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Economia

79% dos brasileiros acreditam que a economia será muito afetada pelo coronavírus

Pesquisa Datafolha publicada nesta terça-feira (24) pelo jornal “Folha de S.Paulo

Pesquisa Datafolha publicada nesta terça-feira (24) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que a maioria dos brasileiros acha que a economia será muito afetada pelo coronavírus e quase um terço dos entrevistados entende que a vida financeira pessoal será prejudicada. Mais da metade está certa que a renda pessoal vai diminuir.

O Datafolha entrevistou 1.558 pessoas por telefone celular entre quarta-feira (18) e sexta (20). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja abaixo os resultados de acordo com as perguntas feitas aos entrevistados:

A economia será afetada pela pandemia?

  • Muito afetada:79%
  • Um pouco afetada: 16%
  • Nada afetada: 3%
  • Não sabe: 3%

O surto do coronavírus prejudicará a economia do Brasil?

  • Por muito tempo: 50%
  • Por pouco tempo: 44%
  • Não irá prejudicar: 3%
  • Não sabe: 4%

O surto prejudicará sua vida financeira pessoal?

  • Por muito tempo: 28%
  • Por pouco tempo: 45%
  • Não irá prejudicar: 24%
  • Não sabe: 3%

Sua renda diminuirá nos próximos meses por causa do coronavírus?

  • Sim: 57%
  • Não: 43%
  • Não sabe: 0%

Poderá trabalhar em casa durante o surto?

  • Sim: 46%
  • Não: 54%

Tem perspectiva de ficar sem trabalho e renda?

  • Entre os mais pobres: 60%
  • Entre os mais ricos: 25%
G1
Economia

Dólar bate R$ 5 pela 1ª vez na história

O dólar opera em forte disparada nesta quinta-feira (12), batendo R$ 5 pela 1ª vez na história, em mais um dia de turbulência nos mercados, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter classificado o surto como uma pandemia e depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias.

Às 9h32, a moeda norte-americana subia 4,42%, a R$ 4,9300. Na abertura, chegou a saltar mais de 6%. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,0277 – nova máxima nominal (sem considerar a inflação) já registrada no país. Veja mais cotações. Com o salto desta quinta, o avanço no ano passa de 23%.

A disparada aconteceu apesar do anúncio do Banco Central de leilão de venda à vista de até US$ 2,5 bilhões para esta manhã, cancelando o anúncio de venda de até US$ 1,5 bilhão feito no dia anterior.

G1
Economia

Índice da Construção Civil teve alta de 0,25% em fevereiro

Antônio Cruz / Agência Brasil

O Índice Nacional da Construção Civil teve uma alta de 0,25%, em fevereiro. No ano, o índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) está em 0,55%. Nos últimos 12 meses, a taxa está em 3,95%. Os resultados foram divulgados hoje (11).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, aumentou de R$ 1.162,24 para R$ 1.165,13. Sendo R$ 612,61 para materiais e R$ 552,52 pela mão de obra.

No primeiro bimestre de 2020, os materiais acumulam alta de 1,15%, enquanto o valor da mão de obra caiu 0,12%.

O Nordeste foi a região do país que registrou a maior alta de preços e serviços em fevereiro: 0,36%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,03% (Norte), 0,25% (Sudeste), 0,16% (Sul) e 0,23% (Centro-Oeste).

Agência Brasil
Economia

Dólar aproxima-se de R$ 4,45, e bolsa cai 7% com coronavírus

Os receios quanto ao impacto do novo coronavírus sobre a economia mundial afetaram fortemente o mercado financeiro no retorno do carnaval. Em alta pela sexta sessão seguida, o dólar voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta quarta-feira (26), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,444, com alta de R$ 0,051 (+1,16%). A bolsa de valores caiu 7%, a maior queda diária em quase três anos.

O dólar abriu em alta e manteve-se em torno de R$ 4,44 durante quase toda a sessão. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 10,75%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,85, com alta de 1,43% nesta quarta-feira.

O Banco Central (BC) vendeu, nos primeiros minutos de negociação, US$ 500 milhões em contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – e anunciou um leilão de US$ 1 bilhão para amanhã (27). Mesmo assim, os anúncios foram insuficientes para segurar a alta do dólar. Por causa da Quarta-Feira de Cinzas, o mercado só operou à tarde hoje.

No mercado de ações, a turbulência foi ainda maior. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou esta quarta-feira aos 105,718 pontos, com recuo de 7%. Essa foi a maior queda para um dia desde 17 de maio de 2017, quando o indicador havia caído 8,8% após a divulgação de conversas do então presidente Michel Temer.

Produção afetada

Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. Além da interrupção da produção em diversas indústrias da China, a disseminação da doença na Europa e a confirmação do primeiro caso no Brasil indicam que outras economias podem reduzir a atividade por causa do vírus.

Com as principais cadeias internacionais de produção afetadas, indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricarem e montarem produtos. A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Agência Brasil
Economia

Informalidade cresceu no RN entre 2016 e 2019, indica novo levantamento do IBGE

Vendedor ambulante comercializa tapete próximo à orla de Ponta Negra, em Natal

A taxa de informalidade entre a população ocupada no Rio Grande do Norte subiu 3,1 pontos percentuais entre 2016 e o ano passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (14).

Ela era de 45,3% entre a população ocupada no início da pesquisa, passou para 46,8% em 2017, aumentou para 48,3% em 2018 e fechou com 48,4% em 2019.

Segundo Flávio Queiroz, analista do IBGE no RN, o Rio Grande do Norte tem níveis de informalidade e subutilização da força de trabalho semelhantes aos demais estados do Nordeste, mas acima da média nacional.

No Brasil, a informalidade atinge 41,1% dos trabalhadores, em média. O problema se relaciona com a instabilidade financeira e menor nível de renda das famílias, assim como a inexistência de perspectiva quanto ao recebimento de auxílio doença ou garantia de aposentadoria no futuro.

“O Estado está entre os cinco com maior taxa composta de subutilização da força trabalho, 35%, o que significa que grande proporção dos trabalhadores trabalha menos de 40 horas semanais, estão desocupados ou não usam seu potencial de trabalho”, acrescenta Flávio Queiroz.

No quesito desemprego, a taxa de desocupação do País no fim de 2019 foi de 11%, o que representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de julho-setembro (11,8%).

As maiores taxas ficaram no Amapá (17,4%) e na Bahia (17,2%), enquanto que as menores foram registradas em Santa Catarina (6,1%) e nos estados de Rondônia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com 8% na média anual.

No Rio Grande do Norte, a taxa de desemprego encerrou o 4º trimestre de 2019 em 12,6% – uma queda em relação ao resultado do trimestre anterior (13,4%). É a oitava maior taxa de desemprego do País.

Já a população ocupada no Brasil aumentou em média 2% e em 23 estados, totalizando 93,4 milhões de trabalhadores até o fim do ano passado.

Apesar da queda no desemprego, em 2019, a taxa de informalidade – soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – atingiu seu maior nível desde 2016 no Brasil (41,1%) e também em 20 estados.

A taxa média nacional de informalidade foi superada em 18 estados, variando de 41,2%, em Goiás, até 62,4% no Pará. Em 11 desses 18 estados, a taxa de informalidade ultrapassou 50% e apenas Distrito Federal (29,6%) e Santa Catarina (27,3%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

A analista da pesquisa do IBGE Adriana Beringuy explica que há uma relação entre o aumento da população empregada no País e o aumento da informalidade.

“Mesmo com a queda no desemprego, em vários estados a taxa de informalidade é superior ao crescimento da população ocupada.No Brasil, do acréscimo de 1,819 milhão de pessoas ocupadas, um milhão é de pessoas na condição de trabalhador informal”, explica Adriana. “Em praticamente todo o País, quem tem sustentado o crescimento da ocupação é a informalidade”, observa.

A pesquisa mostra também que, desde 2016, o País vem apresentando queda na proporção da população ocupada que contribui para instituto de previdência. A maior proporção encontra-se na região Sul (75%) e a menor, no Norte (44%). Entre os estados, a contribuição chega a 81,2% em Santa Catarina, sendo que no Pará esse percentual é de 38,4%.

“A gente percebe que o crescimento da população contribuinte não está acompanhando o crescimento da população ocupada como um todo. Enquanto a população ocupada aumentou 2%, o contingente de contribuintes para a previdência só cresceu 1,7%”, aponta Adriana.

Agora RN
Economia

Receita paga hoje restituição do lote residual do IRPF de 2008 a 2019

A Receita Federal paga hoje (17) o lote residual de restituição multiexercício do Imposto sobre a Renda Pessoa Física (IRPF), referente aos exercícios de 2008 a 2019. O crédito bancário será feito para 116.188 contribuintes, somando mais de R$ 297 milhões.

Desse total, R$ 133,467 milhões serão liberados para os contribuintes com preferência no recebimento: 2.851 idosos acima de 80 anos, 14.541 entre 60 e 79 anos, 1.838 com alguma deficiência física, mental ou doença grave e 6.052 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve o crédito liberado, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146.

Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, com entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita consulta às declarações do IR e à situação cadastral no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Com o aplicativo, é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.]

Agência Brasil
Economia

Petroleiros vendem gás de cozinha a R$ 40 durante protesto em Natal

Petroleiros em greve vendem botijão de gás de cozinha a R$ 40, durante ato em Natal. — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

Funcionários da Petrobras, que estão em greve há 14 dias, realizaram uma ação para vender 300 botijões de gás de cozinha a R$ 40 na manhã desta sexta-feira (14) em Natal. Em média, o botijão custa R$ 70. De acordo com o sindicato que representa a categoria, a manifestação é uma ação em defesa da permanência da estatal no estado.

Segundo Ivis Corsino, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro), a população começou a fazer filas em frente à unidade da Petrobras na capital potiguar às 5h e todas as 300 fichas foram distribuídas. A venda começou às 7h e às 9h já estava acabando.

“Queremos chamar a atenção da população potiguar para a importância da manutenção das atividades da Petrobras no estado e no país, de manter a produção das unidades. Estamos em greve há 14 dias levantando a discussão com a sociedade, não pela exclusividade da Petrobras, mas para a existência da Petrobras como motor de desenvolvimento”, defendeu.

Além de Natal, Fortaleza também teve uma ação parecida na manhã desta sexta-feira (14), segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A manifestação foi denominada Campanha dos Combustíveis a Preço Justo.

“A política de preços adotada pela Petrobrás para os combustíveis, seja gasolina, óleo diesel ou gás de cozinha, pesa muito no bolso do consumidor. Desde 2016, os preços dos combustíveis no Brasil seguem as variações do mercado internacional. Com isso, ficam vulneráveis a crises no exterior, como a do início do ano entre o Irã e os Estados Unidos. O quadro se agrava com o dólar, que já chegou a R$ 4,30”, informou a federação.

Ainda de acordo com a FUP, a Petrobrás vem reduzindo o uso de suas refinarias. Enquanto há seis anos, as refinarias da empresa operavam com 95% de capacidade, hoje esse número estaria em torno de 70%. “Com isso, o país está importando mais combustíveis e ficando ainda mais exposto ao mercado internacional. E a situação deve piorar, já que a empresa está vendendo oito de suas 15 refinarias”.
Mesmo com a greve, a Petrobras afirma que as unidades operam “em condições adequadas de segurança, com reforço de equipes de contingência”, e que não há impacto na produção. “As entregas de produtos ao mercado também seguem normais”, diz a estatal.

Greve

Em paralisações desde o dia 1º de fevereiro, os petroleiros cobram, como principal reivindicação a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) previstas para ocorrer nesta sexta (14). Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões devem afetar mais de mil famílias.

Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.

Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é “descabido” e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa.

“As justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos”, afirmou a Petrobras.

G1
Economia

Alta do PIB de 2020 permanece em 2,30% e segue em 2,50% para 2021

A expectativa de crescimento da economia em 2020 permaneceu em 2,30%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa de alta era a mesma. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

Em dezembro, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,8% para elevação de 2,2%.

No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de alta de 2,21% para 2,33%. Há um mês, estava em 2,10%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, igual a quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 permaneceu em 56,90%. Há um mês, estava em 57,90%. Para 2021, a expectativa seguiu em 58,00%, ante 58,30% de um mês atrás.

Agora RN
Economia

Dólar passa de R$ 4,32 e fecha no maior nível desde criação do real

Em mais um dia marcado por forte volatilidade no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (7) vendido a R$ 4,321, com alta de R$ 0,035 (0,82%).

A divisa operou em alta durante toda a sessão, mas estava perto da estabilidade pela manhã, passando a disparar perto das 12h. O dólar acumula alta de 7,67% em 2020. O euro comercial também subiu e fechou o dia em R$ 4,729, alta de 0,53%.

O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Hoje, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. Ontem (6), o dólar comercial tinha atingido outro recorde nominal, fechando a R$ 4,286.

A turbulência repetiu-se no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 1,23%, aos 113.770 pontos. Esse foi o segundo dia seguido de recuo do indicador, que acumula retração de 1,62% em 2020.

O dólar subiu em nível global, principalmente diante das moedas de países emergentes, depois da divulgação da geração de emprego em janeiro nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 225 mil vagas de trabalho, número superior à previsão de 158 mil novos postos.

Informações da PBS/Emissora pública de televisão norte-americana
Economia

Dólar vai a R$ 4,2852 e bate novo recorde nominal do Plano Real com exterior

A valorização do dólar no exterior, um dia antes da divulgação do relatório de emprego de janeiro dos Estados Unidos, documento que baliza as decisões do Federal Reserve, contribuiu para pressionar o mercado de câmbio aqui. Os primeiros sinais concretos de impacto do coronavírus na indústria brasileira também contribuíram para estimular a busca por proteção no dólar, dia também marcado por saída de capital externo, seja por uma grande operação relatada por operadores, seja por capital deixando a Bolsa.

Em dia de forte volume de negócios, o dólar à vista fechou com valorização de 1,09%, a R$ 4,2852. A moeda americana fechou em nova máxima nominal desde a implantação do Plano Real, de acordo com as cotações do AE Dados. A anterior foi dia 31 de janeiro, quando o dólar terminou em R$ 4,2850. No mercado futuro, o dólar para março chegou na máxima a R$ 4,2910.

No exterior, a divisa americana subiu nesta quinta-feira (6) após a China anunciar redução de tarifas para US$ 75 bilhões de produtos comprados dos Estados Unidos, movimento que tende a fortalecer a economia americana, e também no aguardo de um bom relatório de emprego (chamado de payroll), que será divulgado amanhã. O Morgan Stanley espera criação de 155 mil vagas em janeiro.

Aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou os juros ontem e sinalizou que o ciclo de reduções chegou ao fim. Com isso, o diferencial de juros do Brasil com o exterior, já historicamente baixo, para de diminuir. Logo na abertura, o dólar registrou a mínima do dia, a R$ 4,20, refletindo o alívio pelo fim do ciclo, mas o movimento não durou muito e o real se alinhou a outras moedas emergentes. Para a analista de moedas do banco alemão Commerzbank, You-Na Park-Heger, se o Banco Central tivesse optado por “deixar as portas abertas” para novos cortes da Selic, o estrago no câmbio seria ainda maior. Hoje, a moeda emergente com pior desempenho ante o dólar foi o rand da África do Sul.

Para a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, não só o baixo diferencial de juros contribui para pressionar o câmbio, mas fatores domésticos hoje contribuíram para o clima de maior estresse. Entre eles, as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que o caminho das reformas é longo, e a homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da delação premiada do ex-governador do Rio, Sergio Cabral Um dos temores é que possa envolver empresas listadas na Bolsa.

Operadores ressaltam ainda que preocupações do coronavírus voltaram ao radar após a divulgação de uma sondagem feita pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Segundo o levantamento, 22% das empresas afirmam que há a possibilidade de paralisar a produção nas próximas semanas caso a situação persista. Houve ainda por 52% dos entrevistados de problemas no recebimento de materiais e insumos da China.

Agência Brasil

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