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Cultura

AL aprova projeto de lei que garante 30% de artistas locais em eventos no RN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou por unanimidade em sessão ordinária nesta quarta-feira (10), projeto de lei que garante a contratação de pelo menos 30% de artistas locais em eventos festivos realizados pelo Governo do Rio Grande do Norte.

A matéria é de autoria do deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade).

Allyson explica que o objetivo do PL é valorizar os artistas locais em eventos festivos de pequeno ou grande porte no estado.

Conforme a matéria, a Fundação José Augusto deverá manter cadastro atualizado dos artistas do estado para posterior contratação.

“Nosso projeto visa valorizar os artistas da terra que contribuem com a nossa cultura. É uma imensa felicidade hoje poder contar com dois projetos de lei aprovados em plenário. Agradeço a contribuição de todos os deputados e pedimos à governadora a sanção das matérias”, afirmou Allyson.

Cultura

Iphan pretende declarar forró como patrimônio imaterial do Brasil

O forró pode ser declarado como patrimônio imaterial do Brasil até meados de 2020. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou pesquisa nos nove estados do Nordeste, mais o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para identificar a forma de expressão que além de gêneros musicais diz respeito a festas e interações sociais ao som da sanfona, zabumba e do triângulo.

A iniciativa foi bem acolhida entre os músicos como o maestro Marcos Farias, filho da cantora Marinês (1935-2007) e afilhado de Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião. Segundo ele, muitos grupos e artistas que se denominam “de forró” fazem adaptações de cumbia e zouk (de países hispânicos sul-americanos e caribenhos).

“Tiraram o nosso nome. A gente foi usurpado do título e jogado para essas músicas de características latinas”, reclama. Conforme Farias, o que ocorre é “apropriação indevida”, e esses grupos fazem “oxente music”, brinca.

De acordo com Hermano Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, o trabalho de registro do forró permitirá “mapear as vulnerabilidades, os riscos, a necessidade de promoção do bem”. Ele, no entanto, assinala que “o objetivo do registro não é dar autenticidade a uma narrativa”, e ressalta que há várias narrativas em circulação: “o patrimônio cultural é dinâmico”, explica.

Segundo Queiroz, não é preocupação central saber exatamente em que lugar teria surgido o forró. “A raiz não é o grande problema. O que o registro traz é o potencial de diálogo intercultural entre diversas manifestações”, crê. Ele assinala que a pesquisa do Iphan vai “mapear todos olhares e narrativas sobre esse bem imaterial’ e permitir que músicos de diferentes lugares se conheçam e passem a “ter a compreensão de que embora espraiados em todo o território cultural são irmãos”.

Agência Brasil
Cultura

Museus do RN e do Brasil têm programação especial a partir de hoje

Museu Câmara Cascudo também terá sua própria programação

A 17ª Semana de Museus oferecerá mais de 3 mil atrações em museus de todo o Brasil, a partir desta segunda-feira, 13, até o domingo, 19. A atual edição da Semana Nacional de Museus, organizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), terá como tema: Museus como Núcleos Culturais: o Futuro das Tradições.

Ao todo serão 3.222 eventos que vão desde mostras e oficinas, a visitas guiadas, debates e apresentações musicais. Em São Paulo, diversas instituições vão participar, entre elas a Pinacoteca de São Paulo, no Parque da Luz, que terá visitas educativas à exposição do artista Ernesto Neto e também à exposição Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo.

O Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, fará uma ação educativa a partir das técnicas e das temáticas do cordel, que apresentará histórias e narrativas afro-brasileiras. O Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, haverá um bate-papo sobre o engajamento dos clubes brasileiros diante de questões sociais como violência de gênero e racismo dentro do futebol.

No Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, realiza uma ação educativa que propõe conversar sobre a territorialidade dos alimentos, refletir sobre os regionalismos e o significado de tradição. O Museu do Índio, na Rua das Palmeiras, no Flamengo, promove uma oficina de contação de histórias, com o tema “Ouvir, contar, ler e ver. Mitos, lendas e contos, as práticas leitoras e as narrativas culturais indígenas”. Também oferece uma oficina de língua e cultura Guarani, e outra sobre documentação e preservação das línguas indígenas.

O Museu Casa da Moeda do Brasil, na Praça da República, apresenta uma exposição de seu acervo histórico, e outra sobre a Cédula Real.

A programação nacional completa pode ser encontrada em http://programacao.museus.gov.br.

Agora RN
Cultura » Rio Grande do Norte

RN: Estado está perto de ter mais um bem reconhecido como Patrimônio Cultural

O Rio Grande do Norte é um dos Estados que estarão contemplados na pesquisa do Iphan que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró, sendo uma das etapas do processo de registro para avaliação do bem como Patrimônio Cultural do Brasil. O início dessa fase terá como marco o Seminário Forró e Patrimônio Cultural a ser realizado entre os dias 8 a 10 de maio, em Recife (PE).

O evento gratuito e aberto ao público reunirá forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de Estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. E para que o dossiê resultante da pesquisa contemple a história, os atuais desafios e as perspectivas de continuidade das práticas sociais que formam as Matrizes Tradicionais do Forró, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) buscará a participação ativa das comunidades e atores sociais que mantém viva a tradição no país. As inscrições já estão abertas.

O espaço promoverá trocas de experiências sobre o que consideram importante para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira. “Esse Seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda da cultura nordestina e que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, destaca o diretor do DPI, Hermano Queiroz.

Na pauta estão debates importantes para a compreensão do forró como um Patrimônio Cultural a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas dos mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró. Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos por meio de palcos abertos e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira, dia 10 de maio e será aberto ao público. Confira a programação.

A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de Registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que deliberará se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil.

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

Em setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015 são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial

Para que um bem seja registrado pelo Iphan é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Dentre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Patrimônios Registrados no Rio Grande do Norte

Roda de Capoeira: Livro de Registro das Formas de Expressão, 21/10/2008.
Ofício dos Mestres de Capoeira: Livro de Registro dos Saberes, 21/10/2008.
Festa de Sant´Ana de Caicó: Livro de Registro das Celebrações, 10/12/2010.
Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Livro de Registro das Formas de Expressão, 04/03/2015.
Literatura de Cordel: Livro de Registro das Formas de Expressão: 19/09/2018.

Portal no Ar
Cultura

‘É um enorme alívio’, diz Sérgio Paulo Rouanet sobre mudança de nome na lei

Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Por 27 anos, ele personificou — literalmente — o fomento à cultura brasileira. Ainda durante o governo Fernando Collor de Mello, Sérgio Paulo Rouanet foi responsável pela criação da lei brasileira de incentivos fiscais à cultura, em dezembro de 1991. Daí o seu nome, Lei Rouanet.

Motivo de discussões e debates acirrados, especialmente nos últimos anos, a lei passará por um rebranding no governo Jair Bolsonaro. As mudanças, anunciadas ontem, incluirão uma diminuição drástica no limite para captação de recursos (de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto) mas também uma mudança de nome. A partir de agora, se chamará Lei de Incentivo à Cultura. Fim de uma era — e início de um “alívio” para Rouanet.

— Achei uma ótima ideia ( a troca de nome ), até pelo momento político em que vivemos. É um enorme alívio — argumentou Rouanet, de 85 anos.

‘Fonte de alegria e desprazer’

Por telefone de sua casa em Tiradentes, Minas Gerais, o ex-secretário de cultura e atual ocupante da cadeira número 13 da Academia Brasileira de Letras, contou ao GLOBO que vê as alterações com bons olhos.

— Carreguei durante 27 anos este nome, que para mim foi uma fonte de alegria e desprazer — disse o acadêmico, dono de uma longa trajetória como filósofo, diplomata, tradutor e professor universitário.

A “alegria” foi sentir a utilidade da lei e a possibilidade que deu a jovens e não tão jovens artistas a levar adiante suas carreiras. Já o desprazer, admite, foram as críticas.

— Algumas justas, outras injustas — disse Rouanet. — Não sou masoquista a ponto de gostar de crítica.

‘Sou viúva da Lei Rouanet’, brinca esposa

A mulher de Rouanet, Bárbara, também sentiu na pele a polarização política em torno de seu nome. Mas nunca perdeu o bom humor. Recentemente, voltava de viagem quando lhe perguntaram na alfândega: “Rouanet? Você tem alguma coisa a ver com a lei?”. Ao que respondeu: “Eu sou casada com a Lei”.

— Ontem estávamos assistindo ao noticiário quando confirmaram a mudança no nome — contou ela, também por telefone. — Disse para o Sérgio: “Agora posso dizer que sou a viúva da Lei Rouanet!”

Afastado da política cultural há muitos anos, Rouanet prefere não comentar aspectos mais técnicos das novas regras na lei.

— Me parecem alterações razoáveis, mas preciso conversar com amigos para me inteirar melhor da situação atual — concluiu.

O Globo
Cultura

LEI ROUANET: teto de R$ 1 milhão, mais ingressos gratuitos para população carente e novo nome

Mudanças na lei que garante uma grande parte da produção cultural do Brasil começaram a ser anunciadas para valer nesta segunda-feira. Em vídeo publicado às 18h na página de Facebook do Ministério da Cidadania , o ministro Osmar Terraexplica algumas das diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura – o nome Lei Rouanet não será mais usado.

As mudanças serão feitas por meio de uma instrução normativa a ser publicada quarta-feira no Diário Oficial da União. Assim que isso ocorrer, elas terão validade imediata e nem precisarão ser referendadas pelo Congresso.

Conforme anunciado há duas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro , o limite para captação de recursos pela lei vai baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Já uma mesma empresa que apresentar várias propostas diferentes poderá receber, quando somados todos os eventos patrocinados, até R$ 10 milhões por ano. O teto, nesse caso, também era de R$ 60 milhões.

Haverá algumas exceções. Feiras de livros e festas populares, como o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e o Natal Luz, em Gramado (RS), poderão captar até R$ 6 milhões. Restauração de patrimônio tombado, construção de teatros e cinemas em cidades pequenas, e planos anuais de entidades sem fins lucrativos, como museus e orquestras, também estão fora do limite de R$ 1 milhão, mas não há detalhes do teto para esses casos.

— Com isso, vamos enfrentar a concentração de recursos nas mãos de poucos. Com o mesmo dinheiro, mas melhor distribuído, vamos ter muito mais atividades culturais e artistas apoiados, dando oportunidade para os novos talentos — disse Terra, a quem a Secretaria de Cultura é subordinada.

Mais ingressos gratuitos

A cota de ingressos gratuitos, que hoje é de 10%, deverá ficar entre 20% e 40%. Além disso, o valor dos ingressos populares terá que baixar de R$ 75 para R$ 50. Também haverá editais focados no incentivo à cultura regional, em parceria com as empresas estatais, e estímulo para que as 25 unidades da federação, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, tenham mais recursos. O objetivo é desconcentrar os projetos patrocinados, que em sua maioria estão atualmente nesses dois estados.

Outro ponto citado é que os beneficiados pelos repasses terão que fazer ação educativa em escolas ou na comunidade, em parceria com as prefeituras.

Terra afirmou ainda que as prestações de contas já feitas, tanto na Secretaria de Cultura como em outras áreas sob o guarda-chuva do Ministério da Cidadania, serão “passadas a limpo” por um comitê. E que as prestações de contas daqui para a frente serão feiras “praticamente” em tempo real na internet.

— Os brasileiros, que estão cansados de ouvir falar dos abusos no uso dos recursos da Lei Rouanet, podem ter certeza que isso está acabando. Vamos enfrentar a concentração de recursos públicos beneficiando poucos. Nossa nova lei de incentivo vai aumentar o acesso da população brasileira à cultura, especialmente para as pessoas mais pobres. Nossas ações também terão foco no estímulo ao surgimento de novos talentos, no fortalecimento de ações de inclusão social, formando profissionais na área artística e promovendo a cultura popular — disse Terra, que não quis dar entrevista sobre o assunto nesta segunda-feira.

O GLOBO
Cultura

Bolsonaro volta a afirmar que vai reduzir teto da lei Rouanet

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 18, em transmissão ao vivo no Facebook, que o limite de captação de recursos pela Lei Rouanet será reduzido de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Bolsonaro classificou a legislação, uma das principais formas de incentivo à cultura nacional, como uma “desgraça” usada para cooptar defensores de governos passados.

“Essa desgraça dessa Lei Rouanet começou muito bem intencionada, depois virou aquela festa que todo mundo sabe, cooptando a classe artística, pessoas famosas para apoiar o governo. Quantas vezes vocês viram figurões, não vou falar o nome, não, figurões defendendo ‘Lula livre’, ‘viva Che Guevara’, o ‘socialismo é o que interessa’ em troca da Lei Rouanet. Artistas recebiam até R$ 60 milhões.”

O presidente disse que o novo teto permanece alto, mas que agora mais artistas poderão ser beneficiados por meio do mecanismo da lei. “Com R$ 1 milhão dá para fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para quem sabe terem uma carreira promissora no futuro”, disse Bolsonaro.

IstoÉ
Cultura » Rio Grande do Norte

Projeto que valoriza arte no Nordeste chega ao RN

FOTO: ELPÍDIO JUNIOR

Depois de estrear em estados como Piauí e Alagoas, o novo projeto cultural do Sesc, o Nordeste das Artes, chega ao Rio Grande do Norte. Com o tema “Cultura digital, juventude e redes de convivências”, o Fórum Estadual do projeto promoverá palestras gratuitas nas unidades Sesc RN em Natal, Mossoró e Caicó respectivamente nos dias 24, 25 e 26 de abril, sempre às 19h. A iniciativa é realizada no estado pelo Sistema Fecomércio, por meio do Sesc RN.

A proposta do Nordeste das Artes é de valorizar e fomentar a produção artística e cultural dos estados da região Nordeste. Contemplando diversas linguagens artísticas e culturais, o projeto realizará atividades de formação, vivências e intercâmbios entre artistas, curadores e público de cada um dos nove estados nordestinos.

O time de palestrantes contará com Lilian Munero, professora da UFRN e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP; Erika Zuza, jornalista integrante do projeto Papo de Mídias; e Nathalia Santana, produtora cultural à frente de projetos como o Burburinho Festival de Artes. Em Mossoró, o fórum terá o reforço do diretor, dramaturgo, figurinista e cenógrafo João Marcelino, à frente do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró, e, em Caicó, se unirá ao time o jornalista e integrante do Projeto Curta Caicó, Raildon Lucena.

Após a realização do Fórum Estadual, acontecerá segunda etapa do Nordeste das Artes no RN em setembro deste ano, quando serão promovidas vivências gratuitas e abertas ao público nas áreas de audiovisual e artes visuais.

Nordeste das Artes

O Nordeste das Artes tem como ano inicial 2019 e o intuito de fomentar, articular, difundir e valorizar a produção artística e cultural dos estados da região Nordeste. Literatura, música, artes visuais, artes cênicas/circo, audiovisual e patrimônio são as linguagens contempladas pelo projeto, que segue a Política Cultural do Sesc de valorização da produção artístico-cultural enquanto instrumento de transformação social.

Serviço:
O quê? Nordeste das Artes, novo projeto do Sesc, discute Cultura digital, juventude e redes de convivências
Quando e onde?
Natal: 24/04 no Sesc Cidade Alta
Mossoró: 25/04 no Sesc Mossoró
Caicó: 26/04 no Sesc Caicó
Horário? 19h
Atividades gratuitas e abertas ao público

Portal no Ar
Cultura » incêndio » Internacional

Após tragédia, França vai criar fundo para reconstrução da Notre-Dame

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ontem (15) que a Catedral de Notre-Dame será reconstruída com a ajuda de “grandes talentos”. Macron informou que será criado um fundo nacional e além-fronteiras para buscar a reconstrução do que foi destruído nesta segunda-feira por um grande incêndio. Macron disse que o “pior foi evitado”, mas admitiu que as “próximas horas serão difíceis”.

Emocionado, o presidente falou por pouco mais de 5 minutos, ressaltando que a construção, parcialmente atingida pelo incêndio, representa a história dos franceses.

“É a nossa história, a nossa literatura e nosso imaginário”, destacou Macron. “Notre-Dame é parte da nossa vida.”

Macron visitou o local acompanhado por religiosos e autoridades. Abalado, o presidente pediu aos franceses que mantenham a esperança e a fé na reconstrução da catedral. “Vamos reconstruir a Notre-Dame”, disse, ao lembrar que este “é um momento difícil.”

O incêndio começou por volta das 18h50 (horário local), aproximadamente 13h50 em Brasília. A torre principal desabou.

Muitos turistas e franceses acompanharam o trabalho dos mais de 400 bombeiros no local. Os olhares eram de perplexidade e tristeza. A Catedral de Notre-Dame é um dos monumentos mais visitados por turistas em todo o mundo. Em 1991, foi declarada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) patrimônio da humanidade.

Agência Brasil
Cultura » Rio Grande do Norte

Antigo aeroporto de Parnamirim deverá ser transformado em centro cultural

O aeroporto Internacional Augusto Severo, desativado desde o dia 31 de maio de 2014, pode ter uma nova utilização para sua área construída depois de quase cinco anos fechado.

A proposta da prefeitura de Parnamirim é transformar a área no Centro Cultural Trampolim da Vitória com o aval do Comando Geral da Aeronáutica em Brasília, adiantou o secretário municipal de Finanças, Planejamento, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Giovane Junior.

O projeto levado ao Comando da Aeronáutica é composto por quatro estruturas, que além de aproveitar a área onde funcionou o terminal de passageiros do Aeroporto Augusto Severo e áreas internas da Base Aérea de Natal (BANT), subordinada ao Comandante do Segundo Comando Aéreo Regional no Rio Grande do Norte.

Giovane Junior explicou que a primeira estrutura é o aproveitamento do antigo terminal de passageiros do aeroporto. A segunda estrutura é o local onde funcionou a Aeropostale, a parte francesa dentro da Base Aérea. De acordo com o secretário, a terceira estrutura é a área italiana onde funcionaram as linhas aéreas Transcontinentais, vizinho a Aeropostale, e a quarta é composta pelo complexo da Base onde funcionaram o cineteatro, o hospital e o Comando da Força Aérea Brasileira em 1942.

O projeto também foi apresentado nas embaixadas da França e dos Estados Unidos, em Brasília, durante a visita que o prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, fez à capital federal. Ele apresentou o projeto ao chefe do Estado Maior da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto do Amaral.

O Centro Cultural Trampolim da Vitória será um espaço multicultural para atrações históricas, culturais e entretenimento e deve contribuir para o turismo através da difusão da história de Parnamirim, onde os Estados Unidos construíram a maior base, Parnamirim Field, fora do território norte-americano.

“Estamos propondo uma união de esforços para o resgate de um espaço que além de alavancar o turismo em Parnamirim, fomenta o desenvolvimento em nossa cidade”, destacou o prefeito Rosano Taveira.

Segundo Giovane Junior, o projeto conta com a parceira do Sebrae/RN, que há mais de três anos desenvolve a ideia de fazer um circuito histórico-cultural com diferentes equipamentos em Natal e Parnamirim, tendo como ponto de partida a participação das duas cidades na Segunda Guerra Mundial.

Na consumação do projeto, o secretário também contou com a participação do brigadeiro Medeiros, comandante da Ala 10 da Base Aérea, além da Fecomércio.

História

O governo brasileiro criou o Núcleo da Base Aérea de Natal no dia 2 de março de 1942 que começou a funcionar dia 7 de agosto desse mesmo ano. Lá, passaram a funcionar no mesmo aeródromo, a base Parnamirim Field, do americanos e a brasileira.

A base brasileira funcionou no setor Oeste e a americana, no setor Leste.

A base passou a se chamar Trampolim da Vitória por ser ponto obrigatório de passagens dos aviões das Forças Aliadas ao Teatro de Operações na África rumo à Europa, de 1943 a 1945. Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, a Base Aérea de Natal passou a ocupar as instalações da Base Americana.

A vinda dos soldados norte-americanos para Natal, transformou a cidade pacata de então. Aqui, os presidentes Getúlio Vargas, do Brasil, e Franklin Delano Roosevelt,dos Estados Unidos, se encontraram para a histórica Conferência de Natal ou Conferência do Potengi, em 28 de janeiro de 1943. O encontrou definiu a entrada do Brasil no cenário do conflito mundial.

O início das operações comerciais do Aeroporto Augusto Severo sob administração da Infraero oi em 1980. Com a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o terminal foi desativado depois de passar por uma reforma de R$ 16,4 milhões em 2011 que dotou o terminal de passageiros de novas salas de embarque e desembarque, sistema moderno de ar-condicionado, elevadores, escadas rolantes e capacidade para 5,8 milhões de passageiros.

Tribuna do Norte

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