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Brumadinho

Equipes já estão em campo no 13º dia de buscas em Brumadinho

Cerca de 380 homens deram início aos trabalhos no 13º dia de buscas na região onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu, em Brumadinho (MG). De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do estado, além do efetivo, as equipes contam com o auxílio de 21 máquinas pesadas e quatro caminhões.

O último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais aponta 142 mortos na tragédia, sendo que 122 já foram identificados. Três pessoas permanecem hospitalizadas e 194 ainda não foram localizadas – entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade. Há também 103 desabrigados.

Libertação de presos

Ontem (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela libertação de cinco pessoas presas no dia 29 de janeiro, acusadas de envolvimento no rompimento da barragem. Entre elas estão engenheiros, geólogos e outros técnicos da Vale e da empresa que assinou laudo assegurando as condições de segurança da barragem.

Com informações da Agência Brasil.
Brumadinho » Tragédia

Número de mortos em Brumadinho chega a 142; há 194 desaparecidos

Equipes têm trabalhado na região onde aconteceu a tragédia no interior de Minas Gerais

O número de mortos após rompimento da barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, chegou a 142 nesta terça-feira, 5, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil mineira. Há 194 desaparecidos.

A barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, se rompeu no dia 25 de janeiro. Os rejeitos da barragem atingiram a parte administrativa da mineradora Vale, uma pousada e uma comunidade próxima da mina. Desde a sexta-feira, bombeiros buscam desaparecidos na região.

De acordo com a Defesa Civil, dos 142 corpos encontrados 122 já foram identificados. Outros 20 permanecem sem identificação. Há ainda 194 pessoas desaparecidas e 103 desabrigadas.

Imagens divulgadas na última sexta-feira, 1º, revelam o exato momento em que se rompeu a barragem em Brumadinho. A gravação mostra o dique principal se destruindo e uma onda de lama avançando sobre o terreno com grande velocidade e força.

O relatório da consultoria alemã Tüv Süd, que atestou a estabilidade da barragem mostra que a base da estrutura estava no limite de segurança previsto pelas normas do País. Em visita a campo, a equipe encontrou 15 pontos que exigiriam atenção, como necessidade de um novo radar e medidores de pressão na estrutura. A Vale disse que fazia inspeções constantes – a última em 22 de janeiro, três dias antes do colapso.

Agora RN
Brumadinho

BRUMADINHO: primeiros corpos resgatados no 12º dia de buscas chegam ao Córrego do Feijão

Os primeiros corpos ou restos mortais resgatados na lama nesta terça-feira (5) chegaram ao campo usado como centro de operações do Corpo de Bombeiros, por volta das 9h45, no Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. O 12º dia de buscas começou por volta das 6h50.

Após mais de duas horas e meia de buscas, os corpos ou segmentos de corpos foram trazidos em um helicóptero da Polícia Militar do Paraná.

Os trabalhos nesta terça são feitos em 22 pontos diferentes e contam com a ajuda de 10 helicópteros e equipes de militares a pé, de barco, escavadeiras e máquinas anfíbias.

Três equipes são reforçadas por militares da Força Nacional de Segurança e também continua presença de militares de outros estados.

Apesar do tempo firme que favorece as buscas, há previsão de chuva na parte da tarde.

Está previsto um sepultamento ao meio dia no cemitério do Córrego do Feijão. Por causa do enterro, a família pediu que a movimentação dos helicópteros fossem paralisadas das 11h30 até o fim da homenagem.

Por volta das 10h45, o helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais trouxe mais corpos ao centro de operações. No momento, as aeronaves estão retornando para o período de pausa.

G1
Brumadinho

Número de mortos na tragédia de Brumadinho sobe para 134

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Defesa Civil do estado atualizaram para 134 o número de mortos, após o rompimento da Barragem 1 da Vale, em Brumadinho (MG). Desse total, 120 já tiveram as identidades confirmadas pelas autoridades. Além disso, 199 pessoas ainda permanecem desaparecidas. Ao todo, 394 foram localizadas.

Segundo o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, a previsão é de chuva para os próximos dias, mas as condições meteorológicas não deverão representar um obstáculo, uma vez que parte do efetivo ainda está trabalhando no que chamam de área quente – região mais afetada pelo fluxo de lama e onde há maior chance de vítimas serem encontradas.

Ainda de acordo com o tenente, devido ao deslocamento da lama, foi possível encontrar três corpos de vítimas perto do que as equipes acreditam ter sido o vestiário da mineradora Vale.

Durante a coletiva de imprensa, o tenente também informou que 15 máquinas deverão auxiliar nas buscas da força-tarefa estruturada no local.

Agência Brasil
Brumadinho » Rio Grande do Norte

PMs e bombeiros do RN se unem às equipes de resgate em Brumadinho, MG

Dois policiais e dois bombeiros militares do Rio Grande do Norte chegaram neste final de semana a Brumadinho, em Minas Gerais, e se juntaram às equipes de resgate com a missão de ajudar a encontrar os corpos das vítimas da tragédia.

Até agora, 114 dos 121 mortos encontrados foram identificados. Há ainda 205 pessoas desaparecidas e outras 394 que foram localizadas com vida. Material genético de 210 pessoas foi colhido para ajudar na identificação de vítimas.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar do RN, os policiais são um capitão e um sargento. “O capitão Djalma Romualdo Brito Galvão e o sargento Flávio Henrique de Mendonça vão trabalhar em um helicóptero da Força Nacional”, afirmou o tenente-coronel Eduardo Franco.

“Já os bombeiros, o subtenente Marcos Antônio dos Santos Ribeiro e o cabo André Ribeiro Dantas, vão atuar em terra, também auxiliando nas buscas de corpos”, complementou o assessor da PM.

Na semana passada, 11 bombeiros civis potiguares formaram um grupo voluntário e também foram para Brumadinho. Eles viajaram em duas viaturas e uma ambulância, levando esquipamentos que podem ajudar no trabalho de resgate, além de comida e água. A previsão inicial é de que este grupo passe sete dias na região.

  • Números da tragédia
  • 121 mortos confirmados – 114 identificados
  • 205 desaparecidos
  • 192 resgatados
  • 395 localizados
G1
Brumadinho

Em Brumadinho, buscas estão suspensas devido à chuva forte que atinge a cidade hoje

O início das buscas está suspenso devido à chuva forte que atinge a cidade de Brumadinho desde a madrugada desta segunda-feira (4). Segundo o tenente-coronel Anderson Passos, há risco para os bombeiros na principal área de buscas, chamada de zona quente, porque a perspectiva é de que o rejeito remanescente na barragem do acidente possa se desprender e se deslocar até o trecho de ação das equipes. As aeronaves usadas na operação também não puderam levantar voo.

G1
Brumadinho

Buscas em Brumadinho ainda não têm data para acabar, dizem bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou hoje (1º) que não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas na região de Brumadinho (MG), onde a barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu, no dia 25 de janeiro.

“A gente ainda tem que fazer um planejamento, de vários dias. A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não”, afirmou em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.

De acordo com o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, as equipes dividiram a área vasculhada em 45 quadrantes para facilitar a distribuição de tarefas. O militar explicou que têm chegado às mãos da organização vídeos que não têm relação com o desastre mas que são divulgados como se registrassem resgates de vítimas da ocorrência, o que tem atrapalhado a orientação dos trabalhos.

“Muitos vídeos veiculados são fake news, notícia falsa. Episódios que aconteceram em outros países e situações de salvamento que também são veiculados de maneira maliciosa. Isso acaba se tornando uma grande crueldade com os familiares das vítimas, gerando uma expectativa, uma angústia maior ainda”, disse.

Ao todo, em oito dias de buscas, foram localizados 110 mortos, dos quais 71 foram identificadas por exames realizados pela Polícia Civil.

Além disso, 238 pessoas permanecem desaparecidas e seis pessoas foram hospitalizadas. Das pessoas resgatadas, 108 estão desabrigadas.

Medidas
Diversas diligências têm sido estabelecidas pelas autoridades governamentais e pela mineradora, após o incidente, que provocou, inclusive, o adiamento do início do período letivo das escolas do município, que abrangem cerca de 6 mil alunos.

Entre as deliberações está, por exemplo, a emissão, da parte do Ministério Público Federal (MPF), de três recomendações favoráveis à cessação de licenças ambientais para barragens que utilizem o método de alteamento de montante, como é o caso do reservatório 1 da Mina Córrego do Feijão e da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Os documentos foram endereçados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), órgãos que ficam responsáveis por expedir essa autorização, sem a qual obras de expressivo impacto ambiental não podem funcionar.

Conforme o MPF explicou em nota, o alteamento de montante é um método proibido em alguns países, como no Chile. Tal sistema permite que o dique inicial seja ampliado para cima quando a barragem fica cheia, e o próprio rejeito do processo de beneficiamento do minério acaba sendo usado como fundação da barreira de contenção.

Além disso, parlamentares da esfera federal têm se mobilizado para reforçar a supervisão de estruturas. A comissão externa da Câmara dos Deputados, composta por 15 membros, confirmou que irá a Brumadinho na próxima quarta-feira (6). Chegando lá, participará de reuniões com bombeiros, defesa civil, Ministério Público e gabinete de crise instalados na cidade, para averiguar as circunstâncias que a população local tem enfrentado.

Vale
A Justiça já bloqueou R$ 11,8 bilhões de contas da Vale. Da quantia, R$ 800 milhões serão reservados para assegurar pagamentos e indenizações trabalhistas, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o órgão, recaem também sobre a mineradora obrigações como arcar com custos de sepultamento e a manutenção de pagamentos de salários a trabalhadores vivos e familiares de mortos e desaparecidos, a entrega de documentos considerados fundamentais para a instrução do inquérito e a apuração das condições de segurança na mina.

A mineradora decidiu doar R$ 80 milhões para Brumadinho, como forma de compensar a perda de arrecadação com o rompimento da barragem de rejetos. O montante deve ser repassado à prefeitura no decurso de dois anos.

Além disso, a multinacional anunciou, na última terça-feira (29), que fechará dez barragens semelhantes à que foi afetada, todas localizadas em Minas Gerais.

Agência Brasil
Brumadinho

Em Brumadinho, igreja se transforma em lavanderia para higienizar fardas de bombeiros

Desde a tragédia causada pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão há uma semana, em Brumadinho (MG), uma igreja evangélica foi transformada em lavanderia coletiva.

No local, 20 voluntárias se revezam 24 horas para garantir que os uniformes dos bombeiros que atuam nas operações de buscas em meio à lama provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos fiquem limpos, higienizados e passados.

Técnica em vestuário, Laura Miranda Baggio, de 57 anos, viajou seis horas de Monte Sião (MG) para Brumadinho exclusivamente para trabalhar na lavanderia. Ela contou que o maior desafio não está na lavagem ou higienização das fardas, mas em lidar com as emoções.

“A parte mais difícil é ficar aqui trabalhando, pensando na dor das pessoas que perderam seus entes queridos”, afirmou Laura Baggio. “Volto [para casa] com a sensação do dever cumprido. Mas o coração ficará aqui.”

De acordo com as voluntárias, são lavadas 200 peças de roupa por dia, incluindo a higienização com formol. Depois, são passadas e embaladas individualmente em sacos plásticos. Os soldados recebem ainda um bilhete carinhoso e uma barrinha de cereal.

A dona de casa Maria Águida dos Santos Coelho saiu de Belo Horizonte para Brumadinho determinada a ajudar como voluntária. “[Fico feliz em saber que os bombeiros] vão receber uma roupa limpa depois de passarem o dia trabalhando”, disse.

Marilda Augusta Ferreira Santos, dona de casa, viajou uma hora e meia do distrito de Barreiro de Cima para Brumadinho, trabalha na lavanderia e também com a distribuição de cestas básicas. Segundo ela, o fato de estar ali é a recompensa pelo que acredita. “Eu amo fazer isso aí: estar servindo aos outros.”

Até o momento, foram contabilizados 110 mortos na tragédia ocorrida na última sexta-feira (25), dos quais 71 foram identificadas por exames realizados pela Polícia Civil. Há ainda 238 pessoas desaparecidas.

Agência Brasil
Brumadinho

Vídeo mostra invasão de lama após rompimento de barragem em Minas Gerais; assista

Imagens de uma câmera de segurança que estava em um guindaste ao lado da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, que se rompeu em Brumadinho, na sexta-feira, 25, mostram o momento em que a lama começa a se espalhar. As imagens foram obtidas e divulgadas pelo canal BandNews.

No início do vídeo, é possível ver a formação de um paredão de poeira e, em seguida, uma onda de lama avançando. Veículos que estavam na área tentam fugir do local, que é totalmente tomado pelo rejeito de minério de ferro. O desastre ocorreu às 12h29, segundo o horário exibido nas imagens.

O material atingiu a área administrativa da empresa, a comunidade da Vila Ferteco e a pousada Nova Estância. Até a manhã desta sexta-feira, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a tragédia deixou 110 mortos – 71 deles identificados – e 238 desaparecidos.

Nesta sexta, os bombeiros prestaram uma homenagem às vítimas. O helicóptero Arcanjo lançou flores doadas pela população sobre a região do desastre.

Agora RN
Brumadinho

Brumadinho, uma cidade inteira de luto

A 57 quilômetros de Belo Horizonte, Brumadinho se tornou referência na região por causa da empresa Vale e da proximidade com o Museu do Inhotim, mas desde o desastre há uma semana, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, a cidade vive em clima de luto e tristeza. As pessoas caminham sem sorrir nem conversar em voz alta, há enterros todos os dias, parte do comércio fechou as portas e até bares e restaurantes se impuseram luto.

Com pouco mais de 36 mil moradores, Brumadinho é a típica cidade do interior de Minas Gerais: praça onde todos se reúnem, bares com música ao vivo e a igreja, ponto de encontro da maioria. Com a tragédia que matou 110 pessoas e deixou 238 desaparecidas, de acordo com o último balanço, todos têm um parente ou amigo entre as vítimas.

A esperança que dominou as pessoas, nos primeiros dias de resgate, cedeu lugar à angústia e ao desânimo. É comum encontrar pessoas que afirmam que querem apenas dar um sepultamento digno para uma vítima ainda desaparecida. No desespero, há quem se aventure pela lama e na mata em busca do parente ou amigo desaparecido, o que é condenado pela Defesa Civil e pelos bombeiros.

Heróis invisíveis

Nas ruas, o único assunto desde o dia 25 é o desastre. Em meio à tristeza que predomina na cidade, surgem heróis invisíveis que estão em todos os lugares. Mulheres de várias idades se uniram e montaram uma lavanderia coletiva. Nela, lavam as roupas dos bombeiros que estão acampados no município para ajudar nas operações de resgate.

Em outro local, voluntários se revezam para tomar conta e brincar com crianças cujos pais estão envolvidos nas buscas ou entre os desaparecidos. Também há grupos de apoio aos militares e civis que atuam diretamente nas ações.

Preocupações

A preocupação da maioria dos moradores se concentra no bairro rural Córrego do Feijão, próximo à barragem. Lá, a comunidade é dependente da Vale e foi duramente atingida pela tragédia. Com a lama por todos os lados, a imagem é desoladora.

Nas pousadas da região, chegam curiosos todos os dias. Pessoas que querem ver de perto a área do desastre e acompanhar os trabalhos de buscas. O movimento ocorre na contramão da economia local, que dependia basicamente da empresa Vale e dos seus impactos.

Agência Brasil

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