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A TODO VAPOR: PF cumpre novos mandados da Operação Lava Jato

Os mandados fazem parte da 38ª fase da Lava Jato

Policiais federais estão nas ruas desde as primeiras horas desta terça-feira (28) para cumprir mandados de uma nova fase da Operação Lava Jato, expedidos pelo juiz Sérgio Moro. Há um mandado de prisão a ser cumprido no Rio de Janeiro.

38ª fase da Lava Jato
A fase anterior da Lava Jato, deflagrada no dia 23 de fevereiro e batizada de Blackout, apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz são suspeitos de facilitar o pagamento de propinas.

Ainda conforme a força-tarefa da Lava Jato, entre os beneficiários, há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras.

Corrupção

Temer anuncia ‘força-tarefa’ para auditar frigoríficos alvos da Carne Fraca

O presidente Michel Temer anunciou neste domingo (19), durante reunião com embaixadores de países que importam a carne brasileira, que haverá uma “força-tarefa” para fiscalizar os frigoríficos alvos da operação Carne Fraca.

No pronunciamento, Temer também chamou os diplomatas para jantar em uma churrascaria em Brasília.

Deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a operação investigou o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Foi descoberto que funcionários de superintêndencias regionais recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

“Quero fazer um comunicado aos senhores que, naturalmente, peço que transmitam aos seus governantes. Nós tomamos várias deliberações no dia de hoje. A primeira delas é que decidiu-se acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal que são, na verdade, 21 unidades no total. Três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão imediatamente colocadas sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força-tarefa do Ministério da Agricultura”, declarou o presidente aos embaixadores.

Ao longo deste domingo, o presidente teve uma série de reuniões com o objetivo de discutir medidas para enfrentar a crise gerada pelas revelações da operação Carne Fraca.

Temer recebeu, por exemplo, os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, além de representantes de associações como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Corrupção

Fiscal que denunciou ‘Carne Fraca’ diz que descobriu crimes após retaliação

Denúncias do auditor fiscal federal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira de que carnes estragadas e fora de padrão eram vendidas por frigoríficos da região de Curitiba foram a origem da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17), na qual funcionários do governo e de grandes empresas do ramo foram presos.

O auditor afirma que só conseguiu investigar as fraudes, em 2014, porque foi afastado de atribuições pelos chefes da Superintendência Federal da Agricultura no Paraná. Ele diz que essa era uma prática comum com profissionais que fiscalizaram as empresas corretamente e incomodavam o esquema.

“A minha ex-chefe [Maria do Rocio Nascimento] tinha me tirado atribuições. Então, eu tive mais tempo para fiscalizar melhor os frigoríficos. A gente tem, geralmente, cinco, seis ou sete frigoríficos para cuidar. É impossível fazer um bom trabalho com esse número. Como sou mais criterioso e as empresas reclamavam de mim, eu fiquei só com dois, por retaliação. Foi aí que me debrucei em toda a pesquisa da fraude”, conta ao G1.
Maria do Rocio do Nascimento, chefe do Serviço de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sipoa) em Curitiba, presa nesta sexta-feira, é considerada a líder do esquema de fraudes pela polícia.

Teixeira diz que analisou o estoque dos frigoríficos Peccin Agroindustrial Ltda./Italli Alimentos, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), e Souza Ramos Ltda., de Colombo, ambas citadas na investigação da Polícia Federal (PF). Até a publicação desta reportagem, as empresas não haviam se pronunciado sobre as denúncias.

O auditor afirma ter notado, durante as fiscalizações, que dezenas de carretas carregadas com carne mecanicamente separada – cartilagens e carcaças de frango moídos utilizados para substituir a “carne suculenta” – constavam a mais nas planilhas dos frigoríficos.

“A conta não fechava. O erro, se fosse um erro de compras, teria sido um erro em torno de 47 carretas de 27 toneladas [o que equivalente a 1.269 toneladas]. Era um absurdo. Nenhuma empresa erraria isso. Foi aí que comecei a duvidar e investigar”, conta.

A carne mecanicamente separada custa quase a metade do que a carne com padrão aceito pelo Ministério da Agricultura e tem muito mais gordura e água, o que pode causar graves doenças, a longo prazo, de acordo com o auditor. Há um limite para que esse tipo de alimento seja usado, o que era totalmente descumprido no caso de Peccin e Souza Ramos.

“Com o custo bem abaixo do que outros, as empresas que se utilizavam desse método concorriam desigualmente e ganhavam licitações, além de terem muito mais vantagem nas vendas nas gôndolas de mercados, por exemplo”, explica o denunciante.

A partir disso, com o decorrer das investigações, o fiscal narra ter percebido outros indícios de crimes: a quantidade de carne moída era muito baixa e as máquinas eram adaptadas para fraudar as carnes.

Foi quando Teixeira decidiu denunciar o que via à polícia. O fiscal conta que, ao longo das fiscalizações, o que mais lhe chocou foi ver a compra, preparo e venda de carnes estragadas, “verdes”, como ele próprio descreve.

“Ouvi relatos de funcionários que utilizavam carnes verdes, podres. Esses produtos eram limpos com ácido sórbico, para esterilizar, e vendidos. Isso é desumano. É uma deslealdade tremenda”. O ácido sórbico, encontrado no frigorífico Peccin, tem substâncias comprovadamente cancerígenas, diz a investigação.

G1
Corrupção » Economia

União Europeia pede reunião de emergência com o Brasil sobre fraude da carne

Em entrevista exclusiva ao diretor de redação da Globo Rural, Bruno Blecher e ao jornalista Fernando Andrade, da Rádio CBN, na tarde desta sexta-feira (17/3), o ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, disse que hoje cedo já recebeu uma ligação do adido da União Europeia no Brasil para uma reunião de emergência.

Maior consumidor mundial da carne brasileira, a UE quer esclarecimentos sobre a operação Carne Fraca da Polícia Federal. Maggi disse que ainda não marcou data, mas o encontro deve ocorrer até segunda-feira.

O ministro da Agricultura disse que conversou por telefone com membros da diretoria da BRF, uma das gigantes do setor de carnes que está envolvida no escândalo desvendado pela Polícia Federal.

“Conversei hoje por telefone com Pedro, da BRF, e com Abílio Diniz, presidente do conselho da empresa, e disse a eles da minha preocupação e da transparência que vou tratar esse assunto. Eles me garantiram que têm procedimentos internos para tratar disso e que há quatro anos não têm notícias de desvio desse tipo de conduta e que vão trabalhar em conjunto para esclarecer tudo isso”, disse o ministro.

Com a JBS, Maggi disse não ter tido contato sobre o assunto. “A BRF se mostrou muito mais preocupada nesse momento, não só com o nome mas com o complexo do negócio mundo afora. Esse problema afeta e afetará a todos nós. Não sei dizer nem qual a consequência disso. Vamos ter problemas, mas vamos trabalhar para minimizar o máximo. Temos um sistema robusto e que é validado por compradores internacionais. O sistema é bom, rígido, porém falha quando as pessoas se corrompem. É lamentável o que aconteceu”, disse Maggi.

Visivelmente indignado com as revelações da Polícia Federal, Maggi falou que a notícia coloca em xeque o maior negócio do Brasil, que é o agronegócio. “Fico extremamente desapontado. As próprias indústrias devem ser controladoras e defender o maior capital dels, que é a qualidade do produto”, disse.

Corrupção

“CARNE FRACA”: Polícia Federal deflagra maior operação da sua história que combate a venda ilegal de carnes

A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (17) 311 mandados judiciais, em sete estados do Brasil. A operação, batizada de “Carne Fraca” apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações atingem algumas das maiores empresas do país, entre elas a BRF Brasil e JBS. Os policiais dizem que os fiscais atuavam pedindo propina para empresários, que cediam e chegavam a receber até o poder de indicar quem exerceria a fiscalização nas empresas.

A operação conta com 1,1 mil policiais. Dentre os mandados, 26 são de prisão preventiva, 11 de prisão temporária e 79 de conduções coercitivas, quando a pessoa é levada apenas para prestar depoimento. Os outros 195 mandados são de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão, de todos os investigados no caso.
Os mandados devem ser cumpridos em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Por volta das 7h10, alguns superintendentes do Mapa já haviam sido presos.

Conforme a Polícia Federal, o nome da operação faz alusão a uma expressão popular que está em sintonia com a má qualidade dos alimentos vendidos pelas empresas.

G1
Corrupção

TODO ENROLADO: Segundo MPF, Cabral movimentou propina em 15 contas de sete países

Cabral está preso desde dezembro

A sofisticada engenharia financeira da organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) usou 15 contas bancárias em sete países para esconder os valores arrecadados pelo esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), desviou recursos do governo do Rio. O MPF afirma que a quadrilha movimentou US$ 100,1 milhões no exterior, o equivalente a R$ 318 milhões. Também foram ocultados fora do país quantias em diamantes (€ 1,2 milhão e US$ 1 milhão) e em ouro (US$ 247,9 mil). Na quarta-feira, Cabral se tornou réu pela sexta vez na Operação Lava-Jato.

A nova denúncia aceita pela Justiça Federal traz mais uma frente de investigação: o recebimento e a lavagem de dinheiro oriundos da Odebrecht — foram descobertos US$ 3 milhões destinados ao ex-governador, depositados em banco de Andorra. Até então, as implicações de Cabral com a Justiça estavam relacionadas com propinas cobradas a partir de obras da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia, reveladas por executivos das duas empreiteiras em acordos de delação premiada.

O Globo
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Ex-Odebrecht confirma caixa 2 para PSDB por solicitação de Aécio

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Junior contou ter feito dois pagamentos de caixa 2, em 2014, atendendo a um pedido do senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves.

De acordo com o G1, o executivo disse que o primeiro pagamento teria sido de R$ 6 milhões para apoiar três candidatos: Antonio Anastasia (candidato ao Senado pelo PSDB), Pimenta da Veiga (candidato a governador de Minas Gerais pelo PSDB) e Dimas Junior (candidato a deputado federal pelo PP).

O segundo pagamento, de R$ 3 milhões, teria sido feito para a empresa responsável pela campanha eleitoral de Aécio à presidência da República, em 2014, para o marqueteiro Paulo Vasconcellos.

O presidente do PSDB teria pedido R$ 6 milhões, mas a Odebrecht só liberou a metade do valor, segundo uma fonte que acompanhou o depoimento.

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CORRUPÇÃO: Odebrecht definiu R$ 200 milhões para campanhas em 2014, diz delator

O ex-executivo da Odebrecht Benedito Junior disse ao TSE nesta quinta-feira que foi definido em uma reunião com Marcelo Odebrecht e outros executivos que a Odebrecht ia contribuir com R$ 200 milhões para todas as campanhas em 2014 – inclusive a presidencial.

Segundo Benedito, o valor era o limite que a Odebrecht tinha para contribuir com todas as campanhas.

Ele explicou que, dos R$ 200 milhões, cerca de R$ 120 milhões foram pagos por dentro – o caixa um. Outros R$ 40 milhões foram via cervejaria Itaipava, o que eles chamam de doação por terceiros.

E o restante, R$ 40 milhões, foi pago por fora – o caixa dois.
Benedito não soube informar quanto e para quem foram os valores.

Mas que os R$ 200 milhões foram pagos, efetivamente destinados a campanhas.

G1
Corrupção

Marcelo Odebrecht diz que doou R$ 150 milhões à campanha de Dilma-Temer

Empresário Marcelo Odebrecht

O empresário Marcelo Odebrecht confirmou, em depoimento ao TSE nesta quarta-feira (1º), a doação de R$ 150 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014 como caixa dois. Parte desse valor foi contrapartida pela aprovação da medida provisória do Refis, que beneficiou o grupo. O ex-presidente da Odebrecht não precisou, porém, quanto do total repassado à campanha era propina.

A audiência de Marcelo Odebrecht ocorreu na tarde de quarta-feira (1º) na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba, e terminou por volta das 18h30. O conteúdo do depoimento será mantido sob sigilo.

O empresário, que está preso na carceram da PF em Curitiba, foi ouvido como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.

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332 CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO: MPF denuncia Sérgio Cabral por mais 148 crimes

O ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-governador Sérgio Cabral, seu ex-assessor Ary Filho, e Carlos Miranda, um de seus operadores financeiros pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com os procuradores, Cabral praticou crimes de lavagem de dinheiro em 148 oportunidades. Anteriormente, o ex-governador havia sido denunciado por 184 crimes de lavagem. Se a denúncia desta terça-feira (21) for aceita serão 332 crimes, apenas de lavagem de dinheiro, praticados pelo ex-governador.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal analisa a denúncia. Se o magistrado aceitar o parecer dos procuradores, o ex-governador se tornará réu pela quinta vez. São quatro processos na Justiça Federal, do Rio; e um na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba com o juiz Sérgio Moro.

G1

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