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Com altas de gás de botijão e alimentos, inflação vai a 7,64% no ano

Puxada pelo aumento dos preços dos alimentos e do gás de botijão, a inflação oficial, medida pelo IPCA, acelerou para 0,54% em setembro, após dois meses consecutivos de redução de ritmo.

O IPCA ficou, assim, acima dos 0,22% de agosto e próximo do mesmo mês do ano passado, quando foi de 0,57%, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quarta-feira (6).

Pelo acumulado de 12 meses, houve desaceleração de 9,53% para 9,49%. Isso porque, embora tenha acelerado na passagem de agosto para setembro, o índice ficou abaixo do mesmo mês de 2014.

Quando se considera o período de janeiro a setembro, o índice acumula um avanço de 7,64%, bem acima do centro da meta de inflação do governo, de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O valor também está bem acima dos 4,61% do mesmo período do ano passado. Trata-se da maior taxa para o período desde desde 2003 (8,05%).

A inflação alta é uma vilã porque corrói a renda. Em suma, inflação demais empobrece, desestimula negócios e investimentos.

Vale lembrar que a inflação não reflete ainda o reajuste da gasolina pela Petrobras, que entrou em vigor no último dia útil do mês passado. A coleta de preços para o IPCA terminou em 28 de setembro.

Segundo Rodrigo Alves Melo, economista do Icatu Vanguarda, o impacto do reajuste dos combustíveis será de 0,14 pontos.

“Isso vai pressionar a inflação para algo próximo de 9,90% no fim do ano, mas ainda abaixo dos dois dígitos”, disse o economista do Icatu. “Mas tem grande chance de chegar a dois dígitos para o fim do ano”.

ALIMENTOS, GÁS E PASSAGENS

O gás de botijão foi isoladamente a maior fonte de contribuição para a inflação, com uma alta de 12,98% no mês. O aumento é resultado do reajuste promovido pela Petrobras no preço do gás nas refinarias no mês.

Sozinho, o gás de botijão respondeu por um impacto de 0,14 ponto percentual da inflação no mês, ou por cerca de um quarto do índice no mês. O gás de botijão responde por 1,07% da cesta de consumo das famílias.

Passado o período de maior oferta e preços favoráveis dos alimentos e bebidas, o grupo voltou a pressionar a inflação em setembro, acelerando de deflação de 0,01% em agosto para alta de 0,24% no mês.

Isoladamente, o grupo de alimentos foi responsável por 0,6 ponto percentual da inflação de 0,54% no mês. O movimento, porém, era mais do que previsto pelos economistas do mercado.

Os alimentos que mais pressionaram os preços foram batata-inglesa (7,26%), sorvete (2,62%) e chocolate e achocolatado em pó (2,44%). Já a cebola ficou 18,85% mais barata no mês passado.

Vestuário também pressionou no mês, com alta de 0,50%. Os preços de roupas e acessórios avançam com o fim da liquidação de outono/inverno e início da coleção primavera/verão.

Passagens aéreas, um dos itens mais instáveis da cesta de produtos e serviços que compõem o IPCA, tiveram alta de 23,13%. As tarifas avançaram com o fim das promoções. A inflação do grupo de transporte foi, assim, de 0,71%.

A inflação de 7,64% no ano foi puxada sobretudo pelo aumento dos preços administrados pelo governo -como energia elétrica, combustíveis, saneamaneto e até jogos de azar da CEF (Caixa Econômica Federal).

Para tentar conter a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou os juros básicos da economia (Selic) para 14,75% ao ano. Essa taxa deve ser mantida este mês, segundo avaliação dos economistas do Itaú Unibanco.

“No Brasil, as expectativas de inflação também vêm subindo em resposta à depreciação do real. Acreditamos que o BC optará por manter a Selic estável, mas intensificará sua atuação no mercado de câmbio através de vários instrumentos”, avaliou o banco.

Folha Press

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