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IBGE vai passar a monitorar registros de covid-19

Foto: Reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai iniciar um monitoramento nacional do novo coronavírus, que teve o primeiro paciente registrado no Brasil no dia 26 de fevereiro. Hoje (2) os casos chegam 6.800, com 241 mortes confirmadas em decorrência da doença no país. Segundo o IBGE, a parceria fechada com o Ministério da Saúde vai implementar uma versão inédita da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), com foco no monitoramento da Covid-19.

O estudo formará um “painel longitudinal representativo da população brasileira”, de acordo com o instituto, aplicando o questionário para o mesmo grupo de pessoas, para apresentar os resultados dos casos de síndrome gripal em dados agrupados para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.

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IBGE lança concurso com 3.402 vagas para o Censo de 2020 no RN

IBGE lança editais com 3.402 vagas no Rio Grande do Norte. As inscrições seguem até 24 de março. As funções são para recenseador e para agente censitário municipal e agente censitário supervisor. Foram disponibilizadas 208.695 vagas para todo o país. As novas contratações temporárias são para a operação do Censo Demográfico 2020. Todos os municípios do Rio Grande do Norte terão vagas para recenseador, que passará de casa em casa para realizar entrevistas com os moradores. Além dessa função, os municípios maiores terão agentes censitários municipais e agentes censitários supervisores.

A remuneração do agente censitário municipal é de R$ 2.100. Essa função é responsável pelo posto de coleta, a base das equipes do Censo nos municípios. Com remuneração de R$ 1.700, o agente censitário supervisor orienta diretamente o recenseador. A duração prevista do contrato dos agentes censitários é de cinco meses. O recenseador tem contrato previsto de três meses e será remunerado por produção.

O IBGE possui uma ferramenta online em que é possível simular a remuneração desta função, que varia de acordo com quatro fatores: unidades visitadas; questionários respondidos; pessoas recenseadas e taxa de remuneração por setor censitário. O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe, antigo Cespe) aplicará a prova para agente censitário no dia 17 de maio. No domingo seguinte, 24 de maio, haverá a prova para recenseador. Todas as provas serão de múltipla escolha.

Para os futuros agentes censitários, os assuntos cobradas são: Língua Portuguesa, raciocínio lógico, ética no serviço público, noções de administração/situações gerenciais e conhecimentos técnicos do IBGE. Para os candidatos a recenseador, as provas terão os seguintes conteúdos: Língua Portuguesa, Matemática, ética no serviço público e conhecimentos técnicos do IBGE.

O Censo Demográfico 2020 deve atualizar o número da população brasileira e perguntar sobre condições de moradia, educação, renda, trabalho, religião e outros temas aos moradores dos 1.054.122 domicílios potiguares. Para cumprir essa missão, o Censo terá 2.888 recenseadores distribuídos nos 167 municípios do estado durante os meses de agosto, setembro e outubro. Em todo Brasil serão 180.577 recenseadores para coletar informações em 71 milhões de residências. Os dados do Censo são fundamentais para conhecer o Brasil com precisão, identificar problemas e formular políticas públicas na tentativa de solucioná-los.

No campo da política institucional, o Censo influencia na divisão de recursos para estados e municípios e na quantidade de parlamentares das casas legislativas. Além disso, as empresas também podem usar os dados para encontrar oportunidades de mercado.

Mais informações em ibge.gov.br
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IBGE abre mais de 200 mil vagas temporárias para o Censo 2020

Foto: Agência Brasil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) abriu nesta quinta-feira (5) inscrições para concurso com mais de 200 mil vagas temporárias, para trabalho no Censo Demográfico de 2020. As vagas tem duração prevista de três meses a cinco meses e salários de até R$ 2.100.

Os contratados vão trabalhar na coleta de informações do Censo, a maior pesquisa realizada pelo instituto, que visita a cada dez anos todos os domicílios do pais, para traçar um retrato da população brasileira. Por isso, há vagas em todo o Brasil. São três tipos de vagas. Para o cargo de agente censitário municipal, o responsável de coleta, serão contratados 5.462 pessoas, com salário de R$ 2.100. Para agente censitário supervisor, são 22.676 vagas, com salário de R$ 1.700. Para esses dois postos o IBGE exige estudo de nível médio.

A previsão é que o trabalho dure cinco meses, mas se houver necessidade e dinheiro, o prazo pode ser estendido. Os aprovados serão convocados no dia 15 de junho. As vagas restantes são para recenseador, o responsável pela coleta das informações nós municípios. Neste caso, o salário será por produtividade, de acordo com o número de domicílios visitados. Por isso, o cargo não tem cumprimento de carga horária -o IBGE recomenda 25 horas semanais. O prazo de contratação será de cinco meses, também com possibilidade de extensão.

Podem concorrer candidatos que tiverem completado o nível fundamental e as convocações serão a partir de julho, para treinamento antes de ir a campo realizar a pesquisa. A taxa de inscrição para a função de nível médio é de R$ 35,80 e para o nível fundamental, de R$ 23,61. As inscrições estão abertas até 24 de março.

IBGE

Estimativa da população do Brasil passa de 210 milhões, diz IBGE

Dados relativos aos estados foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial da União

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje, 28, as estimativas da população. Pela data de referência de 1º de julho de 2019, o Brasil tem uma população total de 210.147.125 pessoas. Os dados relativos aos estados foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Em 1º de julho do ano passado, o número era de 208.494.900. O crescimento absoluto da população em um ano foi 1.652.225 pessoas, o que representa aumento de 0,79%.

O estado com a menor população continua a ser Roraima, que chegou a 605.761 pessoas, um crescimento de 5,06% frente os 576.568 registrados no ano passado. Amapá tem população de 845.731 pessoas e o Acre somou 881.935.

A maior população se encontra em São Paulo, com 45.919.049 pessoas, um aumento de 0,83% em relação aos 45.538.936 estimados há um ano. Minas Gerais tem uma estimativa de população de 21.168.791 pessoas e o Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar, com 17.264.943.

Agência Brasil
IBGE

Governo busca R$ 300 mi para Censo

FOTO: DIVULGAÇÃO

O governo pretende buscar R$ 300 milhões em emendas parlamentares para complementar o orçamento do Censo Demográfico 2020, que tem até agora apenas R$ 2 bilhões para levar a pesquisa a campo, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O volume de recursos é insuficiente para viabilizar a pesquisa, que é o maior levantamento estatístico do País e custará R$ 2,3 bilhões no ano que vem.

O Censo, que vai a todos os lares brasileiros em 2020, já foi enxugado pela falta de recursos – no formato original, ele foi orçado em R$ 3,435 bilhões, sendo R$ 3,027 bilhões necessários no ano que vem. Mesmo assim, a área econômica do governo enfrenta dificuldades para garantir todo o dinheiro necessário.

A maior trava é o teto de gastos, que vai crescer apenas 3,37% no ano que vem (variação da inflação em 12 meses até junho deste ano), enquanto despesas obrigatórias como benefícios previdenciários estão avançando mais rápido. Em entrevista ao Estadão/Broadcast neste mês, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, antecipou que os gastos com a Previdência vão crescer R$ 40 bilhões no Orçamento de 2020.

Diante das dificuldades da equipe econômica, o relator da proposta orçamentária, deputado Domingos Neto (PSD-CE), afirmou que vai discutir com os parlamentares a possibilidade de destinar os R$ 300 milhões que faltam por meio de emendas. Ele disse já ter se reunido com a presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Cordeiro Guerra, para tratar do tema:”Ainda não foi nada definido. Sabemos da importância e vamos discutir isso na comissão. É fundamental o sucesso do Censo no ano que vem.”

A estratégia de buscar recursos de emendas parlamentares para garantir a realização de pesquisas mais caras já foi usada pelo ex-presidente do IBGE Paulo Rabello de Castro. As emendas financiaram parte do Censo Agropecuário 2017, que já havia sido adiado sucessivas vezes pela falta de verba do governo.

De acordo com uma fonte da área econômica, o valor de R$ 2,3 bilhões para o Orçamento do Censo 2020 já foi definido com o instituto diante da necessidade de deixar a pesquisa mais enxuta em um cenário de falta de recursos. Desde agosto do ano passado a equipe econômica já apontava a necessidade de baratear o Censo, como revelou à época o Estadão/Broadcast.

O instituto fez cortes no questionário e espera assim uma economia com mão de obra, reduzindo o tempo gasto e aumentando o número de entrevistas feitas por recenseador. A contratação de profissionais temporários é o maior custo durante a realização do Censo.

Por Idiana Tomazelli e Daniela Amorim
IBGE

Quase 1/4 dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha, revela IBGE

Quase um quarto dos jovens brasileiros (23%) nem estuda nem trabalha, segundo os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) sobre educação, divulgados na manhã desta quarta-feira, 19. O porcentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%.

“Mas não chamem esses jovens de ‘nem, nem’”, pediu a pesquisadora Marina Águas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, responsável pela apresentação da pesquisa. “O fato de nem estarem estudando, nem trabalhando não significa que sejam inúteis. Uma grande parte das mulheres, por exemplo, está ocupada com o trabalho doméstico, com o cuidado de idosos e crianças. Há questões de gênero importantes por trás dessa estatística.”

A família Santos conhece bem essa realidade. Naturais do Recife, os gêmeos Maurício e Maurílio dos Santos, de 29 anos, já tiveram três filhos cada um. Por isso, suas mulheres tiveram que largar os estudos e os trabalhos para cuidar dos filhos e da casa. Elas ainda aceitaram morar em cima da casa da sogra, no bairro do Pina, zona sul da capital pernambucana, para se livrar do aluguel e fazer com que o pequeno rendimento dos maridos dure o mês inteiro.

“Moro aqui porque as contas são apertadas”, explicou Karla Campos da Silva, de 29 anos, admitindo que o que queria mesmo era trabalhar como enfermeira e ter uma casa própria. Esse sonho, no entanto, ficou pelo caminho quando engravidou de Maurício, sem planejar, aos 18 anos. “Eu estava no segundo ano do colégio, mas desisti porque não tinha com quem deixar a bebê”, conta a dona de casa, que, depois da gravidez, até chegou a concluir o ensino médio, mas nunca teve condições de começar o curso de enfermagem que tanto queria.

Com a primeira filha pequena, ela partiu, então, para outras ocupações. Não demorou muito para sair do trabalho, pois engravidou novamente. “Com três filhos, fica impossível arrumar um emprego. Não dá para pagar creche para três. E também não sobra tempo para estudar”, argumenta Karla, que hoje é cuida dos filhos de 11, 7 e 4 anos e da casa.

Ela depende do salário do marido, que é balconista de um supermercado, para pagar as contas. A cunhada Jéssica Cândido de Souza, de 28 anos, por sua vez, não tem a mesma sorte, pois o marido não tem um emprego fixo. Maurílio vive de bicos. Por isso, nem sempre consegue pagar as contas de casa, onde Jéssica passa o dia cuidando dos três filhos, de 11, 4 e 1 ano de idade, e dos afazeres domésticos.

“Queria trabalhar para ajudar. Faria qualquer coisa. Mas não consigo. Minha vida é cuidar dos meninos e limpar a casa”, diz Jéssica, admitindo que já teve que pedir ajuda à família e aos amigos nos dias mais críticos, quando chegou a faltar até comida dentro de casa. “Não voltei para a escola, porque não tinha com quem deixar o bebê.”

Jovens

A Pnad revela que o Brasil tem 47,3 milhões de jovens, de 15 a 29 anos de idade. Desse total, 13,5% estavam ocupados e estudando; 28,6% não estavam ocupados, porém estudavam; 34,9% estavam ocupados e não estudavam. Finalmente, 23% não estavam ocupados nem estudando. Os percentuais aferidos em 2018, segundo os pesquisadores, são similares aos de 2017.

“É importante ressaltar que elevar a instrução e a qualificação dos jovens é uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do País”, sustenta a pesquisa. “Além disso, especialmente em um contexto econômico desfavorável, elevar a escolaridade dos jovens e ampliar sua qualificação pode facilitar a inserção no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade.”

A desigualdade se revela ainda mais acentuada quando aplicado o recorte por raça e gênero. Entre as pessoas brancas, 16,1% trabalhavam e estudavam – mais do que entre as pessoas autodeclaradas de cor preta ou parda (11,9%). Os percentuais de pessoas brancas apenas trabalhando (36,1%) e apenas estudando (29,3%) também superou o de pessoas pretas e pardas, 34,2% e 28,1%, respectivamente. Consequentemente, o porcentual de pessoas pretas ou pardas que não trabalhavam nem investiam em educação é de 25,8%, 7 pontos percentuais mais elevado que o de brancos.

Comparando homens e mulheres, o problema se repete de forma ainda mais grave. Entre as mulheres, a pesquisa mostrou que o porcentual das que não trabalhavam nem estudavam era de 28,4%. O de homens é bem menor: 17,6%.

De acordo com a pesquisadora, parte da explicação para este fenômeno está nos trabalhos domésticos. A realização de afazeres domésticos ou o cuidado com outras pessoas foram os motivos alegados por 23,3% das mulheres para não estarem estudando nem trabalhando. Entre os homens, esse porcentual é de meros 0,8%. Os números se mantêm estáveis desde 2017.

Águas cita como exemplo um outro indicador levantado pela pesquisa. A Pnad contínua divulgada nesta quarta aferiu pela primeira vez a frequência a creches, entre crianças de até um ano de idade (a educação é obrigatória no Brasil a partir dos 4 anos). No total, somente 12,5% frequentavam a creche. E os piores índices estavam, justamente, no Norte (3,0%) e no Nordeste (4,6%) – lugares onde a participação das mulheres no mercado de trabalho também é mais baixa.

Analfabetismo

Segundo a Pnad contínua, o Brasil tem 11,3 milhões de pessoas (com 15 anos ou mais) que são analfabetas – uma taxa de analfabetismo de 6,8%. Em relação a 2017, houve uma queda de 0,1 ponto porcentual, o que corresponde a uma redução de 121 mil analfabetos. Mais uma vez, os negros são mais afetados que os brancos: são 9,1% contra 3,9%.

O analfabetismo no País está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos; refletindo uma melhora da alfabetização ao longo dos anos. Segundo os números de 2018, eram quase 6 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 18,6% para este grupo etário.

“A taxa de analfabetismo em geral vem caindo, a situação melhorou para o Brasil todo”, afirmou Marina Águas. “O que a gente observa é uma questão de idade importante, um componente demográfico. Com esse grupo mais velho falecendo, a tendência é cair ainda mais.”

No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais que finalizaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio, manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 47% da população. O estudo chama atenção para o porcentual de pessoas com o ensino superior completo, que passou de 15,7% em 2017 para 16,5% em 2018.

A média de anos de estudos dos brasileiros é de 9,3 anos – um número que vem crescendo, em média, 0,2 ao ano. A diferença em relação à raça permanece. Os brancos têm 10,3 anos de estudo, contra 8,4 dos negros. As diferenças regionais também acentuam a desigualdade. O número mais baixo é no Nordeste, 7,9, e o mais alto, no Sudeste, 10,0.

Rede Pública

A rede pública de ensino formou 74,3% dos alunos na creche e na pré-escola. O porcentual aumenta no ensino fundamental, chegando a 82,3%. No ensino superior, no entanto, a situação se inverte. A maior parte dos alunos é formada por escolas privadas, 74,2%.

“É natural que tendo cada vez mais gente com o ensino médio completo haja uma pressão para a expansão do ensino superior”, constata a pesquisadora. “E quem tem a maior capacidade de resposta é a rede privada.”

Blog do BG
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IBGE propõe reduzir questões do censo

FOTO: DIVULGAÇÃO/IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) definiu cortes no Censo Demográfico 2020, em linha com indicação do Ministério da Economia.

Segundo relatório apresentado ontem pela direção do órgão à comissão consultiva do censo, obtido pelo Estadão/Broadcast, o questionário completo passará a ter 78 perguntas, em vez das 112 previstas no último teste feito pelo corpo técnico – um corte de 30%. Oficialmente, o IBGE não informa o novo desenho da pesquisa.

A comissão esteve reunida ontem por cerca de sete horas avaliando as mudanças. A proposta apresentada pelo novo diretor de Pesquisa, Eduardo Rios Neto, ainda será levada hoje ao corpo técnico “em respeito” aos funcionários. Em seguida, o diretor vai encaminhá-la ao conselho diretor.

A decisão final, porém, será de Rios Neto, que assumiu o cargo há menos de um mês. O anúncio deve ser feito até quinta-feira.

Na versão mais enxuta, o censo deixa de levantar dados como informações sobre rendimentos de todos os moradores do domicílio, se limitando apenas a coletar a renda de quem é designado pelos moradores como o chefe da família.

Também não devem ser mais feitas perguntas sobre a posse de bens duráveis, como computadores, automóveis, geladeira e celular. Ainda devem ser excluídas informações sobre aluguel de residência e mobilidade da população da casa ao trabalho e local de estudo.

Em coletiva convocada no fim do dia, Rios Neto negou que o encolhimento do censo tenha motivação financeira. Mas não explicou o que levou a direção do IBGE a encomendar mudanças na pesquisa.

O corte do censo gerou indignação entre funcionários do instituto, que acusam o governo federal de comprometer a qualidade da pesquisa.

Exoneração. Em meio ao debate s, a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, exonerou há cerca de 20 dias os diretores de Pesquisa, Cláudio Dutra Crespo, e de Informática, José Santana Beviláqua. No lugar de Crespo, entrou Rios Neto. “Ranger de dentes faz parte. Não fui nem um pouco ditatorial no que tange à comissão consultiva. Espero que essa seja só uma etapa que pretendo passar logo”, disse Rios Neto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Diversos » IBGE

IBGE: Pesquisa mostra que mulher ganha menos em todas as ocupações

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.

“As maiores proximidades de rendimento, ainda que não haja igualdade, ocorreram no caso dos professores do ensino fundamental, em que as mulheres recebiam apenas 9,5% menos que os homens”, afirmou a analista da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Beringuy.

Em seguida, destacam-se os dos trabalhadores de central de atendimento e de limpeza de interiores de edifícios, escritórios e outros estabelecimentos: as mulheres recebiam, respectivamente, 12,9% e 12,4% menos que os homens.

Entretanto, estão na agricultura e nos comércios varejistas e atacadistas as maiores desigualdades salariais entre homens e mulheres. As mulheres agricultoras e as gerentes de comércios varejistas e atacadistas, recebem, respectivamente, 35,8% e 34% menos que os homens.

O estudo do IBGE feito para o Dia Internacional da Mulher teve como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2018. Ele mostra que a diferença entre carga horária diária trabalhada de homens e mulheres vem diminuindo.

“Verificamos isso todos os anos, essa diferença já foi de seis horas. É uma característica do mercado de trabalho, uma vez que isso indica apenas as horas nesse setor”, disse Adriana Beringuy. Entretanto, este resultado se deu muito mais por conta de uma redução na carga horária de trabalho dos homens. Em 2012, a diferença era de 6h, mas caiu em 2018 para cerca de 4h48min.

Adriana ressalta, no entanto, que a jornada apresentada na pesquisa não reflete de fato o que a mulher trabalha em todo o seu dia. “A menor jornada da mulher no mercado de trabalho está associada às horas dedicadas a outras atividades, como os afazeres domésticos e os cuidados com pessoas”, afirmou.

Reflexos na participação da mulher no mercado
Hoje, as mulheres respondem por 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Na população acima de 14 anos, por exemplo, a proporção é diferente: 89,4 milhões (52,4%) são mulheres, enquanto 81,1 milhões (47,6%) são homens, constata o estudo.

Quando a comparação entre os rendimentos das mulheres e dos homens é feita de acordo com a ocupação, o estudo mostra que a desigualdade é disseminada no mercado de trabalho, embora varie de intensidade.

“A mulher acaba tendo participação maior na população desocupada e na população fora da força de trabalho. Temos muitas procurando trabalho ou na inatividade, ou seja, não procuram emprego, por inúmeras questões”, avalia Adriana.

EBC
Desemprego » IBGE

Desemprego atinge 12,7 milhões de brasileiros, diz IBGE

O número de brasileiros desempregados aumentou no Brasil e agora afeta 12,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro de 2019, de acordo com dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta quarta-feira (27), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado avalia o trimestre de outubro do ano passado a janeiro deste ano. Após duas quedas consecutivas, a taxa de desocupação voltou a subir e ficou em 12% no trimestre móvel.

Com o aumento, 318 mil pessoas entraram na população desocupada, totalizando 12,7 milhões de trabalhadores nessa condição.

“Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação”, garante Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Azeredo destaca, porém, que este trimestre fechado em janeiro foi menos favorável que os mesmos períodos de 2018 e 2017. “Ano passado, houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados”, diz.

A categoria dos trabalhadores por conta própria cresceu 1,2% em comparação ao trimestre anterior (23,9 milhões de pessoas), o que representa 291 mil pessoas a mais neste grupo.

O número de empregados do setor privado sem carteira assinada caiu: 321 mil pessoas a menos, de um total de 11,3 milhões. Os trabalhadores do setor público caíram 1,8% e totalizaram 11,5 milhões no trimestre encerrado em janeiro.

Os empregados do setor privado com carteira assinada, por sua vez, permaneceram estáveis (32,9 milhões), assim como os trabalhadores domésticos (6,2 milhões).

“Tivemos queda no contingente de empregados do setor privado e no setor público. No primeiro, isso atingiu, principalmente, os trabalhadores sem carteira assinada. Apesar disso, a informalidade aumenta ainda mais, com influência do crescimento dos trabalhadores por conta própria”, avalia Cimar.

Já a população fora da força de trabalho soma 65,5 milhões no trimestre fechado em janeiro. O número deste grupo aumentou em 403 mil pessoas.

Trabalhadores ociosos

A subutilização da força de trabalho, no entanto, ficou em 24,3% no período, somando 27,5 milhões de pessoas nesse grupo.

O grupo de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,8 milhões e na força de trabalho potencial, em 8 milhões. Os desalentados, assim como as desalentadas, apresentaram estabilidade em relação ao trimestre anterior e ficaram em 4,7 milhões.

R7
Economia » IBGE

Levantamento do IBGE do último trimestre de 2018 aponta cerca de 209 mil trabalhadores desocupados no RN

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do último trimestre do ano passado, publicada pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana, detalharam a taxa de desocupação no Rio Grande do Norte: 13,4%, cerca de 209 mil que encerraram 2018 sem trabalho.

O levantamento também revelou que o estado terminou o ano com 1,35 milhão de pessoas ocupadas – um aumento de 1,5% em relação ao último trimestre de 2017, quando havia 1,33 milhão de potiguares trabalhando no estado.

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