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Sem teto: Mais de 100 famílias estão desabrigadas em motivo das chuvas em Natal

Natal em estado de calamidade pública.

Natal em estado de calamidade pública (Foto: UOL).

Chegou a 130 o número de famílias que precisaram deixar suas casas em decorrência das chuvas que caem em Natal, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil da cidade. Desse total, 100 famílias estão no bairro de Mãe Luíza, na zona leste da capital potiguar – o mais prejudicado. Trinta delas estão alojadas em escolas e igrejas, e o restante, em casas de parentes.

Em outros pontos da capital potiguar – Lagoa do Preá, Novo Horizonte, Comunidade do Jacó e São Conrado –, 30 famílias tiveram que ir para casa de parentes. Na segunda (16), a prefeitura decretou estado de calamidade pública em Natal. O decreto registrou que houve transbordamento em dez lagoas, deslizamentos de terra e comprometimento de 40 residências, das quais 20 ficaram destruídas na Rua Guanabara, no bairro de Mãe Luíza.

A chuva forte que atingiu a cidade na sexta-feira (13) e no sábado (14) causou o rompimento da tubulação de drenagem e esgotamento sanitário, destruindo a escadaria que liga a Rua Guanabara à Praia de Areia Preta e causando erosão na Rua Guanabara. A cratera provocou a retirada dos moradores do local e a interdição da rua.

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Família » Saúde

Após passar toda a vida em hospital, menino vai para casa pela 1ª vez

Lágrimas de tristeza pela despedida e de alegria pelo recomeço. Assim foi o último dia do menino Roger Inácio Dutra da Silva, de seis anos, em um hospital de Porto Alegre. Após passar a vida inteira internado, ele foi para casa pela primeira vez na última sexta-feira (25). E emocionou familiares e também a equipe médica que tratou dele, como mostra a reportagem do Teledomingo.

Roger é portador de síndrome de Down e tinha uma doença que afetava os nervos do intestino. Ele precisou ser submetido a uma cirurgia em outro hospital, mas uma complicação durante esse procedimento fez o menino perder quase todo o intestino: restou apenas 10% do órgão. “Ele tinha a doença de Hirschspring, em que o intestino não tem a enervação adequada”, explicou o médico José Vicente Spolidoro.

Como o intestino do menino não tinha capacidade de absorção, ele só conseguia se alimentar diretamente pela veia. Por isso, nunca havia saído do hospital. Mas o que ninguém esperava aconteceu. Devido ao progresso de Roger, os médicos decidiram dar alta a ele.

“Está aqui a alta formalmente, simbolicamente, para vocês, essa folha tão importante”, disse a médica residente do Hospital São Lucas da PUCRS Natália Correa, ao anunciar a liberação de Roger à família. “A gente está muito feliz com essa evolução, com ele podendo comer pela boca nesse ultimo mês”, comentou.

Foi mesmo uma vitória para Roger e também para a mãe dele, Eva Flores Dutra. Durante todos esses anos, ela esteve ao lado do filho, dormindo na poltrona do quarto dividido com outros pacientes. “Vou te dizer que eu estou bem nervosa porque eu vou ter que acostumar de novo a ter uma casa e a cuidar dele sozinha. Vai ser eu, ele e um pouco de medo, mas eu estou feliz. Estou feliz por ele, porque ele precisa viver”, destacou mãe.

De fato, a vida será diferente para Roger. Fora do quarto do hospital, poderá conhecer um mundo totalmente novo para ele. “Ele não sabe a diferença do dia e da noite, ele vive dentro do quarto do hospital, não conhece os animais, não conhece as ruas, os carros, pessoas em geral. Então ele vai ter um impacto bem importante que a gente vai ter que acompanhar de perto. Mas eu tenho certeza que ele vai tirar de letra e ser muito feliz lá fora”, aposta a médica Ana Paula Vaz.

Junto coma expectativa de uma vida nova, veio também a gratidão. Foi o que Eva demonstrou em uma carta entregue à equipe médica. “Com certeza sem vocês eu não teria conseguido superar todos esses momentos”, diz a carta. Ao ler o texto, o médico João Carlos Santana se emocionou e deu um abraço e um beijo em Eva.

Na hora de ir embora do hospital, Roger pediu pra brincar na grama. No carro, um olhar assustado acompanhou o trajeto até Canoas, na Região Metropolitana, onde eles vão morar. Mas logo na chegada o abraço da irmã, de 19 anos, trouxe força à família.

Uma casa nova foi alugada para poder receber o menino, que precisa de cuidados especiais. E grande parte dos recursos que a família dispõe foi doada por meio de uma campanha feita por funcionários do hospital. Para a família de Roger, no entanto, as dificuldades não assustam. Conviver com o menino é uma grande lição de vida.

“O Roger me ensinou tudo, tudo. Não interessa se você não tem alguma coisa, ou se tem alguma coisa. Na verdade, tu não precisa de dinheiro para sobreviver. Só o fato de ter e olhar pra ele já chega, já é uma grande alegria. Não precisa de mais nada”, concluiu a mãe.

Apesar das doações recebidas, a família não tem condições financeiras de arcar com o tratamento financeiro do menino. Por isso, a campanha de ajuda continua. Qualquer coisa é importante, mas principalmente o leite especial que ele usa pra se alimentar. Quem estiver disposto a ajudar, pode entrar em contato com a família pelo telefone (51) 9194-0716.

Globo.com

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