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Estiagem

Prefeitos de Currais Novos e Acari se reunirão com o governador e o presidente da Assembleia Legislativa

Nesta quinta-feira, 23 de abril os prefeitos de Currais Novos e Acari tem reunião agendada com o Governador Robinson Faria e o presidente da Assembleia Legislativa deputado Ezequiel Ferreira.

Vilton Cunha e Izaias Cabral vão pedir maior empenho do governador Robinson e do deputado Ezequiel para agilizarem a liberação dos recursos junto aos parlamentares federais em Brasilia com relação a adutora de engate rápido de Currais Novos.

Outros assuntos em pauta por parte do prefeito de Currais Novos serão a saúde e a segurança.

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Currais Novos aguarda concretização de promessas para sanar escassez de água

Gargalheiras e outros açudes da região encontram-se com capacidade mínima d'água (Foto: ProFilme)

Gargalheiras e outros açudes da região encontram-se com capacidade mínima d’água (Foto: ProFilme)

Após inúmeros encontros e reuniões para discutir a escassez de água no município de Currais Novos, eis que surge uma alternativa que está gerando expectativa em todos os cidadãos para a solução definitiva do problema.

No mês de março, em Natal, representantes da Prefeitura, CDL, Câmara Municipal e demais lideranças políticas da terra da Scheelita, participaram de uma reunião na Governadoria para dar continuidade à discussão acerca da solução imediata do abastecimento da cidade. Em maio, o prefeito em exercício, João Gustavo, participou do encontro entre o Governos Federal (Ministério da Integração), Estadual e Municipal, e mais uma vez foi solicitado empenho e sensibilidade para a causa que aflige o Seridó.

Paralelo às solicitações, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Currais Novos – CDL, que já havia mobilizado os comerciantes e sociedade curraisnovense para vestirem a camisa da causa, através do movimento “SOS Adutora”, promoveu nos dias 22 e 23 de maio o “I Seminário Água e Sustentabilidade: os desafios para o abastecimento de Currais Novos”, tendo como objetivo a debate da gestão de recursos hídricos no RN, o problema do desabastecimento de água e os efeitos da seca.

O evento contou com a presença de autoridades políticas, instituições públicas e privadas, além da sociedade civil e vários veículos de comunicação. Os primeiros inícios que de que realmente os problemas serão de fato resolvidos começaram a surgir. A Governadora Rosalba Ciarlini também participou do Seminário e mencionou sua participação na audiência com o Ministro da Integração Nacional, Francisco Coelho Teixeira, para tratar sobre as adutoras emergencial (engate rápido) e definitiva (Barragem de Oiticica) para a Princesa do Seridó, solicitando a inclusão destas obras no PAC III, além da conversa com o Presidente da Caern, Yuri Tasso e do Secretário da Semarh, Luciano Cavalcanti, reforçando o apoio dos mesmos.

Para a adutora de engate rápido, o montante de R$ 25 milhões já estão assegurados pelo Ministério da Integração, conforme foi anunciado durante o Seminário. Ela partirá próximo ao município de Florânia, sendo um paliativo para amenizar um possível colapso decorrente da falta de água, enquanto seguem as obras para a conclusão da Barragem de Oiticica, com 30% em andamento. Com a conclusão da adutora definitiva, haverá a tão sonhada segurança hídrica para o abastecimento de municípios como Currais Novos, Acari, São Vicente, São José do Seridó e Cruzeta, pelos próximos 50 anos.

As soluções técnicas já surgiram e os recursos já foram anunciados, agora é esperar que as obras definitivamente saiam do papel e se dê início ao seu processo de concretização. Aí sim, será possível ter a certeza que verdadeiramente existe a possibilidade de sanar um problema que vem se arrastando ao longo de muitos anos.

Do Jornal Expresso RN - Lílian de Souza
Estiagem

Aumento da temperatura tende a agravar crise hídrica

A cada ano, aumentam as dificuldades das empresas de saneamento para levar água potável aos moradores das metrópoles.

A cada ano, aumentam as dificuldades das empresas de saneamento para levar água potável aos moradores das metrópoles.

Eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, fortes tempestades e ondas de calor ou frio intenso, devem se tornar mais frequentes à medida que a temperatura do planeta se eleva – o que poderá impactar a disponibilidade dos recursos hídricos nos grandes centros urbanos brasileiros. A avaliação é do pesquisador Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP) e foi feita durante palestra apresentada no terceiro encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa Biota-Fapesp Educação, realizado, em São Paulo.

De acordo com Rocha, a oferta de água no Brasil é – na média – muito maior do que a demanda. Com uma vazão de 5.660 quilômetros cúbicos de água por ano (km³/a), os rios brasileiros concentram cerca de 12% da disponibilidade hídrica mundial. A população consome em torno de 74 km³/a – menos de 2% da quantidade ofertada. Mas, como os recursos hídricos estão desigualmente distribuídos, há regiões com problemas de desabastecimento.

“Cerca de 80% dos recursos hídricos estão concentrados na Bacia Amazônica, enquanto há regiões com muito pouco, como o sertão nordestino, onde só é possível sobreviver graças aos grandes açudes”, afirmou.

Enquanto no Nordeste e no norte de Minas Gerais a falta de chuva é a principal causa da escassez hídrica, acrescentou o pesquisador, nos grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Goiânia o problema é o adensamento populacional.

“Há uma grande dificuldade de consolidar sistemas de abastecimento que acompanhem o crescimento populacional e a demanda dos setores industrial e agrícola. Todos trabalham no limite e, quando há um evento climático extremo como a estiagem que afetou São Paulo no último verão, o abastecimento entra em crise”, avaliou.

Embora em escala global seja estimado um aumento de 10% no volume de chuvas com o aquecimento global, resultante principalmente da maior evaporação do oceano, determinadas regiões poderão sofrer com estiagem. “A redistribuição de calor no oceano pode formar piscinas quentes e frias – o que distorce o regime de chuvas no continente. Pode passar a chover mais em certas regiões e menos em outras”, afirmou Rocha.

De acordo com o pesquisador, o veranico (altas temperaturas e escassez de chuvas) que afetou São Paulo no início de 2014 foi causado pela formação de uma piscina de água quente na região tropical do Atlântico. “Por algum motivo, as frentes frias que costumam esfriar a água do oceano não chegaram. A piscina foi se aquecendo cada vez mais e bloqueando a entrada de novas frentes frias. A temperatura do oceano é um fator de grande impacto no regime de chuvas do continente”, disse.

Tribuna do Norte
Estiagem

Nordeste tem 388 cidades em emergência com estiagem

O Ministério da Integração Nacional reconheceu, nesta sexta-feira (23), que 388 municípios da Região Nordeste estão em situação de emergência por causa da estiagem prolongada. Portarias da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, publicadas no Diário Oficial da União, listam 183 cidades da Paraíba, 152 cidades do Ceará e 53 cidades de Pernambuco nessa situação.

A decisão pelo reconhecimento considerou, entre outros aspectos, “informações técnicas geradas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que leva em conta dados hidrometeorológicos de órgão federais e estaduais”.

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