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Cultura

Estrutura para exibição do filme “Bacurau” é montada na comunidade Barra em Parelhas

Equipe organiza todo o local para recepcionar o público e famosos

O longa-metragem Bacurau será exibido na zona rural do município de Parelhas, no interior do RN, nesta quinta-feira (22). A pré-estreia na cidade onde o filme foi gravado contará com a presença de Sônia Braga e grande parte do elenco, como Fabiola Líper, Edilson Silva, Jamila Facury, Buda Lira, Danny Barbosa, Clebia Sousa, Eduarda Samara, Marcio Fecher, entre outros.

A exibição acontece às 20h, ao ar livre, no povoado de Barra.

Com direção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Bacurau ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes em maio deste ano. Além de ter sido filmado no RN, Bacurau teve participação da comunidade local.

O filme é um “western brasileiro”. Bacurau é um pequeno povoado do sertão brasileiro. Dona Carmelita, mulher forte e querida, morre aos 94 anos. Dias depois, os moradores de percebem que a comunidade não está mais nos mapas. “Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos”, descrevem Mendonça Filho e Dornelles.

Blog do Ismael
Cultura » Currais Novos

Currais Novos recebe Encontro de Bonecos e Bonequeiros

ENCONTRO DE BONECOS E BONEQUEIROS DO TEATRO DE JOÃO REDONDO. FOTO: IPHAN

Patrimônio Cultural Brasileiro que atravessa e encanta gerações em diferentes regiões do país, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste é tema do VII Encontro de Bonecos e Bonequeiros do Teatro de João Redondo, que acontece em Currais Novos, no Seridó potiguar, na próxima quinta-feira (22). O evento, que se estende até o sábado (24) é uma ação de salvaguarda promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Norte (Iphan-RN), em parceria com a Associação Potiguar de Teatros de Bonecos (APOTB).

Realizado desde 2011, o encontro tem como objetivo divulgar o Teatro de João Redondo e garantir a continuidade da manifestação cultural. A programação gratuita inclui oficinas, exposição e rodas de prosa com a participação de mestres da tradição e da contemporaneidade, pesquisadores, representantes do poder público e a comunidade em geral.

Nesta edição, o evento homenageará a bonequeira de Carnaúba dos Dantas (RN), Maria Ieda Silva Medeiros, 81 anos, a Dadi. A potiguar é calungueira e fazedora de bonecos. Com suas marionetes de fios e de vara e bonecos de grande porte, a artista extrapola os habituais bonecos de luvas, encontrados na maioria dos brincantes do Rio Grande do Norte. Seu estilo representa uma singularidade em um universo marcado pela genealogia masculina.

Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

Inscrito como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste abrange as manifestações culturais nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal.

Tradicional brincadeira, a prática tem origens no hibridismo cultural durante o período de colonização do Brasil. Assim, pela representatividade que possui, é uma expressão teatral genuína da cultura brasileira e muito peculiar do Nordeste, rica da genialidade de seus criadores e da empatia que estabelece com seu público.

Serviço:

VII Encontro de Bonecos e Bonequeiros do Teatro de João Redondo
Data: 22 a 24 de agosto de 2019
Local: Currais Novos (RN)

Portal no Ar
Cultura

Gravado no RN, ‘Bacurau’ poderá ser indicado ao Oscar 2020

FOTO: REPRODUÇÃO

Desta vez vai? Dois filmes brasileiros premiados em Cannes, em maio – Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que participou da competição, e A Vida Invisível (de Eurídice Gusmão), de Karim Aïnouz, da mostra Un Certain Regard -, estão entre os 12 inscritos, dez ficções e dois documentários, para concorrer à indicação, pelo Brasil, de seu candidato para o Oscar 2020 de melhor filme internacional, nova designação para o prêmio de melhor produção em língua estrangeira.

A lista da Secretaria do Audiovisual inclui três filmes dirigidos por mulheres – veja relação. Os nove restantes são realizados por homens. Dois estão em cartaz em São Paulo – Espero Tua (Re)Volta e Simonal.

O anúncio do escolhido será feito no dia 27, quando se reunirá a comissão que vai avaliar os concorrentes. É integrada, entre outros, pela diretora Anna Muylaert, pelas produtoras Sara Silveira e Vânia Catani, pelo crítico e curador Amir Labaki, do Festival É Tudo Verdade, e pela diretora artística do Festival do Rio, Ilda Santiago.

Nos últimos anos, tem sido uma constante. Os filmes escolhidos pela Academia têm tido o aval dos grandes festivais, e de Cannes especialmente. Este ano, o Brasil tem dois. Isso aumenta as chances? É o que veremos, se um deles for escolhido.

Veja a lista:

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho

Los Silencios, de Beatriz Seigner

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz

Sócrates, de Alex Moratto

A Última Abolição, de Alice Gomes

A Voz do Silêncio, de André Ristum

Bio, de Carlos Gerbase

Legalidade, de Zeca Brito

Humberto Mauro, de André Di Mauro

Espero tua (re)volta, de Eliza Capai

Chorar de Rir, de Toniko Melo

Simonal, de Leonardo Domingues

Por Luiz Carlos Merten
Cultura

AL aprova projeto de lei que garante 30% de artistas locais em eventos no RN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou por unanimidade em sessão ordinária nesta quarta-feira (10), projeto de lei que garante a contratação de pelo menos 30% de artistas locais em eventos festivos realizados pelo Governo do Rio Grande do Norte.

A matéria é de autoria do deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade).

Allyson explica que o objetivo do PL é valorizar os artistas locais em eventos festivos de pequeno ou grande porte no estado.

Conforme a matéria, a Fundação José Augusto deverá manter cadastro atualizado dos artistas do estado para posterior contratação.

“Nosso projeto visa valorizar os artistas da terra que contribuem com a nossa cultura. É uma imensa felicidade hoje poder contar com dois projetos de lei aprovados em plenário. Agradeço a contribuição de todos os deputados e pedimos à governadora a sanção das matérias”, afirmou Allyson.

Cultura

Iphan pretende declarar forró como patrimônio imaterial do Brasil

O forró pode ser declarado como patrimônio imaterial do Brasil até meados de 2020. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou pesquisa nos nove estados do Nordeste, mais o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para identificar a forma de expressão que além de gêneros musicais diz respeito a festas e interações sociais ao som da sanfona, zabumba e do triângulo.

A iniciativa foi bem acolhida entre os músicos como o maestro Marcos Farias, filho da cantora Marinês (1935-2007) e afilhado de Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião. Segundo ele, muitos grupos e artistas que se denominam “de forró” fazem adaptações de cumbia e zouk (de países hispânicos sul-americanos e caribenhos).

“Tiraram o nosso nome. A gente foi usurpado do título e jogado para essas músicas de características latinas”, reclama. Conforme Farias, o que ocorre é “apropriação indevida”, e esses grupos fazem “oxente music”, brinca.

De acordo com Hermano Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, o trabalho de registro do forró permitirá “mapear as vulnerabilidades, os riscos, a necessidade de promoção do bem”. Ele, no entanto, assinala que “o objetivo do registro não é dar autenticidade a uma narrativa”, e ressalta que há várias narrativas em circulação: “o patrimônio cultural é dinâmico”, explica.

Segundo Queiroz, não é preocupação central saber exatamente em que lugar teria surgido o forró. “A raiz não é o grande problema. O que o registro traz é o potencial de diálogo intercultural entre diversas manifestações”, crê. Ele assinala que a pesquisa do Iphan vai “mapear todos olhares e narrativas sobre esse bem imaterial’ e permitir que músicos de diferentes lugares se conheçam e passem a “ter a compreensão de que embora espraiados em todo o território cultural são irmãos”.

Agência Brasil
Cultura

Museus do RN e do Brasil têm programação especial a partir de hoje

Museu Câmara Cascudo também terá sua própria programação

A 17ª Semana de Museus oferecerá mais de 3 mil atrações em museus de todo o Brasil, a partir desta segunda-feira, 13, até o domingo, 19. A atual edição da Semana Nacional de Museus, organizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), terá como tema: Museus como Núcleos Culturais: o Futuro das Tradições.

Ao todo serão 3.222 eventos que vão desde mostras e oficinas, a visitas guiadas, debates e apresentações musicais. Em São Paulo, diversas instituições vão participar, entre elas a Pinacoteca de São Paulo, no Parque da Luz, que terá visitas educativas à exposição do artista Ernesto Neto e também à exposição Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo.

O Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, fará uma ação educativa a partir das técnicas e das temáticas do cordel, que apresentará histórias e narrativas afro-brasileiras. O Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, haverá um bate-papo sobre o engajamento dos clubes brasileiros diante de questões sociais como violência de gênero e racismo dentro do futebol.

No Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, realiza uma ação educativa que propõe conversar sobre a territorialidade dos alimentos, refletir sobre os regionalismos e o significado de tradição. O Museu do Índio, na Rua das Palmeiras, no Flamengo, promove uma oficina de contação de histórias, com o tema “Ouvir, contar, ler e ver. Mitos, lendas e contos, as práticas leitoras e as narrativas culturais indígenas”. Também oferece uma oficina de língua e cultura Guarani, e outra sobre documentação e preservação das línguas indígenas.

O Museu Casa da Moeda do Brasil, na Praça da República, apresenta uma exposição de seu acervo histórico, e outra sobre a Cédula Real.

A programação nacional completa pode ser encontrada em http://programacao.museus.gov.br.

Agora RN
Cultura » Rio Grande do Norte

RN: Estado está perto de ter mais um bem reconhecido como Patrimônio Cultural

O Rio Grande do Norte é um dos Estados que estarão contemplados na pesquisa do Iphan que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró, sendo uma das etapas do processo de registro para avaliação do bem como Patrimônio Cultural do Brasil. O início dessa fase terá como marco o Seminário Forró e Patrimônio Cultural a ser realizado entre os dias 8 a 10 de maio, em Recife (PE).

O evento gratuito e aberto ao público reunirá forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de Estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. E para que o dossiê resultante da pesquisa contemple a história, os atuais desafios e as perspectivas de continuidade das práticas sociais que formam as Matrizes Tradicionais do Forró, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) buscará a participação ativa das comunidades e atores sociais que mantém viva a tradição no país. As inscrições já estão abertas.

O espaço promoverá trocas de experiências sobre o que consideram importante para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira. “Esse Seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda da cultura nordestina e que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, destaca o diretor do DPI, Hermano Queiroz.

Na pauta estão debates importantes para a compreensão do forró como um Patrimônio Cultural a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas dos mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró. Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos por meio de palcos abertos e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira, dia 10 de maio e será aberto ao público. Confira a programação.

A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de Registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que deliberará se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil.

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

Em setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015 são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial

Para que um bem seja registrado pelo Iphan é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Dentre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Patrimônios Registrados no Rio Grande do Norte

Roda de Capoeira: Livro de Registro das Formas de Expressão, 21/10/2008.
Ofício dos Mestres de Capoeira: Livro de Registro dos Saberes, 21/10/2008.
Festa de Sant´Ana de Caicó: Livro de Registro das Celebrações, 10/12/2010.
Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Livro de Registro das Formas de Expressão, 04/03/2015.
Literatura de Cordel: Livro de Registro das Formas de Expressão: 19/09/2018.

Portal no Ar
Cultura

‘É um enorme alívio’, diz Sérgio Paulo Rouanet sobre mudança de nome na lei

Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Por 27 anos, ele personificou — literalmente — o fomento à cultura brasileira. Ainda durante o governo Fernando Collor de Mello, Sérgio Paulo Rouanet foi responsável pela criação da lei brasileira de incentivos fiscais à cultura, em dezembro de 1991. Daí o seu nome, Lei Rouanet.

Motivo de discussões e debates acirrados, especialmente nos últimos anos, a lei passará por um rebranding no governo Jair Bolsonaro. As mudanças, anunciadas ontem, incluirão uma diminuição drástica no limite para captação de recursos (de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto) mas também uma mudança de nome. A partir de agora, se chamará Lei de Incentivo à Cultura. Fim de uma era — e início de um “alívio” para Rouanet.

— Achei uma ótima ideia ( a troca de nome ), até pelo momento político em que vivemos. É um enorme alívio — argumentou Rouanet, de 85 anos.

‘Fonte de alegria e desprazer’

Por telefone de sua casa em Tiradentes, Minas Gerais, o ex-secretário de cultura e atual ocupante da cadeira número 13 da Academia Brasileira de Letras, contou ao GLOBO que vê as alterações com bons olhos.

— Carreguei durante 27 anos este nome, que para mim foi uma fonte de alegria e desprazer — disse o acadêmico, dono de uma longa trajetória como filósofo, diplomata, tradutor e professor universitário.

A “alegria” foi sentir a utilidade da lei e a possibilidade que deu a jovens e não tão jovens artistas a levar adiante suas carreiras. Já o desprazer, admite, foram as críticas.

— Algumas justas, outras injustas — disse Rouanet. — Não sou masoquista a ponto de gostar de crítica.

‘Sou viúva da Lei Rouanet’, brinca esposa

A mulher de Rouanet, Bárbara, também sentiu na pele a polarização política em torno de seu nome. Mas nunca perdeu o bom humor. Recentemente, voltava de viagem quando lhe perguntaram na alfândega: “Rouanet? Você tem alguma coisa a ver com a lei?”. Ao que respondeu: “Eu sou casada com a Lei”.

— Ontem estávamos assistindo ao noticiário quando confirmaram a mudança no nome — contou ela, também por telefone. — Disse para o Sérgio: “Agora posso dizer que sou a viúva da Lei Rouanet!”

Afastado da política cultural há muitos anos, Rouanet prefere não comentar aspectos mais técnicos das novas regras na lei.

— Me parecem alterações razoáveis, mas preciso conversar com amigos para me inteirar melhor da situação atual — concluiu.

O Globo
Cultura

LEI ROUANET: teto de R$ 1 milhão, mais ingressos gratuitos para população carente e novo nome

Mudanças na lei que garante uma grande parte da produção cultural do Brasil começaram a ser anunciadas para valer nesta segunda-feira. Em vídeo publicado às 18h na página de Facebook do Ministério da Cidadania , o ministro Osmar Terraexplica algumas das diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura – o nome Lei Rouanet não será mais usado.

As mudanças serão feitas por meio de uma instrução normativa a ser publicada quarta-feira no Diário Oficial da União. Assim que isso ocorrer, elas terão validade imediata e nem precisarão ser referendadas pelo Congresso.

Conforme anunciado há duas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro , o limite para captação de recursos pela lei vai baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Já uma mesma empresa que apresentar várias propostas diferentes poderá receber, quando somados todos os eventos patrocinados, até R$ 10 milhões por ano. O teto, nesse caso, também era de R$ 60 milhões.

Haverá algumas exceções. Feiras de livros e festas populares, como o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e o Natal Luz, em Gramado (RS), poderão captar até R$ 6 milhões. Restauração de patrimônio tombado, construção de teatros e cinemas em cidades pequenas, e planos anuais de entidades sem fins lucrativos, como museus e orquestras, também estão fora do limite de R$ 1 milhão, mas não há detalhes do teto para esses casos.

— Com isso, vamos enfrentar a concentração de recursos nas mãos de poucos. Com o mesmo dinheiro, mas melhor distribuído, vamos ter muito mais atividades culturais e artistas apoiados, dando oportunidade para os novos talentos — disse Terra, a quem a Secretaria de Cultura é subordinada.

Mais ingressos gratuitos

A cota de ingressos gratuitos, que hoje é de 10%, deverá ficar entre 20% e 40%. Além disso, o valor dos ingressos populares terá que baixar de R$ 75 para R$ 50. Também haverá editais focados no incentivo à cultura regional, em parceria com as empresas estatais, e estímulo para que as 25 unidades da federação, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, tenham mais recursos. O objetivo é desconcentrar os projetos patrocinados, que em sua maioria estão atualmente nesses dois estados.

Outro ponto citado é que os beneficiados pelos repasses terão que fazer ação educativa em escolas ou na comunidade, em parceria com as prefeituras.

Terra afirmou ainda que as prestações de contas já feitas, tanto na Secretaria de Cultura como em outras áreas sob o guarda-chuva do Ministério da Cidadania, serão “passadas a limpo” por um comitê. E que as prestações de contas daqui para a frente serão feiras “praticamente” em tempo real na internet.

— Os brasileiros, que estão cansados de ouvir falar dos abusos no uso dos recursos da Lei Rouanet, podem ter certeza que isso está acabando. Vamos enfrentar a concentração de recursos públicos beneficiando poucos. Nossa nova lei de incentivo vai aumentar o acesso da população brasileira à cultura, especialmente para as pessoas mais pobres. Nossas ações também terão foco no estímulo ao surgimento de novos talentos, no fortalecimento de ações de inclusão social, formando profissionais na área artística e promovendo a cultura popular — disse Terra, que não quis dar entrevista sobre o assunto nesta segunda-feira.

O GLOBO
Cultura

Bolsonaro volta a afirmar que vai reduzir teto da lei Rouanet

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 18, em transmissão ao vivo no Facebook, que o limite de captação de recursos pela Lei Rouanet será reduzido de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Bolsonaro classificou a legislação, uma das principais formas de incentivo à cultura nacional, como uma “desgraça” usada para cooptar defensores de governos passados.

“Essa desgraça dessa Lei Rouanet começou muito bem intencionada, depois virou aquela festa que todo mundo sabe, cooptando a classe artística, pessoas famosas para apoiar o governo. Quantas vezes vocês viram figurões, não vou falar o nome, não, figurões defendendo ‘Lula livre’, ‘viva Che Guevara’, o ‘socialismo é o que interessa’ em troca da Lei Rouanet. Artistas recebiam até R$ 60 milhões.”

O presidente disse que o novo teto permanece alto, mas que agora mais artistas poderão ser beneficiados por meio do mecanismo da lei. “Com R$ 1 milhão dá para fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para quem sabe terem uma carreira promissora no futuro”, disse Bolsonaro.

IstoÉ

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