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Comitê científico descarta lockdown no Rio Grande do Norte

O Governo do Rio Grande do Norte anunciará hoje medidas restritivas mais rígidas com o objetivo de mitigar o avanço da pandemia no coronavírus e suas variantes no Estado. O lockdown, que consiste no isolamento social extremo com o fechamento de todos os serviços não essenciais, está descartado. A governadora Fátima Bezerra deverá impor ampliação do toque de recolher em todo o território potiguar, assim como a adoção de restrições maiores relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas e a ampliação da frota de ônibus para o transporte público.

Essas informações foram confirmadas com exclusividade à Tribuna do Norte pelo cientista Ricardo Valentim, diretor executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e membro do Comitê Científico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN). Detalhes como a horário de prorrogação do toque de recolher, por exemplo, só serão divulgados pelo Governo do Estado, o que ocorrerá em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5).

Ricardo Valentim elencou pontos que integram a lista de recomendações feitas pelo Comitê Científico ao Poder Executivo estadual. Entre elas estão: a ampliação da frota de transporte público em circulação, maior controle de acesso e permanências em ambientes fechados (bares, restaurantes, shoppings centers, templos religiosos e academias de ginástica, por exemplo) e em abertos (parques urbanos, orlas de praias e calçadões). Todas elas com o intuito de evitar aglomerações.

Em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, na manhã desta sexta-feira, Ricardo Valentim salientou a necessidade de alinhamento entre governos estadual e municipais, a fim de tornar clara as medidas que devem ser cumpridas neste momento. O coordenador diz isso, levando em consideração que municípios têm autonomia de editar decretos e estimular ações diferentes do que é promovido pelo governo estadual, por exemplo. “Ou a população, junto a estados e municípios, se une neste momento ou ainda perderemos ainda mais vidas”, afirmou ele.

“A imprensa tem noticiado frequentemente que os ônibus estão lotados. Além disso, há uma recomendação importante relativa às aglomerações em ambientes abertos e fechados. Nós queremos mitigar as aglomerações”, disse Ricardo Valentim. Ele apontou preocupação com o elevado número diário de novos casos e com a pressão sofrida pelos sistemas público e privado de saúde em razão da alta de internações em leitos clínicos e críticos por pacientes com a covid-19.

Segundo declarou, a pandemia tem como epicentro atual Natal e a Região
Metropolitana. É nessa faixa do Rio Grande do Norte que está o maior número de pacientes com perfil de leito crítico inscritos na Plataforma Regula RN. Por volta das 22h dessa quinta-feira (5), existiam 66 pacientes à espera de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar a covid-19 no Estado. Desses, 65 estavam na Região Metropolitana. Havia somente 12 leitos disponíveis. “Há uma pressão muito forte por leitos nessa região, que hoje aparece como o epicentro da pandemia”, reforçou Ricardo Valentim.

Jair Sampaio

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