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Greve dos caminhoneiros faz produção industrial recuar 10,9% em maio, diz IBGE

Afetada pela greve dos caminhoneiros, a indústria brasileira recuou 10,9% no mês de maio frente a abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A paralisação que durou 11 dias afetou o processo de produção de várias unidades produtivas no país.

Esta foi a maior queda desde dezembro de 2008, quando a produção industrial caiu 11,2%. Foi também o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 2002

Vários fatores relacionados à greve impactaram de alguma forma a produção da indústria. Além da falta de insumos que não chegavam às fábricas, Macedo citou a dificuldade de escoamento da produção e, também, a limitação dos trabalhadores para se deslocarem até o trabalho.

Na comparação com o mês de maio de 2017, o setor industrial recuou 6,6%.

Fonte: G1

Indústria

Indústria da construção potiguar suaviza desaceleração em novembro

Homem trabalhando em construção civil.

Homem trabalhando em construção civil.

A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN, aponta que no mês de novembro a atividade do setor no Rio Grande do Norte voltou a cair, embora em menor intensidade do que no levantamento de outubro, e ficou abaixo do padrão usual para o período, tendência que se repete initerruptamente desde fevereiro de 2013. Em virtude do menor dinamismo da atividade, o número de empregados também caiu, comportamento que vem sendo observado desde outubro de 2013.

Com a suavização da queda na atividade, o nível médio de Utilização da Capacidade de Operação (UCO) logrou aumentar de 47% para 49%, coincidindo com a UCO de novembro de 2015. Em dezembro, as expectativas dos empresários em relação aos próximos seis meses tornaram-se mais pessimistas em todos os aspectos avaliados a saber, nível de atividade, compra de insumos e matéria-prima, novos empreendimentos e serviços e número de empregados. Já a intenção de investimento voltou a subir – aumento de 4,6 pontos na comparação com novembro e 1,3 pontos acima do índice de dezembro de 2015, mas ainda muito aquém da média histórica.

Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados nacionais divulgados em 16/12 pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram estabilidade na utilização da capacidade de operação (UCO), enquanto no RN o índice cresceu.

Indústria

Mineração projeta queda de 26%

Marcelo Porto Filho: Dificuldades podem ser ampliadas.

Marcelo Porto Filho: Dificuldades podem ser ampliadas.

O setor mineral do Rio Grande do Norte, que no ano passado movimentou cerca de R$ 68 milhões, deve fechar 2015 com queda de 26% e movimentação financeira aproximada dos R$ 50 milhões. A estimativa é do Sindicato da Indústria de Extração de Metais Básicos e de Minerais não Metálicos do Estado (Sindiminerais/RN). De acordo com a entidade, a retração é influenciada por problemas relacionados à seca, baixo valor comercial de determinados produtos e falta de logística apropriada para escoamento da produção.

Segundo o presidente do Sindiminerais/RN e Coordenador de Recursos Minerais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), Marcelo Porto Filho, as dificuldades podem ser ampliadas, caso determinadas produções novas no Rio Grande do Norte não atinjam o beneficiamento estimado. “Com a queda acentuada na produção de tungstênio e a falta de água para abastecer as produções do Estado, em função da seca dos últimos quatro anos, acredito que não alcançaremos os valores que foram movimentados em 2014. E, esta queda pode ser maior. Vai depender muito do crescimento do mercado de rochas ornamentais”, pontuou ele.

Entre as expectativas do segmento de ornamentais no Estado está a Thor Granitos. A empresa instalada no município de Parelhas, no Seridó Potiguar, e inaugurada no último dia 7 de agosto, ainda não está com plena produção, mas, já iniciou a extração da rocha para beneficiamento dos blocos. A expectativa é que entre os próximos meses de setembro e dezembro, pelo menos 90 sejam beneficiados.

“De forma conservadora, esta é a nossa estimativa. De 30 blocos mensais. Mas, a partir de janeiro de 2016, a projeção é que a fábrica já esteja em plena carga e produzindo 60 blocos/mês, em chapas com 8 metros cúbicos, que é a capacidade instalada”, afirmou Jailton Pires, gerente-geral da Thor Granitos Nordeste, que possui três jazidas nas proximidades de Parelhas.

De acordo com Pires, ainda não é possível indicar o impacto da produção no setor potiguar, mas, há pontos destacáveis. “É uma quebra de paradigma, a nossa vinda para cá, porque vamos processar a rocha aqui mesmo. Antes, o beneficiamento mais próximo era em Campina Grande, na Paraíba, com a Fuji [S/A Mármores e Granitos]”, comentou o gerente.

China
Apesar das boas perspectivas com as rochas ornamentais, que vem crescendo no Estado desde 2011, outros minérios, como o tungstênio, estão em processo de retração comercial. O segmento, que registrou crescimento de 146% nos últimos 5 anos, saltando de 289,87 toneladas em 2010 para 711,02 toneladas no ano passado, sente os efeitos de problemas na China.

A Mineração Tomaz Salustino S/A, que desde 1943 realiza atividades exploratórias na região de Currais Novos e chegou a possuir a maior mina de scheelita da América do Sul – Mina Brejuí – apenas neste primeiro semestre de 2015 já reduziu entre 15% e 18% de seu quadro de funcionários. No entanto, segundo o diretor-presidente da empresa, Rogério Barreto Drummond, a produção tem se mantido na mesma proporção de 2013 e 2014, com uma média mensal de 15 toneladas.

“A questão comercial é que, infelizmente, está completamente abalada. O crescimento da recessão da China não parece ser tão pequeno como o Governo de lá afirma e isso tem puxado o preço internacional da scheelita, para baixo, em uma velocidade muito grande. De dezembro de 2013 para cá o valor caiu quase 50%. Então foi necessário maximar a produção. Mas, temos que ser realistas, as notícias para este final de 2015 e 2016 não são boas e a insegurança é alta”, analisou o diretor da Tomaz Salustino.

E acrescentou: ”No caso do Tungstênio [que é obtido a partir da scheelita], teremos um aumento de oferta, com muitas minas que estão sendo reabertas, mas, sem melhora no mercado dos EUA, Europa e China, a tendência é que o preço continue caindo”, disse Barreto.

Tribuna do Norte

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