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Bolsonaro Presidente

‘Se for para ser um banana, um poste, estou fora’, diz Bolsonaro

FOTO: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 21, ser um mandatário que pode “interferir mesmo” em alguns órgãos federais se for preciso. O presidente participou brevemente no período da manhã do Congresso Aço Brasil 2019, realizado em Brasília. Aos empresários, disse acreditar no Brasil e afirmou estar confiante de que a economia está dando sinais de recuperação.

Em uma fala contraditória, Bolsonaro afirmou primeiro não ter interferido em órgãos como a Polícia Federal e a Receita, mas logo em seguida disse ser presidente “para interferir mesmo se é isso que vocês querem”.

“Se for para ser um banana, um poste, estou fora”, disse o presidente da República.

Para exemplificar que não tem interferido, Bolsonaro afirmou que fez uma sugestão no episódio da troca de comando na superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Na semana passada, ele disse que Ricardo Saadi, titular do cargo, seria substituído pelo chefe da PF no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva.

No mesmo dia, a corporação reagiu e sinalizou que não aceitaria uma indicação “de cima para baixo”. Horas depois, Bolsonaro foi obrigado a baixar o tom e aceitar a indicação do superintendente de Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa.

O presidente afirmou ainda que o Estado brasileiro está “todo aparelhado, enfrentando muita coisa errada”.

Meio ambiente

Bolsonaro repetiu aos empresários a sua avaliação de que as queimadas na região Norte do País podem estar sendo potencializadas pelas Organizações Não Governamentais que perderam dinheiro.

Mais cedo, ele afirmou a jornalistas que as ONGs que recebiam recursos do exterior podem estar por trás do aumento dessas queimadas na floresta amazônica. De acordo com ele, o objetivo seria fazer uma “campanha” contra o governo federal.

“Do dinheiro que vinha para o Fundo Amazônia, 40% ia direto para ONGs. Cortamos essa grana deles. A Alemanha não vai querer comprar à prestação essa área mais rica do mundo. O que eles querem é nossa riqueza e nossa soberania”, disse.

O presidente também afirmou aos empresários que o governo quer investir mais em pesquisas para o setor, mas ressaltou que falta dinheiro para isso. “Não posso desrespeitar a lei de responsabilidade fiscal, não posso pedalar”, disse.

Estadão Conteúdo
Bolsonaro Presidente

Amazônia: Bolsonaro diz que passou de “capitão motosserra a Nero”

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), reclamou nesta terça-feira (20/08/2019) da fama que tem de destruir a Amazônia. Segundo o chefe do Executivo, ele passou do apelido “capitão motosserra” a “Nero”, poderoso imperador romano cuja história atribui a ele o incêndio que teria destruído Roma.

“Agora estou sendo acusado de tocar fogo na Amazônia. Nero! É o Nero tocando fogo na Amazônia”, disse o presidente, que justificou o alto número de incêndios na floresta como natural. “É época de queimada por lá”, disse.

O chefe do Executivo afirmou que é impossível o uso do Exército para reprimir queimadas devido à grande dimensão da floresta equatorial brasileira. “O pessoal está pedindo aí para eu colocar o Exército para combater. Alguém sabe o tamanho da Amazônia?”, questionou.

Ao ser questionado sobre o aumento do desmatamento, Bolsonaro informou que se baseará nos próximos números a serem divulgados sobre o assunto, alertando que, agora, haverá “responsabilidade” na divulgação.

“Estou esperando as próximas rodadas e números que não serão números que vão aparecer sem responsabilidade, que vão mostrar. Ninguém está querendo esconder nada não. Se os números forem alarmantes, eu vou tomar conhecimento na frente de vocês”, indicou a jornalistas.

Terrorismo

De acordo com Bolsonaro, o governo pretende considerar oficialmente o Hezbollah como grupo terrorista. Ao ser questionado sobre o assunto, ele comparou o Hezbollah, de orientação xiita e sediado no Líbano, ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, no Brasil.

“Posso, sim [reconhecer o grupo como terrorista], pretendo fazer isso aí. E são terroristas”, sinalizou. “Temos informes que têm pessoas deles por aqui também, tríplice fronteira, grupo do crime organizado no Brasil. Eles são unidos, podem não ser muito organizados, mas são unidos”, completou.

“São grupos terroristas como o MST, para mim, também é grupo terrorista. Os caras levam o terror no campo aqui, queimam propriedades. Desestimula o homem do campo a produzir. É no Brasil todo, essa praga do MST”, completou Bolsonaro.

Metropoles
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Bolsonaro é a favor de maconha medicinal e ‘não admite’ plantio e consumo, diz porta-voz

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Jair Bolsonaro é a favor da maconha para fins medicinais, mas não “admite” plantio e consumo.

A declaração foi feita em um briefing a jornalistas, ao comentar a reunião do presidente com Antônio Barra Torres, um dos diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ).

– O presidente reforça que é favorável ao uso desse produto para fins medicinais, mas não admite que brechas da legislação sejam usadas para o plantio e consumo da maconha -afirmou o porta-voz.

A Anvisa encerra nesta segunda-feira uma consulta pública que busca regular tanto o cultivo da maconha para fins medicinais e científicos como o registro de remédios com base na planta. A previsão é que até o fim do ano a agência se posicione sobre o tema.

Bolsonaro já fez críticas ao processo, afirmando que não foi eleito para legalizar a droga, e questionou a forma como a Anvisa conduz o processo. O ministro Osmar Terra (Cidadania) foi mais duro e afirmou que há possibilidade de se abrir portas para o consumo generalizado.

O GLOBO
Bolsonaro Presidente

Bolsonaro diz que sua família sofreu ‘devassa’ da Receita Federal

Renato Bolsonaro ao lado do presidente e do deputado Hélio Lopes Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quarta-feira que a Receita Federal fez “uma devassa” em sua vida financeira e na vida de seus parentes . A declaração do presidente acontece num momento em que a equipe econômica do governo estuda transformar a área de fiscalização da Receita numa autarquia, proposição criticada por auditores e funcionários do órgão.

No último domingo, o colunista Lauro Jardim informou que, na semana passada, Bolsonaro questionou o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, sobre uma suposta perseguição de agentes do órgão contra um de seus irmãos. Na terça-feira, O GLOBO esteve no Vale da Ribeira, em São Paulo, onde Renato Bolsonaro, irmão do presidente, tem uma rede de lojas de móveis. A afirmação de ontem do presidente sobre a Receita ocorreu ao reclamar da presença do repórter no Vale, antes mesmo de qualquer reportagem ter sido publicada.

Ao responder se estava insatisfeito com o trabalho de Cintra à frente da Receita, o presidente criticou a presença do jornal na cidade de Miracatu (SP) e disse que em “qualquer estabelecimento comercial você vai achar coisa errada”:

— Vou adiantar para você. Vale a pena. Fizeram uma devassa na vida financeira dos meus familiares do Vale do Ribeira. São quatro irmãos, três mexem com venda de imóveis. Questão barata, povo humilde. No dia de ontem estiveram dois repórteres do GLOBO em três casas de comércio de irmãos meus. E entram, filmando, fotografando, fazendo perguntas indiscretas. E eles, pessoas humildes, estão falando. O CNPJ, porque a loja está assim… — afirmou o presidente, prosseguindo:

— Tenho o nome dos dois repórteres. É uma vergonha essa maneira de ir para cima de pessoas humildes, trabalhadoras. Vai achar alguma coisa errada? Acho que qualquer estabelecimento comercial você vai achar uma coisa errada e aí vão potencializar isso daí. Não conseguem me atingir, vão para cima de parentes meus. Uma vergonha.

Perguntado em seguida se a queixa se estendia à Receita, Bolsonaro afirmou:

— Foi feita uma devassa. Vocês vão ter a resposta um dia. Eu, ano passado, quase todo dia a Receita entrava na minha vida financeira para saber se tinha alguma coisa esquisita ali para tentar me derrubar na campanha, não acharam nada, não vão achar mesmo. E estão fazendo com a minha família não é de hoje, o que fazem com a minha família, nessas questões aí.

Procurada pelo GLOBO para comentar as declarações de Bolsonaro, a Receita não respondeu até o fechamento desta edição.

A atuação da Receita em investigações vem sendo um tema sensível nas últimas semanas, com investidas do Executivo, do Judiciário e do Legislativo. A pretensão do governo de separar as áreas de arrecadação e fiscalização, transformando esta última em uma agência, desagrada a auditores. Funcionários do órgão veem a medida como uma reação a investigações.

No dia 1º, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de procedimentos de investigação da Receita sobre 133 contribuintes, entre os quais o ministro do STF Gilmar Mendes. Além disso, mandou afastar dois servidores do órgão.

No Congresso, deputados articulavam ontem incluir a limitação do poder de investigação de fiscais da Receita no projeto de lei sobre abuso de autoridade.

Miracatu atrai políticos

Perguntado pelo GLOBO se suas empresas eram alvo de alguma investigação por parte da Receita Federal, Renato Bolsonaro, irmão do presidente, disse desconhecer qualquer problema com o Fisco. Ele aparece na Junta Comercial de São Paulo como dono de uma empresa de móveis em Miracatu, com filiais em Juquiá e Iguape, todas no Vale do Ribeira.

— Não sei de nada sobre qualquer investigação.

Pequena cidade com apenas 20 mil habitantes na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, Miracatu tem recebido a atenção de nomes influentes da política pela presença de Renato Bolsonaro.

Comerciante derrotado nas últimas duas eleições para prefeito em Miracatu, Renato é um dos cinco irmãos do presidente, passou a ser cotado para presidir o PSL no Estado e tem sido visitado por autoridades na cidade.

Desde julho, passaram pelo município os secretários da Pesca, Jorge Seif; e Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia; além do ministro da Advocacia Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida. O presidente da Embratur, Gilson Machado, também visitou a região em sua primeira viagem após assumir o cargo.

Numa das imagens compartilhadas por Renato em redes sociais, ele agradece ao ministro da AGU pelo “carinho e consideração”. A assessoria da AGU informou que o ministro tem parentes na região e que ele fez “uma visita de cortesia” a Renato, na qual falaram sobre “assuntos em geral”.

O tom de agradecimento se repete nos registros de visitas de autoridades. Nas postagens, o irmão do presidente costuma ser citado como uma espécie de embaixador das visitas de autoridades à região.

A Secretaria Nacional de Pesca confirmou que Renato intermediou a visita do secretário Jorge Seif a Miracatu após um pedido do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade. “A título de esclarecimento, o (presidente) Jair Messias Bolsonaro não fez nenhuma solicitação a esta Secretaria. Considerando a potencialidade daquela região, o secretário pretende voltar tantas e quantas vezes se fizer necessário para o desenvolvimento da piscicultura”, disse a Secretaria em nota.

A região onde nasceu e cresceu Jair Bolsonaro é um dos focos permanentes de atenção do presidente. Ele já falou sobre as potencialidades do grafeno e do cultivo da banana na região.

Renato também registrou em suas redes sociais um afago do sobrinho Eduardo Bolsonaro, atual presidente do PSL paulista, que deixará o cargo se for aprovado para a embaixada brasileira nos EUA. No vídeo, um Renato em tom político diz que ele e o sobrinho estão “unidos e não medindo esforços para lançar em todas as cidades do Vale candidatos a prefeito e a vereador”. O sobrinho devolve: “O meu tio aqui (…) é o nosso representante no Vale do Ribeira e, com certeza, falou com ele, está falando comigo”.

O GLOBO
Bolsonaro Presidente

‘Tenho certeza que em 2022 ou 2026 entregarei Brasil muito melhor’, diz Bolsonaro

FOTO: ALAN SANTOS/PR

O presidente Jair Bolsonaro indicou mais uma vez que poderá ser candidato a reeleição em 2022, após afirmar que pretende entregar um “Brasil melhor” em “2022 ou 2026”. A declaração foi dada no final de discurso que o presidente fez em cerimônia de abertura de evento da Fenabrave em São Paulo, nesta terça-feira, 6.

O presidente disse que não entende de economia, mas que escolheu um time que entende, em especial o ministro Paulo Guedes. Bolsonaro fez um agradecimento especial ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao Senado, pela ajuda com a agenda econômica, principalmente a reforma da Previdência, num esforço para restabelecer a confiança na classe política e facilitar a vida dos empresários. “O Parlamento vem entendendo dessa maneira e votação da Previdência em primeiro turno na Câmara foi muito clara”, disse.

Bolsonaro voltou a dizer que a vida dos empresários no Brasil é muito difícil. “Eu não quero ser patrão no Brasil, com esse emaranhado de leis. É impossível ser empresário”, afirmou. Disse, mais uma vez, também que um dia os trabalhadores terão de escolher entre ter direitos ou ter emprego.

O presidente também ressaltou que está nos seus planos a privatização dos Correios. “Paulo Guedes vem mostrando ao Brasil que eu mudei. No passado eu fui estatizante”, disse.

Estadão Conteúdo
Bolsonaro Presidente

‘Governadores do Nordeste querem a divisão do País’, diz Bolsonaro

FOTO: ALAN SANTOS/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo que, em seu entendimento, governadores do Nordeste agem para “dividir o País”, enquanto ele trabalharia para unir. Bolsonaro deu uma carona para a reportagem enquanto se deslocava em Sobradinho, na Bahia, na sua segunda viagem ao estado em menos de um mês após controvérsia com políticos da região. Em um áudio captado pela TV Brasil, Bolsonaro diz que o governo federal não devia dar “nada” para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Ele nega que na ocasião tenha usado o termo “paraíba” de forma pejorativa.

Sobre as polêmicas causadas por declarações recentes, o presidente disse que tenta ser um pouco mais polido, mas que o seu estilo é o mesmo da época da campanha. Aos que o criticam, afirmou: “Paciência. Já sabiam que eu era assim. A gente procura se polir um pouco mais, mas acontece”.

Estadão Conteúdo
Bolsonaro Presidente

‘Não leio jornal para não começar o dia envenenado’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não lê jornais para não começar o dia envenenado e disse que não trabalha pensando na reeleição em 2022, mas ressaltou que, se não for reconduzido ao cargo, espera ser substituído por “alguém melhor”.

As declarações foram dadas na manhã deste domingo (4) a uma plateia formada por cerca de 2.000 fiéis da igreja evangélica Fonte da Vida.

No culto, Bolsonaro afirmou que sabia que seu governo seria alvo de jornalistas. “Eu muitas vezes não leio jornal nenhum para não começar o dia envenenado. Não trabalho pensando em 2022”, disse.

Folhapress
Bolsonaro Presidente

PESQUISA: 32% aprovam o governo Bolsonaro e 34% desaprovam

Levantamento realizado pelo Congresso Data Room, ferramenta do instituto Ideia Big Data, mostra que 32% aprovam o presidente Jair Bolsonaro; 34% desaprovam e 34% “não aprovam, nem desaprovam”.

O Congresso Data Room entrevistou 1.512 brasileiros entre 1º e 5 de julho, via Painel Mobile, em todas as regiões. A margem de erro é 4%.

CLÁUDIO HUMBERTO
Bolsonaro Presidente

Bolsonaro defende trabalho forçado para presos

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira, 31, o trabalho forçado para presos no Brasil. Ele ponderou que a Constituição proíbe tal penalidade, mas disse que é seu “sonho” a existência de presídios agrícolas no país.

Ele também afirmou que os quatro presos que estariam envolvidos no massacre de Altamira (PA) e que foram mortos na noite desta terça-feira por sufocamento dentro do caminhão-cela que os transferia para unidades de Belém (PA) morreram porque “com toda certeza, deviam estar feridos”.

“Eu sonho com um presídio agrícola. É cláusula pétrea, mas eu gostaria que tivesse trabalho forçado no Brasil para esse tipo de gente, mas não pode forçar a barra. Ninguém quer maltratar presos nem quer que sejam mortos, mas é o habitat deles, né?”, disse Bolsonaro nesta quarta, ao fim de uma cerimônia em que assinou o contrato de concessão de trechos da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO).

Questionado sobre as mortes dos quatro presos, Bolsonaro respondeu que “problemas acontecem”. “Porque uma ambulância, quando pega uma pessoa até doente no caminho, ela pode vir a falecer. O que eu pretendo fazer? … Pessoal, problemas acontecem, está certo? Se a gente puder, eu vou conversar com o ministro Moro Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública nesse sentido”, disse.

O presidente afirmou ainda ter pena dos familiares das vítimas do massacre e defendeu que haja mais “autoridade” em cima dos presos. “A gente espera que seja resolvida essa questão. Se a gente pudesse obrigar o trabalho, mas se pudéssemos ter uma autoridade em cima do presidiário, como o americano tem, seria muito bom para nós”, afirmou.

Perguntado ainda sobre se haverá ajuda federal para o caso, Bolsonaro afirmou que já existe o fundo penitenciário.

Mortos

Com o assassinato destes quatro presos, o número de vítimas do massacre do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, sobe para 62 pessoas, maior chacina relacionada a presídios do País neste ano.

Portal no Ar
Bolsonaro Presidente

MPF cobra a Bolsonaro respeito aos direitos humanos

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi cobrado publicamente pelo Ministério Público Federal (MPF) para que “aja com moralidade, legalidade, probidade e respeito aos direitos humanos”. A cobrança foi feita em nota pública emitida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

O texto alerta a Bolsonaro que “a falta de cumprimento desses deveres, sobretudo em tema de direitos fundamentais e dignidade humana, não pode ser ignorada pelas instituições democráticas e republicanas”.

O posicionamento do MPF se refere às declarações do presidente com relação à morte do desaparecido político Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira. Ele é pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz.

Segunda-feira (29) o presidente da República deu a seguinte declaração: “um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele”. Após a repercussão negativa da declaração, Jair Bolsonaro disse que Fernando Santa Cruz teria sido morto por outros opositores à ditadura.

O MPF também desmente essa versão apresentada pelo presidente. De acordo com a nota, Fernando Santa Cruz foi “foi preso e morto por agentes do Estado brasileiro e permanece desaparecido, sem que os seus restos mortais tenham sido entregues à sua família.”

A informação baseia-se na investigação feita pela Comissão da Verdade. “Provavelmente, foi preso junto com Eduardo Collier Filho, por agentes do DOI-CODI do I Exército e, em momento incerto, transferido para o DOI-CODI do II Exército, São Paulo, à época dirigido por Carlos Alberto Brilhante Ustra.” O pai do presidente da OAB “foi visto pela última vez quando deixou a casa de seu irmão, no Rio de Janeiro, em 23 de fevereiro de 1974.”

Segundo MPF, é ilegal manter dados sobre crimes sob sigilo

A PFDC lembra ainda que por ser presidente, Bolsonaro tem dever de revelar tudo o que sabe sobre crimes da ditadura. “A responsabilidade do cargo que ocupa impõe ao Presidente da República o dever de revelar suas eventuais fontes para contradizer documentos e relatórios legítimos e oficiais sobre os graves crimes cometidos pelo regime ditatorial”, afirmam os procuradores.

E alertam: “Essa responsabilidade adquire ainda maior relevância no caso de Fernando Santa Cruz, pois o presidente afirma ter informações sobre um crime internacional que o direito considera em andamento. De anotar, ademais, que a Lei não permite sigilo sobre esses dados (Lei nº 12.527/11, art. 21)”.

A nota lembra ainda que Bolsonaro já teria sido chamado a atenção por celebrar a violação dos direitos humanos durante a ditadura militar. E que mais recentemente “manifestou-se de modo deletério à jornalista Miriam leitão”, que também foi vítima de tortura. Bolsonaro é fã declarado do coronel Brilhante Ustra (1932 – 2015) e exaltou isso publicamente durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça-feira, ainda em meio à enxurrada de críticas que recebe pelas declarações com relação ao pai do presidente da OAB, o presidente da República disse que vai respeitar a Lei da Anistia, de 1979, mas contestou a Comissão da Verdade.

“Você acredita em Comissão da Verdade? Foram sete pessoas indicadas pela Dilma [Rousseff, ex-presidente, que também foi presa durante a ditadura militar]”, disse, em resposta a jornalistas. Bolsonaro acrescentou com relação ao caso que não vai mais “mexer no passado”.

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