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Michel Temer: “Não renunciarei”, garante o presidente da República

 

Michel Temer em pronunciamento

O presidente da República Michel Temer (PMDB) prometeu que não vai renunciar a despeito das investigações que estão ocorrendo sobre seu governo. Temer, de acordo com delator da Operação Lava Jato, Joesley Batista, dono da JBS, foi gravado dando aval para compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) sobre uma possível delação. Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira 18, Temer se defendeu das acusações e disse que não sairá do cargo.

“Nunca autorizei que utilizassem meu nome indevidamente, a investigação pedida pelo STF será território onde surgirão todas as explicações devidas. No Supremo demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos. Por isso, quero registrar enfaticamente, NÃO RENUNCIAREI. REPITO, Não renunciarei. Sei o que fiz e sei quais foram os meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação não pode persistir por muito tempo. O meu único compromisso é com o Brasil”, disparou.

AGORA RN
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Polícia Federal abre Operação Lucas contra corrupção na Agricultura

POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 16, a Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento e empresas fiscalizadas.

Em nota, a PF informou que cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão nos Estados de Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco, além do bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões de reais.

A investigação começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidos em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas.

ESTADÃO
Brasil » Corrupção

É BRASIL: Nossas putarias têm que continuar, disse ex-secretário de Cabral

Sérgio Côrtez e Cabral

A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, capturou conversa entre Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do Governo Sérgio Cabral, e o empresário Miguel Iskin, na qual os investigados teriam acertado versões a serem apresentadas ao Ministério Público Federal.

Sérgio Côrtes e Miguel Iskin foram presos na Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato, e denunciados por obstrução de Justiça

Na acusação contra o ex-secretário de Cabral e o empresário, a força-tarefa destacou uma mensagem mandada por Côrtes para Iskin. “Meu chapa, você pode tentar negociar uma coisa ligada à campanha. Pode salvar seu negócio. Podemos passar pouco tempo na cadeia… Mas nossas putarias têm que continuar”

Côrtes, Iskin e o administrador Sérgio Vianna Júnior são acusados pela força-tarefa Operação Lava Jato de articulação para influenciar no acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-subsecretário executivo da Saúde César Romero.

De acordo com a denúncia, usando Vianna como intermediário, o ex-secretário de saúde e o empresário agiram de forma conjunta para constranger Romero a alterar o conteúdo de sua delação, que se encontrava ainda em fase de negociação com o MPF, oferecendo inclusive dinheiro a ele.

Os acusados tentavam combinar entre si versões a serem apresentadas, buscando dificultar as apurações dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na Secretaria Estadual de Saúde do Rio

Durante o período em que negociava os termos de sua colaboração, César Romero foi procurado mais de uma vez pelos acusados, segundo atestam gravações feitas por ele e por registros do circuito fechado de TV de seu escritório.
“A preocupação entre os denunciados em estancar as investigações ou pelo menos impedir que chegassem com força às suas condutas era evidente”, defende a denúncia apresentada pelo MPF à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A Operação Fatura Exposta investiga as ramificações da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral na área da saúde. Atualmente, além de Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e seu sócio Gustavo Estellita estão presos preventivamente suspeitos de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo as apurações, eles teriam comandado um cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços, fraudando licitações do Estado.

Exame, via Estadão
Corrupção

Odebrecht é ‘quarto poder da República’, diz Mônica Moura

Em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, a empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, definiu a Odebrecht como um “quarto poder”, que expandiu sua atuação para todas as áreas no Brasil e pagou “todo mundo”. Segundo Mônica, uma das delatoras da Operação Lava Jato, a empreiteira assumiu totalmente o caixa dois do marketing político da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República em 2014.

A empresária tratava de questões financeiras e operacionais da campanha, enquanto João Santana cuidava da parte criativa. Os dois prestaram depoimento na segunda-feira passada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma e o presidente Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

Relator da ação, o ministro Herman Benjamin viajou a Salvador para acompanhar o depoimento e questionou Mônica se a Odebrecht era uma espécie de “banco informal”.

“Quarto poder”, respondeu Mônica a Benjamin. “Vendo hoje o que eu vejo, meio assustada pela amplitude e com a dimensão da coisa que a gente vê aqui, eles pagaram todo mundo. Vejo a Odebrecht como um quarto poder da República, porque eles praticamente estavam em todas as áreas”, completou.

Mônica afirmou que chegou a pensar que ela e o marido eram os únicos que recebiam recursos não contabilizados da empreiteira. “Eu não imaginava que eles pagavam deputado, que eles pagavam campanha de todo mundo. Não sabia. Não tinha nem a mais pífia ideia”, disse.

Para Mônica Moura, houve financiamento paralelo de campanhas eleitorais do ano passado, mesmo com o avanço da Lava Jato e a proibição de doações de empresas. “O senhor imagina que agora, em 2016, não teve caixa dois?”, disse a Herman. “É obvio que teve. Mesmo com as medidas tomadas, com um monte de gente presa, houve, sim caixa dois, porque não tem como fazer, não existe a possibilidade”, afirmou.

Corrupção

João Santana: ‘Dilma sofre de amnésia moral’

Dilma Rousseff (PT) realmente tinha conhecimento sobre o uso de caixa 2 em suas duas campanhas eleitorais para a presidência. É a versão confirmada por João Santana em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. O publicitário também revelou que a ex-presidente não sabia detalhes sobre os pagamentos, mas se sentia “chantageada” por Marcelo Odebrecht, responsável por turbinar ilegalmente a chapa de Dilma nas corridas presidenciais de 2010 e 2014.

“Infelizmente, sabia”, confessou Santana. “Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade”, concluiu.

Este esquecimento citado pelo ex-marqueteiro do PT teria impedido Dilma de fazer qualquer tipo de pressão para barrar um acordo internacional entre autoridades do Ministério Público do Brasil e a Suíça, apesar de ter sido avisada que sua situação poderia se complicar. Nem mesmo as ditas chantagens de Marcelo Odebrecht fizeram a ex-presidente mudar de ideia, segundo Santana.

O ministro Herman Benjamin avaliou a confissão como um fato novo e isso pode complicar a chapa Dilma-Temer no julgamento sobre abuso de poder político e econômico nas últimas eleições. João Santana foi uma das últimas testemunhas ouvidas e o processo deve ser retomado na segunda quinzena de maio.

Corrupção » Política

Polícia Federal indicia primeira-dama de Minas Gerais por corrupção

Governador Fernando Pimentel e a mulher, Carolina Pimentel.

A Polícia Federal indiciou a mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); os secretários da Casa Civil e do Planejamento do governo mineiro e dois executivos no âmbito das investigações da Operação Acrônimo.

Carolina Pimentel foi indiciada como partícipe em corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e o presidente do grupo Aliança, Elon Gomes, foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral, no artigo 350. Não há acusação contra as duas empresas.

Também foi indiciado o publicitário Vitor Nicolato, homem de confiança do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, próximo a Fernando Pimentel.

A Acrônimo foi deflagrada em maio de 2015 para investigar esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES e esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação.

O indiciamento não significa culpa provada, mas certeza da autoridade policial de que há fatos para denúncia e processo. A denúncia cabe ao Ministério Público, que pode aceitar ou não a conclusão do inquérito policial.

COM A PALAVRA A DEFESA:

O criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Carolina Pimentel, diz que, “ainda não teve acesso aos autos”. “Como é de costume na Operação Acrônimo, a defesa ainda não teve acesso aos autos e, por isso, está impossibilitada de comentar o fato”.

O chefe da Casa Civil do governo de Minas Gerais, Marco Antonio Teixeira, informa que não tem informação sobre o indiciamento e que, por essa razão, não pode comentar. “Isso é muito estranho. Mas vou tentar me informar melhor durante a semana”, diz.

O secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, foi procurado por meio da assessoria, mas não ligou de volta. A assessoria informou que não conseguiu localizá-lo no domingo.

O criminalista Eduardo Toledo, que defende o presidente da Aliança, Elson Gomes, afirma que o processo está sob sigilo. “O caso está sob segredo de Justiça, o que implica que qualquer manifestação será, como de fato está ocorrendo, no âmbito da Justiça”.

O Grupo Aliança divulgou a seguinte nota: “A Aliança informa que não tem como comentar por não ser parte do caso.”

O executivo Antonio Maciel não foi localizado pela Coluna.

Agência Estado
Corrupção » Política

CORRUPÇÃO: Ex-presidente da Coreia do Sul pode pegar prisão perpétua

O processo, que deve iniciar nas próximas semanas, poderá durar alguns meses.

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye foi formalmente indiciada ontem segunda-feira (17) por crimes de corrupção abrindo o caminho para uma ação judicial que poderá culminar com a pena de prisão perpétua.

Park, que foi alvo de um impeachment político, foi presa no dia 31 de março após uma série de longos depoimentos à Procuradoria.

Os magistrados afirmaram que ela conspirou com uma colaboradora para colocar em funcionamento um sistema de corrupção, sendo formalmente indiciada por abuso de poder, extorsão, por ter aceitado propina e pela divulgação de segredos de Estado.

Apesar do nome da “colaboradora” não ter sido citado formalmente hoje, o caso refere-se a Choi Soon-sil, amiga da ex-presidente há mais de 40 anos e acusada de ter feito uma “intromissão” nos assuntos de Estado. Soon-sil também está presa.

O processo, que deve iniciar nas próximas semanas, poderá durar alguns meses, segundo os juízes sul-coreanos. Durante esse período, no entanto, a população já foi convocada para novas eleições gerais, que ocorrerão no dia 9 de maio.

IstoÉ
Brasil » Corrupção

Delator afirma que Temer, Cunha e Henrique Alves participaram de reunião sobre propina de 40 milhões de dólares

Uma reunião realizada em São Paulo para discutir pagamentos em torno do bilionário contrato para adequar instalações da Petrobras no exterior às regras de segurança, meio ambiente e saúde (SMS). As instalações estavam espalhadas por nove países, entre eles Paraguai, Uruguai, Argentina, Equador, Chile, Colômbia, Bolívia, Japão e Estados Unidos. Em sua colaboração, Rogério Araújo, ex-diretor da Odebrecht Plantas Industriais, relata sobre uma reunião realizada em São Paulo no dia 15 de outubro de 2010 para tratar de pagamentos equivalentes a 5% de um contrato de US$ 800 milhões (o valor exato foi US$ 825,6 milhões) para a cúpula do PMDB.

Araújo descreve uma casa sem muro e nem identificação, que tinha um jardim na frente e sem sinalização onde chegou à reunião junto com Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial. Os dois executivos foram levados pelo motorista da empresa, Adélsio de Paula.“A gente entra na casa, o lobista João Augusto já estava lá com Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba]. Entramos e fomos para uma sala de reunião. E lá estava o [então] vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer na cabeceira, e do lado dele sentou o Henrique Eduardo Alves e do mesmo lado Eduardo Cunha”, lembrou Araújo.

No vídeo de seu depoimento, o ex-executivo da Odebrecht diz que só ficou sabendo que o escritório era de Temer ao chegar ao local. Ele disse que chegaram a conversar amenidades e que ele chegou a perguntar a Temer como era lidar com Dilma Rousseff, pessoa considerada “complicada”. Segundo seu relato, Temer afirmou que qualquer problema com ela seria resolvido pelos “rapazes”, Eduardo Cunha e Henrique Alves.

Brasil » Corrupção » Justiça

A TODO VAPOR: PF cumpre novos mandados da Operação Lava Jato

Os mandados fazem parte da 38ª fase da Lava Jato

Policiais federais estão nas ruas desde as primeiras horas desta terça-feira (28) para cumprir mandados de uma nova fase da Operação Lava Jato, expedidos pelo juiz Sérgio Moro. Há um mandado de prisão a ser cumprido no Rio de Janeiro.

38ª fase da Lava Jato
A fase anterior da Lava Jato, deflagrada no dia 23 de fevereiro e batizada de Blackout, apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz são suspeitos de facilitar o pagamento de propinas.

Ainda conforme a força-tarefa da Lava Jato, entre os beneficiários, há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras.

Corrupção

Temer anuncia ‘força-tarefa’ para auditar frigoríficos alvos da Carne Fraca

O presidente Michel Temer anunciou neste domingo (19), durante reunião com embaixadores de países que importam a carne brasileira, que haverá uma “força-tarefa” para fiscalizar os frigoríficos alvos da operação Carne Fraca.

No pronunciamento, Temer também chamou os diplomatas para jantar em uma churrascaria em Brasília.

Deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a operação investigou o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Foi descoberto que funcionários de superintêndencias regionais recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

“Quero fazer um comunicado aos senhores que, naturalmente, peço que transmitam aos seus governantes. Nós tomamos várias deliberações no dia de hoje. A primeira delas é que decidiu-se acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal que são, na verdade, 21 unidades no total. Três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão imediatamente colocadas sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força-tarefa do Ministério da Agricultura”, declarou o presidente aos embaixadores.

Ao longo deste domingo, o presidente teve uma série de reuniões com o objetivo de discutir medidas para enfrentar a crise gerada pelas revelações da operação Carne Fraca.

Temer recebeu, por exemplo, os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, além de representantes de associações como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

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