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Coronavírus

Com suspeita de Covid-19, Bolsonaro já toma hidroxicloroquina

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro está com suspeita de Covid-19. Com febre de 38°C, o presidente vem sentido mal-estar desde sábado e foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) na noite desta segunda-feira para fazer uma ressonância do pulmão. Ao retornar ao Palácio da Alvorada, ele fez um teste para saber se está com coronavírus. Mesmo sem saber o diagnóstico, o presidente já começou a tomar hidroxicloroquina com azitromicina. Não há comprovação científica da eficácia do uso destes medicamentos. O resultado do exame deve ficar pronto nesta terça-feira (6).
Ele falou rapidamente com apoiadores sobre o tema ao voltar ao Palácio da Alvorada e afirmou que “o pulmão está limpo”. Bolsonaro também disse que vai fazer outro teste para saber se contraiu a Covid-19.

— Eu vim do hospital agora, que eu fiz uma chapa de pulmão, tá limpo o pulmão, tá certo? Vou fazer um exame de Covid agora a pouco, mas tá tudo bem… — afirmou Bolsonaro, na chegada ao Palácio da Alvorada, por volta das 18h30.

A Secretaria Especial de Comunicação Social divulgou uma nota afirmando que o presidente fez o teste e que o resultado sairá nesta terça-feira. “O presidente apresenta, nesse momento, bom estado de saúde e está em sua residência”, conclui a nota.

O GLOBO apurou que ele começou a reclamar de cansaço no sábado à noite após voltar de Santa Catarina. No domingo, o presidente continuou se queixando de mal-estar. Sem perceber melhora e com a febre, o presidente decidiu ir até ao HFA. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que viajou com Bolsonaro para Santa Catarina, fez um teste de Covid-19 nesta segunda. De acordo com sua assessoria, ele só retomará a agenda após o resultado do exame.

Aos aliados, Bolsonaro brincou estar se sentindo “meio brocha” e decidiu buscar uma ajuda clínica no hospital. A informação é de que a saturação de oxigênio dos pulmões do presidente está em 96%, o que é considerado aceitável. O médico cardiologista da Presidência, Ricardo Camarinha, foi avisado assim que o presidente começou a perceber os sintomas.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o presidente cancelou pelo menos três agendas oficiais que teria ao longo desta semana. A primeira, que seria a reunião do conselho ministerial, prevista para terça-feira, está suspensa. Bolsonaro também cancelou um café da manhã com a bancada de parlamentares de Goiás que estava agendado para quarta-feira e também uma viagem à Bahia, programada anteriormente para sexta-feira.

No fim da tarde, ele não participou de uma cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, que contou com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de vários ministros. O presidente deixou o local durante a solenidade, por volta das 17h40. Até o momento, a Presidência não informou para onde ele foi antes de chegar ao Alvorada.

Internada desde a última quarta-feira, a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi entubada no domingo (05), de acordo com informações do G1. Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, está internada no Hospital Regional de Santa Maria.

O presidente Jair Bolsonaro já fez três testes de Covid-19 em março. O resultado foi negativo. Ele se negou a divulgar os exames, que só vieram a público em um processo judicial que terminou no Supremo Tribunal Federal. Foram utilizados nomes fictícios para ocultar que os exames eram do presidente.

O Globo
Coronavírus

Com pacientes longe das UTIs no interior, epidemia deve matar mais

Nas últimas semanas, a curva de infecções e mortes no interior ganhou força, obrigando gestores nos estados a aumentar a oferta de leitos de UTI

O aumento dos casos do novo coronavírus no interior do Brasil tem levado os infectados a chegar aos grandes centros urbanos com prognósticos bastante negativos de recuperação.
Nas últimas semanas, a curva de infecções e mortes no interior ganhou força, obrigando gestores nos estados a aumentar a oferta de leitos de UTI e os meios de locomoção de doentes.

Ao contrário de quando a epidemia se concentrava nas capitais, os doentes do interior tendem a receber tratamento inicial mais precário e demoram para entrar em atendimento intensivo, quando necessário —o que aumenta o número de óbitos.

“Cada vez mais os infectados do interior chegam em estado crítico aos hospitais com UTI. Sem acesso direto a leitos, eles têm de enfrentar horas de viagem até a internação”, diz Suzana Lobo, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e diretora do Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior paulista.

Embora as 27 capitais brasileiras agrupem 24% da população, elas têm quase a metade dos leitos de UTIs para adultos no país.

Já as unidades disponíveis no interior estão concentradas em cidades com mais de 100 mil habitantes (cerca de 300 municípios).

Isso leva a que apenas 6% das cidades do Brasil tenham leitos de UTI —e que aproximadamente 100 milhões de pessoas vivam em locais sem esse tipo de atendimento.

Correm maior risco 32 milhões de brasileiros (três vezes a população de Portugal, por exemplo) que residem em 3.670 municípios com até 20 mil habitantes.

Em condições normais, a concentração de leitos não traz grandes dificuldades e acompanha outros países, embora sem as dimensões continentais do Brasil.

O problema agora é que a Covid-19 se espraia com mais força e tem matado mais gente no interior, como mostra levantamento do DeltaFolha.

“Sobretudo no Norte e no Nordeste, a distribuição das UTIs é muito desigual, o que obriga transportar muitos doentes graves em condições não ideais”, diz Ederlon Rezende, conselheiro da Amib e diretor do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Roraima, por exemplo, não tem leitos de UTI para adultos no interior do estado, de acordo com levantamento feito pela Amib.

No Amazonas, a proporção entre os leitos de UTI em Manaus e no interior é de 541 para 14. Em Sergipe, há 317 leitos em Aracaju e apenas 42 no interior do estado.

Em Pernambuco, onde quase 60% dos leitos de UTI estão concentrados na capital Recife, o governo estadual vem transferindo ventiladores para respiração mecânica e monitores da capital para as cidades do interior.

No Recife, que chegou a ter filas de 300 pessoas esperando por leitos, a epidemia refluiu, e agora ataca principalmente as cidades menores do estado –além de se espalhar com intensidade para pequenas comunidades do sertão.

“Com Caruaru e Bezerros em ‘lockdown’, e a taxa de infecções caindo no Recife, a corrida agora é para equipar o interior”, afirma Marcos Gallindo, coordenador de UTI Pública do hospital Agamenon Magalhães, na capital pernambucana.

Segundo Daniel Soranz, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o problema adicional provocado pela interiorização da Covid-19 é que o desempenho clínico dos hospitais de baixa complexidade é falho –o que contribui para a piora do paciente antes que ele chegue a uma UTI.

“Além da capacidade resolutiva inicial muito baixa, se não houver depois uma ambulância de transporte avançado [mais bem equipada], o quadro do paciente piora muito.”

Soranz afirma que as cidades do interior também não têm capacidade laboratorial para a realização de testes do tipo RT-PCR —do tipo molecular e mais confiável— para triagem criteriosa de casos suspeitos.

De acordo com Magda Almeida, diretora de Medicina Rural da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que reúne 47,7 mil equipes de atenção básica no país, são três as deficiências do sistema nos municípios menores do Brasil: dificuldade de reconhecimento precoce da doença (não só da Covid-19), estabilização dos doentes graves e seu transporte para centros de referência.

No Ceará, onde ela também atua na secretaria de Vigilância e Regulação do estado, o esforço tem sido levar leitos de UTI com respiradouros para o interior.

Na falta de médicos intensivistas nessas localidades, as equipes fazem teleconsultas com profissionais dessa área em Fortaleza, que monitoram pacientes e equipamentos por via de smartphones.

O fato de o Ministério da Saúde não ter até hoje um mapa nacional localizando onde estão as UTIs com leitos disponíveis —uma promessa feita na gestão de Luiz Henrique Mandetta— também dificulta a distribuição de pacientes do interior para os grandes centros.

“Muitas vezes há leitos ociosos em cidades maiores que fazem fronteira com outro estado onde há demanda por internação. Mas os sistemas não conversam”, diz Ederlon Rezende, da Amib.

Apesar de também enfrentar problemas com a falta de leitos neste momento, a distribuição nos estados do Sul e do Sudeste do Brasil é mais equilibrada.

São os casos dos estados de São Paulo e do Rio. Em Minas Gerais, as cidades menores têm mais que o dobro de leitos em relação a Belo Horizonte –herança de uma rede hospitalar antiga.

“Uma melhor distribuição de leitos permite o remanejamento de pacientes entre municípios, se necessário”, afirma Mirella Oliveira diretora clínica da UTI do Centro Hospitalar do Trabalhador em Curitiba. No Paraná, com 2.046 leitos do interior e 678 na capital, não há muitos casos de doentes sendo transferidos para Curitiba –mas sim no interior do próprio estado.

Folha de S. Paulo
Coronavírus

Brasil registra 1.252 novas mortes por Covid-19 em 24h; casos são 1.496.858

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta quinta-feira (2) os dados sobre o novo coronavírus no Brasil. De acordo com o balanço, atualizado às 18h30, o país chegou a 61.884 óbitos por Covid-19 e 1.496.858 casos confirmados da doença.

Na quarta (1º), eram 60.632 mortes e 1.448.753 casos do vírus no Brasil. Em 24 horas, foram adicionadas 1.252 mortes ao balanço. Ainda de acordo com o ministério, também foram registrados 48.105 casos novos da doença. A taxa de letalidade está em 4,1%.

Agora RN
Coronavírus

América realiza 1ª etapa de testes para Covid-19 e define retorno

Segunda etapa de testes começa na segunda (29)

Com as atividades oficialmente suspensas desde o dia 19 de março em razão da pandemia do novo coronavírus e sem jogar desde o dia 16 de março, o América decidiu retomar os trabalhos. Nesta sexta-feira (26), realizou a primeira fase de testes para Covid-19 em todos do time profissional, comissão técnica e demais profissionais envolvidos diretamente com o futebol. A segunda etapa ocorrerá na próxima segunda-feira (29).

De todos os funcionários avaliados, um atleta testou positivo e seguirá isolado. Dentre os membros da comissão técnica, o resultado de um profissional mostrou que o mesmo já adquiriu anticorpos.

“É importante porque passa muita tranquilidade pra nós saber que o companheiro também está livre desse vírus maldito que veio pra assolar o país e o mundo. Então a gente fica um pouco mais tranquilo e trabalha de uma forma um pouco mais tranquila com a confiança de que as coisas vão acontecer mais à frente. Então, é bom, interessante e passa aquilo que a diretoria vem nos propopondo e colocando à disposição de nós todos, que é esse profissionalismo com que está sendo encarado essa pandemia e esse retorno ao futebol”, disse o volante Leandro Melo.

Diante da impossibilidade da retomada do futebol no Rio Grande do Norte e com a maioria dos adversário nas próximas competições treinando em outros estados, a equipe do América decidiu viajar para Pernambuco na próxima quarta-feira (1º), onde reiniciará os treinamentos Centro de Treinamento do Retrô, que fechou parceria com o clube potiguar e cederá suas instalações por dez dias, ficando à disposição do plantel campo, academia, refeitório e hotel

Agora RN
Coronavírus

CURRAIS NOVOS: Prefeitura recebe reforço de equipamentos e insumos para combate a Covid-19

A Prefeitura de Currais Novos recebeu hoje mais um importante reforço para ajudar no combate a pandemia do novo coronavírus no município.

Trata-se de 30 novos aparelhos oxímetros de dedo, equipamento que monitora a diminuição da quantidade de oxigênio no sangue e pode ajudar a detectar sinais da covid-19.

Os novos aparelhos serão distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde, no Pronto Socorro do Hospital Regional Mariano Coelho e nas ambulâncias do município.

DOAÇÃO

A Prefeitura também recebeu essa semana, a doação de fardos de toalhas interfolhadas, feita pela Rede Mais Venâncio, material que foi destinado ao Pronto Atendimento da Policlínica Monsenhor Ausônio de Araújo Filho.
MOBILIZAÇÃO

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a sociedade e diversas empresas locais tem se mobilizado para contribuir de alguma forma para ajudar no combate da nova doença.

A Prefeitura de Currais Novos tem recebido várias doações de produtos de higienização e outros materiais, que foram doados pela iniciativa privada.

São equipamentos e materiais de fundamental importância para ajudar a manter as estruturas da Prefeitura funcionando nesse momento de crise, devido à pandemia.

A Gestão Municipal reforça que todas as doações são bem-vindas e podem ser feitas diretamente para a Secretaria Municipal de Saúde, que fará a distribuição de forma equilibrada, de acordo com a necessidade da rede municipal de saúde.

Coronavírus

OMS fala pela 1º vez em possibilidade de vacina para este ano

Ilustrativa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra o novo coronavírus possam ser produzidas ainda neste ano e outros 2 bilhões de doses até o fim do ano que vem, afirmou nesta quinta-feira a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan.

A OMS elabora um plano para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses quando uma vacina for aprovada, afirmou a cientista. A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.

“Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, envolve muita incerteza”, disse ela. “O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir.”

Cerca de dez imunizantes em potencial estão sendo testados em humanos, na esperança de que um possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção da covid-19. Países já começaram a fazer acordo com empresas farmacêuticas para encomendar doses antes mesmo de se provar que alguma funciona. Soumya descreveu o desejo por milhões de doses de uma vacina ainda neste ano como otimista, acrescentando que a esperança de até 2 bilhões de doses de até três vacinas diferentes no ano que vem é um “grande se”.

Sem mutação

A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa.

A Agência Europeia de Medicamentos estimou em maio, sendo “otimista”, que uma vacina poderia estar pronta em um ano. No mesmo período, a OMS ainda falava em 18 meses.

Mas muitos países já esperam desenvolvimentos até o fim do ano, até para evitar uma segunda onda da epidemia com a chegada do inverno no Hemisfério Norte. Assim, os Estados Unidos esperam distribuir 300 milhões de doses em janeiro de 2021, por meio de projetos de financiamento a laboratórios. No caso, a intenção também é dar prioridade a idosos, cidadãos com histórico médico e trabalhadores essenciais.

Na China, a empresa farmacêutica estatal Sinopharm, que atualmente prepara duas vacinas em potencial, espera lançá-las no mercado até o início de 2021. Na Europa, onde vários projetos estão em andamento, esses prazos também estão em queda. Alemanha, França, Itália e Holanda assinaram um acordo com a AstraZeneca para fornecer à UE 300 milhões de doses. Grupos farmacêuticos repetem que as vacinas serão vendidas a um preço acessível, e mesmo a preço de custo. A AstraZeneca prometeu “não lucrar nada”, segundo o presidente Olivier Nataf, que estima um preço de 2 euros (US$ 2,24 ) por dose. (Com agências internacionais).

Agência Estado
Coronavírus

Japão lançará aplicativo anticovid-19 para rastrear contatos pessoais

O governo do Japão informou que, a partir desta sexta-feira (19), usuários de smartphones poderão baixar um aplicativo capaz de rastrear contatos pessoais para a prevenção de contágios com o coronavírus.
Em entrevista, o ministro responsável por medidas de combate à propagação do novo vírus, Nishimura Yasutoshi, expressou interesse em que as pessoas instalem o aplicativo para a proteção de vidas.

O software registra dados criptografados de usuários do aplicativo para smartphones sempre que se aproximem mutuamente a uma determinada distância.

Uma vez que usuários diagnosticados com o vírus registrem suas informações, o risco de contágio será notificado para outros usuários que tenham estado em proximidade de até um metro do indivíduo contagiado pelo menos durante 15 minutos.

O ministro explicou que o aplicativo não registrará dados capazes de revelar a identidade ou privacidade de indivíduos, como seu número de telefone ou sua localização.

Agência Brasil
Coronavírus

Brasil: Curva de mortes pelo novo coronavírus desacelera e se estabiliza

O Brasil completa esta quarta-feira (17) três semanas com o ritmo de registro de mortes por Covid-19 entrando em estabilização. Quando se considera uma média semanal de óbitos (para descontar os atrasos de notificação dos finais de semana), desde o dia 26 de maio o país está em um patamar médio de 985 vítimas por dia, sem oscilar mais que 6% desse valor.

Nos gráficos epidemiológicos, o número de casos e mortes assume aos poucos a forma de platô — o que, em outros países, representou o pico da ocorrência de Covid-19. Essa realidade, no entanto, esconde diferenças locais. Enquanto os estados onde a pandemia chegou antes, Rio de Janeiro e São Paulo, puxam a tendência de estabilização, outros, como Paraná e Paraíba assistem a epidemia começando a ganhar impulso. O retrocesso de um lado anula o avanço de outro na média nacional.

O Brasil confirmou nesta terça-feira 1.338 novos óbitos por coronavírus, chegando ao total de 45.456. Foi o segundo maior número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia, há três meses, atrás apenas do registrado no último dia 4 (1.470 ocorrências). O levantamento é assinado pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, comprometido em fazer uma contagem independente das estatísticas da epidemia.

O estado do Rio chega até a insinuar uma queda um pouco mais clara no número de mortes por dia na última quinzena, passando de aproximadamente 200 para 140. São Paulo, no entanto, não conseguiu rebaixar este patamar da mesma forma.

O comportamento desordenado do coronavírus Brasil afora deve-se às proporções continentais do país. Grupos de estudo e modelagem da Covid-19 avaliam que há vários focos de epidemia no território nacional. No eixo Rio-São Paulo, por exemplo, a maior preocupação é o registro de casos nos municípios do interior, onde há baixa capacidade de testagem e infraestrutura hospitalar precária para o atendimento a pacientes. Já a disparada na curva de óbitos dos estados do Sul seria explicada pelo fato de que a região foi a última a ser acometida pelo coronavírus.

“Em um país de nosso tamanho, cada cidade e estado reagirão de maneira única. Devemos ter diretrizes nacionais para uso de testes, mas as medidas de contenção e o relaxamento (para circulação de pessoas) serão decididas regionalmente”, explica a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Outro desafio, segundo Pasternak, é a subnotificação. Em Minas Gerais, por exemplo, houve um aumento desproporcional no diagnóstico de síndrome respiratória aguda grave e um registro tímido de Covid-19 — ambas as doenças têm sintomas semelhantes.

As medidas tomadas recentemente por governantes, como a reabertura de shoppings no Rio e em São Paulo, podem acentuar a quantidade de contaminações e, em algumas semanas, dado o tempo necessário para a incubação do vírus, também o número de óbitos.

O Globo
Coronavírus

Brasil tem 869.956 casos de Covid-19 e 43.396 óbitos causados pela doença

Dados são do boletim das 8h deste domingo do consórcio de veículos de imprensa

O Brasil registrou 869.956 casos de Covid-19, e o número total de mortes atingiu a marca de 43.396. Os dados são do boletim das 8h deste domingo do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, a partir das atualizações das secretarias estaduais de Saúde.

Foram registradas sete novas mortes e 2.074 novos casos em relação ao dia anterior. Somente Goiás e Roraima publicaram atualizações de seus números em relação à noite de domingo.

Na sexta-feira (12), o Brasil se tornou o segundo país com maior número mortes provocadas pelo novo coronavírus, ultrapassando o Reino Unido e ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O último balanço do Ministério da Saúde foi divulgado na noite de domingo. De acordo com a pasta, foram registrados 17.110 novos casos da doença nas últimas 24 horas, totalizando 867.674. Ainda segundo o balanço, foram registradas 612 novas mortes nas últimas 24 horas, totalizando 43.332.

O Globo
Coronavírus

Chile bate recorde diário com 6.754 novos casos de Covid-19

Nas últimas 24 horas, o Chile registrou 6.754 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus, o maior número até hoje, e 222 mortes. No total, são 2.870 mortos. O país é o 13º em número de casos no mundo, com 160.846 contaminados, segundo ranking do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas (CSSE) da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O ministro da Saúde chileno, Jaime Mañalich, afirmou que o mês de junho será, provavelmente, o mais difícil para o país. “Foram 100 dias difíceis, de muito sacrifício, de muito trabalho e também de muita solidariedade e generosidade. De fato, o que essa pandemia significou para os cidadãos, não apenas do Chile, mas de todo o mundo, vai marcar a história do século 21 claramente, e ainda nem temos uma antecipação de como será o mundo pós-covid”, disse.

O Chile registrou o primeiro caso de contaminação no dia 3 de março. O subsecretário de Redes de Assistência, Arturo Zúñiga, informou que as 222 mortes registradas nas últimas 24 horas correspondem a falecimentos dos últimos 4 dias, pois são contabilizadas pela data da certidão de óbito no Registro Civil.

Entre os 6.754 novos casos confirmados, 6.217 pacientes tinham sintomas e 537 eram assintomáticos. Atualmente há 1.647 pacientes hospitalizados em unidades de terapia intensiva, sendo que 1.391 estão com ventilação mecânica e 372 em estado grave.

Nas últimas 24 horas, foram feitos 18.733 testes PCR. No total, o Chile realizou 799.776 testes.

“Nossa dinâmica tem sido fundamentalmente de testagem em massa, de todos os contatos próximos, daqueles que podem ter tido contato com a doença. Temos capacidade para realizar 20 mil testes por dia, o que representa o esforço para identificar pessoas, seus contatos e gerar estratégias de isolamento. Estratégias que foram reforçadas nos últimos dias e que permitem levar para residências sanitárias a pessoas que não podem cumprir a quarentena em casa”, disse o ministro da Saúde, ressaltando que são 131 residências sanitárias no país, com capacidade para atender 12.310 pessoas.

Agência Brasil

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