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Finanças

Benefício do INSS para quem ganha acima do mínimo sobe 6,58%

Pensionistas e aposentados do INSS buscam benefício do 13º salário.

Os segurados que recebem um benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) acima do salário mínimo já conseguem saber de quanto será o reajuste deste ano.

A partir do pagamento depositado em fevereiro, eles terão um reajuste de 6,58%, percentual que corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de janeiro a dezembro de 2016.

O índice é menor do que foi inicialmente previsto pela gestão Michel Temer (PMDB) no Orçamento para 2017, que era de 7,5%, e bem inferior aos 11,28% pagos no ano passado. Apesar da diferença grande entre o reajuste deste e do ano passado, quem ganha mais de um salário não tem tido aumento real, acima da inflação.

Com o reajuste, um aposentado que ganha R$ 2.000 passa a receber R$ 2.131,60. Os benefícios reajustados começam a cair na conta de aposentados, pensionistas e dos que recebem auxílio com valor acima do piso a partir do dia 1º de fevereiro.

O INPC, divulgado ontem pelo IBGE, também altera o o teto do INSS, que é o valor máximo pago pela Previdência.

O teto aumentará de R$ 5.189,82, válidos em 2016, para R$ 5.531,31.

Na prática, é muito difícil um trabalhador chegar a receber uma aposentadoria igual ao teto, pois é necessário ter um fator previdenciário maior do que 1. O reajuste também altera o desconto da contribuição previdenciária de quem recebe um salário acima do teto. O desconto no salário nesse caso passará de R$ 570,88 para R$ 608,44.

A tabela de descontos do INSS também mudará. Os novos descontos são aplicados nos salários pagos a partir de fevereiro.

Folha de S. Paulo
Finanças » Segurança » Uber

Funcionários do Uber vão passar a cobrar R$ 0,75 como “taxa de segurança”

O Uber não informou quais são as iniciativas de segurança.

O Uber passou a cobrar uma taxa de R$ 0,75 para cada viagem feita em todo o Brasil. A nova tarifa, que começou a valer anteontem, tem como objetivo “apoiar iniciativas de segurança” para motoristas e usuários e outros custos operacionais, segundo a empresa.

O Uber não informou quais são as iniciativas de segurança e também não quis comentar se a nova tarifa seria cobrada para implementar ações para coibir assaltos aos motoristas.

Em novembro, levantamento feito pelo Estado mostrou que ao menos três motoristas do Uber são assaltados por dia em São Paulo. De janeiro a outubro, os motoristas e passageiros do aplicativo sofreram pelo menos 271 roubos. Desses, 50 aconteceram até 29 de julho, data em que o aplicativo passou a aceitar dinheiro como pagamento – média de 7 casos por mês. De 30 de julho a 16 de outubro, a polícia contou 221 crimes, média de 88,4 por mês, ou 1 caso a cada 8 horas – um aumento de 1.162% em relação ao período anterior.

Como comparação, é possível verificar que o crescimento dos casos envolvendo o Uber é bem maior do que o de roubos no Estado De janeiro a julho de 2016, a média mensal de roubos paulista foi de 26.666. Em agosto e em setembro, esse número ficou em 28 041 – aumento de 5,1% em relação à média anterior registrada.

A empresa informou apenas que os investimentos na plataforma ajudam a melhorar a confiabilidade e sustentabilidade. “Ao longo do último ano, cada vez mais pessoas utilizaram o Uber para conseguir transporte confiável e rápido nas cidades. Para manter o crescimento saudável da plataforma no Brasil, vamos implementar uma cobrança fixa de R$ 0,75 a cada viagem”, disse.

Além da nova tarifa, em São Paulo há também uma cobrança de R$ 0,10 por quilômetro rodado, recolhida pela Prefeitura.

Morte

Na madrugada de ontem, um motorista do Uber foi morto a facadas no bairro da Saúde, na zona sul da capital. O celular da vítima foi levado pelos autores do crime, mas a carteira foi achada no local.

O crime aconteceu na Alameda dos Ubiatans e o Uber nega que o motorista estivesse trabalhando no momento. O delegado Julio César de Almeida Teixeira, do 16.º DP (Vila Clementino), disse que testemunhas relataram que a vítima estava no carro com uma transexual, quando começaram a discutir e entraram em luta corporal.

Um homem, que estava na rua e presenciou a cena, abordou os dois e se identificou como policial. Ele deu ordem para que a transexual saísse do carro. O homem então entrou no veículo e começou a discutir com a vítima. “Segundo as testemunhas, o homem estava com um objeto que aparentava ser uma faca”, disse Teixeira.

O motorista saiu do veículo e foi seguido pelo homem, que o agrediu com a faca. O motorista caiu ao lado do carro e foi encontrado por policiais militares e encaminhado ao Pronto-Socorro Saboya, onde morreu.

“Trabalhamos com duas possibilidades, latrocínio ou homicídio. Ainda não podemos dizer se levaram o celular da vítima porque foi um crime patrimonial ou se levaram o celular para subtrair uma prova que pudesse levar à identificação do autor do crime”, disse o delegado.

Teixeira disse que solicitou ao Uber as corridas feitas pela vítima no dia do crime, mas até a tarde de ontem a empresa não havia fornecido as informações, apesar de afirmar que o motorista não trabalhava no momento da abordagem.

Estadão Conteúdo
Finanças » Gasolina

Gasolina sobe em 18 estados e atinge maior valor em 1 ano no país, diz ANP

Divulgação

O preço médio da gasolina no país subiu na primeira semana de 2017 e atingiu R$ 3,762 o litro, um valor acima do registrado em todas as semanas de 2016. O reajuste de preços foi registrado em 18 estados (veja relação abaixo). Os dados são de levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que monitora semanalmente os preços dos combustíveis no país.

Os dados mostram que o reajuste da gasolina ganhou fôlego a partir de dezembro do ano passado, quando a Petrobras aumentou o preço da gasolina nas refinarias. Apenas nas últimas quatro semanas, o valor do combustível subiu 1,92%. Em todo o ano de 2016, o preço da gasolina se apreciou 3,3%, abaixo da inflação. Na semana, a alta foi de 0,18%.

preço da gasolina (Foto: Arte G1)

Diesel e etanol

Já o preço do diesel registrou uma leva queda na primeira semana do ano, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de alta de preços, apontam os dados da ANP. O diesel, que encerrou 2016 com o maior valor registrado no ano (R$ 3,051/litro), atingiu um preço médio de R$ 3,046 na primeira semana de 2017.

Já o etanol registrou nesta semana a sua quinta alta consecutiva de preços, de acordo com o levantamento da ANP. O preço médio do litro do etanol no país atingiu R$ 2,863 o litro, alta de 0,67% em apenas uma semana. Em 2016, o etanol foi o combustível com maior alta de preços, um reajuste de 6,88% nos postos de combustível.

Para chegar ao preço médio da gasolina, a ANP consultou 5.670 postos na semana. Para registrar o preço do etanol e do diesel, a agência procurou 5.107 e 3.557 postos de combustível, respectivamente.

Reajuste nas refinarias

Desde outubro a Petrobras pratica uma nova política de definição de preços dos combustíveis, com reuniões mensais para definir os valores da gasolina e do diesel cobrados nas refinarias. Na última reunião, realizada no dia 5, a Petrobras aumentou o preço do diesel e manteve o da gasolina.

Em dezembro, a Petrobras aumentou o preço do diesel e da gasolina. Nas reuniões anteriores, em outubro e novembro, a estatal reduziu os preços.

Variação por estado

Além de uma média nacional de preços, a ANP divulga semanalmente os valores praticados por Estado. Na semana encerrada no dia 6, o Acre foi estado com a gasolina mais cara, de R$ 4,231 o litro. Já a mais barata foi registrada em Pernambuco, uma média de R$ 3,552 por litro.

Veja a preço médio da gasolina por estado e sua variação em relação a semana anterior:

Acre
R$ 4,231, alta de 0,38%
Alagoas
R$ 3,733, queda de 0,35%
Amapá
R$ 3,825, alta de 4,08%
Amazonas
R$ 3,993, alta de 0,15%
Bahia
R$ 3,753, queda de 1,13%
Ceará
R$ 3,9800, queda de 0,18%
Distrito Federal
R$ 3,724, alta de 1,83%
Espírito Santo
R$ 3,740, queda de 1,01%
Goiás
R$ 3,903, sem variação
Maranhão
R$ 3,61, alta de 0,03%
Mato Grosso
R$ 3,782, alta de 0,50%
Mato Grosso do Sul
R$ 3,661, alta de 0,14%
Minas Gerais
R$ 3,827, alta de 0,31%
Pará
R$ 4,093, alta de 0,57%
Paraíba
R$ 3,613, queda de 1,12%
Paraná
R$ 3,694, alta de 0,76%
Pernambuco
R$ 3,552, queda de 1,47%
Piauí
R$ 3,642, alta de 0,69%
Rio de Janeiro
R$ 4,023, alta de 0,52%
Rio Grande do Norte
R$ 3,926, queda de 0,18%
Rio Grande do Sul
R$ 3,909, queda de 0,26%
Rondônia
R$ 3,971, alta de 0,05%
Roraima
R$ 3,884, alta de 0,18%
Santa Catarina
R$ 3,670, alta de 0,22%
São Paulo
R$ 3,605, alta de 0,31%
Sergipe
R$ 3,743, alta de 0,29%
Tocantins
R$ 3,838, alta de 2,18%

G1
Finanças » Rio Grande do Norte

Robinson Faria anuncia calendário de pagamento dos salários de dezembro e 13º

Governador do RN Robinson Faria (PSD)

O governador Robinson Faria (PSD) anunciou nesta quarta-feira (4) o calendário de pagamento para os servidores do Rio Grande do Norte, que resultará em uma injeção de quase R$ 160 milhões na economia do estado. Em sua conta pessoal no Instagram, Robinson disse que na próxima terça-feira (10), os servidores que ganham acima de R$ 4 mil terão os vencimentos do 13º salário quitados.

Já no dia seguinte (11), o governo planeja pagar os salários de dezembro para servidores, aposentados e pensionistas que ganham até R$ 3 mil. Robinson ainda explicou que espera a confirmação de novas receitas para anunciar o pagamento das faixas salariais restantes. Confira abaixo o anúncio do governador.

“Boa tarde, amigos! Vamos finalizar pagamento do 13º salário dos servidores estaduais que ganham acima de R$ 4 mil na próxima terça, 10, e na quarta, 11, pagamos os salários de dezembro para servidores, aposentados e pensionistas que ganham até R$ 3 mil. Continuamos com todo foco e economia, aguardando a confirmação de receitas para anunciar o pagamento das demais faixas salariais em breve. Com o pagamento do 13º e salários até R$ 3 mil, injetamos quase R$ 160 milhões na economia do RN, na próxima semana”, escreveu Robinson Faria.

Por Boni Neto
Economia » Finanças

Salário mínimo em dezembro deveria ser de R$ 3.856,23, segundo Dieese

Foto: Divulgação

Em dezembro, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.856,23. O valor é 4,38 vezes o salário em vigor no mês passado, de R$ 880. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e foi divulgada nesta quarta-feira (4).

O departamento divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Em dezembro, o maior valor foi registrado em Porto Alegre (R$ 459,02).

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de novembro para dezembro. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$ 3.940,41 (4,48 vezes o salário mínimo).

Mínimo de R$ 937

Desde o dia 1º de janeiro entrou em vigor o novo salário mínimo, de R$ 937, que valerá durante 2017.

O aumento de 6,48% sobre os R$ 880 de mínimo em 2016 foi feito com base na inflação, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Segundo o Dieese, 2017 é o primeiro ano em que o salário mínimo não teve aumento real (acima da inflação) desde 2003, início da série registrada pelo departamento.

UOL
Economia » Finanças

Temer anuncia que juros do cartão de crédito serão reduzidos pela metade

Os juros do rotativo do cartão de crédito serão “reduzidos pela metade”, anunciou o presidente Michel Temer nesta quinta-feira (22). O anúncio foi feito em café da manhã com jornalistas.

Há uma semana, o presidente já havia afirmado que o governo estudava formas de baixar os juros do cartão, mas ainda não havia anunciado o tamanho do corte esperado.

Juros do cartão estão entre os mais altos

Os juros médios do cartão de crédito estão entre os mais altos do mercado. A taxa chegou a 459,53% ao ano em novembro, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Os juros do rotativo do cartão de crédito são cobrados quando o cliente não paga o valor total da fatura. Atualmente, o cliente tem a opção de pagar apenas uma parte do valor da fatura, o chamado valor mínimo (15%) e deixar o saldo restante para o próximo mês. Essa operação é chamada crédito rotativo.

Essa operação, ao lado do uso do cheque especial, envolve a cobrança dos juros mais altos do mercado. Por esse motivo, deve ser sempre evitada.

Os juros são definidos pela instituição financeira e cobrados sobre a quantia que deixou de ser paga.

Governo aposta em ‘pauta positiva’

O governo vem anunciando propostas para tentar estimular a economia e tirar o país da crise. Muitas dessas medidas ainda estão em estudo e não têm prazo determinado para entrar em vigor.

O desempenho da economia continuou ruim no segundo semestre deste ano, o que colocou em xeque o otimismo visto com a mudança de governo (Michel Temer assumiu interinamente a Presidência em 12 de maio).

O anúncio de medidas consideradas positivas também acontece num momento em que o governo tenta reverter um desgaste de imagem, após a cúpula do Palácio do Planalto –incluindo o próprio presidente– ter sido citada em delação premiada da Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato.

Para especialistas, o “minipacote” divulgado na semana passada é “positivo, mas não resolve”. A principal crítica é que as propostas não têm relação entre si, parecem um “catadão de medidas”, e devem ter quase nenhum impacto na retomada da economia.

 

UOL
Finanças » Governo do Estado » Policial

SEM ACORDO: Militares recusam 13º através de empréstimo e não descartam paralisação no RN

Robinson Faria não conseguiu firmar acordo com militares do RN.

Robinson Faria não conseguiu firmar acordo com militares do RN.

Os militares estaduais decidiram não acatar a proposta do Governo do Estado de os servidores realizarem empréstimo para obter o décimo terceiro salário. Juntamente a esta decisão, ficou firmado uma Assembleia Geral na próxima quinta-feira (15) para discutir sobre uma paralisação geral contra o atraso nos pagamentos e reivindicação do décimo. A deliberação unânime se deu após Assembleia Geral Extraordinária na tarde desta quinta-feira (8), que ocorreu no Clube dos Tiradentes, sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares do RN (ASSPMBMRN).

Em reunião com a equipe do Executivo na governadoria, após a Assembleia, as demais entidades representativas dos servidores estaduais também se posicionaram contra a proposta do empréstimo. Desta maneira, o Projeto de Lei foi descartado. A proposta era de que o servidor pediria o crédito consignado no valor do décimo e o Governo assumiria o pagamento do empréstimo, em caráter indenizatório, através de folha suplementar no contracheque. Em segunda opção, o funcionário público poderia receber a gratificação parcelada durante o ano de 2017 em valor corrigido.

Questionado se haveria risco ao servidor de ser negativado caso o Governo não honrasse com os pagamentos, o secretário de Estado do Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, confirmou que sim. “Temos sido sempre muito transparentes, e nesse caso a operação com o banco é feita pelo servidor. Se o Estado não pagar, cobra sim do servidor”, relatou o secretário.

“A proposta é inviável para nós servidores, pois se contrairmos o empréstimo e mais a frente o Governo não honrar com o pagamento, nós que seremos prejudicados”, destaca o Subtenente Eliabe Marques, presidente da ASSPMBMRN. “Estamos juntos com a categoria. O que ela decidir, nós, enquanto representantes vamos acatar e batalhar unidos. Hoje ficou decidido contra essa proposta”, realça o presidente.

Agora RN
Finanças » Política

Mesmo afastado, Eduardo Cunha gasta R$ 569 mil dos cofres públicos em voos

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) gerou um custo estimado em R$ 569 mil para os cofres públicos em voos entre Brasília e Rio de Janeiro no período em que esteve afastado da presidência da Casa. O levantamento foi feito pelo UOL com base em dados disponibilizados pela FAB (Força Aérea Brasileira) e em cotações com empresas de táxi aéreo.

Eduardo Cunha ficou afastado da presidência da Câmara entre os dias 5 de maio (quando o STF decidiu pelo seu afastamento) e 7 de julho, quando ele renunciou ao cargo.

Presidentes da Câmara, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal) têm direito a utilizar jatos da FAB para seus deslocamentos a trabalho e no retorno às cidades onde residem. Tanto o presidente interino, Michel Temer, quanto a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), também têm direito a utilizar voos da FAB em seus deslocamentos. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, determinou que Dilma deverá ressarcir os custos de seus voos pela FAB enquanto estiver afastada.

No período em que esteve afastado do cargo, Cunha continuou mantendo benefícios destinados ao presidente da Câmara, como a residência oficial e voos da FAB entre Brasília e seu local de residência.

De acordo com a FAB, Eduardo Cunha fez 13 voos entre os dias 5 de maio (data de seu afastamento) e 7 de julho (dia em que ele renunciou à presidência da Câmara). Foram sete voos partindo de Brasília para o Rio de Janeiro e seis voos partindo do Rio de Janeiro para Brasília.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) gerou um custo estimado em R$ 569 mil para os cofres públicos em voos entre Brasília e Rio de Janeiro no período em que esteve afastado da presidência da Casa. O levantamento foi feito pelo UOL com base em dados disponibilizados pela FAB (Força Aérea Brasileira) e em cotações com empresas de táxi aéreo.

Eduardo Cunha ficou afastado da presidência da Câmara entre os dias 5 de maio (quando o STF decidiu pelo seu afastamento) e 7 de julho, quando ele renunciou ao cargo.

Presidentes da Câmara, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal) têm direito a utilizar jatos da FAB para seus deslocamentos a trabalho e no retorno às cidades onde residem. Tanto o presidente interino, Michel Temer, quanto a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), também têm direito a utilizar voos da FAB em seus deslocamentos. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, determinou que Dilma deverá ressarcir os custos de seus voos pela FAB enquanto estiver afastada.

No período em que esteve afastado do cargo, Cunha continuou mantendo benefícios destinados ao presidente da Câmara, como a residência oficial e voos da FAB entre Brasília e seu local de residência.

De acordo com a FAB, Eduardo Cunha fez 13 voos entre os dias 5 de maio (data de seu afastamento) e 7 de julho (dia em que ele renunciou à presidência da Câmara). Foram sete voos partindo de Brasília para o Rio de Janeiro e seis voos partindo do Rio de Janeiro para Brasília.

Aeronave Legacy 600, utilizada para o transporte de autoridades dos três poderes.

Aeronave Legacy 600, utilizada para o transporte de autoridades dos três poderes.

A FAB não informa os custos de seus voos por considerar essas informações “estratégicas”, mas o UOL fez duas cotações com empresas do ramo de táxi aéreo para estimar qual o custo dos voos realizados por Cunha no período em que esteve afastado.

As cotações feitas pelo UOL levaram em consideração os seguintes critérios: custos do trajeto Brasília/Rio de Janeiro e Rio de Janeiro/Brasília com voos saindo em uma segunda-feira e retornando em uma sexta-feira em uma aeronave Legacy 600 (modelo utilizado pela FAB para o deslocamento de Cunha) ou equivalente. Os critérios são semelhantes ao padrão de utilização dos voos feitos por Cunha no período.

A companhia que apresentou o custo mais baixo foi a Líder Aviação. A empresa, que tem um Legacy 600 em sua frota, estimou o custo dos 13 voos de Cunha em aproximadamente R$ 569 mil.

A TAM Aviação Executiva não tem o Legacy 600 em sua frota, mas fez uma cotação para a aeronave Citation 10, um pouco menor que a anterior. O custo estimado pela TAM foi superior à da Líder Aviação: R$ 574,7 mil.

Privilégios

O transporte aéreo realizado pela FAB não foi o único privilégio a que Cunha teve direito enquanto esteve afastado da presidência da Câmara.

No dia 13 de maio, um ato da mesa assinado pelo então presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que, mesmo afastado do cargo, Cunha continuaria a ter direito a: residência oficial da presidência da Câmara; salário integral de R$ 33,7 mil; assistência de saúde; segurança pessoal; equipe parlamentar; e transporte aéreo ou terrestre.

O transporte de autoridades em aeronaves da FAB é regulamentado pelo decreto 4.244/2002. O decreto determinava que vice-presidente da República, ministros de Estado e presidentes da Câmara, Senado e STF poderiam usar aviões da FAB para seus deslocamentos de trabalho e para retornar às cidades onde residem.

Em 2015, um decreto proibiu que ministros de Estado utilizassem as aeronaves para retornar às cidades onde moram.

Procurado pela reportagem do UOL, Eduardo Cunha disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não vai se manifestar” sobre o assunto.

UOL
Finanças

Caixa vai financiar imóveis de até R$ 3 milhões

Mudança foi anunciada esta segunda (18) pela instituição financeira.

Mudança foi anunciada esta segunda (18) pela instituição financeira.

A partir da próxima segunda-feira (25), os mutuários da Caixa Econômica Federal poderão financiar imóveis de até R$ 3 milhões, o dobro do limite de financiamento em vigor até agora, de R$ 1,5 milhão.

A mudança foi anunciada nesta segunda (18) pela instituição financeira e afeta somente operações de crédito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Essa modalidade de crédito financia imóveis mais caros, sem emprestar dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além de aumentar o limite de crédito, a Caixa anunciou que passará a financiar uma parcela maior do valor dos imóveis por meio do SFI. A cota de financiamento para imóveis usados subiu de 60% para 70% do valor total. Para a compra de imóvel novo, construção em terreno próprio, aquisição de terrenos e reforma ou ampliação, a cota passou de 70% para 80%.

Economia » Finanças

Preço do feijão subiu 58,72% em junho, diz FGV

Divulgação

Divulgação

De acordo com o superintendente-adjunto para inflação do Ibre/FGV, Salomão Quadros, uma estabilização dos preços do feijão só deve ocorrer ao final de julho. Em junho, o feijão (em grão) variou 58,72%, o principal impacto no IPA de junho.

No mês anterior, a alta de preços havia sido de 7,34%. A razão é um choque de estoques em função dos baixos resultados da segunda safra do feijão, em maio, devido a fatores climáticos.

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