrou que o plano de emergência da barragem previa a inundação dessas estruturas.

De acordo com o estudo da Vale, chamado Resultados do Gerenciamento de Riscos Geotécnicos, os custos de um eventual rompimento na barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão poderiam chegar a US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões, ao câmbio atual).

A empresa também projetava como causas prováveis de rompimento erosão interna ou liquefação. Inspeções já tinham encontrado indícios de erosão na ombreira (lateral da barragem) e indícios de alagamento.

O documento inclui a estrutura que se rompeu entre dez barragens em uma zona de atenção. As outras são: Laranjeiras (em Barão de Cocais), Menezes 2 e 4-A (em Brumadinho), Capitão do Mato, Dique B e Taquaras (Nova Lima) e Forquilha 1, Forquilha 2, Forquilha 3 (Ouro Preto).

A análise de estabilidade exigida pela legislação atestou as condições de segurança da barragem que se rompeu, mas indicou uma série de problemas que deveriam ser resolvidos pela mineradora.

Procurada pela Folha, a Vale afirmou em nota que “os estudos de risco e demais documentos elaborados por técnicos consideram, necessariamente, cenários hipotéticos para danos e perdas”.

A Vale disse que “não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem” e reafirmou que a estrutura tinha “todos os certificados de estabilidade e segurança”.

Em entrevista nesta terça (12), o gerente-executivo de planejamento da área de minério de ferro e carvão da empresa, Lúcio Cavalli, disse que “em momento algum essa estrutura deu sinais de que estava com problema”.

De acordo com a Vale, a “zona de atenção” compreende barragens em que os técnicos apontaram recomendações, mas não risco iminente.

Segundo a empresa, no caso da estrutura que se rompeu, as recomendações eram dar continuidade ao processo de descomissionamento e reduzir os níveis do lençol freático, o que já vinha sendo feito, de acordo com a companhia.

A Justiça de MG determinou uma série de ações preventivas nas barragens citadas. A Vale diz que todas as exigências já vinham sendo cumpridas.

A empresa questionou ainda versões dadas por funcionários de que os equipamentos apontaram aumento súbito no nível do lençol freático, dizendo que quatro dos piezômetros (instrumentos que medem esse indicador) apresentaram problemas de configuração e enviaram dados errados ao sistema. A barragem tinha 94 piezômetros.

Segundo a Vale, ainda não é possível identificar as causas da tragédia. Uma comissão formada por especialistas internacionais está investigando o caso, disse o diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Luciano Siani.

O executivo disse que a empresa está fazendo um levantamento das áreas habitadas próximas às suas barragens, mas que ainda não há um plano para reduzir o dano potencial em eventuais colapsos.

FOLHAPRESS
Acidente » Jornalismo » Morte

Jornalista Ricardo Boechat, morre aos 66 anos em queda de helicóptero em SP

O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Eugênio Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Boechat estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.

Acidente

O chamado de socorro foi feito às 12h14. A queda ocorreu perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco. De acordo com a CCR Rodoanel Oeste, que administra o Rodoanel, houve uma terceira vítima com ferimentos, o motorista do caminhão.

Segundo informações iniciais, o helicóptero saiu do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas.

Foram enviadas ao menos 11 viaturas para o local. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de acesso do Rodoanel à Rodovia Anhanguera precisou ser interditada. Já a rodovia não teve bloqueio.

Carreira

Ao longo de uma carreira iniciada na década de 1970, esteve jornais como “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo.

O perfil de Boechat no site da Band News FM informa que ele era o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Boechat lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Boechat lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires.

O jornalista estava em helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

G1
Jornalismo

Por falta de alvará, CT do Flamengo foi multado 30 vezes e lacrado por prefeitura

Por determinação da Secretaria de Fazenda, a Prefeitura do Rio lacrou o CT do Flamengo em outubro de 2017. A decisão foi tomada após o clube ter sido multado 30 vezes por falta de alvará de funcionamento.

O local pegou fogo nesta sexta-feira (8). Dez pessoas morreram no incêndio. Os nomes das vítimas não foram divulgados de forma oficial.

Segundo a Prefeitura do Rio, o clube decidiu reabrir o centro de treinamento em 2017, mesmo depois de ter sido lacrado.

A Prefeitura do Rio informa ainda que o Flamengo nunca pediu autorização para instalação de prédios na área hoje atingida pelo incêndio.

A área em que o Flamengo construiu o alojamento de suas categorias de base tinha permissão da para funcionar apenas como estacionamento. A Folha apurou que a autorização foi concedida no ano passado.

O Flamengo ainda não se manifestou sobre o assunto. A Prefeitura do Rio divulgou em nota que a atual licença do CT tem validade até oito de março de 2019.

“A área de alojamento atingida pelo incêndio não consta do último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 05/04/18, como edificada. No projeto protocolado, a área está descrita como um estacionamento. Não há registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios”, diz a prefeitura, que informou também que irá abrir ” um processo de investigação para apurar as responsabilidades”.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio às 5h17 e atingiu a ala mais velha do CT, que servia de alojamento para as categorias de base e recebia jogadores de 14 a 17 anos de idade. As chamas foram controladas às 6h.

Na Prefeitura, são duas áreas para regularização do centro de treinamento: urbanismo e fazenda.

No setor de edificações, o Flamengo obteve licença para funcionamento de centro de treinamento. Mas, segundo a Prefeitura, “em nenhum pedido feito pelo Flamengo existe um alojamento na área” onde os rapazes estavam abrigados.

“No projeto protocolado, a área está descrita como um estacionamento de veículos e não como alojamento”, afirma a nota.

Ainda segundo a nota da Prefeitura, em setembro de 2017, o Flamengo apresentou pedido de funcionamento do centro de treinamento. Após deferimento prévio, a Prefeitura solicitou os documentos para a concessão do alvará.

“O certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros não foi apresentado, portanto, o alvará não foi concedido. Por estar em funcionamento sem o devido alvará foram lavrados quase 30 autos de infração”, disse a nota da Prefeitura.

Sem o alvará de licença, a Prefeitura determinou a interdição do CT no dia 20 de outubro de 2017. Mas o Flamengo decidiu manter o funcionamento.

Segundo a nota da Prefeitura, o Flamengo cometeu duas ilegalidades: manteve o centro em funcionamento, mesmo depois de sua interdição, em outubro de 2017; e construiu um alojamento sem que nunca tenha pedido licença para sua instalação.

Nota da Prefeitura do Rio

“Sobre o processo de licenciamento dos Centros de Treinamento, a Prefeitura vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

I) CT Presidente George Helal, conhecido como Ninho do Urubu:

1) No setor de edificações, na área de urbanismo, a atual licença do CT tem validade até 08/03/2019;

2) A área de alojamento atingida pelo incêndio não consta do último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 05/04/18, como edificada. Em nenhum pedido feito pelo Flamengo existe a presença de um alojamento na área em questão;

3) No projeto protocolado, a área está descrita como um estacionamento de veículos e não como um alojamento;

4) Não há registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios;

5) Na área de Alvará de Funcionamento, há registro de pedido em setembro de 2017. A consulta prévia foi deferida e foram solicitados os documentos necessários para a obtenção do alvará de licença para estabelecimento;

6) O certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros não foi apresentado, portanto, o alvará não foi concedido;

7) Por estar em funcionamento sem o devido alvará foram lavrados quase 30 autos de infração;

8) Além disso, foi emitido edital de interdição em 20/10/17;

9) Diante de tudo acima listado, a Prefeitura vai determinar a abertura de um processo de investigação para apurar as responsabilidades no caso do incêndio ocorrido hoje (08/02).

II) Centro de Treinamento do Vasco da Gama, conhecido como CT das Vargens:

10) Do ponto de vista da área de urbanismo, não existe registro de pedido de licenciamento para edificações. O que existe é um pedido de licenciamento de um loteamento, de 2014;

11) Do ponto de vista de alvará, não há registro de pedido de alvará para a unidade. Por conta disso, a Secretaria Municipal de Fazenda decidiu acionar as gerências responsáveis para realizar fiscalização e tomar as devidas providências legais.

III ) Centro de Treinamento do Fluminense, conhecido como CT Pedro Antônio:

12) Existe registro de licença de obras, com validade até 23/10/2019;

13) Do ponto de vista de alvará, não há registro de pedido de alvará para a unidade. Por conta disso, a Secretaria Municipal de Fazenda decidiu acionar as gerências responsáveis para realizar fiscalização e tomar as devidas providências legais.”

Folhapress
Jornalismo

Governo vai cortar 21 mil cargos e restringir concursos públicos

Corte de cargos será feito em fases

O governo vai apertar as regras para todos os órgãos que pedirem ao Ministério da Economia a abertura de novos concursos públicos e cortar 21 mil cargos, comissões e funções gratificadas. A área econômica já tem pronto um decreto para “blindar” essas funções comissionadas de nomeações que não sejam técnicas. Indicações de pessoas sem experiência e qualificação não serão aceitas, segundo o ministério.

O corte de cargos será feito em fases nos próximos três a quatro meses, e integra um pacote de medidas de reforma do Estado, em elaboração pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar mais eficiência aos gastos com a folha de pagamentos, um dos itens mais pesados das contas públicas.

Atualmente, são cerca de 130 mil cargos comissionados (ocupados, temporariamente, por servidores e não servidores) e gratificados (quando alguém de dentro da administração é deslocado para uma outra função, com um ganho extra no salário). A economia prevista com a redução de pessoal é de R$ 220 milhões por ano.

Para diminuir a necessidade de novas contrações, será exigido que cerca de mil serviços oferecidos por meio presencial e em papel sejam totalmente digitalizados e feitos pela internet nos próximos dois anos, entre eles benefícios do INSS e matrículas de universidades federais. Com essa medida, os servidores que hoje fazem esses serviços poderão ser realocados para outras funções.

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, antecipou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o decreto 6.944, que trata de normas de concursos públicos, será alterado para “racionalizar” os pedidos dos órgãos que hoje são frequentes: mais concursos, mais orçamento e mais cargos. Ele classificou as medidas de “guarda-chuva” da reforma do Estado.

O novo decreto, que será publicado no Diário Oficial ainda em fevereiro, definirá que, antes de pedir novos concursos de servidores, os órgãos terão de cumprir uma lista de exigências, como digitalizar 100% dos serviços que podem ser oferecidos pela internet, converter os processos administrativos que estão ainda em papel para o formato eletrônico e rever as políticas de cessão de pessoas para outros ministérios, Estados e municípios.

“Com o mesmo quantitativo de servidores, é possível ter um resultado maior e melhor. Vamos primeiro focar na eficiência operacional”, disse Uebel. Segundo ele, é necessário verificar a urgência e pertinência dos serviços públicos.

Outra medida que estará prevista no decreto é que todos os órgãos façam uma descrição do trabalho de cada cargo para evitar “vagas genéricas”. “Com isso, conseguiremos monitorar melhor a efetividade das vagas”, disse o secretário. Segundo o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, as novas regras devem valer para os concursos que já estão “correndo”, como para as Polícias Federal e Rodoviária Federal.

Para testar o modelo de corte a ser implementado, o Ministério da Economia já deu o pontapé inicial com a redução de 3 mil cargos e funções, com uma economia de R$ 43 milhões por ano. Segundo o secretário, foi feita uma redução dos níveis hierárquicos, sem prejudicar o funcionamento dos órgãos. Havia áreas com até seis níveis de chefe.

Com informações do Estadão Conteúdo.
Jornalismo

Vale pode lucrar com interrupção de barragens como a de Brumadinho

A medida anunciada pela Vale para reduzir o risco de rompimentos de barragens prevê extração de minérios e representa uma atividade que dá ao rejeito de mineração uma sobrevida comercial —podendo, assim, trazer lucro à Vale.

O presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, anunciou que a companhia vai descomissionar, ou seja, descaracterizar, todas suas barragens construídas pelo método de alteamento a montante, como as que se romperam em Brumadinho e em Mariana.

De acordo com Schvartsman, a Vale tem 19 barragens dessas no país, nove já em descomissionamento. As outras dez serão interrompidas em até três anos.

Há dois tipos de descomissionamento de barragens de mineração: pode-se cobrir o terreno e reflorestá-lo ou pode-se aproveitar e refinar os minérios que ainda restam nos rejeitos da barragem.

Essa última técnica tem despertado interesse comercial crescente, sobretudo na região do quadrilátero ferrífero, no centro-sul de Minas Gerais, onde fica Brumadinho.

Desde 2016, os minérios extraídos nas barragens da região, chamados de pellet feed fines, têm sido usados pela Vale para criar um produto chamado BRBF (Brazilian Blend Fines), uma mistura desses minérios com o tipo extraído no Sistema Norte de Carajás, mais nobre. O produto foi anunciado ao mercado internacional pela Vale em outubro.

Especialistas dizem que o refino de minério em barragens torna-se rentável quando sobe o preço do minério de ferro, como tem ocorrido desde o ano passado.

Procurada, a Vale não informou quantas barragens irão passar por esse processo. Na terça, Schvartsman afirmou que a técnica seria usada, mas não especificou em que barragem. “[Será analisado] caso a caso, [será analisada] qual é a facilidade de trabalhar em cada uma delas, isso é uma decisão técnica” disse.

Apesar de possuir teores de ferro menores do que os minérios extraídos das minas, o refino captado nas barragens apresenta concentrações significativas do material.

Segundo uma amostra captada na barragem 1 do Córrego do Feijão (a que se rompeu) e que consta em estudo da empresa de 2014, os rejeitos contidos ali apresentavam teores médios de 48,08% de ferro. Com o método de separação magnética, chegou-se a um concentrado com até 67,54% de teor de ferro.

A extração nas barragens estava presente nas projeções da Vale há anos. Já havia um projeto para isso na barragem que se rompeu em Brumadinho, que estava previsto na ampliação das operações do complexo Paraopeba, o mesmo onde está a mina do Córrego do Feijão.

O reaproveitamento dos rejeitos estava no estudo de impacto ambiental da ampliação do complexo, feito em 2014. “Dependendo das condições de mercado, este material poderá ser comercializado com terceiros, tal como empilhado, ou utilizado na mista dos produtos produzidos em Feijão ou ainda ser reprocessado pela Vale”, diz o estudo, feito há cinco anos.

A empresa que elaborou o projeto de refino de minérios na barragem do Córrego do Feijão foi a VogBR, a mesma que atestou a estabilidade da barragem do Fundão, em Mariana (que se rompeu meses depois do laudo).

O projeto da VogBR envolve três coisas: o reaproveitamento dos rejeitos das barragens 1 (a que ruiu) e 6 (que está sendo monitorada e chegou a disparar uma sirene alertando a evacuação), a construção de um rejeitoduto e o uso das cavas (buracos) que estavam desativadas da mina do Córrego do Feijão para depositar rejeitos, rochas e terra.

“A lavra (dragagem) do rejeito da barragem 1 e 6 tem por finalidade a recuperação do rejeito que atualmente, de acordo com o mercado internacional, tem um valor econômico para a Vale e consequentemente irá reduzir a altura da estrutura atual de barramento executada durante sua operação, podendo-se chegar à desativação total da mesma”, diz o relatório.

Procurada, a VogBR confirmou a elaboração do projeto e disse que não sabia se ele chegou a ser implantado. A Vale não comentou.

A Vale teve a liberação de licenciamento ambiental para essas atividades (que incluíam aumento das operações de uma mina do complexo Paraopeba) na Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais em dezembro do ano passado.

De acordo com a Vale, as atividades iriam começar após o fim do período de chuvas, mas moradores do entorno afirmaram terem visto movimento de caminhões na barragem do Córrego do Feijão antes da liberação da licença.

Folhapress
Jornalismo

Mulher é indiciada por negociar venda do próprio filho

Nesta terça-feira (22), uma mulher foi indiciada pelo Polícia Civil por ter negociado a venda do próprio filho. Os policiais concluíram o inquérito que aponta que ela venderia o menor, de 12 anos, por R$ 70 mil.

O caso aconteceu em Santa Maria da Vitória, na Bahia. Maria Rocha Roque vai responder por abandono de incapaz e comunicação falsa de crime.

O menino, que é filho único, seria comprado por Sivaldo Lenes Vieira, 71 anos. O homem foi indiciado por tráfico de pessoas.

Em depoimento, a mãe disse que queria se livrar do garoto porque tinha sido fruto de um estupro. A tentativa de venda aconteceu no dia 11 de janeiro, quando ela deixou o filho na rodoviária da cidade e foi embora.

Os policiais que encontraram o menino relataram que ele estava chorando. Ele não teve o nome revelado, mas informou o nome e o telefone da mãe. Uma busca pela mulher foi iniciada na época.

Maria foi encontrada na rodoviária de Bom Jesus da Lapa e afirmou que tinha sido sequestrada. Após ter sido presa, ela finalmente revelou que sua intenção era entregar o filho a um homem. Aparentemente, ele seria levado para viver com uma família de brasileiros no Japão.

Ela receberia R$ 5 mil na rodoviária. O restante do dinheiro seria entregue quando o menino chegasse ao destino.

O garoto está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar e foi entregue a um tio.

Jornalismo

‘Armas terminarão nas mãos dos bandidos’, diz procurador do MPF-RN após decreto

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), ter assinado o decreto que facilita o acesso à posse de arma de fogo na manhã desta terça-feira, 15, várias opiniões distintas foram externadas em todo país.

No Rio Grande do Norte, o procurador Fernando Rocha, do Ministério Público Federal, utilizou o Twitter para criticar a medida assinada pelo novo chefe do Executivo federal.

“Em suma, a classe média terá posse de arma facilitada. O pobre somente poderá ter acesso a armas de forma clandestina e todas elas, clandestinas ou não, terminarão na mão da bandidagem”, escreveu Rocha.

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