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Coluna Letícia Marina

Coluna: Letícia Marina

leticia mariaNa última sexta, 06/06/2014 uma onda nostálgica e surpreendentemente avassaladora invadiu-me por completo. O evento ocorreu na Praça Tetê Salustino e exalou esperança por todos os lados. Bom, talvez eu esteja sendo romântica demais, mas acredite a emoção que senti diante de um trabalho bem feito e belíssimo rendeu tamanha admiração. Há 11 anos surgia o Programa Educacional de Resistência às Drogas, o famoso PROERD, eu devo ter sido aluna das primeiras turmas (não posso confiar muito na minha memória), mas recordo muito bem das músicas, temáticas e do aprendizado. O conhecimento é a melhor arma para a guerra, e enquanto este conceito não for compreendido e posto em prática não teremos muitos vitoriosos. A LUTA contra as drogas é uma batalha difícil e longa, não é fácil abandonar vícios, mesmo quem acredita não ter, os tem. Se cada criança que vi naquela praça, em plena formatura seguir os ensinamentos dados, gritar o NÃO às drogas com aquela força e decisão. Nossa! Quanto avanço, e quem sabe a orientação se dissemina? Parabenizo de pé aos criadores, colaboradores, orientadores do programa. Acreditem, vocês causaram um efeito grandioso em mim, que ali, acompanhando meu irmão, tão jovem e tão vulnerável a esse mundo de sonhos, mas também de ilusões saiu me falando de fé e esperança. Currais Novos e tantos outros precisam mais do que idealistas, necessitam de idealistas que façam.


Abraço, Letícia Marina.

Coluna Letícia Marina

Com as próprias mãos, será essa a solução?

leticia mariaEstive pensando se realmente escreveria sobre esse assunto. A explicação para a hesitação é simples: Evito ligar a TV ao meio dia, principalmente nos noticiários, pois dentre as tantas coisas que a mídia vende, estão as desgraças. Bem, para pessoas com sensibilidade exacerbada (eu), torna-se bastante complicado se alimentar e permitir que os ouvidos atentem para as barbáries. No último sábado (03) aconteceu o que pode ocorrer a qualquer pessoa. Sabe-se que as redes sociais podem ser comparadas àquela famosa faca de dois gumes (o que pode te fazer bem, pode acarretar prejuízo simultaneamente). Uma página criada no Facebook voltada para denúncias na região de Guarujá publicou que havia uma suposta sequestradora de crianças na região e posteriormente publicou um retrato falado, o pontapé para a confusão. Segundo o site Estadão/ São Paulo: Fabiane foi amarrada, espancada e arrastada por mais de cem pessoas do bairro Morrinhos. O crime ocorreu por causa de um boato, espalhado pela internet, de que ela sequestrava crianças para fazer magia negra.

Há também depoimento de um primo da vítima que diz: Sábado passado, enquanto caminhava pelo bairro, Fabiane viu uma criança sozinha na rua. Além de mexer com a criança, ela teria chegado a dar uma banana para o menino — Fabiane havia feito compras instantes antes. Mas a mãe da criança viu a cena, e achou que a desconhecida seria a tal bruxa que assombrava a região, boato que havia sido espalhado pelo perfil do Facebook chamado “Guarujá Alerta”.

A fúria das pessoas que participaram do linchamento fez com que a bíblia que a dona de casa carregava na mão fosse visto como “um livro satânico”. “Eles falaram que era um ‘livro satânico’ e tentaram rasgar. Não viram que era uma bíblia. Fui eu quem tirou o livro do chão”, conta a dona de casa Carla Rosane Cunha Viana, de 47 anos, que testemunhou toda a ação. Ela aparece em um dos vídeos publicados na internet sobre o caso, pedindo para as pessoas pararem com as agressões, mas sendo ignorada. (Estadão/São Paulo)

Nesse momento a comida não mais desceu, a fome deixou de existir. Então me levantei da mesa e como uma pessoa forte (para quebrar o clichê de que o choro é para fracos), chorei, chorei inconsolavelmente de bruços sobre o travesseiro. Não quis pensar em nada. Na internet havia vídeos, todas as vezes que abria o Facebook alguém comentava algo, todos os canais falavam e isso passou a perseguir-me de maneira assustadora. Por isso não escrevi antes, eu tinha que estar firme, tinha que saber usar as palavras certas para horas erradas. A mente me levou à Lei do Talião, presentes no Código de Hamurabi em 1780 a.C., no reino da Babilônia, OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE. A pena seria referente ao crime (na época de acordo com a posição social), mas eu não quero me prender a isso, e sim fazer uma observação: Estamos em pleno século XXI, ano de 2014 e presenciar essa brutalidade animal causa reviravoltas no estômago. Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, não foi a primeira a sofrer (in)justiça pela sociedade, tampouco será a última. Que tipo de animais somos nós? Não somos os que pensamos? Pensar inclui: Informar, averiguar, constatar, pesquisar dentre tantos outros verbos. Certo, não somos privilegiados com a melhor educação, saúde, segurança e justiça do mundo, mas um pouco de humanidade não custa tanto.  E se custa ainda sai mais barato do que o preço de uma vida.

Atentem: UMA VIDA no Guarujá, outra em São Paulo, outra em Currais Novos… A multiplicação é diária, quantas mil cidades o Brasil tem? Quantas mil injustiças ocorrem?

Amarrados a postes, linchados, estuprados, confundidos, acusados sem fundamentos, presos injustamente. Quantos não pegam 10 ou mais anos de prisão por serem confundidos? Tempo para confundir, se enganar e conseguir desculpas para os problemas, todo mundo tem, mas para se informar melhor, falta.

O que resta disso tudo?
1 – Indignação
2 – Descréditos ao ser humano
3 – Uma família perdida.
4 – Vídeos de atrocidades e mortes pela internet.
5 – Filhos que precisam de amor demais para crescer em meio a vídeos e fotos da própria mãe sendo morta.
6 – A espera de justiça para quem colaborou no ato (Prenderam um, mas ele não fez sozinho).
7 – Remorso e impotência para quem tentou ajuda-la no momento.
8 – Revolta
9 – Perda de fé
10 – Um corpo que jaz morto dentro de gavetas num cemitério que fica entre um lixão  e um depósito de  contêineres.

Talvez muitos desses pontos nem façam sentido pra você, porque Graças a Deus, não é a sua mãe que está lá, morta injustamente.

Coluna Letícia Marina

Somos todos macacos?

leticia maria
A resposta de Daniel Alves a um “suposto” ataque racista foi carregada de classe, somos todos iguais sim (seres HUMANOS). Se foi um ato de racismo, lamento pelo ser humano que o cometeu, certamente vive recluso a uma mente mesquinha e nada inteligente. Por falar em inteligente, não achei nada sábia essa campanha que tomou conta das redes sociais, pareceu-me até um pouco controversa. Recordo-me bem que faz um tempinho que lutamos para desmistificar essa associação entre homem e macaco. Até lembro que li numa reportagem que o ilustre Monteiro Lobato deveria ter sido “processado” por comparar a Tia Anastácia a uma macaca. Ora, mas que coisa controversa hein sociedade brasileira? Combater ao preconceito não é se render a ele. Ah e postar foto com banana não fará ninguém menos racista. Antes uma camisa com uma frase: “Sim, somos todos alienados” do que “Sim, somos todos macacos”. Que a verdade seja dita não é? Mas quem prevaleceu foi a mentira, muitos (atente que muitos não quer dizer todos) que postaram seus selfies nas redes sociais não admira a beleza negra, julga-os diferentes, rotulam, desprezam ou simplesmente ignoram… O combate ao racismo não está nas redes sociais, está dentro de cada um, dando exemplo diariamente, quebrando esses tabus, respeitando o outro como ser humano, porque caráter, humildade, inteligência e racionalidade independe de cor. E basta de sensacionalismo e hipocrisia. Eu pelo menos, estou farta. Antes algo silencioso e verdadeiro do que exagerado e mentiroso.

Por: Letícia Marina
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O poder das palavras

 

leticia maria

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) há sim uma relação entre o tamanho da roupa e estupro, pelo menos é o que diz a porcentagem das entrevistas baseadas em perguntas mal elaboradas. Sim, pessimamente elaboradas, o duplo sentido caiu como uma luva, revolucionando o país, já que cada um tem uma interpretação diferente, os pensamentos se bombardearam e a “coisa” tomou maiores proporções, o que era de se esperar por se tratar do ato perverso que acomete mulheres desde… Bem, desde que homem é homem e se vê no direito de abusar do sexo oposto. Aproveitando a confusão lanço dois pensamentos de pessoas desconhecidas mesclados aos meus.

1 – Tamanho de roupa não testa moral, o direito de usar minissaia não indica que a pessoa está oferecendo o próprio corpo, não pode ser indicador de caráter, logo, não se responsabiliza se alguma mente corrompida ataca-la. E mais, a mulher tem o livre arbítrio de decidir o que vestir, desde a época que trocou vestidos por calças. Agora, se for da opinião de alguém achar que a roupa curta atrai olhares e incentiva pensamentos, aí vai de cada um, quem acha que respeite quem usa que se responsabilize.

2 – As palavras tem um poder grandioso sobre as coisas, fatos e pessoas. Portanto, o “merecer” e o “atacar” ficarão marcados, já que se queriam expressar uma coisa, acabaram significando outra, e por sinal oposta. Merecer ser atacada? Qual mulher merece ser abusada? O ataque é físico? Ou o simples ato de receber uma cantada é considerado ataque?

Será que os estupradores utilizam a roupa como regra? Ou o local, a movimentação, o dia errado, a hora errada e a oportunidade contribuem? Serão as mulheres culpadas, a sociedade ou o governo?

Ah, e se o Brasil é machista ou não? Bom, não está extinto e isso responde muito. E essa pesquisa em véspera de copa? Há alguma ligação para desvio de foco?

Deixo aqui estas indagações, tenho as minhas respostas, mas seria contra a minha discrição deixa-las aqui.
Abraço!

Para se informar melhor: Clique aqui!

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