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Brumadinho

Senado vai definir semana que vem se terá CPI própria sobre Brumadinho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse hoje (22) que na próxima reunião com líderes na Casa, na terça-feira (26), sairá a definição se o Senado terá uma Comissão Parlamentar de Inquérito própria para apurar o rompimento da barragem em Brumadinho ou se terá uma comissão mista com a Câmara dos Deputados.

Apesar de defender um colegiado misto, ele admitiu que a tendência é que cada Casa tenha sua própria CPI. “Eu tenho conversado com os senadores e deputados para que a gente pudesse construir uma CPMI para dar uma resposta sobre pessoas que morreram vítimas de uma tragédia, que pelo que se conhece até agora, foram vítimas de descaso de uma empresa, mas há resistência por parte de senadores e deputados para a constituição da CPMI . Pedi aos líderes que façam suas indicações [ de membros] e na terça vou encaminhar se vamos instalar nossa CPI, ou se vamos esperar a sessão do Congresso para ler o requerimento de CPI Mista”, explicou durante café da manhã com jornalistas hoje, em Brasília.

Brumadinho

Em novo acordo, Vale pagará até um salário-mínimo a todo morador de Brumadinho

A Vale fechou junto a órgãos de justiça mais um Termo de Acordo Preliminar para pagamentos emergenciais para todos os moradores de Brumadinho. Também receberão o pagamento as comunidades que vivem até 1 km do leito do Rio Paraopeba, desde Brumadinho até a represa de Retiro Baixo.

Os valores foram estabelecidos em um salário-mínimo por adulto a toda a população de Brumadinho, meio salário-mínimo para adolescentes e um quarto de salário-mínimo para cada criança.

As conversas, no entanto, ainda não foram encerradas e no dia 7 de março haverá mais uma audiência para tratar questões não atendidas.

Nesta semana, a Vale também ratificou proposta de Acordo Preliminar para as comunidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Mina do Feijão. Aos moradores que perderam suas casas ou propriedades produtivas, como nos bairros de Córrego do Feijão e Parque das Cachoeiras, a empresa se comprometeu a pagar até R$ 12 mil em 12 parcelas mensais.

Bombeiros envolvidos nas buscas em Brumadinho podem estar contaminados com metais pesados presentes da lama da região.Nesta quarta-feira (20),o governo de Minas Gerais informou ter detectado níveis anormais de metais no organismo de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do estado.

Três exames laboratoriais indicaram uma elevada quantidade de alumínio nos corpos dos agentes. O governo mineiro ressaltou, no entanto, que após a interrupção da exposição, é esperado que os níveis de metal no organismo sejam normalizados.

A tragédia já deixa 171 mortes identificadas e 139 desaparecidos.

Jovem Pan
Brumadinho

BRUMADINHO: Número de mortos sobe para 169

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou para 169 o número de mortes em decorrência do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho. Mais cedo, a corporação informou que dois corpos foram retirados da lama de rejeitos nos últimos dois dias. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

De acordo com boletim da Defesa Civil do estado divulgado hoje (17), todos os óbitos já foram identificados. A tragédia na mina Córrego do Feijão, nos arredores da capital Belo Horizonte, deixou ainda 141 pessoas desaparecidas – entre funcionários da mineradora, terceirizados que prestavam serviços à Vale e membros da comunidade.

As buscas seguem na cidade desde o rompimento da barragem da mineradora Vale, no dia 25 de janeiro. Os rejeitos invadiram áreas da Mina do Córrego do Feijão, onde a estrutura estava, e das proximidades, deixando um rastro de mortes e destruição.

Desde o início das buscas, foram localizadas 393 pessoas, das quais 224 da “lista da Vale” e 169 da comunidade. Não há mais hospitalizados, segundo o balanço atualizado pela Defesa Civil.

Crédito

O Banco do Brasil anunciou que produtores de Brumadinho terão mais prazo para financiamentos adquiridos. O vencimento das dívidas foi adiado em um ano, considerando prejuízos da tragédia.

EBC
Brumadinho » Meio ambiente

AGU anuncia acordo com a Vale para custear testes de qualidade da água

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou hoje (15) que fez um acordo com a mineradora Vale para que a empresa pague os testes de laboratório para analisar a qualidade da água na região de Brumadinho, em Minas Gerais. O acordo foi celebrado após a AGU entrar com uma ação na Justiça Federal para obrigar a mineradora a custear os testes.

Segundo a AGU, serão recolhidas cerca de 100 amostras em poços artesianos que ficam próximos do Rio Paraopeba, que ficou comprometido devido ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido no dia 25 de janeiro.

A análise deverá medir a presença de metais nocivos à saúde humana, como mercúrio, chumbo e arsênio.

De acordo com o advogado-geral da União, André Mendonça, é preciso ter acesso rápido aos resultados para garantir a saúde da população atingida. “É fundamental termos conhecimento da qualidade da água que está sendo destinada ao consumo humano, para evitar a contaminação de pessoas por componentes nocivos à saúde e dar segurança aos moradores de que a água consumida é potável”, diz Mendonça.

AGÊNCIA BRASIL
Brumadinho » Policial

Sete funcionários da Vale são presos em investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho

Sete funcionários da Vale foram presos na manhã desta sexta-feira (15) em uma investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, operada pela companhia. Uma oitava pessoa é procurada. A tragédia deixou mais de 160 mortos.

A operação é feita em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

As primeiras informações são de que 12 mandados de busca e apreensão e oito de prisão estão sendo cumpridos.

Os mandados seriam para oito funcionários da Vale. Um deles, Alexandre de Paula Campanha, foi preso em casa na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Campanha foi citado em um dos depoimentos dos engenheiros da empresa alemã TÜV SÜD contratados pela Vale.

Segundo as investigações, ele teria pressionado os engenheiros para assinar o laudo que atestava estabilidade da barragem, que se rompeu em Brumadinho, sob o risco de perder o contrato.

G1
Brumadinho » Jornalismo

Em documento, Vale projetou mortes, custos e até causas possíveis de colapso

Um documento interno da Vale estimou em outubro de 2018 quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais as possíveis causas de um eventual colapso da barragem de Brumadinho (MG), que acabou se rompendo no dia 25 de janeiro, deixando ao menos 165 mortos.

O relatório é usado pelo Ministério Público de Minas Gerais em ação civil pública em que pede a adoção de medidas imediatas para evitar novos desastres, já que dez barragens, incluindo a de Brumadinho, estariam em situação de risco, segundo o documento da própria mineradora.

A Vale questiona a Promotoria e diz que o estudo indica estruturas que receberam recomendações de manutenção, as quais já estariam em curso. A empresa defende ainda que a barragem de Brumadinho não corria risco iminente.

O estudo projeta que um eventual colapso provocaria mais de cem mortes —até o momento, as autoridades contabilizam 165 mortos e 155 desaparecidos. O número considera um cenário de rompimento durante o dia e com funcionamento dos alertas sonoros instalados para evitar emergências.

A maior parte das vítimas estava no refeitório e na sede administrativa da mina do Córrego do Feijão, onde está a barragem que se rompeu. No começo do mês, a Folha mostrou que o plano de emergência da barragem previa a inundação dessas estruturas.

De acordo com o estudo da Vale, chamado Resultados do Gerenciamento de Riscos Geotécnicos, os custos de um eventual rompimento na barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão poderiam chegar a US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões, ao câmbio atual).

A empresa também projetava como causas prováveis de rompimento erosão interna ou liquefação. Inspeções já tinham encontrado indícios de erosão na ombreira (lateral da barragem) e indícios de alagamento.

O documento inclui a estrutura que se rompeu entre dez barragens em uma zona de atenção. As outras são: Laranjeiras (em Barão de Cocais), Menezes 2 e 4-A (em Brumadinho), Capitão do Mato, Dique B e Taquaras (Nova Lima) e Forquilha 1, Forquilha 2, Forquilha 3 (Ouro Preto).

A análise de estabilidade exigida pela legislação atestou as condições de segurança da barragem que se rompeu, mas indicou uma série de problemas que deveriam ser resolvidos pela mineradora.

Procurada pela Folha, a Vale afirmou em nota que “os estudos de risco e demais documentos elaborados por técnicos consideram, necessariamente, cenários hipotéticos para danos e perdas”.

A Vale disse que “não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem” e reafirmou que a estrutura tinha “todos os certificados de estabilidade e segurança”.

Em entrevista nesta terça (12), o gerente-executivo de planejamento da área de minério de ferro e carvão da empresa, Lúcio Cavalli, disse que “em momento algum essa estrutura deu sinais de que estava com problema”.

De acordo com a Vale, a “zona de atenção” compreende barragens em que os técnicos apontaram recomendações, mas não risco iminente.

Segundo a empresa, no caso da estrutura que se rompeu, as recomendações eram dar continuidade ao processo de descomissionamento e reduzir os níveis do lençol freático, o que já vinha sendo feito, de acordo com a companhia.

A Justiça de MG determinou uma série de ações preventivas nas barragens citadas. A Vale diz que todas as exigências já vinham sendo cumpridas.

A empresa questionou ainda versões dadas por funcionários de que os equipamentos apontaram aumento súbito no nível do lençol freático, dizendo que quatro dos piezômetros (instrumentos que medem esse indicador) apresentaram problemas de configuração e enviaram dados errados ao sistema. A barragem tinha 94 piezômetros.

Segundo a Vale, ainda não é possível identificar as causas da tragédia. Uma comissão formada por especialistas internacionais está investigando o caso, disse o diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Luciano Siani.

O executivo disse que a empresa está fazendo um levantamento das áreas habitadas próximas às suas barragens, mas que ainda não há um plano para reduzir o dano potencial em eventuais colapsos.

FOLHAPRESS
Brumadinho

Brumadinho: governo avalia acesso de vítimas ao Minha Casa Minha Vida

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse hoje (17) que o governo estuda uma forma de atingidos pela tragédia em Brumadinho (MG) acessarem o programa Minha Casa Minha Vida para reconstrução de suas casas. Onxy citou uma previsão no regulamento do programa para a participação de pessoas vítimas de episódios de emergência ou calamidade. Desta forma, segundo o ministro, as famílias não teriam de usar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para arcar com os prejuízos, que devem ser cobrados da mineradora Vale.

“Estamos tentando resolver isso através do Minha Casa Minha Vida calamidade, que dá a mesma condição de resolver sem ter que mexer no fundo de garantia. E depois a AGU vai cobrar da Vale, que é quem tem que pagar a conta”, afirmou, após almoço com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Para o ministro, não é justo alguém usar o dinheiro acumulado com “o suor do seu esforço” para se recuperar de um dano causado por um terceiro, no caso a empresa. “É justo que as pessoas tenham que acessar esse dinheiro [do FGTS] para corrigir algo que foi feito por uma empresa? Achamos que não é justo. Estamos trabalhando para corrigir o decreto anterior”.

A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação de saques do FGTS para trabalhadores que tiveram suas casas afetadas. A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que o governo manterá a liberação do FGTS.

Atualmente, a Lei 8.036/1990, que trata do FGTS, permite que os beneficiários movimentem suas contas em caso de “necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural”. Desde o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, em 2015, esse tipo de acidente passou a ser equiparado a desastre natural para que as vítimas pudessem movimentar esses recursos.

União dos Poderes Onxy Lorenzoni almoçou com Toffoli, com a participação, por telefone, do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro e o magistrado, o encontro foi em prol da “pacificação do Brasil”. “Já vivemos muitos momentos de conflitos, é momento de pacificação do Brasil. Estamos construindo uma grande aliança pelo Brasil. Todos nós, cada um na sua competência, estamos preocupados em construir canais para fazer o Brasil crescer”, disse Onyx.

Toffoli destacou a necessidade de harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, mas afirmou que não significa uma aprovação automática de um poder a respeito das ações do outro. “Evidentemente que isso não significa que tudo que for aprovado o Supremo vai chancelar. É um diálogo pelo respeito entre os poderes dentro daquilo que a Constituição prevê. O importante é que haja esse diálogo para que saia o melhor produto possível”.

Agência Brasil
Brumadinho » Sérgio Moro

Moro formaliza envio de Força Nacional de Segurança a Brumadinho

Ministro da Justiça, Sergio Moro

O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 11, publica portaria do ministro da Justiça, Sergio Moro, que formaliza o emprego da Força Nacional de Segurança Pública na cidade mineira de Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu no último dia 25 de janeiro e atingiu centenas de pessoas.

Dados divulgados no domingo, 10, mostram que o número de mortos do desastre subiu para 165 e o de desaparecidos agora são 160.

De acordo com a portaria, as tropas federais ficarão no local por trinta dias, mas, se necessário, o prazo poderá ser prorrogado. A Força Nacional está desde a semana passada em Brumadinho para ações de busca e salvamento e outras de defesa civil em apoio às equipes do Estado de Minas Gerais.

Agora RN
Brumadinho

New York Times sobre barragem de Brumadinho: tragédia que pode se repetir

O jornal americano The New York Times estampa em sua capa deste domingo, 10, uma reportagem especial sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho e destaca que outra tragédia desta magnitude poderá acontecer novamente, uma vez que o Brasil possui outras 88 barragens do mesmo tipo da barragem da Mina do Córrego do Feijão.

“Há 88 barragens de mineração no Brasil construídas como a que falhou — enormes reservatórios de lixo de mineração retidos por pouco mais que muros de areia e limo. E todas, exceto quatro das barragens, foram classificadas pelo governo como igualmente vulneráveis ou piores”, apontou o jornal.

O The New York Times destaca ainda outro dado mais alarmante: que pelo menos 28 delas ficam diretamente em cima de cidades ou vilas, com mais de 100 mil pessoas vivendo em áreas especialmente arriscadas se as barragens romperem.

“No desastre do mês passado, todos os elementos para a catástrofe estavam lá: um reservatório básico de lixo de mineração construído a baixo custo, assentado acima de uma grande cidade aninhada embaixo. Avisos negligenciados de problemas estruturais que poderiam levar a um colapso. Equipamento de monitoramento que não funcionou”, informou o jornal americano.

A reportagem aponta também sobre a falta de regulação no setor de mineração no Brasil, destacando que “a segunda tragédia mortal no Brasil em três anos deixa claro que nem o setor de mineração nem os reguladores têm a situação sob controle”.

O NYT diz que embora a Vale tenha afirmado que a barragem tinha um fator de segurança de acordo com as melhores práticas do mundo e que a estrutura era inspecionada regulamente, “as questões sobre a segurança da barragem foram deixadas de lado por anos. Além disso, a empresa conseguiu que seu plano de expansão do complexo de mineração em Brumadinho fosse acelerado para aprovação das autoridades locais”, mostra o jornal.

“Quando você tem esse tipo de estrutura a montante próximo a um centro populacional, isso gera todos os tipos de bandeiras vermelhas”, disse William F. Marcuson III, ex-presidente da Sociedade Americana de Engenheiros Civis.

Barragem “assustadora” De acordo com especialistas, esse tipo de barragem – a montante – é conhecida pela engenharia como “uma das mais assustadoras”, que precisa ser projetada, construída e monitorada co grande atenção nos detalhes.

“Como qualquer barragem, elas podem falhar de várias maneiras não surpreendentes. Elas podem se romper se forem preenchidas muito rapidamente. Elas podem provocar um vazamento ou sofrer danos em um terremoto. Ou elas podem ser vítimas de uma construção ou manutenção desleixada”, pontua o jornal.

De fato, “a estrutura de Brumadinho forçou a própria definição de barragem. Não tinha parede de concreto ou metal separada para conter seu conteúdo. Em vez disso, a estrutura, conhecida como represa de rejeitos a montante, dependia do lago de lama para permanecer sólida o suficiente para se conter. Basicamente, eles são como aterros, mas aterros molhados”, disse Gregory B. Baecher, membro da Academia Nacional de Engenharia e professor da Universidade de Maryland.

Brumadinho » Saúde

Brumadinho abre concurso para reforçar área de saúde

A prefeitura de Brumadinho está com edital aberto para contratação de profissionais para as secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Social do município. São 132 vagas temporárias para médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e agentes de combate a endemias, além de pessoal administrativo e operacional. As inscrições vão até o dia 11 deste mês.

De acordo com nota divulgada nesta tarde (8) pela Vale, os custos das contratações serão de responsabilidade da mineradora, que também arcará com os gastos de logística e do trabalho das esquipes. “Ao todo, serão repassados R$ 3,23 milhões à administração municipal”, informou a Vale.

O objetivo do processo seletivo é reforçar o atendimento dos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora na Mina Córrego do Feijão. Segundo os dados mais recentes, já são 157 mortos e 182 pessoas permanecem desaparecidas.

Os profissionais atuarão, inicialmente, por um período de seis meses. O prazo poderá ser estendido uma única vez, por igual período, caso se avalie a necessidade. Os salários variam de acordo com o cargo e vão de R$ 1.018 a R$ 16.280.

Além dos 132 selecionados pelo concurso, 10 profissionais serão contratados para ocupar cargos de coordenação. Após a conclusão do concurso, os aprovados vão substituir progressivamente integrantes das equipes de saúde que foram disponibilizadas pela Vale após o rompimento da barragem. Segundo a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais, a Defensoria Pública do estado, a Defensoria Pública da União e o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) também participaram do acordo firmado com o município.

Preocupações

Na última terça-feira (5), pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para a possibilidade de agravamento de doenças crônicas na população de Brumadinho e de regiões vizinhas, sobretudo em locais isolados e sem acesso aos serviços de saúde. A instituição científica, vinculada ao Ministério da Saúde, teme que a falta de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a dificuldade para obter medicamentos prejudique pessoas que dependam de hemodiálise ou que tenham doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Leva-se também em conta o fato de que agentes de saúde com as mais diversas atribuições podem ter deixado suas funções originais para atender às emergências. Além disso, há profissionais que precisam lidar com perdas pessoais. “Mesmo se nenhum agente de saúde estiver entre as vítimas, muitos deles tiveram um amigo ou um parente atingido, e que pode ter vindo a óbito. Então, é difícil esperar que essas pessoas consigam manter normalmente sua rotina de acompanhamento de hipertensos, de grávidas, de diabéticos, de pacientes renais. É impensável que as visitas domiciliares não sofram interrupções”, disse o pesquisador Diego Xavier.

A Fiocruz alertou ainda sobre o risco de surto de doenças infecciosas. Isso porque o impacto da lama sobre o bioma traz alterações na biodiversidade local, podendo afetar predadores naturais e favorecer a proliferação de caramujos, transmissores da esquistossomose, e de mosquitos que transmitem doenças como dengue, chikungunya e febre amarela.

Além disso, estudos sobre saúde mental após tragédias ambientais têm mostrado aumento de diagnósticos de depressão e de ansiedade. Outros riscos apontados pela Fiocruz são a contaminação da água do rio e a poeira, que deve se dispersar e pode causar doenças respiratórias, uma vez que a lama seque.

EBC

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