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Desde 1999 é a primeira vez que um presidente da República assume o mandato com uma inflação tão baixa

Desde 1999 é a primeira vez que um presidente da República assume o mandato com uma inflação tão baixa, com taxa de juros também baixa. Some-se a isso o fato de que não há pressões à vista: as projeções do Banco Central (BC) e do mercado financeiro apontam inflação em torno de 4% para este e para os próximos dois anos.

A inflação controlada e os juros baixos não são suficientes para lançar a economia numa trajetória firme de crescimento, com recuperação do emprego, como temos visto nos dois últimos anos. Mas, iniciar um governo com essas duas frentes em estado de calmaria é um trunfo e tanto. As energias do novo governo podem ser direcionadas para outras áreas. A principal delas, o ajuste inadiável das contas públicas, que depende de uma reforma da Previdência para valer.

Repassando em números os ciclos de governo: quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o segundo mandato, em janeiro de 1999, a economia passou pela turbulência da desvalorização do Real. O ano fechou com inflação de 8,94%.

Após assumir em 2003, Luiz Inácio Lula da Silva herdou um processo inflacionário gestado durante a campanha que o elegeu. As incertezas sobre qual seria a política econômica do governo do PT provocaram uma forte pressão sobre o câmbio, o real se desvalorizou, elevando os preços.

O ano de 2002 fechou com inflação de 12,53%. No ano seguinte, o primeiro ano do primeiro mandato de Lula, a inflação ainda foi muito alta, de 9,3%.

Dilma Rousseff também herdou de Lula um processo inflacionário acumulado no final de seu governo. Em 2008, quando a inflação bateu em 5,9%, foi amortecida por conta da crise financeira internacional, que arrastou as economias desenvolvidas para a recessão e derrubou o crescimento no Brasil. Mas Lula encerrou 2010 com inflação de 5,91%.

No primeiro ano do mandato de Dilma, a inflação bateu no teto da meta, em 6,5%. A então presidente não foi capaz de debelar o processo inflacionário. Pelo contrário, a escalada dos preços continuou.

Em 2015, o primeiro ano do segundo mandato da ex-presidente, a inflação chegou a dois dígitos, a 10,67%, mais do que o dobro da meta para aquele ano, que era de 4,5%. A inflação continuou alta em 2016, fechando o ano em 6,29%.

Mas, por força de uma recessão profunda, desemprego elevadíssimo e do resgate da credibilidade do Banco Central sob a gestão de Ilan Goldfajn, a inflação caiu para 2,95% em 2017. Abaixo do piso da meta, que era de 3%.

Com o índice de 3,75% de 2018 já são dois anos de inflação rigorosamente baixa. Com perspectiva de que continue assim, caso as reformas que estão sendo discutidas no momento sejam efetivadas.

Coluna João Borges – G1

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