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Energia Eólica » Rio Grande do Norte

RN lidera a produção de energia eólica no Brasil

O Rio Grande do Norte atingiu novo recorde energético ao alcançar 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A marca foi alcançada na quinta-feira, 14, com a entrada em operação comercial de dois parques de propriedade da Companhia Paranaense de Energia (Copel), localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.

Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o estado passa a ter 151 parques eólicos em funcionamento.

A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. Uma conquista iniciada há mais de dez anos, a partir da atuação do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que, à época, era secretário estadual de Energia do Rio Grande do Norte.

Nesta função, ele encabeçou uma campanha junto ao Ministério das Minas e Energia para que as fontes renováveis passassem a ser incluídas nos leilões de energia do Brasil.

A conquista dos 4 GW garante a manutenção do Rio Grande do Norte como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional.

A notícia foi bastante comemorada pelo senador Jean Paul Prates, que além de precursor das fontes renováveis no Rio Grande do Norte é também fundador e ex-presidente do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), instituição de apoio e monitoramento do setor energético no Nordeste Setentrional.

“Considero que essa é uma marca histórica, mais uma que o Rio Grande do Norte atinge, sempre à frente nas conquistas do setor eólico nacional. Isso reforça a responsabilidade do Estado em ser o protagonista e o líder desse setor. Pretendo continuar perseverando, ajudando o RN a se organizar para receber novos empreendimentos, manter o status de melhor ambiente operacional e de investimentos para energia eólica do Brasil. Queremos manter o RN na frente”, ressaltou o Senador.

Energia Eólica » Investimento » Rio Grande do Norte

Potencial para produzir energia limpa no RN atrai investidores franceses

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, receberá na próxima segunda-feira, 19, diretores da multinacional francesa Total Eren, que atua no campo energético petrolífero e que pretendem investir em energia limpa por meio da criação de joint-venture em parceria com a Petrobrás nos segmentos eólico e solar.

A notícia foi dada pelo senador Jean Paul Prates durante entrevista ao programa Jornal Agora, da rádio Agora FM (97,9), apresentado pelo jornalista Alex Viana. De acordo com o senador, a Total Eren não sairá do ramo de energia, mas trocará a energia não renovável – com ênfase no petróleo – pela energia limpa abundante no Rio Grande do Norte, que tem sol e vento em abundância.

Na avaliação do senador, a energia limpa é um caminho para tirar o Estado da crise, porque gera arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao invés de royalties da produção mineral, como no caso do petróleo, em que há uma divisão com a União e municípios. “Vamos receber este grande grupo francês, que quer investir no Estado e vai gerar empregos. Sem dúvida, será necessário a união da classe política”, conclama Prates.

Ao longo deste ano, a governadora deve receber muitos grupos empresariais que querem investir no Estado. Além dos recursos, a governadora Fátima Bezerra – segundo Jean Paul Prates – está pensando na geração de empregos em regiões onde a crise tem sido maior. “Nosso plano de desenvolvimento econômico prima pelo aproveitamento das vocações de nosso Estado”, destacou o senador.

Energia Eólica

Eólicas serão segunda fonte de energia do País a partir de 2019

Os ventos sopram forte para se transformarem na segunda maior fonte geradora de energia do Brasil já a partir do próximo ano, somente atrás da eletricidade que é retirada das turbinas de hidrelétricas. As usinas eólicas, que até meados de 2010 eram vistas como “experimentos” do setor elétrico, entraram de vez para a base de sustentação de abastecimento do País, e menos de uma década depois respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional.

Nestes meses de agosto e setembro, período que já passou a ser conhecido como a “safra dos ventos”, as usinas eólicas têm batido recordes. É quando a ventania ganha ainda mais força nas Regiões Nordeste e Sul do País, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos.

“Com a expansão de projetos já contratada, as eólicas devem ultrapassar a geração térmica e a biomassa em 2019 ou, no máximo, em 2020”, diz Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas. As usinas a biomassa representam fatia de 9,2%, mas as eólicas já são 8,5% da matriz e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes.

No dia a dia do consumo, porém, a presença dos ventos tem sido superior. É justamente no período seco – de abril a novembro, quando a maior parte dos reservatórios precisa ser preservada – que a ventania ganha mais força. Nas últimas semanas, uma média de 14% da energia que abastece todo o País tem sido retirada de torres eólicas. Uma semana atrás, os cataventos suportaram nada menos que 72% da energia consumida por toda a Região Nordeste.

Pressão. Para o governo, que há quatro anos não consegue licitar mais nenhuma grande hidrelétrica por causa do forte impacto ambiental desses empreendimentos – principalmente aqueles previstos para serem erguidos na Região Amazônica –, as fontes eólicas passaram a aliviar a pressão sobre o abastecimento e tornaram a geração menos dependente dos barramentos de rios.

“É importante entender, porém, que as fontes de energia não competem entre si, elas são complementares. As eólicas estão aí para provar isso. É uma oportunidade da qual o País não pode abrir mão”, diz Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

A energia gerada pela força dos ventos faz parte da matriz energética desde 1992, com o início da operação da primeira turbina eólica, em Fernando de Noronha (PE).

O crescimento da fonte eólica, no entanto, pode enfrentar alguns problemas, alerta Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace e conselheiro da organização Uma Gota no Oceano. “Já há pressão no governo para que as fontes de geração eólica e solar tenham reduzidos seus incentivos ligados ao custo de transmissão de energia”, comenta Baitelo. “Se isso ocorrer, pode comprometer o desempenho dessas fontes.”

Fonte: Blog do BG

Energia » Energia Eólica » Eventos

Natal sedia Fórum Nacional Eólico e celebra década de consolidação do setor

O Estado brasileiro que mais produz energia elétrica através da força dos ventos receberá cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos nos próximos três anos com a entrada em operação de 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com estes números, o Rio Grande do Norte poderá alcançar marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 2021, um período recorde para o setor.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos fizeram com que o Estado se tornasse referência na geração deste tipo de energia. Hoje, o estado conta com 138 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.72 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética local, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

É nesse contexto que Natal recebe, de 25 a 27 de julho, a 10ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos [+10], que em neste ano celebra os 10 anos de consolidação da indústria eólica no Brasil. O evento será realizado no auditório da Escola de Governo do RN, no Centro Administrativo, em Natal.

Desde a sua primeira edição, em 2009, quando foi palco da assinatura do documento de compromisso que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro, o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças políticas e empresariais relacionadas com a chamada “indústria dos ventos” para discutir os aspectos regulatórios, operacionais e da política setorial de um dos principais segmentos econômicos do Brasil na atualidade.

“O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro. Por termos sido líderes desde os primeiros leilões”, afirmou o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição. “Temos um potencial ainda maior. Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários e governo estadual para que consigamos ampliar a produção” apontou.

A programação subdivide-se em seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs com a presença de autoridades políticas, empresários e investidores que debaterão questões específicas relacionadas à indústria eólica. Durante a tarde, o evento abre suas portas com palestras de interesse geral, para divulgar as novidades do setor, voltados aos empreendedores, gestores públicos, acadêmicos e todos os demais interessados em energia eólica. O evento tem como anfitrião o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e realização do CERNE e Viex Américas.

A inscrições estão abertas e a programação completa​ pode ser encontrada no site: www.cartadosventos.com.

SERVIÇO

X Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos [+10]

Data: 25 e 27 de julho de 2018
Hora: 09h (sessões fechadas) e 14h (sessões abertas ao público)
Local: Escola de Governo do Rio Grande do Norte, Centro Administrativo, Natal/RN.
Informações para a imprensa: Daniel Turíbio (84) 9-9185-5594 (celular e WhatsApp) | (84) 2010-0340 | daniel.turibio@cerne.org.br

Fonte: Agora RN

Energia Eólica » Rio Grande do Norte

Eólicas investirão R$ 2 bilhões até 2021 no RN

O maior produtor de energia eólica no Brasil na atualidade poderá bater mais um recorde até 2021. O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada com a entrada em operação dos 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos mais recentes leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que deverão ser construídos no período. Cerca de R$ 1,8 bilhão está envolvido na fase inicial de investimentos dos parques eólicos para os próximos três anos, além das linhas de transmissão, de acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Hoje, o estado conta com 135 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.678,9 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética localmente.

Existem, porém, muitos desafios a serem superados para que o estado rompa os números atuais e chegue aos 5 GW num intervalo mais curto de tempo que seu concorrente mais próximo, a Bahia. A falta de linhas de transmissão para escoamento da energia produzida e de um porto que consiga dar vazão à logística envolvida na instalação dos parques eólicos no estado são pontos cruciais apontados pelo presidente do Cerne, Jean Paul Prates. Além disso, a Bahia está conseguindo expandir o número de empreendimentos em construção numa velocidade superior à potiguar e poderá ultrapassar a marca prevista pelo RN antes de 2021. Hoje, a Bahia é o segundo maior produtor de energia eólica do país, com 100 parques instalados e capacidade de geração de 2.594,5 MW e outros 2.425,75 MW de potência em construção.

“Há uma competição, um exercício de comparação saudável entre os estados brasileiros nesse quesito. O que interessa, porém, é que o setor cresça como um todo. Existem desafios comuns aos estados doRN, PB e CE, por exemplo, que são as linhas de transmissão. O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro . Por termos sido líderes desde os primeiros leilões, lá em 2008, as dificuldades são sempre vistas aqui inicialmente”, aponta Jean Paul Prates.

Com os 135 parques eólicos em operação comercial, o RN encerrou o ano de 2017 com 1.455,3 MW médio de energia entregues ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número representa crescimento de 20,7% em relação ao ano de 2016. Especialistas do Cerne afirmam que “apenas um terço do potencial eólico foi explorado até o momento no estado, que até 2003 encontrava-se na estaca zero no tocante à produção energética.” Com um potencial estimado em 10 GW, o incremento na produção eólica local depende da operacionalização dos empreendimentos em construção e, acima disso, do aprimoramento dos mecanismos técnicos, gerenciais e comerciais no setor.  “Temos um potencial ainda maior.

Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários; e do governo estadual para que consigamos ampliar a produção. O RN é um dos ambientes mais atrativos do mundo para a energia eólica, mas precisamos vencer os desafios das linhas e transmissão e do porto”, ressalta Jean Paul Prates. Ele informa, ainda, que o único estado com potencial de ultrapassar o RN é a BA em decorrência da vastidão de terras disponíveis.

Desde 2010, o RN é autossuficiente na geração de energia eólica. Hoje, a produção corresponde ao dobro do que é consumido internamente (média de 800 megawatts). “Era um estado que saiu do zero, praticamente, e em poucos anos atingiu a condição de exportador regional de energia e referência no setor de energia renovável tendo já passado um bom período como referência no setor de petróleo e gás, também”, relembra o presidente do Cerne.

Fonte: Tribuna do Norte

 

Energia Eólica » Rio Grande do Norte

RN é o maior gerador de energia eólica do Brasil, aponta IBGE

RN é responsável por mais de 30% da energia eólica produzida no Brasil (Foto: Canindé Soares)

RN é responsável por mais de 30% da energia eólica produzida no Brasil (Foto: Canindé Soares)

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil. É o que aponta o estudo ‘Logística de Energia 2015 – Redes e fluxos do território’ do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, o estado é responsável por mais de 30% da energia eólica produzida no país. O estudo também revela que o RN também é o maior produtor de petróleo de toda a região nordeste.

Segundo o IBGE, a região nordeste é responsável pela maior parte da produção eólica no país. O RN, com 31,3% é seguido pelo Ceará (23,4%) e o interior da Bahia (16,9%). Ainda de acordo com o estudo divulgado ontem quinta-feira (23), apesar de ter crescido 461% entre 2010 e 2014, a energia eólica representa apenas 2,1% da matriz energética brasileira.

Além de informações do IBGE, o estudo utilizou dados do Ministério de Minas e Energia,
da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional
de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema (ONS), Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Natural
(ABEGÁS) e das Agências Reguladoras de Energia dos estados de São Paulo e Rio de
Janeiro.

Petróleo

O estudo também apresentou dados sobre a produção nacional de petróleo. O Rio Grande do Norte foi apontado como o maior produtor na região Nordeste e 4º maior produtor do Brasil, com 20.961,95 barris produzidos, o que representa 2,55% do total brasileiro. A produção potiguar de petróleo só fica atrás de Rio de Janeiro (68,44%), Espírito Santo (16,28%) e São Paulo (7,20%).

Além do destaque na produção geral, o Rio Grande do Norte também acumula os postos de 2º maior produtor de óleo combustível do país, atrás apenas da Bahia e possui o maior número de poços produtores de petróleo terrestres do Brasil, com 47,2% da média nacional.

Energia Eólica

RN sediará dois importantes eventos de energias eólica e fotovoltaica em abril

Energia solar tem potencial de destaque no RN (Foto: Wellington Rocha)

Energia solar tem potencial de destaque no RN (Foto: Wellington Rocha)

O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), irá participar do Fórum Nacional Eólico (Carta dos Ventos) e do Solarinvest, nos dias 18 e 19 de abril, na Escola de Governo, Centro Administrativo. O Fórum Nacional Eólico e o Solarinvest são eventos onde grandes investidores e poder público se encontram para discutir a regulação do setor das energias renováveis e garantir competitividade para os projetos.

Desde 2009 o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças relacionadas com a chamada “indústria dos ventos”.  O evento recebe o apoio da SEDEC, que coordenou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado para trazê-lo de volta para o Rio Grande do Norte, estado que foi o anfitrião original da primeira edição do Fórum Nacional Eólico e também do primeiro Colóquio Solar. Em 2016, o Rio Grande do Norte retoma o protagonismo ao receber a oitava edição dos eventos, em um modelo amplamente inclusivo a todos os participantes da cadeia de produtos e serviços. A Federação das Indústrias do RN também participará dos eventos.

“O retorno da Carta dos Ventos a Natal é uma conquista importante para o Rio Grande do Norte, já que somos o estado líder nacional em geração de energia eólica e, por conseguinte, a principal referência para os sucessos e desafios desse setor no Brasil. É um evento muito importante para o setor e para o Estado”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo.

Em sua oitava edição, o Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos terá seções executivas, com reuniões fechadas, no turno da manhã, e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “Ao mesmo tempo em que vamos a Natal reunir lideranças políticas com lideranças empresariais sobre o nosso setor, cumprimos também com o papel de promover a integração entre o setor eólico e a sociedade”, explica a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum. “Por isso, a Abeeolica apoia e faz parte da Carta dos Ventos desde a sua primeira edição, em 2009”, ratifica.

O evento contará também com um workshop específico para jornalistas e com um minicurso sobre análise de viabilidade técnica e econômica de projetos, na manhã do dia 19, antes da cerimônia de abertura. Também durante o Fórum, será realizada Rodada de Negócios entre empreendedores, prestadores de serviço e fornecedores com a coordenação do SEBRAE.

As informações completas sobre programação, dinâmica do evento, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com.

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Energia Eólica » Notícias

Indústria eólica vai gerar 50 mil novos empregos em 2016 no Brasil, segundo associação

Com previsão de novos 175 novos parques eólicos, o Brasil deve abrir cerca de 50 mil novos postos de trabalho em 2016, segundo estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A entidade espera serem investidos R$ 20 bilhões na construção de novos parques, que irão gerar mais de três Gigawatts (GW) de energia no país.

Ao se considerar apenas o mercado regulado (os consumidores de energia elétrica atendidos pelas distribuidoras de sua região), estima-se que, em 2016, entrarão em operação comercial 107 usinas eólicas, de acordo com dados acompanhados pela Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME).

Energia Eólica

Brasil é o quarto país em que energia eólica mais cresce no mundo

O Brasil já está na lista de maiores produtores de energia eólica do mundo. O levantamento “Energia Eólica no Brasil e Mundo”, do Ministério de Minas e Energia, aponta que o país foi o quarto colocado no ranking mundial de expansão de potência eólica em 2014.

As nações que realizaram um avanço superior ao Brasil em 2014 foram a China (23.149 megawatts), Alemanha (6.184 megawatts) e Estados Unidos (4.854 megawatts). No mesmo período, o Brasil teve uma expansão de potência instalada de 2.686 megawatts (MW).

O Brasil já contratou cerca de 16,6 mil MW de energia eólica em leilões, sendo que aproximadamente 1,4 mil MW foram assegurados por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Do total contratado, 7,8 mil MW já estão em operação. O total contratado equivale à energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu.

Energia Eólica

Empresa do Santander vai investir R$ 2 bi em eólicas

O espanhol Santander tem em sua carteira de negócios no Brasil projeto de energia eólica em operação no Rio Grande do Norte.

O espanhol Santander tem em sua carteira de negócios no Brasil projeto de energia eólica em operação no Rio Grande do Norte.

A Cubico Sustainaible Investments, empresa que tem o banco espanhol Santander como acionista, anunciou ontem a compra de dois complexos eólicos que pertenciam à família Araripe por cerca de R$ 2 bilhões (incluindo dívidas). Fundada em maio do ano passado, a Cubico é resultado da união dos ativos de energia renovável do Santander com dois fundos de pensão canadenses – Ontario Teacher’s Pension Plan (de professores) e o Public Sector Pension Investiment Board (PSP) para investir em energia e saneamento.

A transação da Cubico envolve a compra de dois projetos da Casa dos Ventos, da família Araripe, que tem diversos projetos de energia eólica em desenvolvimento na região Nordeste. A Cubico adquiriu as operações das usinas Caetés, com 182 megawatts (MW), em Pernambuco, e Ventos do Araripe I, com 210 MW, no Piauí, somando 392 MW no total.

Segundo Eduardo Klepacz, presidente da Cubico no Brasil, essas aquisições marcam a entrada, de vez, do grupo, que tem sede em Londres, no Brasil. Essa aquisição contará com linha de financiamento do BNDES e também será bancada por emissão de debêntures (títulos da dívida) de infraestrutura.  O executivo informou que os atuais complexos já estão em operação e possuem contrato de distribuição de energia por 20 anos. “Esses contratos foram negociados, em 2013, durante o leilão de reserva realizado pelo governo.”

Com essas duas aquisições, a Cubico passa a deter 615 MW de projetos instalados no País. É que antes de oficializar o spin-off (cisão) de sua área de energia renovável, o Santander já possuía em carteira projetos eólicos de 223 MW em operação no Rio Grande do Sul, Ceará e Rio Grande do Norte. Segundo Klepacz, com esse atual portfólio, a companhia já ocupa a terceira posição desse segmento no Brasil, atrás da CPFL e da Renova Energia.

A companhia reúne 1,7 gigawatt (GW) de capacidade instalada, 19 usinas de geração, US$ 2 bilhões em ativos em energia em nove países. Além do Brasil, a Cubico está presente no México, com 800 MW de capacidade instalada, Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, Irlanda, Peru e Uruguai.

A empresa também possui investimentos em energia solar. “Queremos dobrar nossa participação no Brasil nos próximos anos”, disse Klepacz. “Nossos principais ativos estão na América Latina e na Europa. Estamos analisando oportunidades não só para aquisição, mas também para desenvolvimento de projetos do zero, ‘greenfield’”, disse.

Eólicas respondem por 6% da produção

A capacidade total de energia do Brasil hoje é de 140 mil MW, dos quais 91 mil MW, ou 65%, são retirados das usinas hidrelétricas. A segunda maior fonte, apontam os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são as usinas movidas a gás natural, que representam cerca de 10% de cada watt gerado no Brasil, seguidas pela usinas a óleo e de biomassa. As eólicas respondem por 6% do total e caminham para chegar a 12% nos próximos cinco anos. Até 2020, a perspectiva é de que as eólicas sejam a segunda maior fonte de geração de energia do Brasil, de acordo com Élbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Concentrada no Nordeste do País, a expansão eólica tem ajudado a garantir o abastecimento de energia em um momento em que os principais reservatórios das hidrelétricas da região sofrem com a pior seca dos últimos 84 anos. “Em 2015, as eólicas chegaram a gerar 30% da energia consumida no Nordeste e esse desempenho deve prosseguir neste ano. Tem muitos parques gerando acima da expectativa”, disse o especialista Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc Energia, em entrevista recente ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

De acordo com Élbia, os preços dos últimos leilões para energia eólica ficaram muito mais competitivos que os de biomassa (do bagaço da cana), por exemplo. “O preço de biomassa ficou cerca de R$ 60 mais caro que o de eólica”, disse a dirigente da Abeeólica em entrevista ao jornal, em dezembro.

A Cubico também pretende investir em saneamento, segmento no qual atua somente na Espanha. “Temos interesse de investir nessa área no Brasil. Acreditamos que os Estados não têm condições de fazer esses investimentos sozinhos”, disse o executivo.

Tribuna do Norte

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