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Coronavírus

Rio Grande do Norte tem 109 municípios com casos suspeitos de coronavírus; veja lista

Gráfico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado do RN — Foto: Reprodução

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou nesta terça-feira (14) um novo boletim epidemiológico sobre a presença do coronavírus no Rio Grande do Norte. Nesta atualização, são 109 municípios com casos suspeitos de Covid-19.

O estado tem 376 pessoas com o novo coronavírus, 2.430 casos suspeitos e 1.948 foram descartados para a doença. Ao todo, 18 pessoas morreram vítimas da Covid-19 no estado potiguar.

Segundo o boletim, as cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, respectivamente, são as que têm mais casos suspeitos e confirmados do vírus. Depois dessas, vem São Gonçalo do Amarante e Assu. Passa e Fica e São Pedro não têm casos suspeitos, mas têm um confirmado cada. Tenente Ananias também não tem suspeitos e tem dois confirmados.

Caso suspeito: caso que apresente características compatíveis com os critérios clínicos e epidemiológicos (febre ou pelo menos um sintoma respiratório como tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal, coriza ou dor de garganta, além de contato com casos suspeitos ou confirmados para Covid-19;

Vela a lista de cidades e o número atual de casos suspeitos:

Acari – 35 (1 descartado e 1 confirmado)
Assú – 22 (48 descartados e 11 confirmados)
Afonso Bezerra – 1 (5 descartados)
Alexandria – 1 (2 descartados)
Almino Afonso – 1 (1 descartado)
Alto do Rodrigues – 11 (3 descartados)
Angicos – 5 (11 descartados)
Apodi – 8 (3 descartados e 5 confirmados)
Areia Branca – 32 (6 descartados e 2 confirmados)
Arês – 2 (1 descartado)
Baía Formosa – 1 (2 descartados e 1 confirmado)
Baraúna – 32 (2 descartados)
Barcelona – 1 (1 descartado)
Boa Saúde – 4 (1 descartado e 1 confirmado)
Bodó – 8 (1 descartado)
Bom Jesus – 1 (2 descartados)
Caiçara do Norte – 2
Caicó – 41 (18 descartados)
Campo Grande – 2 (1 descartado)
Campo Redondo – 3 (3 descartados)
Canguaretama – 13 (2 descartados e 3 confirmados)
Caraúbas – 7 (9 descartados e 1 confirmado)
Carnaúba dos Dantas – 2
Carnaubais – 10 (4 descartados e 1 confirmado)
Ceará-Mirim – 36 (18 descartados e 5 confirmados)
Cerro Corá – 6 1 confirmado)
Coronel João Pessoa – 1 (3 descartados)
Cruzeta – 3 (5 descartados)
Currais Novos – 9 (13 descartados e 1 confirmado)
Encanto – 4 (3 descartados e 1 confirmado)
Espírito Santo – 2 (1 descartado)
Extremoz – 16 (28 descartados e 5 confirmados)
Felipe Guerra – 3 (1 descartado)
Fernando Pedroza – 1 (1 descartado)
Florânia – 3 (1 descartado)
Goianinha – 18 (4 descartados)
Governador Dix-Sept Rosado – 10 (2 descartados)
Grossos – 2 (1 descartado)
Guamaré – 22 (14 descartados)
Ipueira – 2 (3 descartados)
Itajá – 1 (2 descartados)
Jandaíra – 1 (1 descartado)
Jardim de Piranhas – 3 (4 descartados)
Jardim do Seridó – 2 (3 descartados)
João Câmara – 3 (3 descartados)
José da Penha – 3 (1 descartado)
Jucurutu – 6 (4 descartados)
Jundiá – 1 (2 descartados)
Lagoa D’Anta – 1 (4 descartados)
Lagoa de Pedras – 2 (1 confirmado)
Lagoa de Velhos – 1
Lagoa Nova – 5 (1 descartado)
Lucrécia – 1
Luís Gomes – 2 (1 confirmado)
Macaíba – 53 (35 descartados e 7 confirmados)
Macau – 78 (6 descartados)
Marcelino Vieira – 1 (1 descartado)
Montanhas – 3 (5 descartados)
Monte Alegre – 3 (7 confirmados)
Monte das Gameleiras – 3
Mossoró – 137 (126 descartados e 79 confirmados)
Natal – 1.350 (958 descartados e 159 confirmados)
Nísia Floresta – 2 (8 descartados e 1 confirmado)
Nova Cruz – 2 (2 descartados)
Olho D’Água do Borges – 1
Ouro Branco – 2 (1 descartado)
Paraú – 7 (2 descartados)
Parelhas – 11 (2 descartados)
Parnamirim – 205 (265 descartados e 41 confirmados)
Patu – 3 (2 descartados)
Pau dos Ferros – 4 (11 descartados e 1 confirmado)
Pedro Velho – 2 (4 descartados)
Pureza – 1 (3 descartados)
Rafael Fernandes -2 (1 descartado)
Riacho da Cruz – 1 (1 descartado)
Riacho de Santana – 1
Riachuelo – 1 (2 descartados)
Rio do Fogo – 4 (2 descartados)
Santa Cruz – 7 (13 descartados e 1 confirmado)
Santa Maria – 1
Santana do Matos – 1 (1 descartado)
Santo Antônio – 7 (5 descartados e 3 confirmados)
São Bento do Trairi – 3 (2 descartados)
São Fernando – 2
São Francisco do Oeste – 1 (1 descartado)
São Gonçalo do Amarante – 52 (76 descartados e 24 confirmado)
São João do Sabugi – 43 (1 descartado)
São José de Mipibu – 10 (20 descartados e 2 confirmados)
São José do Campestre – 3 (2 descartados)
São José do Seridó – 1 (2 descartados)
São Miguel – 8 (1 descartado)
São Miguel do Gostoso – 1 (4 descartados)
São Paulo do Potengi – 4 (3 descartados)
São Rafael – 2
São Vicente – 7
Serra Caiada – 1 (2 descartados)
Serra do Mel – 1 (1 descartado)
Serrinha – 2
Serrinha dos Pintos – 1
Severiano Melo – 3
Sítio Novo – 1
Taipu – 2 (2 descartados e 1 confirmado)
Tenente Laurentino Cruz – 2
Tibau – 6 (7 descartados e 2 confirmados)
Tibau do Sul – 1 (7 descartados)
Timbaúba dos Batistas – 1
Touros – 2 (4 descartados)
Vera Cruz – 1 (2 descartados)
Viçosa – 1 (1 descartado)

Por G1-RN

Coronavírus

Médicos preveem que Brasil não volta ao ‘normal’ antes de agosto

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Já são quase 50 dias desde que o primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Brasil. Entretanto, o combate à covid-19 está só no começo. Tanto o Ministério da Saúde quanto especialistas ouvidos pelo UOL esperam que a situação piore cada vez mais até o mês de junho, e as estimativas mais otimistas projetam a doença sob controle apenas em agosto.

Há cerca de dez dias, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), projetou o retorno à normalidade “quem sabe em agosto”. Já o governador Wilson Witzel (PSC), chegou a falar em preparação para “uma crise de seis meses” no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) mudou de posição nas últimas semanas e passou a falar em afrouxamento do isolamento social, mas seu secretário de Saúde avisou ontem que “não dá para pensar em vida normal antes de junho”.

As datas podem não bater, mas a mensagem é clara: as coisas vão demorar para voltar ao normal. Conforme divulgou na semana passada, o Ministério da Saúde projeta a aceleração descontrolada da covid-19 durante o mês de maio, o que levaria a um pico de contaminação no início de junho. Duas semanas depois, começaria a diminuição dos casos.

O número de mortos e infectados dependerá essencialmente do modelo de distanciamento social a ser adotado em todo o país, mas a pasta imagina que a duração do surto seja semelhante com ou sem quarentena ampliada.

De acordo com essa projeção do Ministério da Saúde, a pandemia do novo coronavírus só estará sob controle na primeira semana de agosto. Os prazos mais ou menos batem com o que o ministro Luiz Henrique Mandetta havia adiantado ainda em 17 de março.

“Em agosto ou setembro a gente deve estar voltando [à normalidade], desde que seja construída a imunidade de mais de 50% das pessoas”, disse na ocasião Mandetta, que também é médico.

Especialistas ouvidos pelo UOL pensam em datas parecidas, mas pedem cuidado: projeções não são certezas.

“[O declínio] pode ser junho mesmo, mas por enquanto é na base do ‘achômetro’. A situação ainda não se desenhou completamente no Brasil”, alerta o infectologista Marcos Boulos, da Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (SUCEN).

“A progressão da doença deve assumir um platô no mês de junho, e em seguida começar a entrar em declínio”, reforça o também infectologista Jean Gorinchteyn, médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

“O grande problema seria abrir as portas, relaxar a quarentena, porque neste caso muita gente ficaria doente e muita gente morreria nos próximos dois meses”, adverte Gorinchteyn.

Boulos argumenta que a desigualdade social e a chegada da covid-19 às periferias das grandes cidades pode chacoalhar as previsões. “A gente pode torcer para que em junho comece a ficar tudo bem, vamos ver. Mas é só uma torcida neste momento.”

Por UOL

Coronavírus

Coronavírus: 25% dos mortos não são do grupo de risco

Foto: Divulgação

O avanço do coronavírus nas favelas brasileiras pode ser o fator responsável pela mudança de perfil das vítimas da doença no país. Segundo um levantamento do jornal O Globo com base em dados do Ministério da Saúde, 25% dos mortos têm menos de 60 anos e nenhuma comorbidade – como diabetes, hipertensão e problemas respiratórios. O número teria disparado nos últimos quinze dias. A relação entre renda e mortalidade seria justificada pela falta de recursos básicos, como água e saneamento básico, nas residências periféricas.

O levantamento aponta que o país segue um padrão diferente do observado nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo, esse último com uma taxa de 4,6% de mortes entre pessoas fora do chamado grupo de risco. Desde o início da pandemia, seis dos 170 mortos no estado do Rio de Janeiro moravam comunidades. Uma pesquisa do Data Favela mostrou que a Covid-19 já alterou a vida de 97% das 13,6 milhões de moradores de favelas no Brasil.

Coronavírus

Número de casos confirmados de Covid-19 passa de 2 milhões no mundo, diz universidade

Foto: Divulgação

O número de infectados pela Covid-19 passou dos 2 milhões nesta segunda-feira (13). A quantidade foi revelada após um levantamento da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Ao todo, pouco mais de 119 mil pessoas morreram com a doença causada pelo novo coronavírus.

Isso significa que o número de casos confirmados no mundo dobrou em menos de duas semanas. Em 2 de abril, os registros de Covid-19 pelo mundo ultrapassaram a barreira de 1 milhão pela primeira vez após mais de três meses desde a primeira notificação da doença, de acordo com o G1.

Entretanto, o número real de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados e reportados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.

No Brasil, os casos confirmados de novo coronavírus pelas secretarias estaduais de Saúde passaram dos 23 mil nesta segunda. Até as 21h, o país registrava 1.348 mortes pela Covid-19.

Os Estados Unidos são o país que mais registravam casos e mortes causadas pela Covid-19 nesta segunda-feira, segundo o levantamento da Johns Hopkins.

Coronavírus

Idoso de 71 anos é mais uma vítima do coronavírus em Natal

Foto: Divulgação

Natal registrou na noite desta segunda-feira (13) a quinta morte por coronavírus na cidade. Com mais esse caso, o Rio Grande do Norte chega a 18 óbitos pela Covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o paciente era um idoso de 71 anos e era cardiopata e hipertenso.

O homem teve início dos sintomas da doença no dia 4 de abril e foi internado quatro dias depois. Ele morreu no dia seguinte à internação, na quinta-feira passada, dia 9, mas só teve a confirmação da doença nesta segunda.

A morte foi confirmada pela SMS e deve integrar os números da Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) no próximo boletim, que será divulgado nesta terça-feira – o óbito não consta no boletim divulgado nesta segunda-feira, em que estão registradas 17 mortes.

Outras duas mortes haviam sido confirmadas nesta segunda-feira pela SESAP: uma em Tenente Ananias e outra em Lagoa de Pedras.

De acordo com o último boletim da SESAP, os casos confirmados de pessoas com o novo coronavírus no estado são 339.

Os outros quatro óbitos em Natal foram de um bebê recém-nascido, uma médica de 71 anos, um gastrólogo de 23 anos e um homem de 30 anos.

Por G1-RN

Coronavírus » Currais Novos

Prefeitura de Currais Novos confirma primeiro caso de Covid-19 no município

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de sua Secretária Alana Moraes, confirmou no início da noite hoje (13), o primeiro caso positivo de COVID-19 (Coronavírus) em Currais Novos.

A paciente é uma currais-novense de 59 anos, sem histórico de viagem. A coleta laboratorial foi feita no dia 03 de abril e o resultado deu positivo para o novo coronavírus, na tarde desta segunda-feira (13).

A Gestão Municipal reforça o pedido de isolamento coletivo nesse momento, atendendo ao pedido das autoridades de saúde, evitando saídas desnecessárias e aglomerações.

Coronavírus

Novo coronavírus: 1.328 mortes e 23.430 casos no Brasil

Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde atualizou para 1.328 o número de mortes registradas pelo novo coronavírus no Brasil. No total, são 23.430 casos confirmados de Covid-19 no país.

Em relação ao balanço de ontem, houve aumento de 8,5% no número de óbitos (ontem, eram 1.223) e de 5,6% no número de casos (ontem, eram 22.169).

Coronavírus

RN registra 17 óbitos e 339 casos de coronavírus

Foto: Divulgação

Os casos confirmados dividem-se da seguinte maneira: Natal (145), Mossoró (77), Parnamirim (39), Assú (10), Apodi (4), Carnaubais (1), Luís Gomes (1), Macaíba (4), Monte Alegre (1), Passa e Fica (1), São Gonçalo do Amarante (22), São José de Mipibu (2), Tibau (2), Ceará Mirim (3), Baía Formosa (1), Santo Antônio (2), Caraúbas (1), Extremoz (6), Taipu (1), Tenente Ananias (2), São Pedro (1) Areia Branca (1), Encanto (1), Santa Cruz (1), Canguaretama (3), Cerro Corá (1), Lagoa de Pedras (1), Januário Cicco (1).

Há ainda cinco pessoas de outros estados, que foram atendidas no RN, e um indivíduo que o município de residência ainda não foi identificado.

Já os 17 óbitos dividem-se em Mossoró (6), Natal (4), Apodi (1), Cerro Corá (1), Lagoa de Pedras (1), Tenente Ananias (2), Taipu (1), São Gonçalo do Amarante (1).

Coronavírus

Ministério da Saúde paga até 185% a mais por produto contra Covid-19

O cobiçado álcool em gel, que teve altas de até 300% no varejo de alguns estados, também está saindo mais caro para o governo

Durante a pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Saúde tem pago variações de até 185% no preço de produtos necessários para abastecer redes públicas federal, estadual e municipal.
Análise de 34 contratos emergenciais assinados pela pasta desde o início da crise mostra que o órgão desembolsa a empresas distintas valores díspares para materiais com a mesma descrição técnica.

A maior diferença encontrada foi nas sapatilhas próprias para hospitais. O calçado feito de TNT é usado até o tornozelo para evitar que médicos, enfermeiros e pacientes carreguem microrganismos grudados nas solas para dentro das alas de tratamento.

O órgão pagou R$ 0,07 por cada par numa compra de 100 mil itens feita em 2 de março, antes da declaração de pandemia, com um fornecedor. Menos de um mês depois, no dia 26, assinou contrato com outra empresa, pagando R$ 0,20.

O cobiçado álcool em gel – que teve altas de até 300% no varejo de alguns estados, segundo os Procons – também está saindo mais caro para o governo. No início da crise, o frasco de 500 ml foi vendido à pasta por R$ 3,91; no início de abril, o valor pulou para R$ 6,68, aumento de 70%.

No ano passado, ainda em período de normalidade, o recipiente com o dobro do volume (um litro) chegou a ser vendido por R$ 5,48 às redes públicas. A referência consta do banco de preços em saúde, mantido pelo ministério.

Procurado pela Folha, o Ministério da Saúde atribuiu as variações à flutuação cambial e à questão mercadológica, de oferta e demanda. Afirmou que a compra de insumos, equipamentos e afins é um dos maiores desafios agora.

Aventais, luvas, toucas e máscaras, exemplificou, são os produtos mais difíceis de encontrar. O ministério admitiu que parte das aquisições que planeja não tem se concretizado por falta de propostas financeiras ou de logística (prazo e entrega) viáveis.

Segundo o ministério, ao fazer chamamento público para adquirir material ou serviço, não há a determinação de preço máximo, mas elaboram-se valores de referência.

As variações se repetem em outros itens comprados para abastecer hospitais, como kits para leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), luvas, máscaras, toucas e reagentes.

Em alguns casos, a pasta não tem conseguido ganhos de escala. Em um contrato, comprou 500 mil máscaras cirúrgicas a R$ 0,96. Em outro, pactuou a aquisição de 20 milhões a R$ 2,08 cada – 116% a mais. Segundo o banco de preços, era possível comprar o produto em 2019 a R$ 0,10.

Para a entrega do lote de máscaras, o ministério firmou contrato de R$ 41,6 milhões com a Aura Pharma Importação e Exportação de Medicamentos. Dono da empresa, Fernando Lacerda André diz que não é mais possível encontrar a mercadoria em fabricantes nacionais e que está negociando o fornecimento na China, o que classifica como “trabalho de Hércules”.

No ano passado, afirma, comprava-se cada item a cerca a de R$ 0,07 de um fornecedor brasileiro. Com a pandemia, preços se inflacionaram, puxados pela valorização do dólar, e a logística para trazer o material está mais difícil.

Quando fechou o contrato com o governo, a moeda americana estava cotada a R$ 4,63, mas subiu para R$ 5,22, o que encareceu o valor. Além disso, há menos aviões disponíveis.

“Essa carga corresponde a um Boeing 747 cheio. Antes, o frete estava a US$ 600 mil. Agora, passou para US$ 1,9 milhão. Os Estados Unidos fretaram a maioria dos aviões”, diz.

O uso de navios, opção mais barata, está descartado, ante a necessidade de que as mercadorias cheguem aos hospitais com rapidez.

Uma vez embarcado, o carregamento tem de cumprir rotas específicas entre China e Brasil para não correr o risco de ser confiscado por outros países no reabastecimento.

Lacerda afirma que há uma fila imensa de compradores aguardando produtos nas fábricas da China. Apenas para entrar na espera foi necessário pagar quase 50% do valor da encomenda. O restante só pode ser despachado com o pagamento total, mas ele está tentando, sem sucesso, levantar empréstimo em bancos.

“Com a altíssima demanda global, os equipamentos de proteção individual [EPIs] viraram uma espécie de commodity, fazendo com que ocorra ‘leilão’ dos produtos. Há risco de perder a mercadoria para os EUA, que chegam à China com cargueiros e pagamento à vista.”

Lacerda calcula que a fatura da fábrica chinesa, convertida para a moeda brasileira, sairá a R$ 36 milhões. Para que os custos não superem o valor acertado com o ministério, está tentando encontrar alternativas para o frete.

Ele diz que não está diante de uma mera operação comercial, mas de uma missão. “Queremos trazer as máscaras. Precisa ficar claro que não é o empresário que está se aproveitando da situação para fazer dinheiro. A gente corre o risco de tomar prejuízo.”

Nas aquisições do álcool em gel, também não houve ganho de escala. O preço mais baixo (R$ 3,91) foi pago no menor lote, de 100 mil frascos. O mais alto (R$ 6,68) foi praticado num contrato muito maior.
As variações no valor desse e de outros componentes já são investigadas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O órgão mapeou os principais participantes dos mercados de saúde em todo o país e solicitou o envio de notas fiscais relacionadas à comercialização de materiais e serviços de uso no combate à Covid-19.

O Cade quer comparar os preços praticados de novembro de 2019 até agora, com o objetivo de verificar eventuais aumentos abruptos e margens de lucro que possam caracterizar ilícitos concorrenciais.

Desde o fim de março, o Ministério da Saúde tem alertado para desabastecimento de bens para proteger médicos e outras categorias.

O aumento acelerado no número de doentes e mortos pela Covid-19 tem pressionado sistemas de saúde ao redor do mundo e impulsionado a aquisição de EPIs, bem como respiradores e leitos de UTI.

No último dia 1º de abril, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) afirmou que a maior preocupação da pasta é conseguir comprá-los.

Na terça (7), ele se reuniu com o embaixador chinês, Yang Wanming, para pedir ajuda ao Brasil. Mandetta disse que a China domina 90% de todo o mercado mundial desses itens e que ficou fechada para a exportação desde o início do ano por conta dos efeitos da pandemia na região.

O Congresso tem ao menos dois projetos de lei que tratam do congelamento de preços de medicamentos e de um teto de valor a ser cobrado por itens essenciais ao combate do coronavírus.

O Departamento de Estudos Econômicos do Cade elaborou no início de abril notas técnicas apontando, no entanto, preocupações concorrenciais relacionadas às propostas estudadas no Legislativo.

Folha de S. Paulo
Coronavírus

Mais de 100 pessoas já estão curadas do Coronavírus no RN

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte possui mais de 100 pessoas que já estão curadas da Covid-19 (Novo Coronavírus). O levantamento foi feito pelo jornal Tribuna do Norte. Segundo a TN, o RN possui 40,6% das pessoas que tiveram a doença, mas que já se encontram curadas e liberadas do isolamento domiciliar. Os dados foram levantados junto as secretarias municipais de Natal, Mossoró e Parnamirim.

Em Natal, até a última quarta-feira (8), o município tinha 115 casos confirmados. Dessas pessoas, 15 encontram-se internadas, 21 em quarentena domiciliar e outras 94 já liberadas do isolamento por não apresentarem mais sintomas. Em Parnamirim, foram 33 casos confirmados, e 12 pessoas já não apresentam sintomas. O total são de 106 pessoas curadas do coronavírus no Rio Grande do Norte, mas esse número pode ser maior já que as demais prefeituras ainda não compilaram esses dados.

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